Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




terça-feira, abril 30, 2013

Affirmative action in Brazil: Slavery's legacy | The Economist - II


TJJackson in reply to Anselmo Heidrich Apr 29th, 21:56
So growing up poor or at a social disadvantage automatically makes you less intelligent and capable? Brazil's efforts are about giving the MAJORITY of Brazilians access to opportunities they've been denied just because of the color of their skin.
[http://www.economist.com/comment/1993252#comment-1993252]

Of course it does not make you less able, who said this? What I said, clearly, is the poorest who, incidentally, is not only black but also white in Brazil and especially mixed desperately needs a quality basic education. Contrary to what has been done, cover the Sun with a sieve ... Give admissions to students, regardless of their color or race, who come from education systems without good educational background will not make them better, but elude them. Do you want to help them? Then propose a better education, with better facilities, salaries for teachers and safety (against drug dealers) on socially vulnerable areas. What makes our hypocritical government? I tell you this is difficult, you have to spend a lot and change our Paleolithic Criminal Code. But we have no other way to do better. The problem in Brazil, and if you are Brazilian like me will understand ... In this country, the impunity that benefits criminals or "white collar" is absurd. Now tell me, if you have to do heart surgery, you would opt for a white doctor, who was poor and had low grades in elementary and high school or by another physician, casually black, who studied without benefit quotas, with excellent graduation? You'd be racist if you opted for black doctor? Of course not! So why choose a doctor with better curriculum which, incidentally, is white would be racism?

segunda-feira, abril 29, 2013

Affirmative action in Brazil: Slavery's legacy | The Economist

Fonte: alemdovinho.wordpress.com
Let me ask you something ... Once in Brazil, in 20 years, the editors of The Economist, needing a cardiovascular surgery emergency will prefer a doctor trained in traditional teaching or other, with the support of the quota system? Remember ... Politically correct leftist policies are trendy, but are actually very convenient for governments to ignore their basic task, to invest in a quality basic education. It is much cheaper to distribute crumbs to build a solid building. Welcome to Brazil, the country of the future, in which their governors, legislators, lawyers, prosecutors, law enforcement officers and teachers are committed to providing more fun than bread ...
Cf.: Affirmative action in Brazil: Slavery's legacy | The Economist

quinta-feira, abril 25, 2013

Como se deve fazer

Certas notícias acendem minha fé na humanidade.
A BUS driver has allegedly attempted to rape a female passenger but ended up in a stranglehold as the woman used her military training to beat him into submission.
The woman, a 28-year-old member of the US Navy, was traveling alone on a bus in Dubai while she was on 24-hour leave from her ship, a court heard this week. The bus driver tried to kiss her, then when she spurned his advances he allegedly said he would rape her. She knocked a knife from his grasp, broke it in two, bit his hand, wrestled him to the ground and put him in a stranglehold between her thighs, before leaving the bus and reporting the attack. 
[Brekkie Wrap: 'Sex attacker' beaten into submission; Boston bombers discussed Times Square | thetelegraph.com.au]


Sobre o PL que proíbe bailes funk em São Paulo

"É pesado, às vezes muito pesado. Mas, bem, primeiro que ninguém é obrigado a ouvir." Antes fosse assim tão simples. Com as tecnologias disponíveis e relativamente baratas somos sim obrigados a ouvir. Mas, claro que não endosso esta proibição, pois não é questão de estilo musical e sim de liberdade e suas extensões... A questão é a poluição sonora que somos atingidos por quem ouve, e considero aqui qualquer tipo de música. É consensual quando falamos em externalidades negativas de algum impacto ambiental, por que então não levar este tipo de poluição mais a sério enquadrando quem desobedeça os limites do Código de Posturas Municipal? Agora outra questão: é mais fácil angariar votos dos incautos por um novo Projeto de Lei do que impor os rigores da lei já existente e que dá trabalho e indisposição com os sindicatos de servidores municipais que exigirão condições para tornar tais leis e códigos exequíveis. 
Cf.: Querem proibir o burlesque em Paris - Diário do Centro do Mundo

quarta-feira, abril 24, 2013

Neologismo e valoração seletivos


(...)
ABL RESPONDE

Pergunta : Presidente ou presidenta? É possível colocar um ponto final nesse debate? Obrigada pela atenção.

