sexta-feira, julho 08, 2016

UE + OTAN 01

  
Após o Brexit, a aliança tradicional se reafirma para não deixar dúvidas de que, como se diz em nosso jargão futebolístico, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". As mudanças internas nacionais são sim uma ameaça ao "estado maior dos estados maiores das forças armadas". Isto visto no contexto da reestruturação política e implantação de infraestrutura entre Moscou e Pequim mostra um tensionamento para não permitir o afrouxamento dessas alianças, pois uma Europa esfacelada é o início do fim de uma hegemonia e aurora de outra.

---------------------------
http://inter-ceptor.blogspot.com/
Fas est et ab hoste doceri – Ovídio
Se concorda, compartilhe.

quinta-feira, julho 07, 2016

Quem fatura na competição entre EUA e RÚSSIA?


Imagem: russia-insider.com

Esse jornalista é esquerdão, se acha muito crítico, mas come na mão de Putin. O que interessa é ver esses dados de maneira diferente... Enquanto ele vê uma oposição, em bloco contra o Ocidente (Neocon, como ele chama) entendendo-se aí EUA, América do Norte em geral e Europa (UE, especificamente) e aliados asiáticos, na verdade, na verdade já dá para visualizar um grande beneficiário disto tudo: quem está entre os concorrentes, a China e, talvez, se souber jogar direitinho, a Índia.

---------------------------
http://inter-ceptor.blogspot.com/
Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

Se concorda, compartilhe.    

quarta-feira, julho 06, 2016

Leandro Karnal e sua posição sobre o Escola Sem Partido



Como prometido...





Leandro Karnal e o Escola Sem Partido


Após este vídeo, este trecho e o artigo do RC vou ter que fazer meu vídeo para responder, mas Karnal erra ao limitar a questão e RC também erra porque acha que a solução é legalista, o PL do ESP. Acho que a possível lei é bem vinda, mas acreditar que ela, por si só, baste para mudar a educação, neste aspecto, da ideologização é de uma ingenuidade tão absurda quanto a do brasileiro médio que sai por aí dizendo "faltam leis mais duras". Leis tem demais, o ponto não é este.

Cf. Leandro Karnal defende "professores militantes" e ataca Escola Sem Partido
http://rodrigoconstantino.com/artigos/leandro-karnal-defende-professores-militantes-e-ataca-escola-sem-partido/

---------------------------
http://inter-ceptor.blogspot.com/
Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

Se concorda, compartilhe.    

terça-feira, julho 05, 2016

A Teoria do Valor Trabalho em Marx 01



Imagem: c__west.

Uma crítica destruidora ao cerne da "economia marxista":

A teoria do valor econômico

(...)
Por que capitalistas são tão ricos?
Uma última questão. Conhecemos a explicação de Marx para a riqueza dos capitalistas (a teoria da mais-valia/exploração etc.). Se sua teoria é falsa, qual é a explicação alternativa, baseando-se na teoria neoclássica de preços, para a riqueza dos capitalistas?
Primeiro, note que salários constituem um preço, assim como o preço do chocolate constitui um preço. Eles são apenas o preço pelo qual o trabalho de alguém é vendido. Perceba também que isso é verdade independentemente de qual é o seu trabalho ou do quanto você está ganhando – se seu salário é o preço pelo qual seu trabalho é vendido, o salário de um CEO também é o preço pelo qual o trabalho dele é vendido. Assim, não deveríamos dar uma explicação para os salários de pessoas ricas diferente de uma explicação que damos para os salários de pessoas pobres. Todos os salários, sob a teoria neoclássica, são determinados pelas curvas de oferta e demanda relativas ao tipo de trabalho em questão. A forma da curva de oferta é determinada pela disposição que as pessoas que são capazes de fazer o trabalho em questão possuem para fazê-lo, bem como pelo número existente de tais pessoas. A forma da curva de demanda é determinada pelos desejos de terceiros de ter tal trabalho realizado. Dessa maneira, os altos salários de homens de negócios bem-sucedidos são explicados pela concorrência de três fatores:
(i) O número de pessoas capazes de fazer seu trabalho – ou seja, pessoas capazes de gerir negócios de maneira bem-sucedida. Esse número é pequeno em comparação ao número de pessoas que conseguem realizar os trabalhos de um operário, por exemplo.
(ii) A disposição das pessoas para fazer esse tipo de trabalho. Entre aqueles que têm capacidade de gerir negócios, a maioria não se interessa, e quase ninguém escolheria essa profissão se os salários fossem iguais aos salários de um operário. Seu professor, por exemplo, pode ser capaz de abrir e gerir um negócio, mas ele não deseja fazê-lo; ele prefere ser um professor.
(iii) O desejo que terceiros possuem de ter tal trabalho realizado. Isso é determinado pela utilidade marginal de ter o trabalho realizado, que é muito alta no caso de homens de negócios. Em outras palavras, o benefício econômico total de ter uma pessoa adicional criando e gerindo negócios é maior que o benefício total de ter um operário adicional trabalhando.
“Como isso (o ponto (iii)) é possível?”, você pode perguntar. “O homem de negócios não faz nada; os trabalhadores estão fazendo todo o serviço”. Bom, o trabalhador individual, trabalhando por conta própria (sem fábrica, ferramentas, planos de negócio, pouco conhecimento de indústria e de negócios em geral), é capaz de conseguir muito pouco. Se trabalhasse por conta própria e vendesse diretamente seus produtos finalizados para as pessoas, ele não ganharia muito dinheiro. (Tente e veja.) Um fazendeiro típico, por exemplo, ganharia apenas o suficiente para alimentar sua família, se tivesse sorte. O capitalista aumenta enormemente o valor que cada trabalhador pode produzir; e ele faz isso para uma grande quantidade de trabalhadores (todos os seus empregados). Assim, oaumento marginal de produção de um capitalista é muito maior que o aumento marginal de produção de um trabalhador.
Em certo sentido, essa é uma maneira extravagante de dizer o seguinte: a razão pela qual capitalistas ganham muito mais que trabalhadores é que o que cada capitalista faz possui muito mais valor que o que cada trabalhador faz (onde “valor” é determinado pela oferta e demanda).
Leia mais aqui:


segunda-feira, julho 04, 2016

O Separatismo na Visão dos Liberais


Homenagear quem discutiu algo desagradável,
 como a guerra não significa admirar o seu objeto
de estudo. Se você quiser louvar apenas
quem te permitiu sonhar,
poderá acordar em meio a um pesadelo 

(imagem: cafepress.ca). 
Textos liberais tem a capacidade, frequente, de misturar seus desejos com suas análises. Leiam abaixo este A Questão Separatista para entenderem o que digo. O autor advoga que todo separatismo é legítimo. Vejam... Não é que não seja possível se separar, não é que não se adquira apoio para se separar, mas é extremamente ingênuo achar que o oposto também não ocorra, que seja possível unificar, que haja legitimidade para lutar pela união. O que diferencia um movimento de outro é, essencialmente, a força e a capacidade de efetivação. Não há uma moral essencialmente superior de um lado frente outro. Pode se argumentar que "eu não sou liberal então", pois para um liberal, a questão da secessão sempre se faz legítima... Desde quando? Eu diria. Pois a secessão não se desenvolve até o nível individual, que é a célula social na qual se baseia a política, a economia e a cultura liberais. A maioria (se não a totalidade) dos separatismos/secessões tem como premissa o ideal de nação, que é algo totalmente coletivista. Mesmo que se diga que é um passo, uma transição, pois migra para um "coletivismo menor", digo que isto é totalmente imaginativo, um wishful thinking, pois não há regra, não existe uma lei natural para que este movimento político, muito menos uma legislação que foi criada determine que quanto menor, melhor. Um México pode ter menos liberdades civis que um Canadá, cujo território é bem maior; ou, se preferirem, em termos populacionais, uma Venezuela também tem (inegavelmente) menos liberdades civis que o Brasil. E a recíproca para extensão territorial ou população também é verdadeira, também temos pequenos estados ou sociedades onde se é mais livre. Em suma, liberdade não depende do tamanho, mas da qualidade da administração e de seu estado. O problema libertário aí contigo é, evidente, assumir que há estados e estados. Enquanto se ficar nesta infantilidade (sinto dizer, mas não vejo outro nome) de que o estado é essencialmente mau (em determinado momento do texto, o autor chega a dizer que "o estado é um absurdo em si mesmo". Ora, isto é mera poesia, nada sociológico, pois se algo existe e funciona há séculos não há absurdo aí, pois, bem ou mal funciona. Sendo maduro, se quer um estado menor, se quer um estado melhor, se quer uma organização política que permita, em um futuro, em um projeto, utopia sei lá, a sua inexistência (que a priori não descarto) tem que se partir do que existe de concreto. E por concreto, não basta só a vontade, mas também a capacidade. Esta capacidade está apenas engatinhando, p.ex., com a Bitcoin e outras moedas virtuais. Agora, a postura de "partir do aqui e agora e vamos de qualquer jeito" terá um resultado bem previsível: o fracasso. Por isso, o gradualismo é sempre mais inteligente que o "agorismo" ou, dito de outra forma, as reformas são cientificamente eficazes, pois partem do ensaio e erro, ao contrário dos processos revolucionários. A esquerda não aprendeu, mas será que os liberais também terão que errar por décadas sem aprender para serem alvo de chacota? E tem mais, mesmo que haja como cidades se manterem autonomamente, com o desenvolvimento de umas, e decadência de várias outras, a migração desmedida irá inflacionar a demanda por serviços nas bem sucedidas. Como nossos luminares liberais pensam que se manterá este jogo funcionando? Sem impostos, como se manterá cidades minimamente viáveis? Ou vocês acham que um mar de submoradias (favelas no entorno e cortiços incrustados) não irá causar tamanha montanha de externalidades negativas, efeitos colaterais sociais, mazelas não previstas etc. que a própria população original irá protestar por leis mais rígidas e, com elas, tchan-tchan-tchaaaannnn... Um aparelho de repressão, cujo nome se não me falha a memória é o estado! Acho que já vi esse filme... Blééérrrghhhh! Que coisa né? Pois é, tudo isto poderia ser previsto, mas os sonhos são tão melhores que o levantamento de conjecturas e debate consciencioso. E tem mais, seria muito bom que nossos liberais, antes de se enamorarem com a escrita de Murray Rothbard dessem mais atenção ao velho Adam Smith, que analisou porque o capitalismo cria riqueza, excedentes: devido à especialização. E é aí que eu quero chegar... Supondo que tenhamos concluído nosso processo de autonomia urbana e tenhamos várias, centenas de cidades autônomas no território do que um dia foi o Brasil, quem garantirá sua defesa? Ou nossos liberais creem mesmo que forças bélicas não verão aí ovelhas desgarradas fáceis de serem trucidadas, espoliadas e submetidas? Mesmo que se libere o armamentismo, mesmo que todos nós tenhamos nossas Glocks, AK-47s etc., nada se compara com um grande contingente que vive só disto e é (ecos de A. Smith misturados com lições de Carl von Clausewitz), sumamente ESPECIALIZADO.

