Mostrando postagens com marcador ideologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ideologia. Mostrar todas as postagens

domingo, maio 31, 2020

O Nosso Alvo


Quando digo que sou professor de geografia, muitos deduzem que eu pertença ou faça coro com determinada corrente política, notadamente marxista. Isso é um grande equívoco, assim como seria dizer que há uma “geografia liberal” por oposição. Não, em absoluto. Geografia é geografia, se me permitem a tautologia. Há um saber específico em coordenar os fenômenos que se inter-relacionam na superfície terrestre em uma síntese e a geografia é, simplesmente, isto. Não tem que se ter uma carteirinha de sindicato de esquerda ou milícia de direita para fazer geografia. Em primeiro lugar, a pesquisa, as hipóteses que resultarão em teorias e, a partir daí, só então, é que cada indivíduo, de posse de um conhecimento fundado na objetividade, vai utilizá-lo da forma como achar melhor adequando-o a sua visão de sociedade e projeto político. Essa separação entre “o que eu vejo a partir de um método de estudo” e “o que eu desejo a partir de premissas filosóficas por mim endossadas” é de suma importância.
A síntese que gosto de caracterizar como sendo típica da geografia é um complemento às diversas especialidades prévias, das quais depende esta tradição de conhecimento. Pré-requisitos, como a distribuição das formas de vida na superfície de acordo com o zoneamento climático, a biogeografia; a distribuição de províncias geológicas e as várias formas de relevo resultantes da interação entre fatores climáticos e a estrutura da crosta; as diversas bacias hidrográficas que conectam grandes áreas sendo afetadas pela expansão das manchas urbanas e suas regiões funcionais, com uma hierarquia de cidades operando como um sistema circulatório que, drena recursos em uma via e irriga capitais em outra.
Também é possível fragmentar o objeto de estudo e focalizar em setores, como o agrário, o industrial, o urbano etc., mas não se pode perder a perspectiva geral sob o risco de não entender causas de certos fenômenos. Até aí, nada de mais, pois se eu for me debruçar, p.ex., sobre certos efeitos climáticos em escala urbana vou ter que, necessariamente, entender o fenômeno das “ilhas de calor”. Ocorre que neste exato ponto da narrativa surge o discurso político-ideológico que tornou a geografia mais um campo de estudos totalmente poluído e sem objetividade científica. No exemplo que acabei de dar, a crítica sobre a atividade industrial adquire um tom moral, ao invés de técnico, enfatizando a indústria como exploradora e, essencialmente, predatória, sem propor avanços tecnológicos ou dar o devido destaque às melhorias com igual peso.
Uma dessas subáreas muito conhecida de nome, a geopolítica surge aqui e ali, na mídia, na internet, nos materiais didáticos, como uma descrição exaustiva do “conflito norte-sul”, entre países ricos e pobres (o que não passa de uma grotesca generalização), em oposição à outra bipolaridade, a leste-oeste, vigente durante a Guerra Fria, entre países capitalistas e comunistas de 1945 a 1990. Por ironia da história, hoje, com o surgimento de uma nova direita, o discurso aparentemente mudou, mas sua estrutura de raciocínio permanece exatamente a mesma: substituíram-se os velhos capitalistas-imperialistas, no linguajar leninista, pelo dito cujo “globalismo” que grassa nos discursos de ideólogos como Olavo de Carvalho e seu seguidor, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo. Na perspectiva de ambos, o globalismo é um sistema em expansão que trabalha em várias frentes para desintegrar a autonomia dos estados-nação do mundo.
Seja em uma perspectiva de esquerda, Capital vs. Trabalho, ou seja, em uma perspectiva de direita, Organismos Supranacionais vs. Estados-Nação, o método simplista de entender a realidade funciona como um resumo esquemático em detrimento dos interesses locais e regionais, suas particularidades históricas e culturais que têm muito mais peso para as sociedades que qualquer efeito de grupos de interesse internacional com seus poderes superestimados.
Pois então… Nessa nossa trajetória de todas as terças-feiras[*], as Terças Realmente Livres, em oposição ao produtor de Fake News chamado, inapropriadamente, de “Terça Livre”, iremos confrontar estas visões maniqueístas do mundo com exemplos concretos, fatos e dados. As teorias que funcionam como narrativas de uma falsa consciência e sedimentam ilusões ideológicas desses grupos que ora compactuam com governos populistas serão nosso principal alvo.
[*] Texto publicado, originalmente, na página “Biologia Política”, dia 19 de maio, uma terça-feira.
____________________
ACOMPANHE ESTES CANAIS:
– E-mail
anselmo.heidrich@yahoo.com.br
Anselmo Heidrich
Fas est et ab hoste doceri
– Ovídio