Resposta : Prezada consulente:
Ambas as formas “a presidente” e “a presidenta” são aceitas, registradas e corretas. No artigo do Acadêmico Prof. Dr. Evanildo Bechara, escrito no dia 7/11/2010, p. 23, no jornal O Dia, podemos ler: “(…) A língua permitirá “a presidente” ou “a presidenta” em referências à nova ocupante do cargo (…). Os nomes terminados em -e são mais resistentes a uma regra gramatical na formação do feminino. “Mestre/Mestra”, “parente/parenta”, “infante/infanta” são correntes, e não doem no ouvido; mas tal facilidade não se dá com “ouvinte”, “estudante”, “amante” e muitos outros. O repertório lexical que regula ocorrências nos mostra a presença de “a presidente” com um pouco mais frequência do que “a presidenta”. Com “vice” a forma vitoriosa é “presidente” sobre “presidenta”. Já havia registro da forma presidenta no VOLP de 1998.

Se você não entendeu, aí, o problema é mais grave! Procure imediatamente um professor ou uma professora de Língua Portuguesa e vá aprender a ler. Ou melhor: pratique compreensão de texto. Ou nunca mais toque no assunto, sob risco de ficar feio para você.

Entendi sim, mas não precisamos consultar professores e sim cabos eleitorais. Quando o ex-ministro Magri saiu com um neologismo "imexível" foi uma grita geral. Zombaram do indivíduo até não poder mais, mas agora, que uma "companheira" está no poder, nossos especialistas se adaptam, por que não? 


Na verdade este parece ser o vício do país: gostam de criticar as privatizações que ocorrem dentro da lei, mas esquecem da auto-crítica da venda de suas consciências.

"I don't know de nothing!"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma coluna mensal que será distribuída pela agência do jornal norte-americano The New York Times. O contrato foi assinado nessa segunda-feira, 22, nos Estados Unidos. (...)
Lula vai ser colunista mensal do 'New York Times' - politica - politica - Estadão

Tá achando brincadeira?



terça-feira, abril 23, 2013

Danish amoral porque dane-se a moral

O que me impressiona no discurso socialista é que ele parte de um princípio moral, que clama pela igualdade substantiva (de renda) e não, meramente formal (jurídica), como se esta não fosse a mais importante... Mas, quanto às injustiças perpetradas pela desigualdade de trabalho, de quem trabalha mais para sustentar quem não o faz, não parece chamar tanto a atenção de seus apologistas. O caso abaixo, da Dinamarca e seu estado de bem-estar social poderia ser descrito como um verdadeiro "estado de mal-estar mental", uma vez que a moral pouco lhes importa. Dane-se a moral, que no caso deles poderia ser danish amoral.
Cf.: Com benefícios sociais generosos, Dinamarca sofre com "preguiçosos" - Economia - iG


NYT

NYT
Robert Nielsen vive de benefícios desde 2001: não quer "trabalhos degradantes" e comprou até apartamento

PMSP, MST, vírus, bactérias e fungos

Fonte: mst.org.br

Uma comissão do MST fez uma audiência com o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, na manhã de sexta-feira (19/4), na sede da Prefeitura. O MST apresentou a Haddad produtos produzidos por cooperativas organizadas em áreas da Reforma Agrária, que são a base da alimentação de alunos matriculados nas escolas em diversas prefeituras, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), 
(...)
Os alimentos fornecidos são arroz orgânico e convencional, feijão, macarrão, leite de caixinha e em pó, achocolatado, suco de uva, iogurtes e queijo mussarela, entre outros. Em São Bernardo, o MST abastece 100% da demanda de arroz e feijão, garantindo a alimentação de todas as crianças e jovens do ensino municipal. (Grifos meus.)


Produtos orgânicos sem adequada inspeção sanitária são mais sujeitos a contaminações. Conferir o artigo abaixo:

