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quarta-feira, junho 26, 2019

Vulnerabilidade e Manejo das Florestas Ucranianas

Floresta Ucraniana

Atualmente, as florestas da Ucrânia sofrem alterações de ordem antrópica, isto é, pelas influências e impactos gerados pela sociedade ucraniana e global. Como qualquer formação vegetal, elas dependem da disponibilidade de água, porém, de acordo com o cenário de mudança climática disponibilizado pelo Painel Intergovernamental de Mudança Climática ( IPCC, na sigla em inglês)* da ONU, o clima se encontra mais quente e seco.
As florestas temperadas** do Hemisfério Norte vêm sofrendo ameaças e alterações, particularmente desde o século XX, e as mudanças climáticas têm provocado secas sem precedentes, piora da poluição atmosférica, dos solos e contaminação das águas superficiais e subterrâneas. Destaca-se que as formações vegetais ucranianas são típicas de umde latitude média***,isto é, uma transição de vegetação xerófita**** para as florestas mais úmidas. Nessas condições, o desmatamento e o uso intensivo da agricultura tornam os ambientes mais secos.
Cerca de 16% do território ucraniano é coberto por florestas e sua distribuição varia muito com a proximidade do Mar Negro e das montanhas nos Cárpatos e Crimeia, complementarmente, as chuvas que se formam pela condensação da umidade devido às barreiras do relevo é que são propiciadas à vegetação florestal. Além disso, a expansão das áreas urbanas e atividades econômicas, como a agricultura e a mineração, levam à formação de florestas secundárias, que são aquelas que ressurgem em áreas desmatadas, após serem abandonadas pela atividade madeireira. Essas florestas ucranianas podem ser divididas em dois grupos:
· Cinturões verdes ao redor de cidades e centros industriais (37,6%), “ matas ciliares”, que são aquelas que margeiam os rios (11,4%), florestas de controle de erosão do solo (que retém o solo frágil com suas raízes) e quebra-ventos (30,4%), cinturões florestais ao longo de estradas e ferrovias (6,9%), florestas de resorts etc., que servem à preservação;
· Florestas para silvicultura (13%), que servem à atividade de extração vegetal tradicional, ou com maior aporte tecnológico, cuja colheita limitada de madeira é permitida.
Alguns países têm se empenhado no plantio de florestas para fins econômicos ou de regeneração e a Ucrânia é um deles. Ao todo, 50% deste tipo de vegetação é de floresta plantada (onde não existiam) e reflorestadas (como reposição de áreas que foram afetadas). A importância desta vegetação se dá, inclusive, para as terras agrícolas onde espécies animais autóctones mantém o equilíbrio de áreas produtivas, contendo pragas agrícolas como sua fonte de alimentação. Em um país com a maior parcela de terra arada na Europa, 53,8%, das quais mais de 1/3 sofrem com a erosão hídrica (rios, chuva) e eólica (ventos), as florestas diminuem sensivelmente este risco ao servirem como barreira às enxurradas, aos ventos, e absorvendo o excesso de umidade.
Confluência dos rios Lopan e de Kharkov na cidade de Kharkov,2008.

