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segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Reducionismo barbaridade


Esta autora aí tem um grande valor para países como o Brasil de hoje, sua saga contra o coletivismo é louvável. MAS, em se tratando de filosofia, ela deixa muitas brechas, principalmente por tentar reduzir a ação humana a uma mera ação econômica e esta não está livre de percepções morais e da cultura como um todo. Há também entre os chamados 'randianos' uma certa falta de clareza e objetividade(!) no que se refere ao conceito das palavras, como é a questão do próprio egoísmo. Ora, se o egoísmo tem sua racionalidade, o que ela propôs chamar de "egoísmo racional" é totalmente redundante. E tentar levantar um véu semântico para justificá-la, como fazem muitos de seus adeptos, não adianta, pois dizer tudo que tem a ver com o Eu é fruto do egoísmo confunde este com o egocentrismo. Ademais, se hoje vivemos uma guerra cultural contra o coletivismo, em particular na sua forma estatista, isto não exime que atores individuais possam, de livre e espontânea vontade agir altruisticamente. O que me incomoda demais na autora é esta filosofia simplista de lógica binária, na qual ou eu sou "do bem", um "egoísta racional" ou eu sou "malvadão", um coletivista que quer obrigar todos a um altruísmo forçado e falso. Ora, como indivíduo, sobretudo se eu for bem sucedido economicamente, nada me impede, sem que eu tenha sido obrigado para tanto partir para ações voluntárias (se me permitem a redundância...) e ajudar os demais. Veja... O trânsito serve como analogia: se formos totalmente egoístas em um dia de chuva com semáforos pifados e não cedermos a vez para ninguém, o "sistema não anda". Da mesma forma, se formos completamente altruístas e cedermos sempre, nossa fila é que não andará prejudicando todo o sistema de tráfego também. Claro que esta é uma analogia igualmente simplista para caracterizar todos os sistemas sociais, mas o que se percebe é que a filosofia de Ayn Rand é tão simplista que até com uma analogia destas é possível contestá-la de modo, pelo menos para mim, bastante eficaz. 
 Cf.: Tomatadas: Sobre "Egoísmo racional: o individualismo de Ayn R...: Faz um tempo que estou para comentar o livro Egoísmo racional: o individualismo de Ayn Rand , do economista Rodrigo Constantino (Documenta ...

terça-feira, agosto 23, 2011

Além do simplismo de mercado


Dica para aqueles que estão cansados de simplificações a partir da lógica de mercado para entender toda sociedade:
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A segunda razão é que a atenção à diferença pode fazer com que os liberais parem de tentar invocar o autointeresse tanto como “eficiente” quanto “moral” em todas as situações. O liberalismo não requer ação por puro autointeresse em uma família ou em uma empresa, e não há nada iliberal em se comportar altruisticamente e em se preocupar com o todo de uma organização. O comportamento autointeressado em ordens íntimas é rude e frequentemente imaturo, e tentar racionalizá-lo através de uma filosofia política faz com que o indivíduo pareça narcisista e bitolado. A compreensão da distinção hayekiana entre ordens e organizações pode ajudar os liberais a evitarem tanto as más teorias sociais quanto o mau comportamento social.
Nem tudo é um mercado | OrdemLivre.org
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segunda-feira, julho 25, 2011

Av. Paulista


São fotos da Avenida Paulista e arredores, uma estética bem Ayn Rand ou, pelo menos, inspirada em obras como A Nascente, livro que ainda tecerei uma crítica junto com a trilogia A Revolta de Atlas. Bem... Espero que desfrutem desses belos e imponentes resultados do engenho humano na locomotiva do Brasil.







Ato falho: os livros que citei é que se inspiraram neste tipo de estética...

domingo, julho 17, 2011

Justaposição


Em Juxtaposing Self-Interest and the Common Good » Sociological Images, vemos a ideia do "egoísmo racional" de Ayn Rand ser posta abaixo. Derrubada por um simples cartaz promocional de metrô. O chamado egoísmo racional não passa de uma ideia primária, fraca filosoficamente falando, de que todos seres humanos são livres se totalmente egoístas esquecendo que parte da própria liberdade individual ser ou não solidário.

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