segunda-feira, abril 22, 2013

Pobrezas Absoluta e Relativa

Sobre: Banco Mundial fixa 2030 como meta para fim da pobreza extrema - Economia - Notícia - VEJA.com
Qual realmente importa? As duas são importantes, mas apesar do nome são bem diferentes. Pobreza deveria ser isto, apenas pobreza, mas se todos (ou a imensa maioria) ao nosso redor apresenta um padrão de vida bem superior ao nosso, mesmo que nosso padrão de vida tenha evoluído para o dobro em uma década, a sensação de pobreza não nos abandonará. Portanto, mesmo que se diga que a pobreza absoluta terminará em 2030, podem apostar, haverá quem diga que "a pobreza relativa é o que realmente importa", pois a desigualdade seria indutora de crimes e sensação de insegurança devido às diferenças de renda. O que não é verdade, pois não é simples assim. Vejamos a comparação ao final do artigo sobre Brasil e China, nosso país foi citado como tendo combatido e diminuído a desigualdade, um caso de sucesso como exemplo. Mas, vem cá... Não foi a China que abandonou a taxa histórica de miséria absoluta herdada de sua história e acirrada pelo comunismo de Mao Tsé-Tung? E o Brasil, que mágica é esta que fez para diminuir a desigualdade? Trouxe milhões para um patamar de renda superior ao mesmo tempo que achatou a classe média. Digam que não estão pagando mais impostos, se é que discordam de mim. Não estou defendendo a ignorância e o descaso para os com mais pobres, mas não seria promissor sonhar com um método como o chinês em que os pobres realmente diminuem graças ao enriquecimento geral?

quinta-feira, abril 18, 2013

Cuba: País com melhor desenvolvimento na mentira oficial

Sobre: Cuba: País com melhor desenvolvimento humano da América Latina - Pravda.Ru
Alguém aí consideraria válidos os "bons índices econômicos" durante o período da ditadura militar brasileira? Ou da ditadura chilena no governo de Pinochet? Se não, então os dados cubanos igualmente não valem nada, pois em ditaduras não há resguardo ao princípio da liberdade de expressão e, portanto, toda notícia e dados são meros press releases governamentais. Não seja ingênuo, não banque o papagaio de encomenda a soldo de tua consciência para um dos ratos decrépitos mais ricos do planeta que é o Sr. El Comandante Fidel Castro.

Voodoo Chile-Jimi Hendrix / Gayageum ver. by Luna - YouTube

Muito bom!

Voodoo Chile-Jimi Hendrix / Gayageum ver. by Luna - YouTube

terça-feira, abril 16, 2013

Doutrinação e empulhação no ensino de geografia – 1

Fonte: bbsradio.com

Sobre: Tomatadas: Professores fazem doutrinação por terem sido igualmente doutrinados
Diniz, o comentário deste, eu suponho, professor é interessante porque toca em um ponto que muitas vezes passa batido, sem que tenhamos dado a devida atenção. Ele diz que o fato do professor escolher (eu diria sugerir), três livros didáticos para as secretarias de educação, municipais ou estaduais proferirem o veredicto final, não implica que ele tenha muita influência no processo decisório e, portanto, em sua capacidade de doutrinar. Ora, a premissa do comentário é equivocada, pois a capacidade de doutrinação não tem uma forçante formal, não é porque o estado ou município vaticina algo que os professores consentem. Se fosse assim tão simples, não teríamos oposição na ditadura porque o que mais tínhamos era censura e nem por isto professores, artistas e, muito menos, alunos concordavam com a ideologia oficial e sua propaganda. Ele diz que nas escolas particulares é bem pior porque, muitas vezes, se adota o sistema apostilado onde “tudo já vem pronto”. Outro equívoco, o que uma escola particular quer é que seu aluno fique satisfeito e não haja reclamações dos pais (daí a difícil tarefa de lidar com indisciplina, sobretudo quando ela é majoritária). Portanto, se o professor entrar com camiseta do Che Guevara na aula de História ou Geografia(!), mas for um “professor-show”, i.e., um entertainer ou, de modo menos adocicado, um palhaço está valendo. Eu já vi vários casos, que não creio ser a maioria, em que professores seduziam alunos (sobretudo alunas com seu charme de gigolô) e se faziam de amigos de adolescentes com seus crônicos déficits de presença paternal. Em um dos mais bizarros casos que vi, um professor de história entrou assoviando e cantarolando em sala de aula após o atentado de 11 de setembro nos EUA. Mais tarde ele se tornou um vereador em Santos, SP... Em suma, tem IBOPE? Os professores pintam e bordam. E se for em escola pública, nas quais a aceitação por parte dos alunos não é levada em conta como no setor privado? Se o professor concursado já tiver obtido sua estabilidade estatutária, eles também pintam e bordam.

