sexta-feira, novembro 16, 2018

Quando o Enem silencia sobre o Comunismo


Uma semana atrás, eu participei do evento II Semana Vítimas do Comunismo, organizado pelo vereador Bruno Souza (eleito dep. estadual) e palestrei sobre a China, com foco na Revolução Cultural de Mao para, com isto, tecer críticas à manipulação na Educação, inclusive, do Brasil.[1] Após a minha palestra tive o privilégio de assistir uma das mais emotivas narrativas sobre o que foi realmente o Comunismo feita pelo crítico literário Francisco Escorsim que se analisou diversas obras literárias, realistas, sobre o regime totalitário.
Após ela e nos encontrarmos em um restaurante com o pessoal da organização cheguei em casa e fiquei olhando para meu filho, o terceiro quando fui trocar sua fralda e fazê-lo dormir. Senti-me muito mal… Eu me senti impotente pelo MEDO de que uma estrutura político-econômica como a descrita por Francisco pudesse ser implantada, pudesse retornar. Fiquei atordoado, pois apesar de estar distante de qualquer ameça no momento (sou paranoico com segurança), não conseguia imaginar como poderia fugir do que descreveu o colega e, mais importante, proteger meus filhos, entes que amo e, em último lugar, a mim mesmo. Não via escapatória… Não via como escapar de um sistema onde pessoas que te cumprimentam todos os dias podem ser teus delatores, onde poderia ser preso por 10 anos e na data próxima a soltura, ser adiada por mais 10, onde se perfurava o ânus dos inimigos com baionetas em brasa, onde se apanhava até a pele sair e ficar em carne viva e outras formas que acabei bloqueando em minha mente. Quando penso nisso, o desespero me bate.
A questão 18 da última prova da primeira fase do Enem mostra uma resenha sobre a fuga de uma mãe comunista do regime nazista (figuras abaixo). Como já comentado sobre a questão 09 da mesma prova[2], o objeto da questão não é o texto que serve como exemplo, no que seu conteúdo passa batido como verdadeiro. E vejam, não é que não houvesse perseguição aos comunistas pelos nazistas. É fato que houve, mas e a perseguição perpetrada pelos comunistas que estupravam mulheres alemãs em massa com a derrocada da Alemanha Nazista? E os pastores cazaques que viam seu gado abatido pelos soltados do Exército Vermelho para se submeterem à união forçada por Stalin? E a fome perpetrada na Ucrânia que ceifou a vida de milhões onde algumas vítimas eram enterradas vivas, sem forças sequer para escaparem de valas comuns? E as torturas de tibetanos arrastados pelos cabelos por soldados chineses quando de sua anexação? Arrastados pelos soldados invasores em seus blindados… A lista seria infindável, assim como é uma tosca ilusão achar que isto pertence a um passado sem risco de voltar. Vide os campos de concentração da Coreia do Norte onde fugitivos, se mulheres tinham que comprar guardas de países vizinhos (como a China) porque não tinham recursos ou outros que cresceram em campos de concentração sem entender o significado da palavra amor delatando a própria mãe em troca de comida.
ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.18-PARTE 01-especiais.g1.globo.com-2018.11.16-16-40-36ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.18-PARTE 02-especiais.g1.globo.com-2018.11.16-16-41-51
O totalitarismo…. Este sistema, mais do que um regime não é exclusividade comunista, vários países islâmicos apresentam formas de comportamento similares em determinadas localidades, sobretudo interioranas[3], mas foi no comunismo em que o totalitarismo atingiu sua forma mais estruturada, com alcance e legitimidade dados por uma cúpula e estado que conseguiu submeter um grande contingente populacional, de dezenas de milhões de pessoas através do medo.
E foi com medo que olhei para meu filho, medo de pede-lo, de me sentir totalmente incapaz de defende-lo. Medo… Sentimento que está na base de outro, o de NOJO que sinto ao ler a prova do Enem em todas suas nuances porque são capazes de apontar o Nazismo, mas nunca o Comunismo corroborando desta forma pela construção de uma narrativa que acusa o Mal de forma parcial, mas oculta sua outra face política através do Silêncio. E é quando nos silenciamos que ajudamos na construção do Totalitarismo.

