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terça-feira, agosto 14, 2018

Brasil e Suécia: semelhança na estupidez


Ontem, a Suécia foi atacada em várias cidades. Apartamentos, escolas, hospitais foram alvos, carros foram incendiados e menos de 6 terroristas (tem algum nome melhor?) foram detidos. Descrição dos indivíduos? Nenhuma. E quando é assim, podes saber que são imigrantes ou descendentes de. Não se trata de preconceito ou discriminação, essa é a política do país de miolos-moles em que se transformou a Suécia. E não é de hoje.
Lembro-me quando discutia isso questão de um, dois anos atrás e um desses cegos, um brasileiro que migrou para aquele país logo se defendeu dizendo que o Brasil é muito mais perigoso e violento. Ora! Bem sei eu disto. Maior número de homicídios do mundo, capitais brasileiras entre as cidades mais violentas do mundo etc. Mas não se trata disto, de comparar o que é melhor e o que é pior, mas de como e porque eles, cidadãos de um país de altíssimo nível passam por um processo de franca decadência em sua qualidade de vida. 
Se conversar com um sueco é bem possível que encontres um dos tipos mais politicamente corretos que existem. Ao mesmo tempo que pesquisas de opinião apontam uma população feliz, ela também se descreve, humildemente, como um povo que não põe sua cultura em posição hierárquica superior. E eu acredito em sua sinceridade. Não estou sendo cínico ou irônico, acho que realmente atingiram um estado de consciência coletiva admirável, mas esse bom senso não é imune a um “bom mocismo” que trouxe fragilidade e insegurança a sua sociedade.
Quando se fala em Síndrome de Estocolmo, comportamento descrito após uma cidadã sueca ter sido sequestrada e nas negociações adotar o ponto de vista e defesa dos sequestradores pode se concluir que não é algo de hoje, não é algo que se possa descrever como um “fenômeno pós-moderno”, não! Uma coisa que precisa ficar bem clara é que ideias de hoje regam o solo de ações futuras.
Como que se pode achar que invasões à propriedade em um país como o Brasil têm aceitação de parte da população que também tem suas propriedades privadas?! Isto foi disseminado por intelectuais, professores, artistas, juristas que foram alunos daqueles professores, formadores de opinião, produções culturais, filmes, peças, músicas etc. que popularizaram e massificaram ideias de vitimização de parte da sociedade em relação às “elites”, essa névoa conceitual que basta ter mais recursos que “o outro” para ser enquadrado como tal.
E por que vocês acham que este tipo de pensamento infecto que parece expandir colônias de fungos no cérebro de imbecis é exclusividade tupiniquim? Não, não é. Por sorte histórica, talvez meramente cronológica, a mentalidade vitimista não chegou antes do ímpeto industrial e comercial dando tempo para países como a Suécia se desenvolverem. A diferença entre nós, brasileiros e eles, suecos neste quesito em que a ideologia da “justiça social” como mera transferência de renda, indenização da “dívida histórica” e cotas, cotas e mais cotas para as supostas “vítimas” é que os suecos têm seus imbecis endinheirados e os brasileiros seus imbecis pauperizados. Mas tanto em um como em outro caso, a falta de conhecimento amplo das relações sociais em diferentes sociedades e épocas fez ambos os grupos, uma bela massa de manobra.
No Brasil se acredita que os ricos do setor privado, pois do setor público não são sequer vistos como tais têm a obrigação de prover com mais recursos os pobres e etnias que carregam o estigma de “injustiçados”. Na Suécia há uma culpa presente no tecido social de que eles devem fazer algo para compensar as “injustiças históricas”, muito embora aqueles tontos não tenham tido colônias de além-mar para explorar na Idade Moderna.
O resultado está aí, enquanto nós brasileiros temos leis frouxas e um garantismo jurídico que permite visitas íntimas e auxílio-reclusão maior que o salário-mínimo, o sueco chega a pagar mais pelo auxílio aos refugiados no seu país do que tudo que é gasto com segurança pública. Enquanto suas cidades são vítimas do caos generalizado imposto por gangues dos “indizíveis”, já que a politicamente correta imprensa sueca se recusa (e deve ser obrigatório) dar nome aos bois, aqui em Pindorama, a diluição da violência é tamanha que estamos acostumados a cifras de homicídios dignas de guerras civis.
A frieza dos números ainda aponta a Suécia como muitíssimo mais segura do que o Brasil, nunca neguei isto. Números são números, mas só um cego, ignorante, imprudente e moralmente incapaz de ver o risco que seus filhos correm para fechar os olhos a tormenta que se avizinha. Só espero que inocentes não paguem com a vida ao serem atingidos por seus raios.
Anselmo Heidrich
14–08–2018

