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sexta-feira, março 08, 2019

Duas Mulheres e uma Verdade

Fonte da imagem: pixabay.com
Escrevi este texto alguns dois anos atrás sobre a questão da opressão às mulheres, mas a VERDADEIRA OPRESSÃO, onde elas têm, realmente, pouca ou nenhuma chance de se livrarem e seguirem seus caminhos. Espero que ao lê-lo, saibam diferenciar o que é o sofrimento de mulheres que pouco apoio têm das militantes das prósperas economias ocidentais que são prósperas justamente porque foram erigidas na igualdade jurídica e na liberdade civil.
Sim, foi uma pausa na zoeira e bom humor do dia de hoje. Mulheres que se valorizam não são inseguras e sabem que eu gosto de piadinhas machistas, mas que apesar de ser eu quem lava a louça, também sou o especialistas em abrir frascos.
Boa leitura,
Anselmo Heidrich
8 mar. 19

Duas Mulheres e Uma Verdade

Dois anos atrás, uma mulher saudita de 28 anos foi condenada a 200 chibatadas e seis meses de cadeia. Seu crime: ter denunciado um estupro coletivo que sofreu em 2006, quando era estudante com 19 anos. Ela fora levada a um acampamento e estuprada por sete homens. A denúncia lhe custou uma pena de 90 chibatadas, pois é proibido uma mulher sair desacompanhada de um parente do sexo masculino no país. Não, isto não é Esparta! Como poderiam gritar, mas “Isto é Arábia Saudita!” O protesto de seu advogado lhe custou a perda de sua licença e o aumento da punição para 200 chibatadas, uma vez que ela aceitou falar publicamente sobre a barbárie.[1] No Dia Internacional da Mulher li muito sobre condições de trabalho desiguais, sobre diferenças salariais, sobre discriminação contra mulheres negras etc., mas não vejo uma linha sequer dessas organizações de defesa de gênero sobre a maior opressão existente na atualidade, do mundo islâmico contra as mulheres. Que é? Não existe?
Há mais de 10.000 km dali, no coração do Ocidente uma descendente de palestinos, Linda Sarsour está a frente dos protestos contra o recém empossado, presidente americano, Donald J. Trump. Sua causa pró-árabe também é pró-muçulmana, o que a fez se posicionar frontalmente contra o candidato Republicano e recebeu, como seria de esperar… Forte apoio do candidato socialista dos Democratas, Bernie Sanders. Uma prova de que sua causa é de esquerda mesmo e que ao invés de bradar contra os maus-tratos que sofrem as mulheres no Oriente Médio ou no Islã em geral, ela prefere se aliar a tudo que faça parte de uma agenda auto-vitimizadora, como o movimento Black Lives Matter, entre outros. Aqui, em suas próprias palavras:
“The same people who want to deport millions of undocumented immigrants are the same people who hate Muslims and who want to take our right to worship freely in this country. That common enemy, sisters and brothers, is white supremacy,” Sarsour said. “Let’s call it what it is.”
Her political philosophy places all of these groups, with all of their unique challenges, within the same category of oppressed peoples – and the oppressors, the opposition, are large corporations, white Islamophobes and Zionists.[2]
Alguém aí leu claramente o que ela está dizendo? O inimigo é o “supremacista branco”, mas o que isto tem a ver com grandes corporações? Este discurso visa resignificar as palavras adotando o capitalismo como sinônimo de opressão e igualando um sistema econômico ao racismo. Esta estratégia visa “racializar” a desigualdade econômica, o que rende frutos políticos, pois é mais fácil para quem não tem consciência política ser manipulado em termos étnicos, religiosos etc. Quanto à opressão praticada pelos supremacistas muçulmanos, nenhuma palavra. Nada, nadica de nada.
O que essas duas mulheres têm em comum? Só o fato de serem mulheres e muçulmanas, mas a verdade é que uma delas sofre a violência totalitária e cruel de um sistema ideológico religioso enquanto que a outra prefere ignorá-lo se fazendo de eterna vítima de uma sociedade oposta, aberta, que lhe permite inclusive fazer pouco caso de jihadistas e terroristas. Isto é justo?
Anselmo Heidrich
11 mar. 17

