Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, dezembro 22, 2017
segunda-feira, dezembro 26, 2016
Sobre Festas Religiosas e Tolerância
Algumas escolas e correntes ensinam que é errado festejar o
Feliz Natal por ser uma festa religiosa e o sistema público de ensino deve
seguir a laicidade do estado, de separar a política da religião. Tem lógica,
mas... Se a festividade, seja ela qual for, se trata de uma atividade
extra-curricular, com o envolvimento da comunidade e se, a festa natalina,
inclusive com a interpretação religiosa lhe convém, por que festejar uma festa
de natal com interpretação cristã seria errado? Em nosso entendimento, não.
No entanto, qualquer outra interpretação religiosa ou não, mas
que tenha significado relativo à data não deve ser igualmente cerceada ou seus
entusiastas censurados. Se vale para um grupo de fiéis, evidentemente que deve
valer para o outro.
Se
acreditamos piamente que a Liberdade é o melhor meio (e fim) para formar uma
sociedade justa, a única maneira de desenvolvê-la é alimentar a manifestação de
qualquer um que pregue a tolerância e através desta, a liberdade própria e
alheia.
Feliz
Natal, Feliz Ano Novo, Boas Festas, Feliz Yule, o que for, mas que a Paz reine
em nossas mentes!
domingo, dezembro 22, 2013
terça-feira, dezembro 18, 2012
A Reconquista
Seria bom te ver todas as manhãs em todos esses dias que quase perdemos a alma em todos esses dias pós-quimioterápicos nos quais os cães pararam de correr pararam de uivar e pararam de caçar seria agradável sentir a chuva anunciando uma nova estação com os pássaros marcando terreno nos galhos com sua algazarra seria bom saborear um copo de whisky gelado ao cair da tarde tendo apenas o som dos cubos de gelo no fundo como fundo seria agradável viver sem se preocupar com apagar as luzes porque elas sequer foram acesas quantos dias se passaram desde que tu nasceu e preencheu nossas vidas e nem entendemos como foi que não te quisemos antes, não te fizemos antes estivemos afundados em um poço sem luz quanto mais nos debatíamos para sair mais escuro se tornava mais frios meus pés ficavam nenhuma lã bastava nada desmaiando no metrô cada vez mais rápido e meus olhos não acompanhavam nada desespero foi vencido pelo cansaço e a esperança não passava de um movimento de inércia sem início ou fim apenas meio apenas durante vivo sim tão vivo que a solidão dos que foram não te deixa ver a continuação quantas agulhas me foram cravadas para perder minha imaginação e minha fé só via liberdade numa fuga de lugar para lugar passando pelas ruas e avenidas meu rosto refletido em inúmeras vitrines minha sombra deitada e deformada em várias calçadas um baixo pulsante como um baixo pulsante me conduzindo sem saber sou levado numa linha errática pelo universo sem saber para onde vou, sem saber quem me leva e o que me leva tu nasceu em 30 de abril por ti larguei meu mais saboroso vício por ti acordei para viver um sonho se a vida traz suas armadilhas agora percebo como fui vítima várias vezes e de ti não quero mais me libertar não preciso de mais nada do que tive como controle as pessoas buscam vitórias sobre batalhas imaginárias tencionam vencer a guerra de suas vidas se ancoram em portos para fugir de águas turbulentas se apóiam em mitos em filosofias zen em falsas morais em estruturas ideológicas em partidos políticos em carros com bancos de couro em subdividões em repartições, em bairros em CEPs mas eu não preciso disto nos não precisamos disto nos temos a ti tu vive entre nós e eu te ergui na Lagoa do Peri, te levantei para o Sol te lancei no ar e tu desceu na lâmina d’água com teu sorriso, com a força de teu rosto tu submeteu a Terra e tuas mãos tocaram a lama, cavaram ela tornaram fofa com destreza ternura e sentido.
Quanto tu
nasceu, meu filho, nós, eu e tua mãe reconquistamos um sentido para nossas
vidas.
Quando soubemos,
ela ganhou um sorriso no rosto. Incrédula. Como se uma luz descesse e
iluminasse teus passos, mamãe. Com os braços abertos, eu te recebi. Com minhas
mãos eu te segurei e minhas córneas umedeceram. Calma, tudo vai dar certo... Até hoje eu digo, com medo que este
sonho tornado realidade esvaneça, como a fumaça de fogos, cujo rito imaginário
nos aquece e não podemos mais viver sem seu calor. Sem o teu calor, meu filho.
