Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




quinta-feira, setembro 29, 2016

Bem vindo ao mundo do ESTADO-PROVIDÊNCIA!


Imagem: dn.pt

Leia, leia isto: França:


Uma prova da antifuncionalidade das políticas públicas francesas é que esses doutores, licenciados não são úteis à sociedade, não há demanda para suas 'habilidades' e que eles chegaram onde chegaram graças a um subsídio do estado francês. Cara... Se vai subsidiar, pelo menos que faça coisas úteis como abrir uma estrada, plantar milho ou aprender a produzir queijo. Ou no caso da França por que não desregulamentam aluguéis para locação da indústria cinematográfica? Daí, quem sabe não teríamos filmes tão chatos.

Isto me lembrou do Fidel que certa vez perguntado sobre por que em Cuba havia tantas mulheres com curso superior na prostituição respondeu com sua lógica porque em Cuba o sistema de ensino é tão bom que até prostitutas tem faculdade...

---------------------------

http://inter-ceptor.blogspot.com/
Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

Se concorda, compartilhe.    

Bem vindo ao mundo do ESTADO-PROVIDÊNCIA!


Imagem: dn.pt

Leia, leia isto: França:


Uma prova da antifuncionalidade das políticas públicas francesas é que esses doutores, licenciados não são úteis à sociedade, não há demanda para suas 'habilidades' e que eles chegaram onde chegaram graças a um subsídio do estado francês. Cara... Se vai subsidiar, pelo menos que faça coisas úteis como abrir uma estrada, plantar milho ou aprender a produzir queijo. Ou no caso da França por que não desregulamentam aluguéis para locação da indústria cinematográfica? Daí, quem sabe não teríamos filmes tão chatos.

Isto me lembrou do Fidel que certa vez perguntado sobre por que em Cuba havia tantas mulheres com curso superior na prostituição respondeu com sua lógica porque em Cuba o sistema de ensino é tão bom que até prostitutas tem faculdade...

---------------------------

http://inter-ceptor.blogspot.com/
Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

Se concorda, compartilhe.    

quarta-feira, setembro 28, 2016

Aluna filma professor defendendo o PT em sala de aula



Como o discurso da luta de classes não convence mais ninguém com o mínimo de massa encefálica, o jeito é misturar os conceitos, classe com raça, como faz o picareta travestido de professor neste áudio.



segunda-feira, setembro 26, 2016

O Diabo dos Detalhes da Reforma de Ensino


A partir de informações bastante superficiais, a reforma do ensino médio proposta pelo governo atual é muito bem vinda e inegavelmente superior a tudo que os governos petistas puderam oferecer na área como, aliás, em todas as outras... Mas isto não deve servir para baixarmos a guarda, o problema em algo tão abrangente consiste nos detalhes que não são levados em consideração. E são estes detalhes que são capazes de inviabilizar um bom projeto.
Já ouviu ‘O Diabo dos Detalhes da Reforma de Ensino’ de Anselmo Heidrich na #SoundCloud? #np https://soundcloud.com/anselmo-heidrich/o-diabo-dos-detalhes-da?utm_source=soundcloud&utm_campaign=share&utm_medium=twitter

Imagem: sixtygig.com
 *Obs.: Cantei quase todas as músicas junto.

quinta-feira, setembro 22, 2016

O Estelionato Pedagógico da BNCC – 02




Tem algumas mentiras brabas aqui nesta matéria:
Polêmicas do novo currículo de história serão temas de seminários #G1
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2016/01/polemicas-do-novo-curriculo-de-historia-serao-temas-de-seminarios.html?utm_source=twitter&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar
Em primeiro lugar, não há nenhuma dedução lógica de que as desigualdades sociais diminuirão porque o país adotará um currículo comum em todo o território nacional. Até pelo contrário, se tais desigualdades existem e devem ser tratadas por políticas públicas, estas devem se diferenciar com o intuito de igualar os desiguais. Uma coisa é uma igualdade jurídica, outra bem diferente é querer que os diferentes estratos econômicos e sociais tenham o mesmo tratamento ao ponto de ignorar suas particularidades regionais e socioculturais.

Em segundo, pelo que sei os currículos são múltiplos e variados, sobretudo em países com grande diversidade regional. O que existe no sentido de homogeneização é uma postura de alguns grupos que querem impor uma visão de mundo sobre os diversos municípios, cidades, estados etc., no sentido de restringir as opções de ensino. Se certo ou errado em seus conteúdos é outra questão, mas o que não se pode é achar que alguém detém a solução mágica para o currículo perfeito como se tirasse o coelho da cartola.