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[1]JPOST.COM. “Gang-raped Saudi woman sentenced to 200 lashes, 6-months in jail” – Middle East – Jerusalem Post – mach 7 2015. Acesso em 11 mar. 17. [http://www.jpost.com/Middle-East/Gang-raped-Saudi-woman-sentenced-to-200-lashes-6-months-in-jail-393193]
[2]WILNER, Michael. “Linda Sarsour, Women’s March organizer, works to link civil rights struggles to Palestinian cause” – American Politics – Jerusalem Post – january 24 2017. Acesso em 11 mar. 17. [http://www.jpost.com/American-Politics/Linda-Sarsour-Womens-March-organizer-works-to-link-civil-rights-struggles-to-Palestinian-cause-479505]

quarta-feira, janeiro 20, 2016

O Feminismo Seletivo ignora o Islã


A dominação, seja ela de quem for só existe porque o dominado consente e aceita como algo 'natural'. Quando uma mulher muçulmana, tapada com seu véu acha que a "liberdade de expressão é terrorismo ocidental", então a situação é muito pior do que imaginamos... Imagem: infielatento.blogspot.com.br

Baita dica do colega Xavier, sobre o tratamento dispensado às mulheres no islã:
https://conscienciavisionaria.wordpress.com/2015/08/31/como-as-mulheres-de-todas-as-idades-sao-vistas-pelo-isla/. Sabe... Nunca refleti muito sobre este negócio de feminismo. Para mim, antes mesmo de eu enveredar pelo liberalismo, a coisa toda era bastante simples: se uma mulher ou grupo de mulheres ou o sexo feminino inteiro tivesse alguma desvantagem em relação aos homens, fruto de injustiça, eu apoiava a reparação. Quando comecei a ler sobre o assunto, pouco é verdade, percebi que muitas das demandas das mulheres não se resolviam no final, na consequência, na ponta do processo obrigando empregadores (ou empregadoras) a contratar mais mulheres ou lhes pagar mais, MAS sim ao prepará-las melhor para o mercado de trabalho. Mas isto, aí é que está... Não é algo que os homens devam fazer por elas, mas elas que devem fazer por si mesmas. Ou seja, elas devem se preparar melhor para o mercado de trabalho (o que, na verdade, já estão fazendo a todo vapor), abdicar de ficar grávida (ao menos temporariamente) e, assim como os homens, lutar por uma simplificação, quando não mudança mesmo de nossa legislação trabalhista arcaica. Eu não digo isto, especialmente o 2º item de bom grado, pois adoro filhos, só que pensando como empregador é simples, eles não vão querer empregar quem pode se ausentar durante meses. Não é a toa que justamente nos países em que as mulheres são melhor tratadas e consideradas no mercado de trabalho sejam os que elas mantém as mais baixas taxas de fertilidade/fecundidade (número de filhos por mulher em idade fértil). Daí que, voltando ao assunto, uma mulher lutar por sua melhoria individual, sou de pleno acordo. O problema é quando disto se parte para uma chorumela ressentida e auto-vitimizadora. Daí é um saco e a coisa evolui para situações que pouco teria a ver com categorias coletivas tão amplas, como o sexo feminino. Para dar um exemplo claro do que digo, esses dias vi aqui no facebook, que passa muita notícia que nem sempre tem a ver com o que procuramos ou visualizamos com frequência em nossas linhas de tempo, uma notícia sobre uma cantora mexicana, bonita inclusive, mas que nem procurei ver que estilo de música tinha ou se era boa cantora. O modess, como se diz? Absorvente dela caiu, parecendo um enorme guardanapo entre as coxas durante uma apresentação. Vi em uma foto em um desses sites politicamente corretos, Huff alguma coisa. Detalhe, a mulher estava com uma sainha pouco maior do que um band-aid e, claro que se ela dança muito (imagino que fosse o caso), o troço ali não ia se sustentar muito a não se que estivesse enterrado. Enfim, tudo bem até aí, fofoca pra caramba, um monte de babacas falando mal da garota e poderia ter fim a reportagem, mas não.... Acho que a jornalista que escreveu a matéria resolveu por em prática toda baboseira que aprendeu em "introdução à sociologia" na faculdade e começou um discurso auto-vitimizador pra lá de piegas... "nós que sofremos com a discriminação machista", " se fosse homem ninguém comentava", "eles nos julgam e fazem escárnio por um situação vexatória", "essa situação reflete o patriarcado em nossa sociedade" e um monte de besteira. Quer dizer que um punhado de caras, digamos 6 ou 8, nem 10 fazem chacota da moça e o caso vira o cume do iceberg de uma luta entre sexos? Cara, isto é um exagero atroz e faz com que não se leve a sério a luta feminista por causa disto, destes casos que na falta do que falar e postar (já que o site publicou uma fofoca para falar mal depois de quem faz fofoca), cai na mesma decoreba cheia de clichês como se ainda tivéssemos um patriarcado onde as mulheres não têm nenhuma voz e liberdade.
Quanto ao artigo sobre o péssimo tratamento dispensado às mulheres no mundo islâmico[1] é bem isto mesmo, em que pese as variantes regionais ou nacionais na dominação das mulheres, o islã tem um sério problema com a ideia de prazer. E creio que tu pegaste bem o ponto, as feministas (ou pelo menos a grande maioria delas), nem sequer comenta o que ocorre nesta cultura atroz. A razão, como podemos imaginar, é a fusão do feminismo com o movimento geral das esquerdas e aí, qualquer cultura não ocidental e que prime pelo desenvolvimento capitalista e democrático passa a ser uma “vítima do capitalismo, imperialismo e globalização”. Este coletivismo metodológico, de entender o islã inteiro como uma cultura com homogeneidade e posição política coesa anticapitalista é a típica forçada de barra da nossa esquerda ocidental atual. E quando se critica este absurdo há uma condenação automática de nossa postura ao nos tachar de “etnocêntrico”, “preconceituoso” ou “racista”. É a eterna busca de um meio de cercear o pensamento alheio, agora com uma espécie de código de ética para não se criticar a cultura muçulmana ou o islã.