Anselmo Heidrich
16 nov. 18

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[1] A palestra está aqui, se inicia aos 11min. Antes é apresentação: https://www.facebook.com/BrunoSouzaSC/videos/1094053944109726/
[2] Mercado, Racismo, Ignorância e Manipulação no Enem https://anselmoheidrich.wordpress.com/%E2%80%A6/mercado-racismo-ig%E2%80%A6/ via Anselmo Heidrich
[3] Confira o filme O Apedrejamento de Soraya | https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Stoning_of_Soraya_M.

E nem pode ganhar dinheiro - esporte e artes

Na visão do Enem, esses jogadores da Seleção Francesa de Futebol seriam meros mercenários estrangeiros, já que se “venderam” ao Capitalismo.
O que não é um produto e o que não pode se tornar uma mercadoria? A vida humana? Ei! Eu não perguntei sobre O QUE NÃO DEVERIA, mas o que não PODE! A princípio, tudo pode, mas muito não deve ser mercantilizado por questões morais que cabe a nós, humanos obviamente, endossarmos ou não.
As artes são expressões de comunicação que também podem ser mercantilizadas e há aqueles que acham que isto, por si só já as coloca em um nível de qualidade inferior à “arte pura”, o que já adianto aqui que acho uma IMENSA BOBAGEM, mas este assunto fica para outro momento…
Assim como o fato de uma expressão artística qualquer não ser veiculada com o objetivo de vender não a torna superior, não é porque a atividade profissional do atleta não se torna superior só porque este atleta não obtém sucesso comercial. Para mim é evidente que quem acha que o “verdadeiro esporte” está longe das caixas registradoras parte de uma visão tola do mundo, fruto de uma ideologia insustentável de que o que vende, corrompe. É como se os Ronaldinhos, Romário, Messi e tantos outros fossem menos jogadores que são porque ganham rios de dinheiro.
Agora se você discorda porque gosta de ver o valor de cada esportista em ligação com seu clube ou símbolo disto tudo, então te pergunto como você reagiria a uma proposta milionária para jogar em um time rival? A torcida, a paixão etc. fazem parte de nossa vida, de nossa fantasia. Eu adoro filmes de ficção científica ou fantasia, mitologia, mesmo sabendo que aquilo não é verdadeiro (embora no caso da FC, muito se torne realidade), mas o que me importa são as lições e enredo. Analogamente, eu respeito o sentimento de um torcedor que o conecta a um grupo imaginário por causa de um sentimento primitivo. Todo sentimento, aliás, é primitivo.
Agora, não me venha falar que isto é “verdadeiro” e quem deseja ganhar dinheiro com o que gosta é falso. Claro que há arte feita por quem produz já pensando em auferir mais dinheiro, da mesma forma que nos esportes, mas achar que o indivíduo perde qualidade por conta disto é tolo. E ESPERE AÍ… Eu não gosto de muita coisa do mundo pop, mas nem por isso digo que “não têm qualidade”. Contrariamente, tem muita coisa que eu adoro (em se tratando de música, especialmente) que é puro “feijão com arroz” e algumas de baixa qualidade técnica, mas que continuo adorando.
Antes de tentar definir o que é “bom” ou “ruim” tem que se estabelecer uma definição do que isto tem a ver com a qualidade e esta, antes de tudo ser também definida. MAS daí perceberam que o assunto fica chato? Que o encantamento desaparece? E é exatamente por isso que o bom jogador, que o espetáculo não deve ser avaliado por quanto dinheiro envolveu, qual foi seu custo. Ao fazer este tipo de análise estaríamos enveredando por qualquer caminho, menos os das sensações e significado que os indivíduos estabelecem com aquela forma de expressão artística ou esportiva.
No caso do esporte, a competição cada vez mais acirrada entre as equipes FORÇOU ao longo dos anos a CRIAÇÃO de novas técnicas, performances, estilos, estratégias etc. Só mesmo um escritor raso que vê a influência maléfica do comércio e do capital em tudo — não por caso, autor do clássico de esquerda As Veias Abertas da América Latina -, Eduardo Galeano para ser utilizado como referência para uma questão do Enem, cuja resposta correta é uma condenação do comércio do esporte (veja nas figuras abaixo).


