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segunda-feira, setembro 23, 2013

Pontos sobre a reforma agrária

Sobre: Diplomatizzando: A morte da reforma agraria (ja vai tarde) - Zander...: Concordo quase inteiramente com o que diz este colega sociólogo e especialista em reforma agrária, que conheci muitos anos atrás, e circunst...
Permita-me discordar. Em primeiro lugar, também considero o MST como um movimento que prega a desordem e, portanto, o crime. Mas, o problema é que não consigo caracterizá-lo plenamente como 'quadrilha' por não ser estruturado segundo uma hierarquia rígida, bem como de modo centralizado. 
E para escrever sua história, no que não adiantaria para ter uma "boa imagem nos livros de história", se faz necessário que seja por alguém que conheceu o MST de dentro. Em que pese todo o viés decorrente disto há muito que se faz necessário relatar e não foi escrito em nenhum lugar que eu saiba. Percebam que para ter a força que tem hoje - ainda que não seja mais a mesma de uma ou duas décadas atrás -, o MST teve seu início como uma espécie de 'messianismo'. Ou seja, havia sim um vínculo ideológico assumido por seus pares que não fosse a mera obtenção de terras. 
Quanto à modernização agrária, eu sou plenamente favorável. Não faz sentido que se mantenha empregos artificialmente em uma determinada área do país, MAS nem tudo é assim tão simples "não temos mais empregos aqui, portanto procure em outra área". Não dá para simplesmente dar de ombros para uma panela de pressão prestes a explodir (imaginem milhões de famélicos migrando para as cidades repentinamente). Entendo um caminho para a solução deste tipo de impasse como a geração de empregos urbanos e estes teriam que ter maior vínculo com a produção agrária em destaque. E para aqueles não absorvidos, prioritariamente pelos negócios de família (rural para o meio urbano) faz-se mister que haja incorporação e facilidades para abertura de empresas. Ou seja, para que o ciclo de morte da reforma agrária se complete, a geração de empregos urbanos deve ser promovida principalmente pelos pares diretamente envolvidos e interessados. 
Claro, isto, se o estado brasileiro não for tão instrumentalizado e pesado ao ponto de sufocar a atividade livre.

quarta-feira, abril 18, 2012

O mito da terra liberta / The myth of the land releases

O foco das ações do MST hoje se centra mais no simples repasse de verbas do que em desapropriações para a reforma agrária de fato / The focus of the actions of the MST today focuses more on the simple transfer of funds from that in expropriation for land reform actually
Fonte da figura: http://oposicaoviva.wordpress.com/category/agricultura/
A violência no campo foi devido:
(...)
[A] maior liberdade de invadir terras garantida pelos governos do PT. Agora é o momento de mostrar que outra causa disso foi o atendimento de reivindicações do MST quanto ao aparelhamento do Incra e ao repasse de recursos públicos para essa organização. Uma reportagem da Revista Veja baseada em investigações oficiais demonstra que o MST, que não possui identidade jurídica e nem registro na receita federal, montou uma rede de ONGs para financiar-se por meio de doações de recursos de entidades estrangeiras e repasses de verbas de ministérios. (...)
De todo modo, está claro que nada disso estaria acontecendo hoje se os governos do PT não tivessem posto a política nacional de reforma agrária em retrocesso com sua leniência em relação a invasores de terras e entidades suspeitas de servirem de fachada para o repasse de verbas públicas ao MST. O governo colhe o que plantou. 
Mais em: Tomatadas: PT colhe as invasões que plantou com impunidade e ...: O post anterior veio bem a calhar, já que publicado quase às vésperas da recente onda de invasões de prédios públicos por militantes do MST...
No fígado.

quinta-feira, abril 05, 2012

A falta de correlação entre concentração fundiária e violência / The lack of correlation between land concentration and violence

Este post é para dar nó na cabeça do “estudante-militante que gosta de aula de professor engajado”. O que esses militantes não conseguem é produzir explicações com o mínimo senso lógico. Mas, e se o fizessem como conseguiriam incentivos para sua causa? Ora, assassinatos, violência independem de predomínio de determinado padrão de extensão fundiário, sobretudo em um país com tantas terras devolutas. O que é sim um fator contribuinte à violência é a ausência da segurança do marco legal, conseqüência da ampliação do número de posseiros, muitas vezes com motivação claramente política.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

O drama dos brasiguaios

Cf.: Paraguai garante segurança a ‘brasiguaios’, diz representante - O Globo
O que seria da agricultura paraguaia se não fosse pelos imigrantes, sobretudo brasileiros, que produzem algodão, soja e tabaco? Suponho que só mais miséria.

A propósito, estes sem-terra paraguaios, 'carperos' como são chamados também agem sob uma óptica étnica, uma vez que possuem ascendência indígena e sua retórica se assenta nestas bases. Inclusive as rádios que passam informes e até incentivos utilizam o idioma guarani.

Pensando bem, que moral tem nossos representantes se fazemos o mesmo com nossos produtores no Brasil? Espero estar errado, mas acho que os brasiguaios serão abandonados à própria sorte.

quinta-feira, agosto 18, 2011

Há quantas anda a tal da Reforma Agrária, mesmo?



Engraçado como para certos lados políticos, o tema ressurge quando se trata de acusar os "exploradores" por sua própria incompetência produtiva, mas some some ao ter que mostrar algum resultado na produção. 

Bem... Nem tanto. Aqui há algum resultado obtido:

Carta aberta pede dinheiro para ex-chefe do Incra investigado pela PF - politica - Estadao.com.br

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