Não é só contra o feminismo atual que devemos bradar contra, mas sim atacar qualquer forma de coletivismo. Não podemos admitir um relativismo ao ponto de se criticar atitudes machistas no mundo ocidental, mas permitir na cultura islâmica “por ser sua marca própria, outra cultura” etc.
Quando esta "autodeterminação" se torna uma opressão à liberdade de indivíduos, não existe respeito, mas desprezo, nojo de minha parte. Acho que é muito fácil reclamar uma autodeterminação dos povos em detrimento do livre-arbítrio ou como se este fosse menos importante, especialmente quando não se é uma mulher com o destino traçado e definido por outra pessoa. Se é que se pode chamar isto de 'pessoa'.

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Se concorda, compartilhe.





[1] “Como as mulheres (de todas as idades) são vistas pelo Islã?” Disponível em: https://conscienciavisionaria.wordpress.com/2015/08/31/como-as-mulheres-de-todas-as-idades-sao-vistas-pelo-isla/. Acesso em 20 jan. 16.

segunda-feira, novembro 23, 2015

Socialização americana VS. Apartheid europeu


De que modo o sistema americano é superior aos europeus na assimilação de imigrantes e como isto pode refletir positivamente na dissuasão do terrorismo?

[Socialização americana v. Apartheid europeu https://youtu.be/i4sRi_7iVrQ?list=PLIvRyHK-Wb1gZP5MTvn4omDfJmhfTArb0]
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quinta-feira, novembro 19, 2015

Shapiro & Shari’a



Para contestar que o islã não é uma religião com uma minoria violenta, Ben Shapiro, sutilmente, usa outras palavras, exatamente aos 30 segundos. Vejam:

“Claro que ele não está sozinho nesta opinião de que os islâmicos são liberais e tolerantes.”

Ora! A questão original não era esta, mas se o islã tem uma minoria violenta. Como se trata de matemática, o que deveria ser feito, a priori, é definir o que se entende por ‘violento’. Apoiar fatwas contra o ocidente? Bater nas mulheres? Entender a jihad como “guerra santa”? O que, exatamente? Para cada uma dessas questões teremos um diferente postulado, apontando para um grau maior ou menor de apoio à violência.

Se observarmos atentamente o vídeo dele, aliás, muito didático e dinâmico, por isto mesmo sedutor, veremos que o que ele entende por muçulmano violento, na maioria dos casos, é o muçulmano em países majoritariamente islâmicos ou ocidentais que diz apoiar a lei islâmica, a Shari’a. vejamos, a Shari’a é a base do islã, se um muçulmano que se diz muçulmano não acatá-la não faz o menor sentido dizer-se muçulmano. Daí, o jogo é nós, na Bíblia temos muitas passagens que são violentas e poderíamos fazer apologia a ela, mas não derrubamos aviões ou destruímos prédios. Engraçadinho... Hoje não, mas na idade média, quando a palavra da Igreja era quase absoluta, o que se fazia com hereges? O que se fazia com judeus como Shapiro? Claro, a igreja neste período histórico não derrubava aviões porque não existiam aviões, mas existiriam aviões se não fosse o papel de hereges e gente que desafiou a cosmovisão da igreja? Obvio que não. A questão, para que fique bem claro o que estou dizendo, não é de Islã v. Cristandade, mas de qualquer forma de totalitarismo, inclusive o religioso contra o mundo livre, característico do Ocidente, mas não restrito a ele.