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

Mídia com Dois Rostos


Artigo escrito em janeiro de 2008, após minha ruptura com o Mìdia Sem Máscara, jornal de Olavo de Carvalho. Leia para entender minhas razões originais para sair daquele grupo, que viria a se tornar um antro de malucos.
Como já faz tempo e o próprio Mídia Sem Máscara foi reformulado, os hiperlinks de muitas matérias não funcionam mais, mas ficam como registro de que havia referência. Outros podem estar ativos, vale a pena conferir.
Anselmo Heidrich
20 fev. 20

Ao longo de 2003 a 2006 escrevi no Mídia Sem Máscara. Aqui estão algumas razões para minha saída. Infelizmente, o pretenso media watch deixou seus propósitos iniciais para adotar mais uma máscara, a do fundamentalismo religioso. Nada condenável se fosse assim explicitado.
Os textos iniciais de Olavo de Carvalho eram, realmente, bons. Mas, pouco a pouco ele foi abandonando aquela classe e estilo culto que, hoje, não vejo mais. Passou a adotar, cada vez mais, um “estilo baixo”. Tão ao gosto de um bando de fanáticos que o idolatram. Tudo bem, ser duro, cru, mas não é só isto, o conteúdo foi, pouco a pouco, sendo colocado de lado.
Gradualmente, a Religião parecia se sobrepor à Razão e, daí para frente, tudo que se referia ao Iluminismo, principalmente na cultura francesa, se tornou alvo de uma crítica injusta e anacrônica. Em seguida, começou, sofisticamente, a nivelar por igual ateísmo e totalitarismo comunista, o que é uma grande falácia, em que pese o fato do próprio Carvalho já ter afirmado ser o marxismo uma nova religião. O guru se contradiz. Confira aqui uma crítica à isto.
Carvalho não percebe (ou não lhe é conveniente perceber) vários matizes anti-socialistas. Prefere optar por criar uma dicotomia entre um Bem (supremo) e o Mal (mitificado, como além humano). Da crítica ao ateísmo, Carvalho passa, sumariamente, a condenar toda a Teoria da Evolução, sem entender patavina do que Darwin fez ou escreveu. Chegou, insanamente, a procurar criticá-lo em suas influências religiosas! Isto é o mesmo que procurar “desvendar” os meandros de uma filosofia a partir de um divã. Em muitos, seria algo perdoável por ignorância, mas no caso dele, dada a quantidade de informação que porta, ou é (1) mau-caratismo; (2) o que é pior, fanatismo.
Da mesma forma que ele, o defensor do fundamentalismo cristão em nossos tristes trópicos advoga ser necessário conhecer a cultura clássica, a filosofia medieval etc. e acusa nossos professores de não serem suficientemente afeitos a tal empreitada, no que concordo em gênero, número e grau, ele não se dá ao mínimo trabalho (já que a priori quer criticar Darwin) em discutir (por que não leu, provavelmente) uma obra como A Origem das Espécies. Nem conhece o lamarckismo, nem conhece a crítica renovadora de um Stephen Jay-Gould. Este está para a Teoria da Evolução, como Hayek está para o Liberalismo Clássico, um crítico construtivo. Leia o fabuloso, A Galinha e seus Dentes (há uma versão compacta nas livrarias, também). O capítulo, “O Anel de Guano” sobre aves nas Galápagos é algo que nenhuma Teologia dá conta de contemplar.[1]
Note que quando se refere ao terrorismo árabe, opta por “totalitarismo” ao invés de “fundamentalismo” e, como me disseram seus redatores pessoalmente, “eles [os terroristas] não são fundamentalistas!” Como se algo bom existisse na possibilidade de fundamentar a sociedade em uma religião.
Marxistas são piores do que Marx, freudianos são piores do que Freud, mas Olavo de Carvalho consegue ser exceção a regra, os “olavetes” não são tão ruins quanto o próprio guru. Mas, há os que se esmeram em se equivaler ao mestre… Veja a defesa da Inquisição por parte de um deles, Comparações equivocadas que pretendeu criticar o lúcido artigo de Janer Cristaldo. Como se não bastasse, veja a deturpação absurda que faz outro “olavete” do excelente Cruzada de Ridley Scott em Filme triste. Nesta crônica, José Nivaldo Cordeiro acusa a película de ser anticristã apenas porque acusa erros históricos dos dois lados da contenda na disputa pela “terra santa”. Há vários artigos em que o conservadorismo chulo desdenha implicitamente, sem o saber ou explicitamente, quando baseado na fé dos princípios da Liberdade.
Outro exemplo: veja o que escreveu o excelente Diogo Costa em Libertarianismo de palha e a destemperada réplica recebida aqui e aqui de um “perfeito idiota religioso” que se diz “muçulmano sufi”… aquele muçulmano do tipo mais “espiritual”. Não sem receber outra tréplica (com classe que não merecia) em O Conservadorismo mal retratado. Não são fofocas apenas, se trata de um curso de fanatismo do site que cada vez mais se afirma.
Um de seus gurus é um paranóico chamado Jeffrey Nyquist, quem escreveu uma ode anti-democrática em Democracia vs. Propriedade, a qual revidei em Democracia E Liberdade. A contraposição que pretendem fazer à democracia, não parte de uma leitura liberal, mas de clichês anti-socialistas. Se quisermos entender este regime político (e propor) um modus operandi mais racional, não dá para simplesmente vomitar por aí que “democracia é coisa de socialista”, como fazem os olavetes.
Isto tudo não é gratuito. Carvalho deixou embriões… do perspicaz O Imbecil Coletivo passou para o confuso e sofismático O Jardim das Aflições que deveria se chamar, mais apropriadamente, de “O Jardim das Alucinações” em que faz defesa (minimizando a culpa) da Igreja Católica Apostólica Romana em suas atrocidades.
Para mim, o Mídia Sem Máscara hoje é um site que detém elementos claramente totalitários. E isto parte da chamada “filosofia de Olavo de Carvalho”.[2] Mas, seu maior erro é se julgar “sem máscara” enquanto que, na verdade, apresenta dois rostos: um anticomunista e outro tão totalitário quanto o comunismo, o do fundamentalismo religioso em campanha contra o estado laico e a pluralidade de opiniões intrínseca à democracia.