O que me impressiona é a sucessão de fatos sem nexo, se o ex-ministro da educação, Renato Janine Ribeiro apresenta um documento e depois, já desempossado admite falhas sem sequer fazer uma defesa do mesmo, o que me passa a nítida impressão de que ele não leu e nada mais fez que terceirizar sua confecção.

Assim como a desculpa esfarrapada do MEC, de que se limitou ao papel de “condutor do processo” e não de autor do documento. Ora! Quem foi que autorizou sua impressão? Não tem o selo do ministério ali, como uma assinatura? O selo do MEC vale a mesma coisa que nada? Se autorizou, consentiu, se consentiu, dá no mesmo que ser autor ou coautor, que seja. E depois dizer que não há viés ideológico ao tratar de minorias é palhaçada. Claro está que se eu opto por um grupo étnico ou região do globo em detrimento de outros e outras, eu estou fazendo uma opção deliberada por um ponto de vista, pela percepção e enfoque neste grupo. Eu fico me perguntando o que esse povo entende pelo termo ideologia... Denis Mizne, da Fundação Lemann diz que há “uma visão de mundo por trás do currículo de história em qualquer lugar”, mas que “a necessidade de um currículo é uma coisa que não é uma questão ideológica”. Espere aí! Por trás do currículo atual existe uma visão de mundo, o que os filósofos alemães chamavam de weltanschauung, mas quando se pensa em mudar isto do ponto de vista formal, sob orientação governamental não é outra senão apenas “avançar em educação”. Por que temem a sinceridade? Basta assumir que tem um projeto calcado em uma visão de mundo. Mas a hipocrisia é forte... Ao mesmo tempo que Mizne diz que “não é a visão do governo”, mas “um documento que está em debate, que vem da sociedade”, ele quer que ignoremos que esta “sociedade” são grupos com esta visão ligados ao governo federal. Só que assumir isto implicaria em assumir uma mudança de narrativa, ora vejam só... Ideológica? Não é impossível encontrar um currículo de história mais objetivo e equilibrado se realmente quisermos... para ser mais justo e deveríamos começar por uma repartição equânime dos continentes com acontecimentos para a história humana (o que não incluiria a Antártida com o mesmo espaço, p.ex.).

Que houve domínio e subjugação de povos ninguém nega, agora simplificar relações entre grupos e nações, como se uma fosse o protagonista e outra o antagonista, uma vítima histórica e uma variante do grande satã é o que se depreende desta base nacional curricular comum que, felizmente, foi abortada. Se quisermos mesmo dar mais ênfase à história da América e África temos que mostrar como aqui indígenas e mestiços caçaram índios não aculturados, como do outro lado do Atlântico, africanos comercializaram seres humanos com europeus para suas lavouras no novo mundo etc. Isto também está em evidência ou só os ataques de colonizadores/conquistadores europeus contra povos belicamente menos aparelhados?

Não tem que se adotar uma perspectiva eurocêntrica, nem tampouco "afroamericocêntrica". A questão é que os proponentes da BNCC, simplesmente, abortaram qualquer contribuição europeia, qualquer uma. Eles recortaram de tal modo a selecionar apenas o que lhes convinha. Quando digo que lhes convinha é porque desta forma fica crível caricaturar a história mundial como uma peça do bem contra o mal, com a prevalência deste e de como nós, os bons, mas dominados temos que reagir. A forma de reação é óbvia, caberá a um estado regulador e provedor que deve tributar mais e mais o mercado a título de efetivar sua “compensação histórica”. Não há perspectiva em torno da mobilidade social pautada no esforço e mérito próprios, mas na socialização de recursos através de um mediador, o estado que, só não irá fazer isto através de um profundo desequilíbrio de poder para aqueles que são facilmente manipuláveis, ou seja, que querem se enganar.

Alguém deve estar se perguntando se as disciplinas não devem ser reestruturadas de tempos em tempos? Um exemplo recorrente é o que se fez em minha área de atuação, a Geografia em relação ao seu “eixo fundamental” definido pela categoria espaço, ao que já dediquei um artigo específico. Mas, espaço, território, região são categorias de análise tão essenciais a esta disciplina, como é o tempo para a História e nem por isto todos tem um consenso sobre o que de mais relevante ou determinante ocorreu através dele. Analogamente, nem sempre há consenso sobre a ordem de grandeza dos fenômenos físicos e sociais que devem ser espacializados na análise geográfica. O que existe de, tecnicamente objetivo na geografia é a grandeza escalar, o que é territorialmente maior ou menor e na história, a sucessão cronológica, o que veio antes ou depois. Se nossos professores e proponentes curriculares se ativessem a isto, boa parte do lixo doutrinário seria depurado.