Shapiro também fala de apoio a Osama Bin Laden e de maus tratos às mulheres e nisto ele tem razão, os muçulmanos, em grande parte não traduzem uma cultura que seja exemplo de tolerância. Mas justamente porque eles não tiveram efetivamente a separação entre igreja e estado como nós, no ocidente cristão. E quando tiveram não foi no sentido de reforço às instituições que garantissem os direitos civis e à liberdade de expressão, mas sim às ditaduras laicas, como a de Saddam Hussein ou monarquias absolutistas, como os Assad na Síria.

Agora, é fácil se mostrar radical em uma cultura permeada pela falta de instrução e divulgação de ideias, exceto quando os efeitos disto também atingem os próprios muçulmanos. Vejamos a seguir aqui, uma excelente pesquisa feita em 2015 pelo Pew Institute:

http://pewrsr.ch/1MkLqee
 
De acordo com a tabela abaixo disponibilizada na referida pesquisa, 10 de 11 países têm mais de 50% dos pesquisados com visões negativas ou muito negativas acerca do estado islâmico (ISIS):


A única exceção é o Paquistão, berço do Taleban de onde saiu a militância da al Qaeda, com 28% desfavoráveis (outros 62% não souberam informar e apenas 9% se mostraram favoráveis).

Agora, se você acha que estas pesquisas não levaram em conta o fator religioso (seitas) está enganado. Com o ISIS é sunita seria de se pensar que outros sunitas também o apoiariam... Ledo engano. O que se na próxima tabela é prova disso, países majoritariamente sunitas, como o Líbano também se mostraram contrários às ações do ISIS:


Já, 20% de apoio ao ISIS vieram da Nigéria. O que podemos deduzir disto? O Líbano sofre de perto as ações do terrorismo do ISIS, bem como com a crise dos refugiados sírios. A Nigéria é exatamente o oposto, distante, não tem como opinar sobre um assunto que conhece praticamente pela TV ou internet, media em geral. É como se fizéssemos uma enquete no Brasil para ver quem mais apoia o MST. Com certeza teríamos um índice maior de aprovação das áreas urbanas e bem menor nas áreas rurais, porque nas primeiras se está distante do barbarismo e nas segundas se sofre com a barbárie do MST.[1] Além disto, a Nigéria vive em guerra étnica, onde os muçulmanos ao norte (etnia hausa) já tiveram uma guerra civil com o sul (igbos) e atualmente sofre com as ações do grupo terrorista Boko Haram que, obviamente, recebe apoio de parte da população.

Cuidado, portanto, com esta sanha de “novo cruzado”. Eu não tenho nenhuma simpatia pelo islã, aliás, por religião nenhuma... Mas, uma coisa tem que ser dita, neste momento, tomar o universo muçulmano como inimigo e apoiador do ISIS, autor intelectual dos atentados na Europa é temerário e nada estratégico. Como primeiro efeito levantaria e agregaria mais muçulmanos contra o ocidente. Não precisamos admirá-los, sequer gostar de sua cultura, mas se for para agir, temos que se atingir os sujeitos responsáveis por determinada ação e não uma cultura que, bem ou mal, existe e vai continuar existindo.
...


[1] Quando digo barbárie, não estou brincando. Clique aqui para entender: http://www.sindicatoruralczo.org.br/system/filemanager/download_3_1241112495.pdf. Acesso em 19 nov. 2015.

segunda-feira, novembro 16, 2015

É o indivíduo, estúpido! - 02


Por que o indivíduo? Permita-me explicar, individualismo é uma palavra que tem muitos significados, podemos estar falando do sentido normativo de individualismo, de que o indivíduo tem que ser valorizado, seus direitos, deveres sobre os direitos coletivos, p.ex. ou, analiticamente, seu peso e papel na história etc. ou ainda podemos estar falando em termos éticos, o individualismo ético, uma ética anti-coletiva, de que só o senso individual e a constelação de valores criada pelos indivíduos é que tem valor e que a vida em sociedade não passa de um amontoado de crenças sem sentido, pois o que vigora mesmo é a “lei da selva”, um salve-se quem puder ou como já disse alguém “a guerra de todos contra todos”. Por outro lado, como mencionamos há a perspectiva metodológica e é esta que nos interessa: mesmo obras ou instituições sociais só tem valor quando reverenciadas ou odiadas por indivíduos. São eles que em ultima análise tornam relações sociais válidas, seja a relação íntima entre um casal, um pleito democrático, a ascensão profissional de uma mulher, o questionamento de uma dada forma de discriminação sexual, racial, religiosa etc. ou mesmo o sentido de pertencimento à pátria ou uma classe específica, como o proletariado. Tudo isto só faz sentido se compreendido (mesmo que muito mal compreendido) pelos indivíduos e aceito por eles.
Portanto, quando ocidentais como eu dizem e repetem que o “islã é propenso à violência” há uma grande dose de coletivismo metodológico, de apego e uso de categorias coletivas como dotadas de consciência e poder de ação nesta afirmação, pois eu duvido que a grande maioria dos que afirmam isto, taxativamente, tenha se debruçado sobre textos sagrados ao ponto de afirmar, QUANTITATIVAMENTE, que o Corão é mais violento do que a Bíblia, eu duvido. “Mas a cultura e a sociedade deles são...” Bem, digamos que sim, que na conjuntura mundial atual, tenha sido realmente assim, mas daí voltamos ao ponto inicial, como estes indivíduos passaram a agir assim? Isto é algo que transcende as escrituras, não faz parte de uma essência e compõe um arranjo que por mais duradouro que seja, nem sempre foi assim...