[1] Tive três artigos censurados em que defendia o evolucionismo frente à perspectiva criacionista que se afirmava cada vez mais. Clique aqui para conferi-los: Garrinhas de ForaNeodogma Ambiental e Controle SocialCriacionismo de Caso; e este para uma perspectiva de um problema social, no qual nossos liberais não se posicionam nem tampouco sugerem algo, Tropeçando no Problema. Os redatores do Mídia Sem Máscara teriam todo o direito de bloquear artigos que não lhe conviessem, caso ficasse explícito sua linha editorial. No espaço conferido a isto no site, “Quem somos” (acessado em 23 de janeiro de 2008) não há nada de específico contra artigos anti-religiosos. Este detalhe faz do site ser tão “mascarado” quanto àqueles que se faz algoz.
[2] Filosofia vírgula! Olavo de Carvalho não apresenta um sistema filosófico para assim caracterizá-lo. O que temos aí é muito mais uma série de excertos de pensamentos que visam, sobretudo, justificar uma visão gnóstica do mundo ao fundir vários princípios religiosos como uma verdadeira pout-pourri de diversos fundamentalismos religiosos. Ainda estende os mesmos para a análise política e geopolítica não deixando, claro, de portar as recorrentes teorias conspiratórias. O que, digamos, é mais apropriado para debates de boteco ao sabor etílico do que uma monástica pesquisa. Conferir meu Conspiração, Eu Quero Uma Pra Viver, no qual critico, dentre outras, sua obsessão pelo Foro de São Paulo. Esta quimera que o “filósofo” e péssimo jornalista acusa como uma bem articulada organização internacional latino-americana.

Imagem “Two-headed pig” (fonte): https://www.flickr.com/photos/bensutherland/2549106441

sexta-feira, setembro 13, 2019

Curtas: Flávio Bolsonaro, Ricardo Salles, Olavo de Carvalho e Gregório Duvivier


1. E aí?
‘Moro de saia’, senadora do PSL relata ‘grito’ de Flávio contra CPI do Judiciário. Alvo de cassação, Juíza Selma (PSL-MT) afirma que foi procurada pelo filho do presidente para inviabilizar apoio à investigação de ministros do STF
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/09/moro-de-saia-senadora-do-psl-relata-grito-de-flavio-contra-cpi-do-judiciario.shtml

2. E aí?
Mas a insatisfação de Bolsonaro com a PF não foi exatamente por isso. Conforme mostrou o repórter André Guilherme Vieira, a instituição investiga milicianos que eram ligados ao gabinete de Flávio Bolsonaro. As informações estão sendo trabalhadas pela Diretoria de Inteligência, mas policiais próximos à família do presidente souberam da existência da apuração, causando a ira de Bolsonaro. Daí ele querer controlar a corporação no Rio de Janeiro.Moro a uma canetada de pedir demissão https://epoca.globo.com/guilherme-amado/moro-uma-canetada-de-pedir-demissao-23943676?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