quinta-feira, março 23, 2017

Não somos “liberais-nutella”

Ali acima, no quadrante direito é exatamente onde nos situamos. 


Amartya Sen conta, logo no início de seu Desenvolvimento como Liberdade algo que o marcou quando criança. A sua cidade era povoada por hindus e muçulmanos, mas que se concentravam em bairros distintos. Pura segregação étnica, mas com certa estabilidade até que as turbulências pela secessão com base religiosa que formavam o antigo Paquistão Oriental (atual Bangladesh) tomassem conta do país provocando um terremoto político-social.
Os indianos de diferentes religiões se evitavam, mas o emprego nem sempre estava onde os fiéis de um mesmo culto se encontravam. Quando pequeno, Amartya viu um homem sangrando e berrando por socorro. Ele e seu pai, hindus carregaram o homem para dentro de casa, um muçulmano para depois levá-lo para o hospital. Tinha sido esfaqueado justamente por ser um muçulmano andando em uma região urbana de maioria hindu. Aquilo o impressionou e iria formar sua visão sobre subdesenvolvimento de um modo distinto da maioria dos economistas de sua época. Vale dizer, keynesianos...
A influência desta percepção ao longo de sua vida recaiu sobre a cultura e desta para a ação humana. É a ação humana que leva indivíduos a serem o que são, os determinantes da sociedade e da economia. Ou seja, se parte de agentes microeconômicos para a macroeconomia e não o contrário, como fazem macroeconomistas. Não é a toa que Amartya Sen é uma das maiores referências no atual pensamento liberal (que a maioria dos liberais brasileiros ainda não descobriu). Mas não é disso que queremos falar aqui e agora...
Quando um filho de jamaicanos é acolhido em um país como a Inglaterra e vive em uma das mais belas e dinâmicas cidades globais, Londres só de replicar seu ódio ao mundo ocidental percebemos que há algo profundamente errado e irracional nesta civilização que amamos: ela aceita e tolera intolerantes. Este é o ponto. Não dá para termos uma civilização segura calcada nos princípios do Iluminismo e na liberdade social e econômica quando ela permite que ovos de serpentes sejam depositados entre seu plantel de aves canoras que não olham para baixo, para seus ninhos.
Quanto tempo deixaremos correr para percebermos que pode ser muito tarde para reagirmos? Não se trata de reagir com o racismo ou alguma forma de etnicismo ou boicotando a liberdade de expressão de quem quer que seja (mesmo que ele a use para destilar veneno de ódio a uma cultura), mas sim de definir, discriminar (legalmente) e detectar quem quer que seja que esteja semeando a violência. Cabe lembrar que o facínora que atropelou 40 e matou 4 antes ser morto dizia o que dizia desde 2006 incentivando o ataque e a submissão religiosa de cidadãos europeus. Já era um sujeito conhecido e pasmem, tratado como “figura secundária” pelos serviço de inteligência britânico! Nossa! Se este era um “secundário”, não quero nem ver o que é uma “figura primária”!!!
Liberalismo realmente existente nunca prescindiu de um estado mínimo e o estado mínimo não significa estado fraco. Significa estado eficaz com leis e procedimentos eficientes. Se a pena capital é por demais polêmica, no mínimo, a prisão perpétua deve ser adotada e observação de perto de todos os passos daqueles que falam aos quatro ventos o que irão fazer. Se alguém parece com um pato, anda como um pato e grasna como um pato, então deve ser um pato. Analogamente, se um fanático religioso declara guerra à civilização que o acolheu, se propõe matar inocentes e diz que seus fiéis devem submeter os infiéis a força, então não é motivo suficiente para tratá-lo como o que diz ser?!
Nós pregamos a paz, mas esta paz deve ser garantida com a eterna vigilância. Não confundam nossa serenidade e hospitalidade com covardia. O braço forte da lei deve estar ao lado de uma sociedade e mercado livres. Se hoje em dia há um discurso covarde de liberais-nutella que creem que só o Princípio de Não-Agressão (PNA) seja suficiente para erigir um mercado autônomo sem estado, sem leis e sem forças de repressão acreditem, isto não passa de um projeto fadado ao fracasso e ridicularizado por bárbaros que tomarão armas, veículos, o que for a força deixando corpos pelo caminho, como aconteceu ontem na ponte e palácio de Westminster.
Um dia os verdadeiros liberais que construíram a civilização ocidental serão lembrados como liberais-raiz que não se submetem à covardia que já apodreceu as raízes de nossa cultura com sua hegemonia. Aí o jogo vira.