No entanto, creio que movimentos separatistas são bem vindos, úteis para forçar um debate sobre injustiças tributárias e uma reconfiguração federalista. Também sonho com este mundo bem mais liberal, mas por processo diverso: com a formação de federações sustentadas sim, por mercados livres. Mas, o estado sempre existirá, mesmo que reconfigurado. Este é meu desejo, não uma profecia que uso como auto-engano. O que não podemos, se quisermos mesmo reconfigurar a sociedade e economia brasileiras (e quiçá mundial) é nutrir falsas esperanças para depois de velho sentar e chorar dizendo "onde foi que eu errei?"

Confira aqui o texto que me inspirou a responder com meu comentário acima, cuja visão é oposta a minha: 
A questão separatista
http://www.institutoliberal.org.br/blog/urss-ue-e-questao-separatista/#.V3qGrui0tDk.twitter

---------------------------

http://inter-ceptor.blogspot.com/ Fas est et ab hoste doceri – Ovídio
Se concorda, compartilhe.   

Este país está mudando 01


Sabem qual é o pior posicionamento político? Não é o de esquerda, não é o comunista ou suas variantes. É o niilista, porque é justamente aquele que nos coloca de joelhos perante o mal, perante o ataque às nossas liberdades. O niilismo é pior do que a pura opressão porque ele aceita a simples opressão.

Quando alguém, quem quer que seja dizer que isto "sempre foi assim" e "sempre vai ser", lhe mostre o vídeo abaixo:


domingo, julho 03, 2016

Bipolaridade Petista 01

Bipolaridade Petista 01


Um ano atrás, no Valor Econômico:

"Ao responder uma pergunta sobre a Operação Lava-Jato, seis dias antes de ser reeleita, a presidente Dilma Rousseff disse à revista “Carta Capital”: “Para obter as provas, a Justiça e o Ministério Público valeram-se da delação premiada, um método legítimo, previsto em lei. E muito útil para desmontar esquemas de corrupção. Na Itália, contra a máfia, funcionou muito bem”. A declaração, em outubro do ano passado, contrasta com o juízo feito por Dilma na última segunda-feira, em viagem aos Estados Unidos, para comentar a delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC.empresário disse que doou para a campanha de Dilma para manter contratos na Petrobras."

---------------------------
http://inter-ceptor.blogspot.com/
Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

Se concorda, compartilhe.    

sexta-feira, julho 01, 2016

Não é imoral lucrar com empréstimos aos estudantes




Típico, típico, típico... A incoerência desta gente é sintomática, sistêmica e cronicamente hipócrita. Tanto faz se for aqui nos trópicos e subtrópicos quanto em outras latitudes, a gênese do erro e auto-engano é a mesma. Só veem o rabo do outro macaco e nunca o seu próprio. Uma instituição de ensino não pode lucrar, mas eles sim, desde que seu negócio (que é isto mesmo) esteja revestido de uma verborragia sentimentaloide. Agora, que eles sejam malandros o suficiente para lucrar em cima da ignorância e preguiça mental alheia é compreensível, que os papagaios que repetem seus mantras de (pseudo-)justiça social saiam por aí é que é lamentável, para não dizer asqueroso mesmo.

---------------------------
http://inter-ceptor.blogspot.com/
Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

Se concorda, compartilhe.    


Escolas Charter - 03


O Tabu da Escola Estatal :  
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/03/o-tabu-da-bescola-estatalb.html. Leiam esta matéria. É obrigatória para quem se interessa pelo nosso futuro de longo prazo.