3. Enfim, Olavo de Carvalho colocado em seu devido lugar, o panteão dos ridículos da humanidade: The Guardian ironiza Olavo de Carvalho após comentários sobre os Beatles
O artigo do The Guardian continua ácido ao falar sobre a possibilidade de o fundador da Escola de Frankfurt, que morreu nove anos após o nascimento da banda britânica, ser de fato o gênio da música responsável pelo sucesso dos reis do iê-iê-iê. “Mas é claro que ele é. Imagine a cena. É 1963 e Lennon e McCartney estão se matando para escrever ‘She Loves You’. ‘She loves you’, diz Lennon. “O que vem a seguir?” “Yeah, yeah, yeah”, contribui Adorno. “Brilhante, Teddy, apenas brilhante”, diz McCartney. O resto é história”, diz o texto.
(…)
 Mais adiante, o texto do The Guardian, que foi dividido em tópicos, explica o tom irônico. “Na verdade, Adorno desprezava os Beatles e tudo que eles representavam. Ele disse na revista Akzente em 1965 :’O que pode ser dito contra os Beatles é que simplesmente que o que essas pessoas têm a oferecer é algo estúpido em termos de seu próprio conteúdo. Pode-se ver que os meios de expressão que são empregados e preservados aqui são, na realidade, nada mais do que técnicas tradicionais de forma limitada””, contou.https://www.metrojornal.com.br/entretenimento/2019/09/12/the-guardian-beatles-olavo-carvalho.html

4. Ricardo Salles, o incompetente, deveria aprender com quem tem experiência no cargo:
O Pacto da Madeira Legal atendeu a uma demanda do setor madeireiro que alegava que não existia madeira licenciada e nem plano de manejo. Então a madeira era toda ilegal. E se fosse proibido iriam demitir milhares de pessoas. Então o governo se comprometeu a dobrar a quantidade de madeira legalizada. E eles se comprometeram a comprar madeira só dos produtores licenciados. Isso foi cumprido em 60%. Não foi tão bom quanto a Moratória da Soja. Também trabalhamos em parceria com universidades para fazer o Zoneamento Econômico e Ecológico da Amazônia que serviu para ordenar o território.
Para sinalizar áreas protegidas, apontar áreas que já foram desmatadas e poderiam abrigar indústrias e também para identificar áreas de pasto degradado. Então a orientação do ministério era para recuperar o pasto e ao invés de colocar uma cabeça de gado por hectare colocar três. Desse modo se aumentava a produtividade e evitava o desmatamento. Em dois anos nós reduzimos pela metade o desmatamento da Amazônia. Criamos o Fundo Amazônia –que foi praticamente destruído pelo Bolsonaro e Ricardo Salles–, o Fundo Clima.
“Bolsonaro e Salles transformaram o Brasil na escoria ambiental do planeta”https://br.noticias.yahoo.com/entrevista-semana-carlos-minc-105122048.html?soc_src=social-sh&soc_trk=tw via @YahooBr

5. Se Duvivier não gostou, é porque provavelmente o MBL acertou: Duvivier compara MBL a Witzel após grupo divulgar Congresso com participantes não confirmados

quinta-feira, julho 18, 2019

É bobagem dizer que Hitler era esquerdista

Hitler em Munique (1931) na saída da sede do Partido Nazista.