terça-feira, junho 14, 2016

Terrorismo Islâmico 01


The Roots of Lone Wolf Terrorism
https://www.foreignaffairs.com/articles/middle-east/2016-01-12/roots-lone-wolf-terrorism?cid=soc-tw-rdr   

Este artigo destrincha as forçantes do terrorismo individual islâmico. Recomendo.

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Geografia em Trânsito - Atentado em Orlando e a Guerra do Islã contra o ...



Duas excelentes notas sobre o atentado em Orlando, um vídeo e um artigo:




E

KIM KATAGUIRI_Atentado terrorista em Orlando une as esquerdas e a extrema-direita

14/06/2016 02h00

No meu artigo anterior, afirmei que as esquerdas não têm pudor em utilizar o sofrimento humano como arma política. O atentado deste domingo (12), que resultou em 49 mortos e 53 feridos, mostrou que o oportunismo dessa gente, de fato, não tem limites. Mais: evidenciou que esse tipo de canalhice se estende a boçais de extrema-direita. Criou-se uma falsa polaridade: "Foi por causa do radicalismo islâmico ou da homofobia".

O presidente Barack Obama aproveitou o episódio para fazer proselitismo contra o porte de armas: "O massacre nos lembra como é fácil pôr as mãos numa arma que permite a eles atirar em pessoas em escolas, cinemas e clubes noturnos. (...) E nós temos de decidir se esse é o tipo de país em que queremos estar. E não fazer nada é também uma decisão."

O discurso do presidente americano faz parecer que quem é contra sua proposta de proibir armas é um monstro que defende que as pessoas tenham o direito de matar umas às outras em "escolas, cinemas e clubes noturnos". Afinal, "não fazer nada" é "uma decisão", e, para Obama, essa decisão é o mesmo que defender assassinos.

É claro que a esquerda brasileira não poderia ficar para trás. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que nunca perde uma oportunidade de mostrar quão canalha é seu pensamento, deu a entender que a culpa é da ascensão de Donald Trump, pré-candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, que teria um "discurso à la Bolsonaro".

Antes de praticar o atentado, o terrorista ligou para o número de emergência e disse que agiria em nome do Estado Islâmico (EI), que, posteriormente, assumiu a autoria do ataque. Apesar de a responsabilidade do crime ser óbvia, figuras como Lindbergh preferiram ignorar as evidências para defender a ideia pronta da homofobia, o que merece o prêmio de malabarismo argumentativo do ano: afinal, é preciso reforçar um polo para enfraquecer o outro, em que se encontra a resposta mais evidente: foi terror islâmico.

