A visão geopolítica comum é de uma guerra entre estados, ameaças e supremacia constantes, hegemonia e declínio. Embora isto ocorra, poucas vezes, diga-se de passagem, se faz jus à complexidade com que alguns elementos se combinam. É o caso da relação econômica (para não falar da política) entre China e EUA. O artigo que se segue mostra muito bem a contradição que vive o gigante asiático que, com suas maiores reservas em dólar, vive ameaçado pela desvalorização dessa moeda (que prejudica enormemente suas exportações). E, embora afastada a possibilidade de um calote pelos EUA, a China que é o maior credor dos bancos americanos sabe que perderá com a desvalorização do dólar, pois isto significa a desvalorização de títulos da dívida americana. Então, tem que morrer com isto agora. E, de mais a mais, quem se arriscaria a comprá-los?
Claro, sei que os EUA sairão dessa, mas não pode ser nos mesmos moldes do que já vinha sendo feito. O caso da elevação do teto da dívida significa colocar o problema mais a frente. Ou se propõe um retorno ao padrão ouro ou se propõe uma nova moeda de referência que não seja o dólar, que vejo como mais difícil ainda. A base física para inovar e se superar, os EUA têm, como tiveram em momentos mais difíceis de sua história (isto hoje ainda é pouco perto do que passaram nos anos 30).
Sem pressa, esta história ainda nos guarda capítulos muito interessantes...