“Mas a opinião de Hitler vale alguma coisa?” Depende, tudo depende. Assim… Vamos dizer que tu queiras combater o racismo, certo? Quem foi o maior expoente do racismo, que propôs a extinção de seus inimigos raciais e não só teorizou sobre isto como IMPLEMENTOU isto? Sim, ele mesmo, o pintor austríaco frustrado que tinha avó judia e perdeu a namorada para um judeu e também foi rejeitado como pintor, ADOLF HITLER. Então, mesmo assim tu ainda acha que a opinião dele não deve ser analisada? Pois quando dizemos “valer alguma coisa” não significa concordar com a mesma, mas levá-la em conta ao ponto de analisar seu impacto.
Assim, não ignore seu inimigo. Estude-o para melhor conhecer suas falhas, combatê-lo e vencê-lo. É tão básico isso que o simples fato de eu ter que explicar já explica muito sobre a incapacidade das pessoas em entender o óbvio se desvinculando de suas paixões.
Quanto ao artigo abaixo, quando Hitler fala que os nazistas não tinham nada a ver com comunistas, o posicionamento não é sobre a pauta econômica. Dizer que eram sim farinha do mesmo saco é totalmente anacrônico. Vamos por partes:
1. Naquele momento histórico e naquela sociedade, praticamente todos grupos políticos, a maioria defendia o intervencionismo estatal. Achar que então todos eram “esquerdistas” seria o mesmo que eu dizer agora que os governos militares também eram de esquerda na medida que avançaram a estatização da economia;
2. O erro aí está em não enxergar a dualidade Direita/Esquerda como o que é, RELATIVISTA, pois o termo “direita” e o termo “esquerda” não encerram em si mesmo nenhuma essência, eles dependem do contexto histórico no qual são utilizados. Tanto é assim, como é bem sabido, que esta dualidade surgiu em um momento histórico, pós-revolução francesa onde a esquerda era liberal e formada por comerciantes e a direita adepta da oligarquia, que seria no máximo defensora de um capitalismo de estado, algo que a direita atual, americana e brasileira dizem combater.
3. Ambos os regimes criados por Hitler e por Lenin foram genocidas, o nazismo tendo matado mais em menos tempo e o comunismo tendo matado mais em um prazo maior. Isto seria então suficiente para pô-los do mesmo lado político-ideológico? Não, pois se vermos assim, governos conhecidos pela sua posição à direita são os mesmos que mataram milhares de pessoas, como o de Pinochet no Chile só para citar um exemplo mais conhecido. Alguém poderia objetar que um governo que mata milhares ainda assim é melhor do que um mata dezenas de milhões… Sim, do ponto de vista meramente quantitativo, mas em termos de princípios, não. Daí, a diferença esvanece por completo. Notem que essas pessoas que acham que o número dá uma legitimidade moral são as mesmas que eximem Daltan Dallagnol de qualquer culpa por desvios de função para ganhar mais dinheiro, mas acusam os petistas de corrupção pelo desfalque de bilhões. Sem dúvida que para a economia, o último foi o pior, de longe, mas em termos de moral nenhum pode arrotar superioridade.
A diferença é que direitistas assim são melhores em grau, mas não em princípio. Ambos são corruptos, pois anulam os procedimentos que garantem a defesa dos direitos do indivíduo. Ser direitista não te torna, necessariamente, um defensor das liberdades individuais. Esses direitistas, aliás, valem tanto quanto os esquerdistas que conhecemos: porra nenhuma.
Popper, em livrinho ótimo chamado A Miséria do Historicismo (que parodia criticamente A Miséria da Filosofia de Karl Marx) faz a distinção entre o que ele chama de ESSENCIALISMO e NOMINALISMO. A primeira vertente filosófica é a que procura “essências verdadeiras” em fenômenos que só são explicados pela sua conjuntura histórica, tipo quem diz “o verdadeiro comunismo de Marx não é isso aí etc.” Ora, isto não explica nada, no máximo que a teoria de Marx não era tão acurada, pois não previu a realidade. O comunismo de fato é o que foi feito. Sendo assim, o mesmo vale para o capitalismo. Não adianta tu vir com a balela de que “o verdadeiro capitalismo seria…” se nunca o vemos. O que podemos, na melhor das hipóteses, é COMPARAR modelos de capitalismo REALMENTE EXISTENTES e dizer como poderíamos melhor um ou outro. Portanto, não existem essências que tornam uma Direita Ideal modelo a ser seguido, nem uma Esquerda Ideal outro modelo a ser seguido, o que existem são os CASOS de governos de Direita e de Esquerda para serem estudados, porventura seguidos ou adaptados e, na maioria dos casos, REJEITADOS.
Agora, quando assumimos uma postura mais científica na filosofia, o que chamamos de NOMINALISMO encaramos cada caso como único e que o que o une a outro sob o mesmo nome é isso apenas, SEU NOME. Isto quer dizer que o comunismo chinês tem de ser estudado pelo que ele é, um fenômeno chinês e não porque é um sistema derivado do modelo teórico de Marx. Chineses antes do comunismo já matavam em massa, apenas se setiram legitimados depois, russos idem (estudem o czarismo) e assim vai. O desenvolvimento social e moral é um fenômeno anômalo, esta é a triste verdade e para segui-lo requer um esforço descomunal a passo de tartaruga na história. Portanto, TODO MOVIMENTO QUE DIZ TER FEITO UMA REVOLUÇÃO, SOBRETUDO NA ÁREA DOS COSTUMES ME CHEIRA A FALSIDADE.
Se eu já detestava petistas, esse nojo agora me vem quando vejo gente arrogante e que se acha imune às críticas fazendo movimentos e passeatas por um governo patético como o de Bolsonaro. Se Guedes acertar em algo (e torço por isso) serei analítico e ponderarei, mas NUNCA baixarei minha cabeça para uma personalidade fazendo culto a ela, NUNCA. Esta bobagem deixo para seres sub-humanos que precisam de ídolos e mitos.
Outra coisa que não sabem sobre o nazismo que coloca este movimento a direita do que havia na Alemanha é que, ao contrário do comunismo ele era religioso, cristão. Muitos dirão que falsamente cristão, mas este é o ponto, toda nova seita não é bem vista pela ortodoxia, tanto que aqueles que se auto-denominam “ortodoxos” vêem os outros como falsos, corrompidos. Ou vocês acham que a mistura de cristianismo com paganismo de Hitler é muito mais heterodoxa do que os mórmons primitivos que defendiam a poligamia? Além do mais, para todo cristão do oriente, o que se expandiu para o ocidente séculos depois no Império Romano deveria ser algo estranho e alienígena que pouco tinha a ver com o culto original porque, basicamente, tudo se adapta à realidade local. Fenômeno conhecido como SINCRETISMO e que tem no Brasil um exemplo notório.
Bem, se pouco importa que comunismo e nazismo tenham sido direita ou esquerda, exceto pelas suas posições políticas relativas em um dado momento histórico e na sociedade em que se desenvolveram, o que os une? Sim, eles têm algo em comum que é o que realmente importa, o TOTALITARISMO, um sistema autoritário nas regras, além das pessoas, que persegue dissidentes e tenta controlar a comunicação e reage às críticas taxando as pessoas de “esquerdistas” ou “direitistas” e sequer querendo debater civilizadamente. Eu vi este lixo ontem no PT, hoje eu vejo no Governo Bolsonaro. Eu tenho asco dessa gente. Eu tenho asco de um babaca grande e careca que vi segurando uma bandeira do Ustra, quando fui a uma manifestação contra o PT. A última que fui, pois o movimento pró-impeachment, democrático e civilizado tinha se degringolado completamente. De legítimo passou a ser meramente OPORTUNISTA.
Eu não me arrependo do que fiz, de lutar pelo impeachment, era necessário, mas é triste ver que um movimento social que se separava dos intervencionistas se tornou um movimento, desidratado, que deu voz a esta minoria autoritária que só quer legitimar o governo que está no poder e tenta calar a força os que discordam. Se quer governar, tem que aguentar as críticas, mas insuflar manifestações é uma maneira de não responder com conteúdo.
Espero que isto tudo termine um dia, mas temo que o pior ainda aconteça para que a maioria perceba seu erro. Para ficar claro, o povo acertou em derrubar um governo corrupto e ineficaz do PT, mas erra em apoiar um governo eximindo-o de seus erros (e não são poucos). De um movimento crítico se passou a um gado chapa-branca.
Portanto, minion, quando tentar colocar Hitler como “esquerdista” para preservar tua Direita, tu só estás tapando o Sol com uma peneira. Pois nazismo e comunismo são totalitários, simplesmente, contrários à liberdade individual, assim como o sentimento de gado é contrário à liberdade de expressão individual.
Anselmo Heidrich
17 jul. 19
_______________________________________________________________
Imagem: “Hitler saindo da sede do Partido Nazista em Munique, 1931” (Fonte): https://www.flickr.com/photos/recuerdosdepandora/7106028925