Nunca é demais lembrar: Morgan Freeman e o mês da consciência negra


Morgan Freeman & O mês da consciência negra.wmv - YouTube

segunda-feira, abril 15, 2013

Didaticamente


Mamãe, o que significa virgem? - YouTube

O modelo esquecido de Santa Catarina

Cf.: Hupomnemata: Retratos econômicos interessantes: O modelo de comércio internacional de Santa Catarina
Estas medidas feitas pelo estado são, historicamente, recentes porque a infraestrutura desenvolvida no território foi, em grande medida, de iniciativa privada. O engraçado é que mesmo com a descentralização portuária e de clusters, isto não impediu a concentração urbana que se forma atualmente em torno da capital. Capital esta, aliás, que também pouco fez pelo seu interior no passado, o que chegou a provocar um movimento pela sua transferência, especificamente para Lages, bem como um movimento separatista do município de Porto União querendo sua anexação ao estado do Paraná!

A Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire é um plágio piorado

Não deixem de conferir!
Às Margens Túrgidas: A Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire é um plági...:   Método Paulo Freire ou Método Laubach?   Segundo historiador, Frank Laubach pode ser o Hegel de Paulo Freire — o "criador" da ...
Bravo David Gueiros! Só discordo do "utilizado com grande sucesso" na América Latina, pois aqui, a versão freireana do método reforçou a ideologia em detrimento da própria alfabetização.

domingo, abril 14, 2013

Corroborando a visão geográfica com Democracia e Liberdade

Sobre:

Fernando, a propósito disto que relatou:


"O critério de desenvolvimento adotado, por exemplo, é simplesmente a repetição das falácias repetidas há muitos anos. Não ocorre uma busca de uma classificação que considere algum indicador de referência como por exemplo o Índice de Desenvolvimento Humano, que colocaria no rol de países desenvolvidos os sul-americanos Chile e Argentina, porção sul e sudeste do Brasil além de vários países da América Central, como Costa Rica, Porto Rico e outros menores."
Cf.: AS MENTIRAS QUE OS GÉGRAFOS CONTAM PARA AS CRIANÇAS

Veja isto aqui:


Costa Rica lidera en la región el nuevo Índice de Progreso Social | AméricaEconomía http://www.americaeconomia.com/politica-sociedad/sociedad/costa-rica-lidera-en-la-region-el-nuevo-indice-de-progreso-social … via @americaeconomia


quinta-feira, abril 11, 2013

Notas sobre o relativismo chinfrim – 1



Pense no que seria o conhecimento?
Acho mais fácil responder "o que não é conhecimento?", afinal há vários tipos de conhecimento. O básico, como alguém chamou "sensorial" pertence aos nossos sentidos, como olfato, tato, visão etc. e o que apreendemos deste mundo é guardado em nossa memória que, por sua vez, é outro tipo de conhecimento. Com o desenvolvimento da linguagem, o raciocínio se sofisticou, elevando o nível do que chamamos de conhecimento para explicações, argumentos e em nossa vida social, o desenvolvimento da retórica e das ideologias. Estas não deixam de ser conhecimento mesmo quando têm por objeto precípuo, o engano, o sofisma ou qualquer tipo de "falsa consciência" que venha a produzir. Afinal, como também já disse alguém, mesmo quando pensamos que temos conhecimento sobre algo podemos apenas estar sentados de costas para uma fogueira vendo sombras projetadas na parede do que realmente se passa às nossas costas...
Ou seja, dizer que tudo é posição ou escolha político-ideológica ignora que há algo concreto passível de ser apreendido objetivamente.

quarta-feira, abril 10, 2013

Deus



MICHAEL SCHENKER IS GOD Ⅱ - YouTube

Quando uma alternativa racional vira crime

Cf.: Offshore Leaks: as caixas pretas do poder global

Factoide isso ... Deve ter gente séria junto com bandido, mas o ato em si de deslocar tua renda para longe do fisco é que é o que ele parece querer criticar, então usa uma acusação, não provada no artigo e generaliza. O crime é o tráfico disso e daquilo ou o fato de colocarem o dinheiro fora de seus países? Veja que este "jornalista investigativo" parece confundir as duas coisas, provavelmente porque não parou para conceituá-las como se deve, em separado.

terça-feira, abril 09, 2013

Afrodependência

Fonte: Etniabrasileira.com.br

Eu sou terminantemente contra as cotas raciais pelas seguintes razões:

(a) As cotas raciais criam racismo onde este não havia;

Explico-me: o Brasil é um país constituído, em sua grande maioria, por uma população mestiça, com mais mulatos, cafuzos e mamelucos do que "brancos", "negros" e "índios". Como no país, o critério de avaliação do que é raça é extremamente subjetivo (depende de autodeclaração em pesquisas feitas pelo IBGE), muitos se autodenominarão "negros" apenas para aproveitar um benefício daqueles que sustentam o país com seus impostos. Onde deveria, no máximo, haver uma transferência de renda por motivos estritamente econômicos, se adota um critério paleolítico e racista que é a "raça", algo extremamente ambíguo se o que se quer é diminuir ou eliminar as diferenças sociais.