Boçais do espectro ideológico oposto também apontam seus dedos para os adversários políticos, corroborando esse falso embate. Donald Trump, um populista de extrema-direita, utilizou a tragédia para pedir a renúncia de Barack Obama e defender o banimento de todos os muçulmanos dos Estados Unidos.

A narrativa que as esquerdas querem que predomine –com a contribuição da ignorância da extrema-direita– é a de que o atentado é culpa única e exclusivamente da homofobia, que, segundo sua lógica, é uma das mazelas da civilização ocidental. Para elas, dizer o evidente, ou seja, que a responsabilidade é do islamismo radical, é uma mera demonstração de xenofobia.

O fato é que não há dilema nem polaridade: o radicalismo islâmico é homofóbico. Mas as esquerdas não podem admitir isso, caso contrário, estariam abrindo mão de uma de suas "minorias".

Não foi uma "cultura da homofobia" que matou as 49 pessoas em Orlando. Foi um terrorista que seguia os valores do Estado Islâmico. Existe homofobia no Ocidente? Figuras como Trump diriam que não. A verdade é que existe, sim, mas ela mais cerceia direitos do que mata, e é preciso que se conheça o mal que se combate para que se indique o remédio correto.

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quarta-feira, abril 20, 2016

Zoneamento, Segregação e Terrorismo


Localização dos protestos de 2005 e mapa de renda salarial média por bairro da grande Paris. Licensa CC BY-SA 3.0 e GFDL apud caosplanejado.com

Neste excelente artigo se especula como o zoneamento urbano e seu efeito de constituição de guetos contribui para a formação de "células terroristas", que foi o caso do Estado Islâmico na França e Bélgica. Excelente artigo. Aqui em Fpolis, anos atrás, um conhecido empresário do norte da ilha propôs ao ex-prefeito da cidade, hoje senador que se misturasse a população de uma favela a ser deslocada para o interior da cidade e não, como se previa e desejavam os grupos de residentes oficiais em audiências públicas, em guetos isolados. Ele já via como, pela sua própria experiência no ramo turístico, se integrava a comunidade em parcerias com empreendedores, o que não era o caso de quem se mantinha isolado e sem perspectivas em sua 'comunidade'.

Cf. Como o zoneamento e os conjuntos habitacionais favoreceram o Estado Islâmico
http://caosplanejado.com/como-o-zoneamento-e-os-conjuntos-habitacionais-favoreceram-o-estado-islamico/ 
via @caosplanejado

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terça-feira, janeiro 19, 2016

Passe Livre para o Terrorismo


Kim Kataguiri, Folha de SP

Passe Livre para o Terrorismo

Aqueles que andam de camisa negra, máscara no rosto e pedra na mão e chamam os outros de fascista estão de volta às ruas. Enquanto berram pelo mito do transporte público, gratuito e de qualidade e pedem menos violência, militantes queimam ônibus e jogam coquetéis molotov na polícia. No protesto do Movimento Passe Livre (MPL) da última quinta-feira (14), uma bomba caseira foi lançada dentro da estação Consolação do metrô, deixando um funcionário ferido. No dia seguinte, nenhum espanto. Havia sido apenas mais um "protesto" do MPL.

No ano passado, uma bomba caseira foi jogada numa estação de metrô em Istambul, na Turquia. A população turca ficou chocada com o atentado terrorista, que deixou cinco pessoas feridas. "Terroristas". Esse é o nome dado àqueles que explodiram bomba caseira em uma estação de metrô em Istambul. "Manifestantes". Esse é o nome dado àqueles que explodiram uma bomba caseira em uma estação de metrô no Brasil.

Não há espaço para eufemismo quando tratamos desse tipo de criminoso. Parece que os protestos do MPL têm uma espécie de licença moral e poética para o crime. Vândalos que destroem lojas e agridem policiais são chamados ainda de "ativistas". Queimar ônibus é considerado maneira de protestar. E o terrorismo - evidente para todos aqueles que não se deixam cegar por lentes ideológicas - é absolutamente ignorado.

