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sexta-feira, outubro 07, 2011

"Estrada ou morte!" -- uma falsa questão nos Andes



"Carretera o muerte" é uma alusão crítica ao mote brasileiro "independência ou morte" indicando a submissão de Evo Morales ao governo brasileiro, já que o BNDES está financiando a obra. O argumento (estranho) é de que a estrada incentivará o tráfico de drogas. Ué?! Mas o narcotráfico na região já não é de grande monta e nem precisa de tal infra-estrutura para acontecer?! Agora, esses manifestantes são essencialmente anti-democráticos... Como assim fazer plebiscito só com as comunidades envolvidas com a construção da obra? O país precisa decidir em conjunto algo sobre o que lhe diz respeito, o que significa que isto não deve ser decidido por um grupo minoritário qualquer que seja. E essa desculpa de que são culturas autóctones que serão afetados não é suficiente para sequestrar o destino de toda uma nação. Esses etnicismos são mesmo um atraso...

Cf.: Folha.com - Mundo - Na Bolívia, indígenas avançam rumo à capital e seguem as greves - 07/10/2011

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sábado, outubro 01, 2011

Cretinice sobre o 3º Mundo – 1



Metade da história bem contada é essa. Ele não conta do apoio soviético e cubano à guerrilha, ele não fala do pior imperialismo atual, que é o de fundamentalistas islâmicos, louco e facínora. Os sudaneses meridionais que o digam... Esse negócio de venda de armas é uma corrupção generalizada, mas quem mais vendeu para o regime de Saddam, há dados do SIPRI, foi a URSS. Então, não tem como se desenvolver sem o capitalismo, a industrialização e o comércio mundial. E, claro, lutar contra esses etnicismos que colocam empecilhos à igualdade política e jurídica frente à sociedade e ao mercado. Obviamente que isso não se consegue sem repressão ao crime e educação voltada para o emprego... Tem que se investir nesses dois campos.
E que história besta é essa de que Karl Marx não deixou herdeiros? Não só deixou, como muitos deles chegaram ao poder para a desgraça geral da população que dirigiram. Basta ver Lênin e daí por diante, vários ditadores espalhados pelo mundo subdesenvolvido.
É uma grande cretinice desse sujeito vir com esse discurso meio poético para engolirmos esse monte de lixo como verdade.
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quinta-feira, agosto 18, 2011

Turquia vs. Curdos - 1


http://www.shalomjerusalem.com/kurdistan/
O apoio à Turquia pelos EUA e U.E. contra o PKK (Partido Trabalhista Curdo), além da condenação a seus métodos terroristas também se dá pela aliança do país a OTAN, fundamental na região do Oriente Médio. O que pode parecer estranho a primeira vista é o apoio iraniano, mas fica fácil se entender na medida em que o país dos aiatolás também comporta uma minoria étnica curda em seu território e que, portanto, pode vir em futuro próximo a pleitear uma seção territorial deste tal como fazem alguns separatistas curdos na Turquia.
Ou seja, centralizar explicações em dilemas étnicos e/ou religiosos para tudo no Oriente Médio não passa de sofisma ou, na melhor das hipóteses, ignorância mesmo.
Uma outra dúvida que surge quando leio matérias sobre o Curdistão, a região que habitam, é quais seriam tais “direitos étnicos” não pleiteados pela minoria curda que não advoga o separatismo, além de ensinar o curdo em suas escolas? Há algo mais aí...
Cf.: Turkey Attacks Kurdish Targets in Northern Iraq After Ambush - NYTimes.com

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quinta-feira, agosto 11, 2011

Quem odeia, educa


A matéria sobre os distúrbios em Londres English Riots, Moral Relativism, Gun Control, and the Welfare State acerta no alvo. Não se trata de culpar os imigrantes ou seus descendentes, mas a não exposição dos insurgentes em mídia brasileira e apenas comentários com a expressão "bairros multirraciais" indica que há presença daquele elemento. Por causa da raça ocorreram os distúrbios? Da cultura? Evidente que não, se não eu não teria colocado uma matéria que dá um rumo diferente para as explicações. Acontece que a perda moral recai, sobretudo, nessas camadas populacionais porque elas são mais expostas, justamente, ao amparo (e desestímulo) estatal. Na medida em que não lutam por si e, portanto, não adquirem o estofo moral de quem vive por conta própria se tornam o alvo de si próprios. A matéria, feliz em minha opinião, ainda mostra outros imigrantes ou de ascendência estrangeira (coreanos em L.A. e turcos em Londres) que, ao contrário de qualquer insurgente vândalo estão justamente lutando por defender seu patrimônio. Então, tu perguntaria (imagino) por que a insistência em mostrar o rosto dos baderneiros? Ora! Por que não? Em minha opinião, mostrar quem são, se filhos de imigrantes, árabes, muçulmanos da África Setentrional ou brancos não serve para estigmatizar tais grupos (embora eu reconheça que muitas pessoas assim o farão), mas serve para mostrar o fim, ou produto adquirido com as políticas sociais que ao invés de integrar o indivíduo acabam tendo efeito contrário.


Não me surpreendeu nem um pouco que um professor estivesse entre eles.




E um menor de 11 anos que a mãe deve mimar a vontade.

Aqui seguem trechos que escrevi para alguém que acusava a segregação como a responsável pelos distúrbios em Londres...

terça-feira, agosto 09, 2011

O indizível, mas está cada vez mais na cara de todos


Assim como Paris, anos atrás, agora é a vez de Londres. Acompanhem os artigos de J. Cristaldo, os melhores neste sentido:

(...)
As capitais européias estão cercadas por cinturões de ódio e ressentimento, alimentados por imigrantes e filhos de imigrantes. Em Paris, por exemplo, no 31 de dezembro de 2005, 425 carros foram queimados na periferia. Segundo o Le Monde, "apesar dos temores, a noite do réveillon ocorreu sem maiores incidentes". Quando o mais importante jornal francês considera que 425 carros queimados em uma noite não constitui maior incidente, está na hora de partir antes que a França vire um Iraque. 
O vandalismo está virando rotina em Paris e tem data marcada, o réveillon. Os imigrantes daquela ilha vizinha à Europa parecem ter gostado da idéia. É evidente que tais incêndios, saques e depredações vão se repetir nos próximos anos. Não só na Inglaterra, como também na Suécia, Alemanha, Holanda e Itália, onde estes conflitos se acirram. 
É só esperar para ver.
Mais em Janer Cristaldo
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