sexta-feira, agosto 19, 2016

Educação, abrangência e ineficiência


Neste excelente texto, que vai além de criticar a ideologização do ensino, com a famigerada e já extinta proposta da Base Nacional Curricular Comum (que eliminava ou reduzia drasticamente certos temas considerados "tradicionais" e "etnocêntricos") analisa como as mudanças e propostas pedagógicas formuladas nacionalmente atentam contra a diversidade de opções para o ensino médio e criam um projeto irrealista, como o de fundir todos os conhecimentos técnicos numa lógica comum que deve ser apreendida. Como se já não fosse uma tarefa tão hercúlea quanto necessária ensinar o básico mal aprendido... Comecemos com português e matemática bem ensinados, que uma verdadeira revolução educacional já se avizinhará.

Anselmo Heidrich

Cf. A reforma necessária do ensino médio: além de Gramsci » Simon's Site
http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/?p=5560&lang=pt-br 

quinta-feira, agosto 18, 2016

Debate sobre o Escola Sem Partido


7 exemplos de como Lula é retratado como herói nos livros didáticos brasileiros
http://spotniks.com/7-exemplos-de-como-lula-e-retratado-como-heroi-nos-livros-didaticos-brasileiros/ via @spotniks
Aí pessoal, um bom artigo expondo a hipocrisia do professorado que diz não haver doutrinação nas escolas. E lembro que dia 23, terça às 20h estarei debatendo o assunto no auditório do CCJ-UFSC. Apareçam lá, espero que "pegue fogo". No sentido metafórico, claro...
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O nosso diferencial olímpico


Imagem: gettyimages.com

Pessoal, independente da religiosidade do cara (esqueçam isto por alguns minutos) avaliem a essência do que ele diz:

"Paulo Sato(via Facebook) OLIMPÍADAS - THE G.A.T.E. PROGRAM
Quem ganha uma medalha olímpica , não é um país, mas sim a pessoa que nasceu no país. A conquista é individual. Diante da minha afirmação então pode ser questionado – se em partes do mundo como os EUA, nascem gente superior, uma vez que com 4.5% da população mundial, ganharam mais de 20% das medalhas olímpicas disputadas, desde que iniciou os jogos. Lógico que todos sabem que não, que as pessoas do mundo todo são iguais. Mas então porque os resultados são diferentes ?
Na olimpíada de 2.000 na Austrália, quando o Brasil ficou com o 57Th lugar no quadro de medalhas, sem nenhum ouro, li dezenas de artigos de brasileiros de todas as atividades, opinando sobre o fracasso olímpico do Brasil. Todos – seja de gente do esporte, seja de gente totalmente fora do esporte, mas amantes e estudiosos do esporte, sociólogos, professores, economistas, administradores, etc....enfim todos tinham uma conclusão em comum. “O Brasil não investe em esporte amador, precisa investir mais”. A delegação que foi aos jogos em Sidney, estava entre as 4 maiores do mundo , levaram até um palestrante de auto ajuda o R. Shiniyashiki.
Afirmo que todos do país todo está errado na leitura !!! Se dividirmos o quanto o Brasil gasta com esporte amador e quanto os EUA gasta, e dividirmos pelo numero de medalhas, com certeza cada medalha brasileira custa várias vezes mais, talvez umas 10 vezes mais que uma medalha dos EUA. Ou seja não é “investimento”, e sim o como investir, o como fazer.
E como faz os EUA ? Alíás não só no esporte, mas em tudo, a opção do estado ( EUA )é pelo CAPITALISMO, e o CAPITALISMO não investe em uma atividade, mas só nas pessoas no individuo que dá retorno. Ou seja obedece a DEUS. ( todo garoto Argentino quer ser o Messi da mesma forma que um garoto brasileiro quer ser o Neymar, mas DEUS deu o talento a eles. 1 em mais de bilhões ) Isso fica dez vezes mais barato com dez vezes mais eficiência que no SOCIALISMO que quer dar igualdade as pessoas, no modelo que vejo no Brasil.
Nos EUA, tem um programa que inicia na quarta série escolar, ou seja média das crianças com 10 anos de idade, chamado ” G.A.T.E. Program.” Iniciais para “GIFTED AND TALENT EDUCATION.” Se um garoto com 10 anos faz 100 mts em 13 segundos, se for acompanhado, em 8 anos tem potencial para ser medalha nas olimpíadas. O Phelps, foi uma das crianças descoberta no GATE program. ( sozinho ganhou quase tanto medalhas de ouro quanto o Brasil inteiro em todas as épocas e esportes somados !!! ) Essas crianças ficam todos os dias, uma hr após a aula, para treinar, fazer o sabe fazer o que gostam e fazem de melhor. Aperfeiçoam o talento ganho de DEUS, com orientação, técnicos competentes e especialista. Ou seja o dinheiro é gasto só com poucos , só com os que DEUS, apontou o dedo e disse “esse é o cara” ( Romario disse isso, referindo a si mesmo ). O GATE PROGRAM, para mim é mágica dos EUA, que formam músicos, atletas, ganhadores de premio Nobel. Os números do mundo mostram a desproporcionalidade dos EUA em relação ao resto do mundo.
O Brasil nunca teve O CAPITALISMO como opção de estado. Gasta muito com pouco resultado em tudo pq é estado socialista. Raros conseguem se destacar, aparecem heróis como Thiago Brás que foi campeão mundial na categoria 15 anos. Com 22 bateu o Record olímpico. Quanto foi gasto com ele ? Quase o mesmo com outros que nem se chegaram perto de classificação. Tenho certeza que existem no Brasil vários hiper talentos com “GIFTED”, que poderiam ser medalha em olimpíadas, mas nunca souberam que tinham. Os esportes coletivos, divertidos como esportes coletivos, ( futebol, voley, etc ) voley de praia, mostra bem que no Brasil, temos talentos com Gift. Sempre ganhamos medalhas neles, estamos sempre no pareo pra medalha.
O dinheiro que o Brasil gasta com educação por aluno ou habitante é quase igual ao que os EUA gastam. A diferença é o jeito de gastar. No dia que nós do Brasil entendermos que escola não precisa de faxineira que limpeza de classe e banheiro e áreas comuns pode e devem ser feita pelos alunos da escola, com ajuda dos professores, o país se alinhará ao mundo desenvolvido e ficará com os ouros e pratas nos evento do país, evitando que os gringos levem quase tudo embora....."