A Constituição brasileira repudia o terror em dois artigos, no 4º e no 5º, mas este é um dos poucos países do mundo que não dispõem de uma lei para punir atos terroristas. A que tramita no Congresso é duramente combatida pelas esquerdas. Dá para entender por quê. Querem continuar a jogar coquetel molotov em estação do metrô "em nome de um outro mundo possível".

Houve avanço no tratamento dispensado a esses criminosos, chamados por outros praticantes do eufemismo ideológico de "adeptos da tática black bloc". A Polícia anunciou que pretende indiciá-los como membros de organização criminosa (Lei nº 12.850). Não basta! Eles não se organizam simplesmente para cometer crimes. Espalham o medo generalizado. Quem já acompanhou uma manifestação do MPL sabe bem quão caótico é o cenário deixado pelos black blocs. Os criminosos têm consciência de que explodir bombas em estações de metrô não fará a tarifa de ônibus desaparecer magicamente. Mas apostam de forma deliberada no terror.

Apesar disso, a explosão na estação de metrô nem ao menos virou notícia. Tivesse virado, não teria sido amplamente repudiada. O mais provável é que fosse tratada como mais um caso de vândalos "infiltrados" num protesto do MPL. Infiltrados esses que, curiosamente, aparecem única e exclusivamente nos... atos do MPL!

Antes que venham choramingar e dizer que sou autoritário, que quero impedir manifestações democráticas, peço que façam um pequeno exercício. Imaginem uma manifestação com centenas de milhares de pessoas, pouco importa a reivindicação. De repente, essas pessoas começariam a jogar coquetéis molotov e a explodir estações de metrô. Seria um caos, uma catástrofe, uma barbárie, certo? Pois é. Independentemente da quantidade de pessoas que o MPL leva às ruas ou a ideologia que defende, não podemos ignorar os crimes e atos de terrorismo cometidos em seus protestos.

A próxima "manifestação" do MPL já está marcada. Acontece nesta terça (19). E isso significa que, mais uma vez, seremos vítimas do eufemismo ideológico. Mais uma vez, "infiltrados" acabarão com uma "manifestação pacífica". Mais uma vez, os camisas negras da catraca terão passe livre para cometer seus atos de vandalismo e terrorismo.

Passarão?

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segunda-feira, novembro 23, 2015

Socialização americana VS. Apartheid europeu


De que modo o sistema americano é superior aos europeus na assimilação de imigrantes e como isto pode refletir positivamente na dissuasão do terrorismo?

[Socialização americana v. Apartheid europeu https://youtu.be/i4sRi_7iVrQ?list=PLIvRyHK-Wb1gZP5MTvn4omDfJmhfTArb0]
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domingo, novembro 15, 2015

É o indivíduo, estúpido!


Antes de lerem, ouçam isto:
https://www.youtube.com/watch?v=L32hbRx6YpQ

O negócio é o seguinte, George W. Bush avisou o que poderia acontecer com a retirada das tropas americanas? Sim. Porém, SE ele não tivesse invadido o Iraque, esta instabilidade atual não existiria. Seria certo deixar um ditador no poder? Não, mas também não seria certo apoiá-lo numa guerra contra o Irã, anos antes. Há muita coisa para considerar, assim como há muitos atores, (a URSS, p.ex, que enquanto existiu foi a maior investidora em armamentos no Iraque de Saddam). Não há um culpado, há vários, mas procurar uma demonização em uma categoria coletiva, o Islã é típico de coletivistas, como o próprio Marx foi um. Culpados são indivíduos, assim como responsáveis pelo sucesso. da humanidade. Se muçulmanos por serem muçulmanos fossem embriões do mal, o mundo já teria acabado, assim como partiriam do Irã e da Turquia a maioria deles (dado que são os países mais populosos). Com certeza que a política frouxa de abertura aos refugiados é um problema gerador de outros (quem faz bem neste caso é a Austrália, criticada pelos relativistas), mas colocar todos no mesmo saco é um simplismo atroz. Não dá para ficar repetindo como papagaio asneiras em considerações metodológicas, tipo a maioria dos egípcios e dos paquistaneses odeia o ocidente... Ora, o Brasil já foi apontado como o 2o maior antiamericanista do mundo em uma dessas pesquisas de opinião (das quais quase ninguém se importa em pesquisar como foram feitas). E aí, nem por isso há muitos brasileiros saindo por aí e cometendo atos terroristas. Menos paixão, menos rapidez no julgamento, mais razão e senso lógico é o que se pede. Mas, caso não considerem este pedido, apenas aceitem que não passem sem tomar sua hóstia de fanatismo diário.