sábado, julho 20, 2013

A propósito de Soraya e outras

Sobre: Interceptor: The Stoning of Soraya M.
O ministro das relações exteriores norueguês disse algo bem interessante:
"A sentença em Dubai a uma norueguesa que denunciou um estupro é contrária ao nosso sentido da justiça. Daremos a ela apoio no processo de apelação", disse Espen Barth Eide, o ministro das Relações Exteriores norueguês, em sua conta no Twitter.
[Em Dubai, mulher é condenada à prisão após ter ter sido estuprada - Yahoo! Notícias]
Se mais governos agirem com esta perspectiva o grau de intervenção mundial aumentará, mas em um sentido positivo.

sexta-feira, julho 12, 2013

The Stoning of Soraya M.



1:02:40 a 1:03:39. Por isto, a lei não pode ser só positiva. Por isto, direitos fundamentais têm que ser buscados.

Como o vídeo acima não se encontra mais disponível no Youtube, aqui está uma alternativa do Vimeo: http://vimeo.com/23884029

sexta-feira, setembro 14, 2012

Liberdade de Expressão VS. Fanatismo Religioso / Freedom of Speech VS. Religious Fanaticism

Esta fúria é caricatural, como se fosse algo necessário para uma postura e ovação religiosas. Se eu fosse religioso diria que é totalmente fake. Não importa que seja uma foto de 2007 ou de 2012, o teatro é o mesmo. This fury is a caricature, as something necessary for a religious stance and ovation. If I were religious I would say that is totally fake. No matter it is a picture of 2007 or 2012, the theater is the same. (Foto/Photo: http://mikesamerica.blogspot.com.br/2007/06/news-teasers.html.)

Um caminho mais fácil é, realmente, censurar o vídeo. No entanto, se quisermos evitar choques e mortes absolutamente desnecessárias porque fanáticos religiosos não toleram a liberdade de expressão podem se preparar, pois isto é só o começo.
"But Google is trying to do something much harder, and much more thoughtful, than that. As it said in its statement outlining its approach to freedom of expression, "We recognize that there are limits. In some areas it's obvious where to draw the line. For example, we have an all-product ban on child pornography. But in other areas, like extremism, it gets complicated because our products are available in numerous countries with widely varying laws and cultures."
E o conflito entre tais culturas é algo tão antigo que atribuir tal intolerância a uma "provocação" atual é fruto de uma ignorância produzida pelo relativismo cultural como norte ético.

sábado, abril 07, 2012

A cruzada dos alcoólatras russos / The crusade of Russian alcoholics

Não é uma 51, mas é uma boa ideia, como diria Kadhafi depois de morto... / This is not a 51​​but it's a good idea, what would you say Gaddafi after his death ...*
Dessacralize e desencante que teu inimigo abstrato perderá a força. Se o Islã estiver no alvo dos alcoólatras russos, o fundamentalismo será atacado de forma mais virulenta e mortal que se a OTAN inteira gastasse todos seus cartuchos...
Kazakhstan Imams 'Outraged' Over New Allah-Brand Vodka - The Atlantic

sábado, agosto 06, 2011

Islam’s philosophical divide: Dreaming of a caliphate | The Economist


Excelente matéria da The Economist sobre o islã. A ideia que se tem de uma uniformidade religiosa também é questionada e suas possibilidades de convivência com a democracia liberal avaliadas. O problema, como fica claro, é que isto não depende apenas do debate filosófico ou teológico e sim, também, da expansão da classe média:


Islam’s philosophical divide: Dreaming of a caliphate | The Economist

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