domingo, maio 05, 2019

Você é a favor dos cortes para os cursos de Sociologia e Filosofia?


Cortar ou não cortar o financiamento dos cursos de sociologia e filosofia? Não, se forem só estes cursos. Sim, se forem todos os cursos.
Os argumentos a favor do governo são de que “esses cursos não são importantes”, “só formam militantes” e um que eu não li ainda, mas seria importante, “eles produzem ciência de verdade”. Bem, sociologia é ciência. Não é porque se produz pouca ciência sociológica que ela não exista, mas eu reconheço, infelizmente, que a maioria dos cursos e em várias situações serve para encobrir a mais pura picaretagem acadêmica que se esconde atrás do véu do “engajamento político”, da premissa de que “ninguém é neutro” ou de que “todos nós temos ideologia”.
Ninguém é neutro mesmo, mas isso não nos exime de fazermos nosso trabalho descritivo, de coleta de dados, de discussão metodológica, de análise e depois nos posicionarmos politicamente. O que acontece, cada vez mais é que a premissa da não neutralidade já legitima, logo de saída, a deturpação metodológica onde vai se buscar o discurso (pseudo-)científicio da opção política. E o pior é que isto não é identificado. Se acreditando, piamente, que a opção antes da pesquisa é a mais acertada possível.
“Ideologia” é um termo amplo, muitas vezes confundido com a simples fé em um utopia ou projeto político. A ideologia, na verdade, compreende uma justificativa teórica ligada a uma filosofia e é a própria filosofia que tem um papel importante na análise das ideologias. Por isso mesmo, o melhor remédio contra a má sociologia é a própria filosofia.
Mas o que fazer quando os professores não são o remédio, mas o problema? O que fazer quando eles são os vetores de contaminação e deturpação de todo o sistema? O corte para essas áreas é uma solução tentadora, mas injusta porque não separa o joio do trigo e põe todos, produtivos e picaretas no mesmo saco. Critérios meritocráticos tinham que ser adotados para quem faz ciência de verdade não fosse prejudicado, o que também deveria incluir a área de Humanas.
E este Ministro da Educação com muita pose e arrogância nas palavras poderia trabalhar nisso já que se acha competente. Quem sabe ele seja mesmo… A Direita está perdida na atuação política por falta de método. Quem sabe a sociologia de verdade ajudasse este governo a administrar melhor as chamadas “áreas sociais”?
E a Esquerda por seu turno não está perdida, ela é perdida… Eu participo de uma lista, que se vê como movimento chamado “Mapa Educação”, cuja deputada egressa dele é a Tabata Amaral, filiada ao PDT-SP. Ela teve o bom senso de sair do movimento para não misturar as funções (coisa que muito político liberal do MBL precisava aprender).
Como eu dizia, as discussões desse Mapa Educação se limitam atualmente aos cortes de verba às Federais anunciados pelo governo. É como se a Educação Básica simplesmente não existisse. E, na realidade, para esses grupos políticos é assim mesmo. Eles refletem seus locais de origem e encontro: o Ensino Superior. Eles acreditam, piamente, que um sistema “democrático”, “popular”, “social”, mas que na realidade traga 60% dos recursos destinados à Educação no país e que serve a poucos.
Considerando sistemas público e privado de ensino superior temos cerca de 19% de jovens entre 18 e 24 anos, embora haja muitos na modalidade EAD que está em franco crescimento, de acordo com o Censo Educacional de 2017.
Não adianta procurar atalhos. Ou faz o serviço direito ou pede para sair. Temos duas medidas necessárias:
  1. Criar um modelo meritocrático baseado em critérios de produção científica;
  2. Privatizar o Ensino Superior distribuindo bolsas para alunos carentes e expandindo modelos de financiamento.
Isto já irá secar a fonte dos centros acadêmicos geradores de movimentos que servem como braços de apoio de partidos e movimentos políticos e só existem em grande parte devido ao financiamento público. O problema não é a ciência que dizem estudar e produzir, mas porque são geridos por professores que não fazem ciência e não têm a menor ideia do que seja isto.
Tais medidas seriam um bom começo, mas por si só não serão suficientes para combater ideologias. Essas se combatem com outras e para isto, outro tipo de professor deve ser atraído com bom salário. Se não for assim, os ruins que já predominam continuarão fazendo o que sabem melhor: política suja, melhor definida como “política no lugar errado”.
5 mai. 19
Fonte da imagem: “Evolução dos paradigmas de pesquisa em Sociologia e ciências da complexidade” –https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Complexity-map-with-sociolo.png