Não se enganem, os proponentes desta malfadada BNCC querem nos fazer uma “venda casada”, pois não explicam em detalhes o que deve e porque deve ser suprimido e qual a justificativa filosófica, i.e., ideológica de sua hierarquia conceitual, pois se o fizessem, estariam se revelando.

Enfim, por ora, com o afastamento do PT no governo federal ganhamos uma e barramos a aplicação deste lixo ideológico que era a BNCC em todo o território nacional, mas seria um erro, enorme e imenso erro acharmos que eles desistiram ou não irão tentar novamente. Como é um conhecido clichê, o preço da liberdade é a eterna vigilância.

Anselmo Heidrich
22 set. 16

...
Posts relacionados:

O ESTELIONATO PEDAGÓGICO DA BNCC

Conversas Cruzadas: doutrinação no ensino de história na nova proposta feita pelo MEC

Mitos sobre a Base Nacional Comum Curricular - 1

Educação, abrangência e ineficiência




Ameaça à Liberdade: Pirula é notificado pela Fatos Desconhecidos



Pirula, de todos os vídeos que tu já postou, TODOS, este foi o melhor para mim e por uma razão específica que me é muito cara: a defesa da liberdade de expressão. Vou compartilhá-lo em todos os canais, todas as redes possíveis. E quando, às 12:30 tu cita a justificativa deles ou melhor, de seu advogado sobre a suposta "falta de fundamentação científica" da tua crítica eu pensei "cara, a bola tá quicando na marca do gol, ele tem que responder o que eu estou pensando..." e lá foi um golaço ao mostrar que era justamente isto que tu apontava na página/canal "Fatos Desconhecidos" pelo seu sensacionalismo. Parabéns porque, independente, da tua posição política, a qual eu discordo, minimamente, às vezes. Esta tua defesa foi lapidar.

Aos 12:30 também tu esboça um sorriso irônico que foi quase um tapa com luva de pelica. Valeu.





sábado, setembro 17, 2016

Como lidar com seu professor doutrinador





Como lidar com seu professor doutrinador?

Quando se diz que "ele quer doutrinar" se supõe que ele sabe o que está fazendo e, não é este o caso, pois ele acredita que está falando a verdade, i.e., ele acredita no próprio conjunto de mentiras. É pior do que se imagina e como todo dogmático, não aceita contestação, salvo raríssimas exceções. Mas, a dica de buscar caminhos alternativos ao invés de tentar revolucionar a escola é acertada, ao menos pragmaticamente. Por outro lado, no ambiente externo, fora da escola existem canais receptivos à informação. A não ser que alguém seja um olavete que crê, piamente, que toda a mídia seja de esquerda e opera em complô, existem sim canais e jornalistas que buscam o contraditório e este é o caminho para conhecer a verdade dos fatos. Agora, que algo tem que ser feito a longo prazo para mudar esta situação de coisas ou, pelo menos, que disciplinas que sejam mais sujeitas à interpretações que análises factuais, como geografia (parte desta) e história sejam optativas, eu apoio. 

Cf. Como lidar com seu professor de esquerda
https://youtu.be/Ar1D2lxKmrs

quinta-feira, setembro 15, 2016

Enquadrando George Orwell

Eric Arthur Blair, mais conhecido com George Orwell
(25/06/1903 - 21/01/1950). Imagem: en.wikipedia.org).

George Orwell era um direitista ou um esquerdista?

Se tentar enquadrá-lo segundo critérios hodiernos, nos quais "direitista" pode ser contra o estado hipertrofiado, sim, mas à época e contexto de Orwell não havia esta posição com acintosa e quem, de qualquer modo, coletivista ou individualista se posicionava contra o estado era considerado revolucionário, anti-establishment, i.e., "esquerda". Os conceitos mudam... Por isso que falar em "direita" como "defensora de direitos naturais", como querem nossos conservadores de facebook, só mesmo sendo completamente anacrônico.


quarta-feira, setembro 14, 2016

O Futuro de Dilma Rousseff



Está tranquilo e favorável para vocês? Para mim, não. Só mesmo em um país ajeitado por oligarquias para esta vergonha se manter.