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terça-feira, agosto 16, 2016

Municípios e inchaço da máquina pública 01


Tranquilo e favorável?
Concursos públicos: semana começa com mais de 19 mil vagas | Congresso em Foco http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/concursos-publicos-semana-comeca-com-mais-de-19-mil-vagas/
Mas só resta dizer para quem não será...

BOM DIA pessoal, eu sei que para muitos professores, o sonho da estabilidade está no concurso público e em uma vaga nas secretarias de educação municipais ou estaduais, mas a questão não é esta... O que ocorre é que a expansão de concursos públicos, sobretudo municipais leva os municípios a gastarem mais com pessoal do que com investimentos necessários no desenvolvimento urbano que atraia produção e estabilidade social (empregos no setor privado, p.ex.). Segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), 2015 foi o pior em dez anos quanto à situação das contas públicas municipais. Cada vez mais municípios ultrapassam o teto de 60% da receita corrente líquida (RCL) para as despesas com o funcionalismo público, o que significa 740 prefeituras nesta situação, contra 115 em 2007.

O que não dá mais para aguentar é esta situação que sugere que a solução para o desenvolvimento é abrir mais e mais concursos públicos e que todo empreendedor (sobretudo da educação) continua sendo demonizado. Basta!

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terça-feira, agosto 09, 2016

O Sucesso consiste em não fazer Inimigo


Max Gehringer - Administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial, nos prestigia com mais um artigo brilhante. 

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1:


Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.

Regra número 2:


A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3:


Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos. 
Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou depois você pode depender dele para alguma coisa!
 

