domingo, julho 03, 2011

Uma carta surreal


         Nesta matéria, a Carta Capital faz o mais do mesmo, confunde tudo para eleger um culpado único. Da aprovação do novo Código Florestal brasileiro a ação da FAO e seu comprometimento de acabar com a fome na África, até a crítica aos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), tudo parece ser um conjunto de conseqüências que deriva da falta de vontade política.

interceptor: National Geographic Brasil entrevista Bertha Becker


Bravo! Até que enfim alguém diz algo sensato sobre aquela imensidão. Sem grandes investimentos voltados ao comércio com base tecnológica aquela região não encontrará o nexo entre desenvolvimento econômico e equilíbrio ambiental. Por isso mesmo. ficar louvando agricultura de subsistência ou nomadismo não passa de comodismo para aqueles que na distância de seu conforto urbano se dizem defender a região.

National Geographic Brasil entrevista Bertha Becker


Até que enfim alguém que diz algo sensato sobre aquela imensidão! Sem me alongar demais, muito do que esta senhora diz, nós concordamos com certeza. Além do que já achava óbvio -- a necessidade de mega-investimentos na Amazônia e o foco na tecnologia de ponta para geração de empregos ao invés daquele negócio de ficar apostando em culturas de subsistência --, ela chama atenção para algo que me passou desapercebido, a necessidade de uma boa estrutura administrativa e comercial com base nos pequenos e médios municípios. Isto não deve ser estranho para aqueles que labutam com a economia, mas justamente por teorizarmos tanto sobre temas distantes que envolvem a relação cultura-natureza, este dado costuma escapar. Recomento pois sua leitura, bastante elucidativa:


Amazônia - Revista National Geographic Brasil
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sábado, julho 02, 2011

Sustentabilidade do "verde" em Rondônia


Sem comentários...





Segundo documentos e escutas telefônicas obtidos pela reportagem, para ter a anuência das usinas para conseguir os contratos da VP, a Susfor teria que resolver alguns problemas das empreiteiras, um deles era a CPI das Usinas, que poderia atrapalhar o cronograma das obras caso fizesse revelações comprometedoras. A Susfor prometeu repassar ao presidente da CPI, o deputado Tiziu Jidalias, a quantia de um milhão de reais, para que o relatório final da CPI fosse amenizado. O dinheiro seria justificado com um contrato falso que simula, por parte da Susfor, a aquisição de um projeto de manejo florestal do deputado Tiziu Jidalias. O grupo Susfor, por meio da sua subsidiária brasileira UTR, deu a Tiziu quatro cheques no valor de R$ 250.000,00 cada um.
(...)
Preocupado com uma forma de justificar o recebimento daquela dinheirama toda, Tiziu teria feito um contrato de venda de um plano de manejo com o grupo Susfor, mas este plano de manejo nunca existiu de fato. Ele teria inclusive pago os impostos decorrente da falsa operação, mas segundo fontes ligadas ao deputado na época, o dinheiro foi parar na campanha ao governo do Estado de Rondônia. Dinheiro que veio da China e irrigou a campanha eleitoral, com as bênçãos das usinas de Santo Antonio e de Jirau.
(...)
Leia mais em : Eco Amazônia :

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Transferência de tecnologia? Russo de acreditar



Cf.: Alta tecnologia russa chega a Mato Grosso para controle de fronteira

Louvável e necessário. Mas, este

(a) negócio de transferência de tecnologia é uma bobagem (nenhuma potência o faz, exceto pelo que é dispensável);

(b) negócio de funcionários do estado detendo a mesma é prova cabal então, de que não deve ser grande coisa (uma vez que estaria ao alcance de qualquer estatutário, cuja maior preocupação são seus triênios, quinquênios e licenças-prêmio).

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sexta-feira, julho 01, 2011

Cinzas da mentira


E agora, depois da hemorragia, quem irá ressarci-lo? Vai ficar barato porque estamos na "era dos coitadinhos", a autora é mulher, negra e, se não me engano, muçulmana; o réu, um branco, rico, europeu, reconhecido bon vivant com currículo de mulherengo. Dever ter sido uma vida construindo sua reputação e agora, numa estocada quase acabaram com sua carreira. Recuperar essa mesma reputação é como tentar catar as cinzas da cremação atiradas ao vento.


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quarta-feira, junho 29, 2011

Simpatizantes e falsários da causa gay


Se critica muito as religiões por aí, mas o que há de mais religioso, no sentido dogmático, do que acreditar piamente no que vêm emoldurado pelo rótulo de "ciência"?

Vejamos aqui um exemplo:

Homofóbicos têm desejo sexual pelo mesmo sexo? Cientistas dizem que sim – Ciência Maluca

Piada. A discussão aí não inicia, mas se encerra ao dizer que "cientistas dizem que sim". Ora, provavelmente, há casos de homofobia que não passa de uma negação da própria condição, mas querer circunscrever tudo a isto é tolice. Tolice de militância gay que quer agora instaurar uma nova natureza, homoafetiva e heterofóbica. Só pode.

Sou favorável a que cada um decida o que é melhor para si e seu corpo, mas inventar uma nova cosmovisão a partir de uma ditadura de afetos é o primeiro passo para transformar o objeto de repressão em justificativa para a mais estúpida opressão de uma etiqueta homossexual. Se os gays queriam a liberdade, não podem agora querer o lugar de seus antigos algozes homofóbicos, isto é insano.

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segunda-feira, junho 27, 2011

Sociedade Anônima e Ignóbil




Pequeno grupo de pessoas no poder...

Esse tipo de conversa sempre tenta diminuir o número de responsáveis pelos erros que se produzem, cotidianamente. Se há um “pequeno grupo de pessoas no poder” que decide o que nossa sociedade deveria decidir, então é essa mesma sociedade que se torna a responsável por tais desmandos. Em última instância, ela é a culpada pelo atual estado de coisas.

Um governo sem transparência e um povo sem informação...

Não é o ‘governo’ que peca pela falta de transparência. É o próprio estado, a estrutura maior, perene, que não muda a cada eleição e, por isso mesmo, não é cobrada a se modificar. Não tenho dúvidas que deveríamos mudar este estado de coisas. A começar pela própria maneira de nos dirigirmos a tal Leviatã, com a maiúscula inicial como se faz cotidiana e acriticamente, Estado. Sempre que tento mudar isto, acabo por encontrar um revisor que pede para manter a inicial maiúscula. Ora, se partirmos do princípio que o estado não é maior, nem anterior à sociedade e que é (ou deveria) ser um produto desta, então por que a grafia com inicial maiúscula ao passo que o mesmo não vale para a sociedade?

Fala em acesso a informação, mas aos 4’55’’ destrói uma TV?

Isto é infantilidade. Não gostas da Rede Globo? Eu também não. E daí, vão querer suprimir toda fonte de informação da qual não compartilhamos a visão? Por aí já se vê quão autoritário e hipócrita é a mentalidade de tal Anonymous.
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