quarta-feira, novembro 14, 2018

Enem que a vaca tussa isso aqui avalia alguém com justiça


Assim ensinam nossos professores.
Lá vamos nós de novo! Sim, a prova do Enem (acho que este deve ser o 4º post sobre o assunto). Agora, com a interpretação de textos e imagens.
Saca só a primeira figura, se trata do hino nacional, cuja resposta à questão de que gênero se trata, é “solene” e com “característica protocolar”, isto é, FORMAL. Ele é tocado e cantado ou ouvido em situações formais, conforme manda o PROTOCOLO. Certa a resposta, mas… Não tão rápido! É isso e pronto? Vocês acham que quem o canta sempre o faz por mera formalidade? CLARO QUE NÃO! Jogadores, atletas, cidadãos em manifestações diversas, seja em homenagens, protestos escolhem, ELES ESCOLHEM, notadamente cantar o hino. Ninguém os obriga. “Ah, pega mal se não o fizerem…” Em situações filmadas para a TV até pode ser, mas não no caso de anonimato e são MILHÕES que anonimamente seguem marchando em manifestações como recentemente vimos no Brasil em anos recentes. E isto é legítimo. Querer reduzir o hino a um gênero utilizado apenas em formalidades EXCLUINDO sua verdadeira essência que é a de ser uma homenagem de um povo ao seu país é, para dizer o mínimo, uma questão para RECURSO.
ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.06-PARTE 01-especiais.g1.globo.com-2018.11.14-22-54-47ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.06-PARTE 02-especiais.g1.globo.com-2018.11.14-22-56-34
Já deve ter expirado o prazo para tanto, mas para mim caberia perfeitamente o recurso por ter duas respostas possíveis, a origem de um hino e manifestação cultural e a formalidade também requerida.
Agora avancemos para a próxima questão, sobre a Tríplice Fronteira (3ª imagem) entre o Brasil, Argentina e Paraguai, onde se encontram e concentram diversas nacionalidades e comunidades. Daí a necessidade de traduções para contemplar os diversos grupos e, como se trata de uma região de grande fluxo de turistas também, melhor atendimento. A fachada do supermercado, além do português apresenta o nome em inglês, holandês, espanhol, mandarim e árabe.
ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.07-PARTE 01-especiais.g1.globo.com-2018.11.14-22-57-51ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.07-PARTE 02-especiais.g1.globo.com-2018.11.14-22-58-53
Na real, com esta questão, a equipe do Enem quis que o aluno rejeitasse alternativas mais preconceituosas chamemos assim, como a “A”, a “D” e a “E” (a “C” não tem nada a ver com nada), mas a resposta correta, “B” também não é uma boa saída, pois este tipo de ação, a tradução em estabelecimento comercial não é um “planejamento”, no sentido de uma intervenção governamental, mas sim AÇÃO DE LIVRE MERCADO ao querer proporcionar um melhor atendimento.
É engraçada a cabeça desses soças*, mesmo quando é EVIDENTE a ação do mercado, eles não a conseguem identificar, basicamente porque não a entendem. Burros.
E, antes de encerrar, a primeira questão é muito ruim e esta última uma merda.
Anselmo Heidrich
14 nov. 18
_______________________
[*] Soças = socialistas, centralizadores político-econômicos, estatistas, gente ignorante também.

sexta-feira, novembro 09, 2018

Big Brother ou INEP?


