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quarta-feira, agosto 17, 2011

Reação inglesa



Abaixo, eu concordo com praticamente tudo que Janer escreveu. Com o essencial, mas gostaria de ter certeza sobre a maioria ser descendente de imigrantes ou imigrante. Empiricamente, posso até achar isso, mas queria ter acesso a algo mais concreto, dados se é que divulgam isto no R.U. No entanto, sendo ou não sendo maioria, com certeza contingente significativo destes grupos integra sim as hostes do lumpen-punk que assola o R.U., particularmente, a Inglaterra desde o final dos anos 70. Aliás, rótulo apropriado mesmo: podre. 
Agora, este Estado de Bem Estar Social que não tem ligações com a produção, tem que acabar mesmo. Dar chance de educação a quem cospe neste prato não tem sentido, dar direito à expressão a quem visa por fim a própria liberdade de expressão é um paradoxo. Cameron tem em mãos a chance de ser lembrado como grande líder no futuro. Goro que tenha sucesso.

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quinta-feira, agosto 11, 2011

Quando a moral não importa



Ontem assisti a uma entrevista no programa “Entre Aspas” da GloboNews onde um dos entrevistados era o professor de História Contemporânea da USP, Osvaldo L. A. Coggiola insistir na tese de que a causa dos distúrbios no Reino Unido “são conseqüência do desemprego e do modelo neoliberal adotado nesses países”. Obviamente ele desconsiderou o modelo de welfare state que tem o país que socializou a perda moral. Obviamente que o fez muito bem, sem distinção religiosa, de raça ou sexo. Há meliantes para todos os gostos ali e que, diferentemente, da França com uma cisão mais clara entre migrantes árabes e seus descendentes com o resto do país, no Reino Unido, o sistema de bem estar social conseguiu abarcar diferentes grupos. E isso é o que estranha, que os causadores de tumultos estejam ligados a esse sistema... Ou seja, o que deveria amenizar ou até eliminar essa possibilidade é algo que está relacionado e, possivelmente, seja uma causa a mais.
Mulheres com mais de um filho que reproduziram com doadores de esperma só para receberem ajuda do seguro social, professores que devem temperar suas críticas sociais com ódio e revanchismo, membros de gangues e torcidas organizadas, imbecis sustentados pelo erário público, esta é uma amostra dos baderneiros encontrados pelas ruas britânicas. Parece simplista tributar as causas desses distúrbios urbanos a um elemento apenas, o estado de bem estar social, mas aí é que reside a questão, o estado não é um elemento a mais, ele é sim o resultado de interações que ao constituírem e se relacionarem novamente com o mesmo são retroalimentadas. Como isso se processa em detalhes é que é interessante de se averiguar. Em HACER Latin American News | World: The Sun Never Sets On The British Welfare System – by Ann Coulter, também atribui o pequeno uso de armas de fogo pela polícia como uma das causas. Pode ser, mas enfatizar isto em demasia não faz sentido (...)

Quem odeia, educa


A matéria sobre os distúrbios em Londres English Riots, Moral Relativism, Gun Control, and the Welfare State acerta no alvo. Não se trata de culpar os imigrantes ou seus descendentes, mas a não exposição dos insurgentes em mídia brasileira e apenas comentários com a expressão "bairros multirraciais" indica que há presença daquele elemento. Por causa da raça ocorreram os distúrbios? Da cultura? Evidente que não, se não eu não teria colocado uma matéria que dá um rumo diferente para as explicações. Acontece que a perda moral recai, sobretudo, nessas camadas populacionais porque elas são mais expostas, justamente, ao amparo (e desestímulo) estatal. Na medida em que não lutam por si e, portanto, não adquirem o estofo moral de quem vive por conta própria se tornam o alvo de si próprios. A matéria, feliz em minha opinião, ainda mostra outros imigrantes ou de ascendência estrangeira (coreanos em L.A. e turcos em Londres) que, ao contrário de qualquer insurgente vândalo estão justamente lutando por defender seu patrimônio. Então, tu perguntaria (imagino) por que a insistência em mostrar o rosto dos baderneiros? Ora! Por que não? Em minha opinião, mostrar quem são, se filhos de imigrantes, árabes, muçulmanos da África Setentrional ou brancos não serve para estigmatizar tais grupos (embora eu reconheça que muitas pessoas assim o farão), mas serve para mostrar o fim, ou produto adquirido com as políticas sociais que ao invés de integrar o indivíduo acabam tendo efeito contrário.


Não me surpreendeu nem um pouco que um professor estivesse entre eles.




E um menor de 11 anos que a mãe deve mimar a vontade.

Aqui seguem trechos que escrevi para alguém que acusava a segregação como a responsável pelos distúrbios em Londres...

terça-feira, agosto 09, 2011

O indizível, mas está cada vez mais na cara de todos


Assim como Paris, anos atrás, agora é a vez de Londres. Acompanhem os artigos de J. Cristaldo, os melhores neste sentido:

(...)
As capitais européias estão cercadas por cinturões de ódio e ressentimento, alimentados por imigrantes e filhos de imigrantes. Em Paris, por exemplo, no 31 de dezembro de 2005, 425 carros foram queimados na periferia. Segundo o Le Monde, "apesar dos temores, a noite do réveillon ocorreu sem maiores incidentes". Quando o mais importante jornal francês considera que 425 carros queimados em uma noite não constitui maior incidente, está na hora de partir antes que a França vire um Iraque. 
O vandalismo está virando rotina em Paris e tem data marcada, o réveillon. Os imigrantes daquela ilha vizinha à Europa parecem ter gostado da idéia. É evidente que tais incêndios, saques e depredações vão se repetir nos próximos anos. Não só na Inglaterra, como também na Suécia, Alemanha, Holanda e Itália, onde estes conflitos se acirram. 
É só esperar para ver.
Mais em Janer Cristaldo
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