(b) Alguém poderia dizer que estas diferenças existem é que se faz necessário acabar com elas... Pois bem, a cota racial sacramenta a desigualdade ao finalizar o processo em que o negro é beneficiado por uma ajuda estatal que transferiu renda dos supostos "brancos". O estado nesta nefasta política pública acaba selando sua identidade como incapaz de se auto-gerir e desenvolver como indivíduo por quem, supostamente, o tratou historicamente como "inferior" (e como se os brancos atuais tivessem culpa ou responsabilidade por algozes do passado...);

(c) O pior disto tudo é que enfraquece o direito civil e individual onde todos indivíduos são iguais para tratar desigualmente os indivíduos sob o pretexto de torná-los iguais(!);

(d) Se há então diferenças sociais que são difíceis de se contornar por que não se adota o critério simples socioeconômico? Que se beneficie então aqueles mais carentes com bolsas de estudo. Nas regiões onde há mais negros pobres (porque há mais negros no geral), os negros seriam beneficiados; nas regiões onde há mais brancos pobres (porque há mais brancos no geral), os brancos seriam beneficiados etc. Ou seja, o mais pobre e não o "mais negro" é que seria beneficiado. É que receberia ajuda, como deveria ser feito;

(e) Mas, a bem da verdade, o maior benefício é com um bom ensino básico em uma boa escola pública e isto começa atraindo professor de qualidade, o que não se obtém (em nenhum lugar do mundo) sem bons salários. Outras medidas para suprir a falta de escolas públicas adequadas é a distribuição de vouchers para população mais pobre para alocação de estudantes em escolas privadas. Isto é, ao invés do estado gastar com a infra-estrutura, basta pagar pela mesma vaga em uma escola particular. Por que não?

sábado, abril 06, 2013

Uma possibilidade para o ensino de geografia

"Como é?! Vocês no Brasil estudam geografia do mundo sem conhecer de fato o básico sobre seu território e seus aspectos físicos?!"
Poucos têm coragem de dizer o que muitos também acham. Para mim esta é a principal razão de ler este texto:
Em pleno século XXI, século que viu a grande revolução dos sistemas de informação geográfica, para que serve a geografia escolar? Num século em que as capitais dos países, o clima das cidades, os mapas urbanos, regionais, temáticos e todas as informações “socioeconômicas” estão disponíveis ao alcance de um ou dois cliques, para que serve abrir um livro didático cheio de mapas defasados, gráficos ultrapassados e explicações eivadas de ideologia e carentes de lógica?
Leia mais em: PARA QUE SERVE A GEOGRAFIA ESCOLAR?

Dada a situação atual de nosso ensino de geografia (e história), eu concordo contigo mesmo. No entanto, acho até que poderíamos ter em um ensino técnico-profissionalizante um curso de geografia verdadeiro, calcado, p.ex., na obra Geografia Física de Arthur Strahler. Teríamos excelentes profissionais que trabalhariam como analistas ambientais em órgãos competentes como a CETESB, em São Paulo e fariam uma verdadeira revolução em vários órgãos fajutos dessas municipalidades espalhadas pelo país, que são mais antros de vagabundos carreiristas com estabilidade do que órgãos profissionais de verdade. Veja também o que é o trabalho de um geoprocessador... Acho toda esta revolução tecnológica na geografia algo fantástico, mas não é preciso cursar toda uma faculdade para exercer certas funções do SIG. Alguns desses técnicos são meros desenhistas que operam sistemas que qualquer nerd de ensino médio saberia fazer, mas logo empapuçaria devido a sua monotonia. Claro que há os pesquisadores que se utilizam desses recursos, mas isto seria melhor aproveitado se os mesmos já tivessem visto estas técnicas e conteúdo antes de entrar no curso superior. O que ocorre é que estas inovações pegaram muitos departamentos de geografia de surpresa e agora, meio deslocados, a maioria deles não sabe o que fazer com este conhecimento. Aproximá-lo da sociedade, para seu usufruto seria um bom começo e uma forma seria propiciar o conteúdo à jovens que não pretendem (ou não precisam) de faculdade para atuar como técnicos em geoprocessamento.