terça-feira, setembro 13, 2016

Pontos que o Escola Sem Partido poderia aprimorar


Recomendo a leitura do texto abaixo, de autoria de Miguel Nagib sobre o Projeto de Lei "Escola Sem Partido", para o qual escrevi o seguinte:

Caro Nagib, eu fui um dos que assinou a petição pela criação da Lei "Escola Sem Partido". Há muito que brigo com meus colegas de profissão em torno dessa questão (desde os idos de 2003), mas com todo o respeito, eu creio que há dois ou três pontos pelo menos, que deveriam ser retificados no projeto. Não excluídos, mas refinados. Explico-me...
 A moralidade é inseparável da religião, por suposto, mas o estado (com minúscula, mesmo) também deve portar uma ou se basear em uma ou em mínimos e necessários princípios morais. Do contrário, podemos 'tecnicamente' defender a eugenia para melhoria racial porque em algum momento se acreditou, equivocada porém ancorada em estudos que assim seria melhor. Portanto, não considero, que apesar da laicidade seja apropriado desmoralizar a ação educacional de todo. Enfim, são retoques no texto que penso não atacar a essência do projeto. Em segundo, seria muito melhor clamar por OBJETIVIDADE (desculpe-me pelas maiúsculas que utilizo aqui em substituição ao negrito, inexistente neste editor de texto) e não por neutralidade. Fácil de entender, a objetividade científica te obriga a considerar diferentes teses em uma exposição, sem que se imponha um veredito, cujo juiz deverá ser o julgamento individual do aluno. É fácil entender, a operação científica deve (e é) similar ao processo de julgamento com acusação, defesa e julgamento respeitando determinados procedimentos. Já, minha bronca com a palavra neutralidade é que ela é simplesmente impossível de atingir e nos expõe à mesma crítica de esquerda que tentará me obrigar a cercear minha opinião contra ela. Para cada professor sendo criticado por condenar a ditadura chilena haverá, analogamente, outro sendo criticado por condenar a ditadura cubana (eu critico as duas), enquanto que o MÉTODO de expor ambas é que é importante.
 Um exemplo prático: cerca de 15 anos atrás lecionei em uma escola em S. Paulo, na qual tínhamos um curso de "atualidades" (geopolítica, na verdade) e estávamos em pleno curso da 2ª Guerra do Golfo. Como tratá-la com necessário distanciamento? Bem, após a leitura de diversos textos (com diferentes avaliações e julgamentos), eu resolvi fazer uma avaliação do bimestre envolvendo o tema. E agora, como avaliar? Simples, a avaliação incidia sobre FATOS e quanto à opiniões, se favoráveis, contrárias ou "em termos", não se discriminaria pontuação, conceito nenhum. E aí chegamos ao meu terceiro ponto de consideração sobre o projeto de lei... Muito melhor do que um dossiê sobre o professor que deve existir quando necessário, não nego, pois há casos verdadeiramente escabrosos, mas muito melhor do que isto é a questão da PROVA. Prova material do crime e o que melhor do que isto senão a prova, tradicional prova, pois é ali que o professor pune quem diverge dele, nos casos que cabe a divergência, bem entendido. O problema de se deixar este aspecto de lado e dar ênfase à relatos que, certamente, irão pecar pela subjetividade é que teremos excessos, como casos em que o aluno simplesmente "não vai com a cara do professor" e creia-me, isto é mais comum do que se imagina e outros, de outra ordem, na qual um professor estará ensinando teoria evolutiva e será mal visto por um aluno, cuja visão religiosa possa ver isto como uma afronta.
 Daí chegamos a um 4º ponto que gostaria de escrever com mais vagar, que é a questão do livro didático. Aí nós deveríamos centrar nossos esforços, pois há livros que são por demais panfletários (e outros, mais sutis...), dos quais o professor seguindo explicitamente seu conteúdo também irá executar a mais escancarada doutrinação. E é aí mesmo que faço minha pesquisa, que espero estar pronta em meses...
 Enfim, eu apoiei (por escrito) o projeto, com minha assinatura, com textos e com áudios, além de debater a favor do projeto no Fórum Norte da Ilha em Florianópolis, em evento organizado pelo centro acadêmico do Direito-UFSC, no dia 23 de agosto, mas, sinceramente, eu penso que alguns pontos poderiam ser melhor explicitados.
 Atenciosamente,
Anselmo Heidrich


Cf. opinião: Programa Escola sem Partido acaba com cooptação da esquerda http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/09/1811861-escola-sem-partido-visa-desmantelar-maquina-de-cooptacao-da-esquerda.shtml?cmpid=comptw