Sim, não poderia deixar de ser, mais lixo ideológico no #Enem, agora atacando a dimensão da diversão humana e, implicitamente, condenando a percepção e sensação de quem discorda.
Anselmo Heidrich
16 nov. 18

quinta-feira, novembro 15, 2018

Mercado, Racismo, Ignorância e Manipulação no Enem

Você acha que que os habitantes de áreas pobres estão lá por serem vítimas do racismo ou pela dificuldade de se inserirem no mercado?

1. O mercado é formado por um conjunto de relações interindividuais, óbvio ululante;
2. O que é produzido e vendido depende, essencialmente, do que é procurado, das demandas que surgem por influências diversas, não importa. O fato é que é assim que funciona.
Entonces, se alguém vende mais bonecas brancas ou se as promoções para vendas utilizam mais modelos brancos não é porque “o mercado”, enquanto uma entidade abstrata prefere isto ou aquilo. Não é “a coisa”, mas as pessoas que têm recursos para gastar. Se você não gosta desta relação assim como está constituída, com os objetos a venda e a forma como se apresentam para venda É UM DIREITO SEU, mas também É IGNORÂNCIA SUA tentar mudar isto na marra sem procurar entender PORQUE ISTO CHEGOU A ESTE ESTADO DE COISAS.
Se você é do tipo que acha que uma canetada, uma “lei de cotas para o marketing” ou algo assim seja suficiente para alterar a situação etnicamente desigual no mercado, sinto dizer, vc não passa de mais um iludido. Então, o que se faz? Comece perguntando o que pode ser feito para facilitar a entrada das pessoas de diversas origens raciais, composições fenotípicas, culturas, religiões etc. para entrar no mercado. Ou seja, sabe aquela balela de “o capitalismo exclui isso e aquilo”? Está, fundamentalmente, errada, pois estas pessoas QUEREM entrar no mercado, ou seja, não se trata de serem excluídas, elas é que não conseguiram ser incluídas devido aos obstáculos. Obstáculos…
Quais seriam? Além da óbvia instrução (educação para o trabalho e não esta merdaiada ideológica que temos hoje na escola pública), a desburocratização e simplificação jurídica permitiriam a geração e desenvolvimento de um movimento de empreendedores de pequeno porte que dispondo de mais capital iriam gradativamente investir em si próprios, ou seja, consumindo, bens e serviços, como é o caso da educação também. Se há dificuldades elas estão na burocracia e impedimentos para se abrir empresas e contratar funcionários e nosso país é reconhecidamente um dos mais difíceis de se trabalhar e produzir. Outros fatores como a insegurança jurídica gerados por leis restritivas à circulação do Capital, como é o caso daquelas que preveem a “função social da propriedade” têm sua cota de responsabilidade neste processo.
Como as áreas urbanas mais afetadas são as de menor estoque de capital, as populações pardas e negras são as menos guarnecidas e contempladas por investimentos. Esta espiral descensional de pobreza dificulta o processo de capitalização, justamente, de quem mais necessita dele, mas não por causa do mercado e sim pelo estado, seu peso em tributos, sua dificuldade em regulamentações e condução que impede a agilidade e dinâmica dos negócios. Quando se consegue a licença, quando é exequível devido ao seu custo, muitas oportunidades já passaram e acabaram sendo atendidas pelo mercado informal, isto é, pelo contrabando e ilegalidade.
Isto explica a desigualdade de renda entre grupos raciais e não o racismo, enquanto sentimento de desprezo por outro grupo étnico. Não é o ódio ou o nojo, mas o olhar complacente e arrogante de um burocrata estatista que se vê como “bom gestor” que gera a miséria.
E é aqui que o Enem perde mais uma vez a chance de não imbecilizar a massa de estudantes que toma suas asneiras como sintoma da realidade. A irrealidade gerada por suas questões são prova da visão de mundo distorcida de nossos inúteis acadêmicos.
Antes de analisarem a questão com seus próprios olhos cabe a pergunta:
#UniversidadePúblicaParaQuê ?