A próxima questão da prova de inglês do Enem é, realmente boa. Ela usa o famoso 1984 de George Orwell, romance distópico que mostra uma sociedade dominada por um sistema totalitário, sem rosto e sem nome pessoal, o “Big Brother” que observa e vigia a todos causando sensação de insegurança e desconfiança permanentes, o que suprime a liberdade a começar pela liberdade de expressão. Mas como as pessoas têm necessidade de comunicação, o que, inclusive, as torna pessoas ao desenvolver sua inteligência através do idioma, o “Grande Irmão” controla esta sociedade com uma nova língua, a “novilíngua”, que re-significa as antigas palavras alterando seu conceito, normalmente flexibilizando-os até o ponto de deturpar o significa original.




Isto é mais atual do que nunca, basta pensarmos como o que ocorreu com os termos “democracia”, “feminismo”, “igualdade”, “meio ambiente”, “sustentabilidade” só para citarmos alguns. Quando pensamos que falamos de democracia representativa, o que é uma redundância porque só existe esta, nossos opositores vêm com uma tal de “democracia popular”, cuja opinião da maioria, apenas um grupo seleto de militantes profissionais conhece porque se diz representá-la e eles estão em todas as manifestações, já que não trabalham na maioria dos casos. Seja a deturpação do feminismo que deixou de ser uma luta pela liberdade da mulher em competir com o homem de igual para igual para obrigar os homens a se igualarem abrindo mão de sua produtividade e rentabilidade; seja a igualdade que era realmente isonômica, com leis iguais para todos para termos leis específicas que criem iguais condições para os diferentes, o que acaba por gerar privilégios a raças, religiões e sexos. Seja através de tributação extorsiva ou impedimentos legais ou obstáculos burocráticos para que empresas sejam extorquidas e tenham que se submeter aos desmandos de governos e funcionários corruptos em nome da “preservação do meio ambiente” ou de uma “sustentabilidade”, enquanto que sabemos que é através do mercado e do desenvolvimento tecnológico que a poluição reduz. E por aí vai….
Quando mudamos o significado, mudamos a sensibilidade, quando esta é alterada, nosso inconsciente também guarda informações e comandos que não foram discutidos ou sequer analisados. Quem induz a isto domina e controla quem os absorve.
A questão do Enem é boa neste sentido, MAS… Se observarmos o contexto da prova no qual ela se insere, de crítica às fake news e informações distribuídas pelas mídias livres e redes sociais, quem, IMPLICITAMENTE, a questão e a prova do Enem acusa? 3, 2, 1… Sim, juntando os cacos dessas questões todas, os propagadores de notícias falsas, re-significações e parcialidades são as pessoas, indivíduos, a sociedade civil, MAS E ONDE DIABOS FICA A IMPRENSA AÍ? Eh eh, não fica, né? Ela sai ilesa. É como se as notícias falsas tivessem nascido ontem, no contexto pré-eleitoral americano que levou Trump à vitória e de Bolsonaro no Brasil. JÁ QUANDO O NAZISMO TINHA SEU MINISTÉRIO DA INFORMAÇÃO REGIDO POR GOEBBELS OU ADULTERAÇÃO HISTÓRICA TOTAL E O ATAQUE À TRADIÇÃO QUE LEVOU À REVOLUÇÃO CULTURA DE MAO NA CHINA, todas elas com milhões e milhões de mortos são o que, afinal de contas? “Mas, ufa! Estamos longe disto, isto é passado” diriam os tranquilos e apaziguadores mestres da academia. Será?!
O que significaram então a manipulação de dados estatísticos do IBGE no governo do PT, inclusive com exoneração de funcionários e do INDEC na Argentina kirchnerista??? Pode se tratar de grau muito menor, mas aponta na mesmíssima direção do princípio que rege qualquer sistema totalitário: a morte da Verdade. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP, quem produz o Exame Nacional do Ensino Médio — ENEM — é que tem tomado o papel de “grande irmão” na confecção de provas cada vez mais manipuladoras de um senso comum.
Use a prova deles, professor, use-a. Mas aponte outras interpretações, mostre como o veneno que destilam pode ser usado contra eles mesmos. Estamos em plena GUERRA CULTURAL. Use suas armas, com a leitura e a escrita.
Abraço,
Anselmo Heidrich
9 nov. 18