Caso não tenha entendido meu protesto, não é a religião que mata, são indivíduos que matam. Ah! Mas e a Jihad? Sim, é um forte preceito e base para ataques, mas a escolha de segui-lo é do indivíduo que aceita a interpretação. Se não fosse assim, vários cristãos poderiam se tornar torturadores ao levar o Velho Testamento da Bíblia ao pé da letra...


terça-feira, novembro 13, 2012

Guerra civil brasileira


Neste excelente artigo, Guerra civil ou epidemia | Instituto Millenium, Paulo Brossard comenta os efeitos da onda de crimes que assola o país como o que é: uma guerra. E eu acrescentaria terrorismo. 
Enquanto covardes brincam com o vocabulário, o que se passa país é um ato de guerra. Para ele, socialistas apontam desculpas psicossociais e os libertários enxergam nas vítimas dos servidores de segurança, seus algozes imaginários. Tolos que se complementam e compartilham a mesma lente da ignorância. 
Ontem cidadãos de Florianópolis foram vítimas de uma onda de atentados na outrora pacífica cidade, cuja porção insular já recebera a alcunha de “ilha da magia”, que agora entra no panteão de nossos pesadelos urbanos. 

segunda-feira, agosto 20, 2012

Linguiça debaixo do angu / Underneath this flour has sausage

Papo furado! O FBI infiltrando gente em "comunidades pacíficas de muçulmanos" e daí alguns deles se revoltam e passam a querer matar, assassinar, destruir. Então esses são santos?
Diferente daqui, lá a polícia arma para o traficante. Se fizéssemos isto aqui, estaríamos induzindo o suspeito ao tráfico, entende? Então é claro que um agente federal deve se infiltrar e instigar para saber quem é que já está pronto para isto. É preventivo mesmo, nada de errado.
Eu quero é saber quem 'infiltrou' um troco na conta deste Craig para ajudar a processar o FBI e ganhar uma bufunfa. 

Tem é linguiça debaixo desse angu, meu camarada.
Cf.: Opera Mundi - FBI infiltrou agentes e ajudou a organizar ataques terroristas dentro dos EUA

segunda-feira, abril 23, 2012

É o que é, mas... / It is what it is, but...

The Road dirigido por John Hillcoat é um excelente filme que explora a temática pós-apocalipse da melhor forma que posso imaginar: com esperança / The Road directed by John Hillcoat is an excellent film that explores the theme of post-apocalypse best way I can imagine: with hope 
Uma dica sobre um assunto que me interessa: The Perils of Apocalyptic Thinking - The Atlantic. Na verdade, eu não tenho certeza sobre assuntos como o Aquecimento Global Antropogênico (AGA), mas penso que o autor captou a essência dessa questão para nossa percepção quando diz que o número de céticos sobre o assunto é crescente, enquanto que também cresce o número de crédulos em alguma forma de apocalipse porque o que predomina é a desconfiança, algo como "estão escondendo algo de nós", em que pese o número de evidências em contrário.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Chris Rock: The War On Terror