Agora atente para o fato de que a questão trata do Racismo, mas não pergunta sobre o Racismo, o que significa que o Racismo na propaganda é intencional, planejado, de acordo com o estudo feito e retratado através do texto. Ou seja, o conteúdo passa batido, como se fosse consensual, como se todos concordassem com isto, pois, afinal de contas, a questão é outra, sobre a forma de apresentação do texto e não sobre seu conteúdo. Entendeu como a coisa funciona? Você tem que concordar, pois eu te empurro uma interpretação e o que você pensa não é importante. Claro que se não fosse por esta conclusão, de que há racismo na publicidade e suponhamos, pelo contrário, que a conclusão fosse oposta de que não há racismo, a interpretação também estaria sendo empurrada tua goela abaixo. Mas daí é que vem a questão a que me proponho desde o início: por que este tipo de interpretação que sempre prima por vítimas de um sistema é a que predomina? Pense.
Anselmo Heidrich
15 nov. 18

quarta-feira, novembro 14, 2018

Enem que a vaca tussa isso aqui avalia alguém com justiça


Assim ensinam nossos professores.
Lá vamos nós de novo! Sim, a prova do Enem (acho que este deve ser o 4º post sobre o assunto). Agora, com a interpretação de textos e imagens.
Saca só a primeira figura, se trata do hino nacional, cuja resposta à questão de que gênero se trata, é “solene” e com “característica protocolar”, isto é, FORMAL. Ele é tocado e cantado ou ouvido em situações formais, conforme manda o PROTOCOLO. Certa a resposta, mas… Não tão rápido! É isso e pronto? Vocês acham que quem o canta sempre o faz por mera formalidade? CLARO QUE NÃO! Jogadores, atletas, cidadãos em manifestações diversas, seja em homenagens, protestos escolhem, ELES ESCOLHEM, notadamente cantar o hino. Ninguém os obriga. “Ah, pega mal se não o fizerem…” Em situações filmadas para a TV até pode ser, mas não no caso de anonimato e são MILHÕES que anonimamente seguem marchando em manifestações como recentemente vimos no Brasil em anos recentes. E isto é legítimo. Querer reduzir o hino a um gênero utilizado apenas em formalidades EXCLUINDO sua verdadeira essência que é a de ser uma homenagem de um povo ao seu país é, para dizer o mínimo, uma questão para RECURSO.
ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.06-PARTE 01-especiais.g1.globo.com-2018.11.14-22-54-47ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.06-PARTE 02-especiais.g1.globo.com-2018.11.14-22-56-34
Já deve ter expirado o prazo para tanto, mas para mim caberia perfeitamente o recurso por ter duas respostas possíveis, a origem de um hino e manifestação cultural e a formalidade também requerida.
Agora avancemos para a próxima questão, sobre a Tríplice Fronteira (3ª imagem) entre o Brasil, Argentina e Paraguai, onde se encontram e concentram diversas nacionalidades e comunidades. Daí a necessidade de traduções para contemplar os diversos grupos e, como se trata de uma região de grande fluxo de turistas também, melhor atendimento. A fachada do supermercado, além do português apresenta o nome em inglês, holandês, espanhol, mandarim e árabe.
ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.07-PARTE 01-especiais.g1.globo.com-2018.11.14-22-57-51ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.07-PARTE 02-especiais.g1.globo.com-2018.11.14-22-58-53
Na real, com esta questão, a equipe do Enem quis que o aluno rejeitasse alternativas mais preconceituosas chamemos assim, como a “A”, a “D” e a “E” (a “C” não tem nada a ver com nada), mas a resposta correta, “B” também não é uma boa saída, pois este tipo de ação, a tradução em estabelecimento comercial não é um “planejamento”, no sentido de uma intervenção governamental, mas sim AÇÃO DE LIVRE MERCADO ao querer proporcionar um melhor atendimento.
É engraçada a cabeça desses soças*, mesmo quando é EVIDENTE a ação do mercado, eles não a conseguem identificar, basicamente porque não a entendem. Burros.
E, antes de encerrar, a primeira questão é muito ruim e esta última uma merda.
Anselmo Heidrich
14 nov. 18
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[*] Soças = socialistas, centralizadores político-econômicos, estatistas, gente ignorante também.