Dei um pequeno exemplo para divergir parcialmente do texto, onde eu creio que seria possível sim um ensino útil de geografia, MAS... Do jeito que está não dá para reformar mesmo, o negócio é "resetar" de vez este ensino.

sexta-feira, abril 05, 2013

Simplificações na crítica educacional

Dizem: o problema é que as universidades públicas estavam sendo ocupadas pelos alunos mais ricos vindos do ensino médio privado. Falso. O problema não está nas boas escolas privadas, está na má qualidade das públicas. Melhorar estas seria a verdadeira política de igualdade.
» Pela desigualdade

O texto está 90-95% correto, o problema também está na má qualidade das escolas privadas que, na sua grande maioria, não são muito melhores em termos educacionais do que as escolas públicas. Não podemos nos basear nas excelentes, como também há nas públicas (vide os Institutos Federais) e tapar os olhos para as escolas que também, muito antes de qualquer medida legal, não obrigavam alunos a repetirem de ano com medo de perdê-los para seu concorrente. A macro-análise é, sem dúvida, importante, mas falta o conhecimento cotidiano de quem realmente conhece sala de aula para fazer o contraponto do cenário micro. O problema é que os professores que deveriam fazê-lo, como mostrou Sardenberg são refratários a qualquer tipo de avaliação.

quarta-feira, abril 03, 2013

A arrogância do professorado deriva de sua ignorância e ilogicidade

Quanto à conversa de que os professores não seguem as ideias da geocrítica e usam os livros didáticos só como material de apoio, digo apenas que já rebati tais alegações no post Sim, a escola varre as milhões de vítimas do socialismo para debaixo do tapete! E minhas refutações estavam baseadas numa pesquisa que realizei com os alunos de ensino médio de Curitiba para aferir a influência da geocrítica nos conteúdos ensinados. Ao contrário do autor do comentário, eu não faço afirmações gratuitas baseadas numa experiência profissional supostamente incomunicável e incompreensível para quem está de fora..
Tomatadas: Arrogância dos professores: Se um professor do ensino fundamental e médio ler a minha tese e argumentar contra as conclusões que estão ali, eu jamais vou responder: &q...

      Veja só... Faz alguns meses encontrei um velho amigo de adolescência que, por acaso também cursou a faculdade de geografia comigo lá na UFRGS. Na época, eu me definia como 'anarquista', tinha simpatia pela social-democracia como algo "menos ruim" e já rejeitava o marxismo, embora achasse que "sabia entender a realidade dialeticamente" e essas bobagens. Esse meu camarada era um típico "alienado" para estas questões. Ou, melhor, ainda não corrompido pelo esquerdismo. Cerca de duas décadas se passaram e, bem... Ele virou um petista e professor de ensino público com todos aqueles vícios e clichês que conhecemos. Discutindo, quer dizer, conversando com o sujeito, ele me dizia que "o socialismo de verdade ainda não foi aplicado e blá-blá-blá", aquela ladainha que bem conhecemos. Daí retruquei "... se tu acredita mesmo nisto, então o 'capitalismo de verdade' também não foi aplicado, basta ler os estudos liberais clássicos e, qualquer crítica que se faça ao capitalismo também não vale da mesma forma que tu diz que qualquer crítica que se faça ao socialismo não vale porque o 'verdadeiro ainda não foi aplicado'". E, claro, ele redargüiu com veemência "Não! Não é a mesma coisa, não!" Ou seja, o sujeito não foi capaz de exercer um mínimo raciocínio minimamente lógico. Por que diabos eles acham que a lógica do argumento que serve para criticar uma das posições ideológicas não deve servir para a outra?!?!?! Este passionalismo infantil, burro e sem o mínimo de logicidade é que embasa muitos de nossos professores. Se ao menos se dessem o trabalho de ler o que defendem, como é o caso de Marx saberiam que este filósofo tinha uma visão evolucionista pró desenvolvimento capitalista como pré-condição para a revolução e não, o protecionismo econômico, intervencionismo estatal e corporativismo profissional que, na prática, é o que defendem.

Querem melhores professores? Aprofundem os testes de raciocínio lógico e reduzam as aulas de pedagogia freireana que já teremos um bom começo.