The whole country's got a fucked up mentality. We all got a gang mentality. Republicans are fucking idiots. Democrats are fucking idiots. Conservatives are idiots and liberals are idiots.
Anyone who makes up their mind before they hear the issue is a fucking fool. Everybody, nah, nah, nah, everybody is so busy wanting to be down with a gang! I'm a conservative! I'm a liberal! I'm a conservative! It's bullshit!
Be a fucking person. Listen. Let it swirl around your head. Then form your opinion.
No normal decent person is one thing. OK!?! I got some shit I'm conservative about, I got some shit I'm liberal about. Crime - I'm conservative. Prostitution - I'm liberal.


sexta-feira, agosto 12, 2011

Paranoia Funcional – 1



Grosso modo, se pode dizer que há três métodos para se entender o mundo:

1.     causalidade, muito usada nas ciências físicas: b por causa de a;
2.     funcionalismo, muito usado nas ciências biológicas: b acontece para um bem maior do 'sistema';
3.     estratégia, que deveria ser usada nas ciências sociais: b quer x, mas faz y por que a pode usar x.

Acontece que quem diz que em um ecossistema também não há estratégia e que esta só valeria para um sociossistema?
As chamadas ciências humanas procuram caminhos fáceis – herdados ciências biológicas do séc. XIX – onde os acontecimentos fazem parte de um processo que caminha para um determinado fim. É o caso da história para Marx, p.ex., onde o objetivo aponta um bem maior, o comunismo.
Para não sermos reféns de nenhum pensamento sistemático desses se faz necessário indagar qual dessas metodologias são utilizadas em uma análise. Por mais fraca ou imaginativa que sejam, muitas teses se baseiam em pressupostos fáceis de desconstruir.
Como fazemos para descobrir os pressupostos de certas análises, então? Testando sua extensão, i.e., trazendo mais fatos à tona para ver se são sustentados pelas explicações. 
Agora tentem encaixar o excerto abaixo em uma dessas metodologias:

(...)



terça-feira, agosto 02, 2011

Assassinos não precisam de coerência


Reinaldo Azevedo não me convence. Neste texto, ele discute o que já demonstrei em outro post, como a mídia tem deturpado o caso do terrorismo norueguês partidarizando os ataques covardes e insanos de um louco. Vejamos um excerto aqui:

terça-feira, julho 26, 2011

Mídia Sem Máscara uma ova! É um caso de Mídia Sem Cérebro!


Não espero mais nada de aproveitável deste site mesmo...

(...) Breivik escreve em seu manifesto que ele não é religioso, tem dúvidas acerca da existência de Deus, não ora, mas afirma a supremacia da "cultura cristã" da Europa bem como sua própria cultura nórdica pagã.
Por outro lado, Breivik louva Charles Darwin, cujas teorias da evolução se opõem às afirmações da Bíblia, e afirma: "Quanto à Igreja e à ciência, é essencial que a ciência tenha uma prioridade indiscutível sobre os ensinos da Bíblia. A Europa sempre foi o berço da ciência, e deve sempre prosseguir desse jeito. Com relação ao meu relacionamento pessoal com Deus, imagino que não sou um homem excessivamente religioso. Sou em primeiro lugar um homem de lógica. Contudo, apoio uma Europa cristã monocultural".

Ou seja, para os patetas do Mídia Sem Máscara (MSM), o terrorismo precisa ter guarida ideológica, não se tratando de um ato essencialmente insano que ultrapassa todo e qualquer projeto político. Ora, se é político pressupõe uma forma de regularização dos conflitos sociais, não se pautando na mais pura barbárie, como foi o caso do atentado na Noruega. Eu posso discordar, p.ex., da maior parte dos caracteres políticos e sociais do chamado Islã, mas não vou negar que internamente, ele apresenta uma estrutura lógica própria. O que o norueguês Breivik fez foi negar o sistema social e político de seu país para seguir um atalho que criou para si. Dizer, como quer a esquerda, que ele era "um fanático religioso de direita" é tão descabido, já o disse aqui, quanto dizer que "todo muçulmano é por definição um adepto ou apoiador do terrorismo". Como se não bastassem essas duas visões complementarmente torpes, agora vem o MSM, site patologicamente paranóide dizer que isto se deve ao paganismo e ao darwinismo!