sexta-feira, novembro 09, 2018

La invasión CUBANA de LATINOAMÉRICA - VisualPolitik

Big Brother ou INEP?


A próxima questão da prova de inglês do Enem é, realmente boa. Ela usa o famoso 1984 de George Orwell, romance distópico que mostra uma sociedade dominada por um sistema totalitário, sem rosto e sem nome pessoal, o “Big Brother” que observa e vigia a todos causando sensação de insegurança e desconfiança permanentes, o que suprime a liberdade a começar pela liberdade de expressão. Mas como as pessoas têm necessidade de comunicação, o que, inclusive, as torna pessoas ao desenvolver sua inteligência através do idioma, o “Grande Irmão” controla esta sociedade com uma nova língua, a “novilíngua”, que re-significa as antigas palavras alterando seu conceito, normalmente flexibilizando-os até o ponto de deturpar o significa original.




Isto é mais atual do que nunca, basta pensarmos como o que ocorreu com os termos “democracia”, “feminismo”, “igualdade”, “meio ambiente”, “sustentabilidade” só para citarmos alguns. Quando pensamos que falamos de democracia representativa, o que é uma redundância porque só existe esta, nossos opositores vêm com uma tal de “democracia popular”, cuja opinião da maioria, apenas um grupo seleto de militantes profissionais conhece porque se diz representá-la e eles estão em todas as manifestações, já que não trabalham na maioria dos casos. Seja a deturpação do feminismo que deixou de ser uma luta pela liberdade da mulher em competir com o homem de igual para igual para obrigar os homens a se igualarem abrindo mão de sua produtividade e rentabilidade; seja a igualdade que era realmente isonômica, com leis iguais para todos para termos leis específicas que criem iguais condições para os diferentes, o que acaba por gerar privilégios a raças, religiões e sexos. Seja através de tributação extorsiva ou impedimentos legais ou obstáculos burocráticos para que empresas sejam extorquidas e tenham que se submeter aos desmandos de governos e funcionários corruptos em nome da “preservação do meio ambiente” ou de uma “sustentabilidade”, enquanto que sabemos que é através do mercado e do desenvolvimento tecnológico que a poluição reduz. E por aí vai….
Quando mudamos o significado, mudamos a sensibilidade, quando esta é alterada, nosso inconsciente também guarda informações e comandos que não foram discutidos ou sequer analisados. Quem induz a isto domina e controla quem os absorve.
A questão do Enem é boa neste sentido, MAS… Se observarmos o contexto da prova no qual ela se insere, de crítica às fake news e informações distribuídas pelas mídias livres e redes sociais, quem, IMPLICITAMENTE, a questão e a prova do Enem acusa? 3, 2, 1… Sim, juntando os cacos dessas questões todas, os propagadores de notícias falsas, re-significações e parcialidades são as pessoas, indivíduos, a sociedade civil, MAS E ONDE DIABOS FICA A IMPRENSA AÍ? Eh eh, não fica, né? Ela sai ilesa. É como se as notícias falsas tivessem nascido ontem, no contexto pré-eleitoral americano que levou Trump à vitória e de Bolsonaro no Brasil. JÁ QUANDO O NAZISMO TINHA SEU MINISTÉRIO DA INFORMAÇÃO REGIDO POR GOEBBELS OU ADULTERAÇÃO HISTÓRICA TOTAL E O ATAQUE À TRADIÇÃO QUE LEVOU À REVOLUÇÃO CULTURA DE MAO NA CHINA, todas elas com milhões e milhões de mortos são o que, afinal de contas? “Mas, ufa! Estamos longe disto, isto é passado” diriam os tranquilos e apaziguadores mestres da academia. Será?!
O que significaram então a manipulação de dados estatísticos do IBGE no governo do PT, inclusive com exoneração de funcionários e do INDEC na Argentina kirchnerista??? Pode se tratar de grau muito menor, mas aponta na mesmíssima direção do princípio que rege qualquer sistema totalitário: a morte da Verdade. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP, quem produz o Exame Nacional do Ensino Médio — ENEM — é que tem tomado o papel de “grande irmão” na confecção de provas cada vez mais manipuladoras de um senso comum.
Use a prova deles, professor, use-a. Mas aponte outras interpretações, mostre como o veneno que destilam pode ser usado contra eles mesmos. Estamos em plena GUERRA CULTURAL. Use suas armas, com a leitura e a escrita.
Abraço,
Anselmo Heidrich
9 nov. 18