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigo. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem conseqüências."

sexta-feira, agosto 05, 2016

O capitalismo antiliberal

Imagem: memoria.ebc.com.br 
Pessoal, o texto é longo, mas instrutivo. Temos que reler a história e lembrá-la, lembrá-la e lembrá-la... Digo isto porque vejo cada vez mais uma confusão entre liberais com relação ao discurso liberal puro-sangue e a defesa de empresários. Nada mais equivocado! Assim como eu quero ecossistemas regidos pelo darwinismo (ursos vivos, mas vivendo como ursos) é necessário que empresários façam o que sabem melhor: *CONCORRER*. Sem apoio, sem ajuda, mas sob um sistema que os torne mais livres possível. Do contrário teremos casos como esse, verdadeiras anomalias para o liberalismo, mas crônicas no capitalismo de compadrio:

terça-feira, agosto 02, 2016

R.I.P. M.B.L.


Acredito, sinceramente, que não tenha sido má fé dos organizadores do MBL, mas para os doadores, o efeito foi danoso igual. Agora… O cancelamento do ato demonstra covardia (pela baixa adesão). Ora! Aqui, em Florianópolis, quando eu integrava o MBL local já fizemos atos com 30 pessoas e outros com menos ainda, para depois termos eventos com 50.000, 30.000 e até com 100.000! (Repare que, proporcionalmente à população municipal, mais do que S. Paulo jamais atingiu.) Foi por conta desses desmandos e centralização de poder que saí dessa organização. Em suma, não há como defender o liberalismo como meta, se seus métodos políticos não são liberais desde o início. 
R.I.P. M.B.L.

Cf. “Após cancelar presença em protesto, MBL dá calote em seguidores que financiaram grupo” by Democratize

https://medium.com/democratize-m%C3%ADdia/ap%C3%B3s-cancelar-presen%C3%A7a-em-protesto-mbl-d%C3%A1-calote-em-seguidores-que-financiaram-grupo-4a611d333d6a#.j2xxm9plx
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A Censura do Escola Sem Partido


É censura sim, mas que mal há nisso? Se um taxista te leva para o caminho mais longo, te enganando, tu não irá censurá-lo por sua atitude? O problema das pessoas é que elas estão tentando entender o PL do ESP, como um projeto educacional (e ele mesmo se propõe à tanto ao querer ser incorporado à Lei de Diretrizes e Bases da Educação), enquanto que deveria ser incorporado ao Código de Defesa do Consumidor, pois é teu direito reclamar (e ser indenizado) por uma mercadoria danificada, especialmente quando isto foi feito com má intenção.

Cf. O problema da escola com partido
http://www.institutoliberal.org.br/blog/o-problema-da-escola-com-partido/

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Como manter a educação brasileira em constante atraso


PISA[1] 2012
Já não é de hoje que o Brasil vem mostrando um péssimo desempenho em seu setor educacional. Cabe lembrar que não se trata apenas do setor público, pois o baixíssimo desempenho no setor privado também reflete na avaliação geral. O que temos que fazer? Avaliar porque ainda temos algumas “ilhas de excelência” (algumas escolas privadas, outras públicas, como os Institutos Federais) e procurar seguir estes exemplos tanto quanto possível. Só que isto é bem diferente das generalizações pedagógicas absurdas que se faz para o território nacional, como o grande equívoco da Progressão Continuada, eufemismo para Aprovação Automática que simplesmente aprova quase todos, independente de seu desempenho. Em suma, nosso Ministério da Educação simplesmente boicota toda e qualquer medida meritocrática desde seu nascedouro.

Isto não pode continuar.

2 ago. 16

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[1]O Programme for International Student Assessment (Pisa) - Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - é uma iniciativa de avaliação comparada, aplicada a estudantes na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.
O programa é desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em cada país participante há uma coordenação nacional. No Brasil, o Pisa é coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Em 2015, a aplicação do Pisa será 100% por meio do computador, com foco em Ciências. Novas áreas do conhecimento entram nas avaliações: Competência Financeira e Resolução Colaborativa de Problemas. No Brasil, a realização do Pisa ocorre no mês de maio para estudantes selecionados de todos os estados. A avaliação vai envolver, aproximadamente, 33 mil estudantes nascidos no ano de 1999, matriculados a partir do 7º ano do Ensino Fundamental, distribuídos em 965 escolas. As informações contextuais serão coletadas por meio de três tipos de questionários: Questionário do Aluno, Questionário do Professor e Questionário da Escola.”