Aliás, MSM que traduziu um artigo de outro pasquim tendencioso até a medula, o World Net Daily (WND). Isto eles chamam de media watch, uma vigília sobre a mídia que, no caso, não passa de uma mentira alternativa. Cristão, direita, sionista, pagão, darwinista etc. Do que vão acusá-lo para entender que se trata de um doente psicopata sem remorso nenhum para o qual qualquer crença bastaria como justificativa para matar?
...           

segunda-feira, julho 25, 2011

Funcionalidade entre psicose e ideologia


Segundo [Breivik], por causa da "revolução marxista brasileira", o Brasil teria se tornado uma mistura de raças o que se mostrou uma "catástrofe" para o país que é "de segundo mundo" com um baixo nível de coesão social. Os resultados seriam os altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas. Breivik ainda classificou o Brasil como um país "disfuncional".

É exatamente o contrário, justamente por nossa mistura de raças, o Brasil com todos seus problemas, não apresenta este tipo de conflito, racial, étnico etc. Neste quesito senhores, temos 'tecnologia' para dar e vender, coisa que mesmo para um país com o IDH de uma Noruega parece distante. Aqui, muçulmanos não são proselitistas como em outros pagos, nem outras religiões ameaçam colocar suas patas muito além de seus templos, exceto se for para ingressarem como quaisquer outras forças políticas no meio do qual se locupletam e alçam maiores níveis de capitalização, o Congresso Nacional.

Mas, se há alguma funcionalidade nisto tudo está na simbiose entre psicose e ideologia da cabeça do doente mental Breivik.
...

domingo, julho 24, 2011

Equívoco de análise: a partidarização ideológica do terrorismo


(...)
Desde então, grupos de extremistas de direita noruegueses parecem ter criado laços com a comunidade de criminosos, assim como grupos similares no exterior, na Europa, Rússia e EUA.A Suécia, ao contrário, viu uma grande diminuição da atividade extremista desde seu auge em meados dos anos 90, quando seus jornais publicaram fotos de todos os neonazistas conhecidos do país.Mas, ao mesmo tempo, a Expo relata como a repulsa mostrada pelos suecos nos anos 90 vem se transformando cada vez mais em curiosidade sobre a suavizada retórica da extrema direita.Sentimentos parecidos tem aflorado na Noruega, onde políticos discutem abertamente preocupações sobre como a cultura do país seria diluída pela imigração vinda de países com valores e religiões diferentes.Mas após os ataques em Oslo e Utoeya, será interessante observar se muitos no país vão desenvolver uma visão mais sofisticada a respeito de onde vêm as maiores ameaças, em meio ao entendimento de que o extremismo pode ser mortal, independente de nacionalidade, etnia ou religião.
Cf.: BBC Brasil - Notícias - Análise: a ameaça da direita extremista na Noruega

Anders Behring Breivik é
considerado um simpatizante da extrema direita
Terrorista é terrorista, todos devem ser punidos e encarcerados pelo resto da vida (no mínimo). Não há predileção de direita ou esquerda com a violência, são apenas criminosos da pior espécie. Politizar esta barbárie é o caminho para dividir a humanidade insanamente e não nos unificar contra a violência. O argumento da matéria acima é o mesmo dos que acusam o terrorismo como tendo pedigree islâmico. Sofisma.

A questão é por que os jornalistas associam, sem nenhum pudor, este ato terrorista à direita, mas quando se trata de outros, como o de Battisti ou de forças árabes claramente anti-capitalistas, não se trata de "esquerda"? Seria porque entendem que "a esquerda mudou", mas não encaram o mesmo fato para a direita?

Isto não é jornalismo e sim propaganda ideológica que permeia fatos levantados pela mídia. Cuidado ao lê-los para não comprar gato por lebre.
...