quinta-feira, novembro 08, 2018

O que prevê para o Brasil professor de Oxford que enxergou força polític...

Boa entrevista, apesar de discordar da avaliação inicial de que a aceitação de Moro para o Ministério da Justiça seja um erro. 

quarta-feira, novembro 07, 2018

Liberal e conservador para além do senso comum | Luiz Felipe Pondé

Mais autoafirmação ideológica na prova do ENEM


Professores em foto nas suas páginas pessoais na foto acima.

Mais afirmação ideológica no ENEM… A questão abaixo, ainda na prova de inglês comenta uma poesia de uma autora indiana sobre o seu inglês, um inglês misturado com sua língua materna, possivelmente o hindi (já que há várias línguas na Índia) e que isto revela sua identidade.
É verdade, nada a contestar, afinal a cultura que inclui a língua é algo extremamente dinâmico em uma perspectiva histórica e as migrações, influências da mídia, ainda mais hoje em dia tornam as mudanças inevitáveis. A questão subjacente é que isto posto em uma prova quer dizer o quê? Assim como a valorização de um “dialeto LGBT”, a prova em si não deveria apontar para uma fragmentação da comunicação como norte. Não se trata de negar a riqueza das particularidades subculturais, mas que neste momento a norma culta tem que ser valorizada, pois ela sim é fundamental para integração de vários povos em uma linguagem comum e não me refiro aqui, especificamente, ao inglês. Fazer o contrário seria como usarmos um sistema de pesos e medidas diverso do nosso porque há imigrantes anglofónos entre nós. E se tu achas a comparação muito forçada é porque nunca passou na cabeça que este grupo também é outro que deve ter sua identidade assegurada.
Reitero, em um momento e lugar, uma prova nacional de seleção para entrada na universidade em que se presume que um conteúdo seja uniforme a todos garantindo assim isonomia nas condições de avaliação é justo ressaltar (e cobrar) as diferenças?
A questão de inglês acima não cobra, exatamente, o domínio do léxico misto entre inglês e alguma língua indiana, mas ela colabora com um tijolo neste edifício ideológico que foi a prova do Enem 2018.


ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.04-PARTE 01-especiais.g1.globo.com-2018.11.07-09-16-42
ENEM 2018-PROVA AMARELA-Q.04-PARTE 02-especiais.g1.globo.com-2018.11.07-09-20-56

Anselmo Heidrich
7 nov. 18