Mostrando postagens com marcador transportes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transportes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, janeiro 06, 2016

Taxis VS. Uber -- 1


Um Projeto de Lei em Porto Alegre proíbe bermudas e itens informais no vestuário do taxista, além de definir que o passageiro seja quem decide pela temperatura do ar condicionado e tipo de música dentro do veículo. Segundo a prefeitura, a entrada do serviço de passageiros concorrente, o chamado Uber forçou esta decisão, com o intuito de "melhorar a imagem do taxista". O processo foi chamado, inclusive, de "uberização".

Cá entre nós, o que podemos concluir disto? Que nossas autoridades, especialmente as do município de Porto Alegre são umas bestas mesmo e que nunca entenderam o princípio que rege um serviço como o Uber. Não se trata da forma apresentada, pois esta forma é uma mera consequência da adoção de uma imagem e postura visando ganhar a concorrência. Quem adotou o serviço optou, de livre e espontânea vontade por um produto que também foi escolhido pelo seu fornecedor, de livre e espontânea vontade. Esta conjunção de esforços, esta interação é que leva ao sucesso do produto e não uma norma baixada autoritariamente tentando melhorar um serviço, que não conta com o apoio de seus fornecedores (como sugere a matéria abaixo). Se faça isto visando ganhar a concorrência contra o Uber ou impedi-lo de se firmar no mercado, que tudo que conseguirão é a melhoria da oferta de serviços pelo Uber procurando se diferenciar e melhorar cada vez mais. Além de criar conflitos desnecessários entre taxistas e usuários, o decreto levará, isto sim, a uma melhoria do serviço concorrente que só fará abocanhar cada vez mais o escasso filão de mercado dos taxistas.

Caros legisladores, estudem e aprendam que o que traz sucesso aos empreendimentos não é a lei (que deveria existir para coibir o roubo), mas sim a lógica de funcionamento de um serviço. Tem que se gostar do que faz, tem que se ter habilidade para o que se faz e tem que haver demanda para o que se faz. Do jeito que estão (e ficarão piores), os taxistas não gostarão de trabalhar do jeito proposto, não desenvolverão habilidades para tratar melhor o cliente, mas só tentarão evitar o confronto e, por fim, dificilmente haverá demanda por um serviço criado de modo forçado para o que já existe, mas feito de bom grado, com vontade e veracidade. Legisladores aprendam a diferenciar forma de conteúdo.

Cf. http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/pelas-ruas/noticia/2016/01/novo-projeto-de-lei-proibe-a-bermuda-e-uberiza-taxistas-em-porto-alegre-4945421.html
....


sexta-feira, março 23, 2012

Qual o problema com os carros?

Eles não são o problema, são a solução perante um problema que as pessoas não definem, a cidade que querem. Sobre:
SP: 1/4 da área construída é só para carros - Cidade - Jornal da Tarde
Florianópolis também tem uma grande área destinada a estacionamentos, a vegetação ruderal. Se São Paulo tem tanto assim deve ser porque precisa. Agora, se há alternativa a isto é que é a questão, mas minha intuição diz que a cidade não seria tão grande daí. Não seria São Paulo como conhecemos. 
Acho que a alta do preço do petróleo contribuirá mais para uma transformação paisagística do que todo argumento de planejamento.

domingo, julho 24, 2011

"Tecnologia digerida", pechada garantida



Pressa na implantação, falhas administrativas/disciplinares, falta de planejamento regional, quebra de patentes, entre outros têm provocado acidentes e panes no sistema de transporte do trem rápido chinês.

Cf.: Crash threatens China’s high-speed ambitions - FT.com

...