As soluções estão ocorrendo no país, como a transição do setor florestal para o desenvolvimento sustentável, mas o manejo florestal requer uma elaboração especial dentro da silvicultura. No entanto, a maior parte das florestas na Ucrânia, cerca de 70%, são manejadas pelo Comitê de Silvicultura do Estado UcranianoUSCF, na sigla em inglês) como parte do Ministério de Ecologia e Recursos Naturais, de forma que, novamente, a estabilização política na Ucrânia é essencial para o desenvolvimento sustentável dos sistemas agroflorestais.
No contexto ucraniano, a mudança política e econômica essencial ocorrida após os anos 90 e a operação militar no sudeste do país levaram à estagnação e declínio da governança ambiental. Em parte, devido aos ataques que avassalam a paisagem e ceifam vidas de ucranianos de diferentes origens, de outra, devido à cessão das atividades de preservação e manejo.
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Notas:
Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas é uma organização criada em 1988 pela ONU, que objetiva divulgar os conhecimentos científicos, sobretudo na área da climatologia, para sugerir e elaborar políticas públicas como forma de mitigação ou até resolução dos problemas gerados pelos impactos ambientais de ordem global.
** Florestas temperadas correspondem à Vegetação Superior, como são classificadas as florestas situadas entre a linha do Trópico de Câncer no Hemisfério Norte e de Capricórnio no Hemisfério Sul. São formações vegetais diversificadas, já que algumas situam-se em áreas bastantes úmidas, outras mais secas, entre a Eurásia e a América do Norte. Mas ambas têm em comum a presença das quatro estações do ano bem definidas. *** **** Vegetação xerófitaou xerófila corresponde às formações adaptadas à aridez ou semi-aridez climática. Adaptam-se à escassez de água, com raízes compridas e folhas pequenas para menor perda de água através da transpiração. Também existem as formas xerófitas adaptadas aos ambientes úmidos, porém salinos. de latitude média é quando diferentes formações vegetais entram em contato criando áreas de transição bastante diversificadas, no caso, em Latitudes Médias, isto é, nem Baixas, próximas ao Equador, nem distantes em áreas polares e subpolares.
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Fontes das Imagens:
Imagem 1 Floresta Ucraniana” (Fonte): https://pxhere.com/en/photo/1288653
Imagem 2 Confluência dos rios Lopan e de Kharkov na cidade de Kharkov,2008” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Kharkiv



Originally published at https://ceiri.news on June 26, 2019.

terça-feira, novembro 24, 2015

Tragédia do Rio Doce: sai mais em conta poluir do que prevenir


As multas à empresa após o rompimento das barragens em Mariana (MG) são um exemplo. Os valores de R$ 250 milhões aplicados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de R$ 122 milhões, pelo governo de Minas Gerais, são menores do que o seguro contra acidentes ambientais, no valor de US$ 1 bilhão. A estimativa dos danos causados, porém, ultrapassa os R$ 10 bilhões.
Cf. http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pagar-multa-custa-menos-que-prevenir-dano-ambiental,10000002788 via @estadao

sexta-feira, março 22, 2013

Fogo! Califórnia, Amazônia e cérebro ambientalista ardem...


THURSDAY, MARCH 24, 2005


Bushfire

por Anselmo Heidrich em 24 de janeiro de 2004 
Resumo: Já faz algum tempo a notícia soava como escândalo, Bush quer cortar árvores para impedir incêndios e uma chuva de spams, mais tentando incendiar do que apagar a proposta do presidente americano se disseminou pela web. 

terça-feira, dezembro 04, 2012

WWF

Sobre:
WWF na mira de ATWA | ATWA Brasil

Eu adoro encontrar textos estúpidos como este. São provas de como a paranoia esquerdista encontra eco na direita (os extremos se encontram). Em primeiro lugar, o que não está claro, como "madeireiras ilegais" se no início do texto mesmo fala que a WWF disponibiliza selos de qualidade ambiental? Algo não está coerente. Se a WWF participa de ações de manejo ambiental (mais uma expressão para vocês estudarem), ela está certa em propor alternativas ao modelo de desenvolvimento, que não leva em conta a necessidade de recuperação ambiental para posterior exploração. Vejam o que diriam os libertários, que basta que o livre-mercado e a propriedade privada garantam "a necessidade de preservação para continuação do empreendimento" e vejam o que diriam os estatistas, que "se faz necessário um planejamento central, integral e abrangente que evite a devastação dos recursos naturais de forma acelerada". Ambos estão, parcialmente certos: a propriedade privada é peça chave na sustentabilidade, mas para evitar o efeito do "carona", i.e., indivíduos que tentam tirar vantagem do esforço mútuo dos outros sem fazer a sua cota, é que é necessário mesmo uma fiscalização e orientação da tecnologia disponível para uso racional dos recursos. E é por isso também que a crítica de ambos se equivoca em não compreender, p.ex., o caso da WWF. Sei que a ladainha ambientalista é desgastante, as esta ong é uma das menos panfletárias e das mais propositivas. O que está errado não é sua atuação, mas a dificuldade para que outras agências de pequeno porte e limitadas ao cenário de países, como o citado Congo, possam atuar de maneira igualmente construtiva fugindo de entraves legais. Planejamento não significa um mar de regulamentações que cria obstáculos, antes pelo contrário.