Cada gripe, cada
tosse, cada queda, eu tremo e me desespero. Finjo calma para que te levantes,
finjo superioridade para que tenhas algum exemplo, te reergo com a promessa de
te ajudar a andar e torço para que me fite nos olhos e me peças um abraço levantando
teus grandes bracinhos, tuas mãos grandes, teus ombros largos.
Eu quero te
mostrar meu amor, eu quero te mostrar este mundo, eu quero te fazer feliz, mas
tudo que sei com certeza é que vou ter que ser alguém melhor. Tudo que sei é
que tua presença me faz querer ser algo que nunca fui. Minha persistência e
teimosia foram fortes, mas sempre calcadas em mim. Dessa vez a luta
será mais difícil, mas de algum modo sei que terei combustível. Sei que não irei
desistir, que sempre estarei te esperando para segurar, até que um dia não caia
mais. E o misto de riso e choro se torne uma palavra. Que tu possas segurar
outro pequeno grande homem como eu.
E, caso percas
tua fé... Que possa reconquistá-la.
domingo, dezembro 25, 2011
Protecionismo Econômico - 4
O Papai Noel é um velhinho anti-protecionista, pró-livre mercado, um velhinho globalizante!
Cf.: IMB - O Papai Noel seria bem-vindo?
Afinal, o que seria dos presentes dados às crianças se não fosse o comércio global? Como seria o Natal das crianças com o travamento alfandegário? "Ah! Mas, os recursos estratégicos são diferentes! Não podemos nos acostumar e nos acomodar apenas vendendo commodities." Concordo, mas para isto temos que nos globalizar, i.e., importarmos mais mercadorias e tecnologia para exportarmos mais ainda. Aliás, ferro é como banana, só um recurso a mais. Se os EUA "não seguiram por esse caminho" foi menos por episodicamente se fecharem do que pela agressividade competitiva que caracterizou sua história. Este é o ponto, não existem "estados puros", "ideais permanentes", mas regiões, países que atingiram graus de excelência ou simples aprimoramento dos quais deveríamos tomar como exemplos. A Embraer e a Vale são exemplos e o Brasil pode mais neste sentido, de modo que nossa abertura comercial fez mais pelo país (como está ocorrendo) do que o processo de substituição de importações, episódico e, este sim, totalmente dependente do fracasso alheio (a crise de 29 nos ajudou neste sentido), nos viciando em determinada conjuntura que quando deixou de existir fez perdermos o bonde da história. Aumentar as importações nos induz a continuar aumentando as exportações para determos reservas e continuar importando e assim e assim e assim... Ou seja, é um moto contínuo. Isso é o que tem que ser buscado e não um momento que queremos que perdure na eternidade, enquanto que nada o é, nem na natureza, nem nas sociedades.
Uma conveniência religiosa
Sobre: IMB - As lições econômicas de Belém
Alguma coisa não fecha neste texto: e aquele famoso episódio em que Jesus ataca os mercadores do templo, não era por que em sua visão, os mercadores profanavam o templo? E se o governo sempre está contra o indivíduo, por que diabos três reis magos foram celebrar o nascimento do messias e presenteá-lo?
"(...) não há nada de imoral em relação à riqueza; riqueza é para ser valorizada, gerida privadamente, presenteada e comercializada." Concordo, mas não é isso que uma vida de limitações, auto-impostas inclusive, sempre procurou demonstrar. Olha... Querer criticar governos é bem vindo, estados também, mas sem criar mitos, pois de mitos já temos o suficiente na religião, na política, na economia etc.
...
sábado, dezembro 24, 2011
Pinheiro Solitário
![]() |
| http://www.weru.ksu.edu/ftp_site/NRCS/Pictures/Wind_Erosion_Pictures/MI%20wind%20erosion/ |
Teus galhos já agüentaram tanta neve, teus braços já sustentaram tantas asas e patas. Mas, o solstício assinala um novo tempo, para nascer e morrer.
Assinar:
Postagens (Atom)




