Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




domingo, dezembro 30, 2012

Universidades brasileiras

Claro que há quem entra de modo legítimo na cátedra, mas se na minha desatenção costumeira sobre estas questões e pouca experiência já vi o que contar, imagino que haja muito mais de onde estas vieram. Quando entrei na faculdade, em 1984, a chefe de departamento não tinha nenhum título de pós-graduação, MAS era casada com o ex-chefe de departamento que, se não me engano, também fora seu professor. Depois, na pós em S. Paulo, não foram poucas as vezes em que vi pupilos de certos mestres começarem com algumas substituições em sala de aula e depois, como que por encanto, participarem de concursos feitos a forma e semelhança de suas dissertações ou teses. Tudo muito natural. Até, até que pegam um casca grossa pelo caminho, que não tem mania de se curvar. Este foi o caso de um colega pernambucano que fizera um concurso para Presidente Prudente e, não obtendo resposta do mesmo, recebera uma ligação, da mulher de um dos professores do referido departamento explicando-lhe que se desistisse do concurso, ela que estava em segundo seria chamada, mas ele não, de jeito nenhum. Óbvio que ele não desistiu e, como perdi o contato, não sei se acabou sendo chamado. Recentemente na recém criada UFFS, um professor de filosofia que passara em concurso nas provas objetiva, de títulos foi reprovado na didática. O detalhe é que ele era um professor experiente no RS e quem tomou sua vaga foi um outro candidato, sem a mesmo nível de experiência e titulação. O candidato que se sentiu lesado iniciou um processo contra a organização do concurso. Isto, sem falar, daqueles que são descartados, têm suas bolsas de estudo não prorrogadas ou cortadas quando enveredam por outros caminhos que não sejam do agrado de seus antigos orientadores. Muitos bem sucedidos "pesquisadores" são legítimos puxa-sacos e se especializam em não tomarem iniciativa em projetos, se organizarem em seitas intelectuais segundo correntes ideológicas que chamam de "ciência" ou ainda obterem informações para monitoramento da oposição e tendências divergentes que possam enfraquecer o núcleo de poder departamental. Um dos principais instrumentos para isto é a concessão de bolsas.

Leia sobre isto em: Janer Cristaldo

sábado, dezembro 29, 2012

A educação do futuro já está disponível


Fantástico, digo eu! E, antes de ler sua conclusão, eu já previ, os professores não deixarão de existir, apenas mudarão de nível, i.e., ensinando como operar as máquinas ou como criar outros programas. O resto, pela própria brincadeira, que não deixa de ser uma auto-educação virá sozinho. Excelente:
Sugata Mitra: "Um professor pode ser substituído por uma máquina" - ÉPOCA | Ciência e tecnologia

Norman

‎"There's still things worth fight for and there's still things worth dying for and one of those things is freedom." ~General Norman Schwarzkopf


sexta-feira, dezembro 28, 2012

Só a natureza, esqueça a cidade

Eh eh, excelente. O caso é o mesmíssimo acerca de Florianópolis, cujos bairros mais afastados são simplesmente ignorados do turismo e marketing. Agora, o que eu me surpreendo é o seguinte, com tudo isto que temos, geograficamente falando, por que é tão difícil civilizar-se, compreendendo este verbo como relacionado à cidade mesmo? Não é culpa ou responsabilidade exclusiva de governos, não. Nosso mercado, e isto inclui cidadãos, consumidores etc. simplesmente não liga. Tome a Lagoa da Conceição em Florianópolis como exemplo: linda, mas cada vez mais não passa de um esgoto a céu aberto. Ou seja, deliberadamente optamos por um sentido, a visão, em detrimento explícito de outro, o olfato. Neste sentido, somos felizes enquanto brasileiros porque limitados sensorialmente. 

Belo blog!

Pedra do Leme: Elizabeth Bishop - Rio de Janeiro, bonito só por natureza

O dono do "i"

Eu abomino o nacionalismo-protecionista, mas na proporção inversa, eu defendo a justiça e o que se vê é que o nome pertence mesmo à marca Gradiente e ponto final. Agora, o que disse um colega aí abaixo, acertadamente, é que o INPI é que nos envergonha. Antes fosse só isto também, pois ele atrasa a vida dos brasileiros. Nos EUA, produtos são lançados antes de sua licença ser, definitivamente, concedida, "patente requerida" vem nas inscrições que lhe são grafadas. Agora, se a Apple se acha digna de processar a Samsung por plágio, ao que esta lhe responde que a Apple "não inventou o retângulo", o mesmo tipo de resposta pode ser dada pela Gradiente dizendo que a Apple não inventou a letra "i", exceto se for a Gradiente quem irá requerer a posse da vogal...
Gradiente afirma que lançou o 1º iPhone do mundo e explica | Tecnologia - Correio do Estado

Comparado ao que, mesmo?

"A escalada dos casos de mortos em confronto é acompanhada da onda de violência que se intensificou em outubro e provocou a queda do secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto, em 21 de novembro - e sua substituição por Fernando Grella Vieira. 'Acho que se demonstra claramente a existência de uma política institucionalizada para matar. É impossível que se tenha tantas pessoas dispostas a morrer em confrontos com a PM. É preciso checar no que deu a investigação a respeito dessas mortes', diz o presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Ivan Seixas."
O número é alto em relação ao quê? Outras sociedades? O número em si não diz muito se não soubermos em qual universo ele se insere. Proporcionalmente falando pode ser baixo, a matéria precisava disponibilizar mais dados para que possamos julgar.

O Presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Ivan Seixas diz acreditar que não haja "tantas pessoas dispostas a morrer em confrontos com a PM", eu acho que o raciocínio é outro: será que há tantas pessoas dispostas a resistir confiantes na sua impunidade perante o sistema judicial? Esta é a questão e, uma vez enfrentada, o crime provavelmente diminuiria.

terça-feira, dezembro 25, 2012

Geopolítica da Grécia -- 1


Saca só... Se um país como a Grécia é um estorvo para qualquer parceiro ou conjunto de parceiros devido a sua organização interna (aqui penso na U.E.), qual ou quais seriam as razões para uma Angela Merkel (ALE) mantê-la ou desejar isto na união e não a expurgá-la de uma vez? Porque ela é uma importante 'porta' de entrada ao continente que deve ser vigiada. Deixá-la à deriva, sem apoio significaria expô-la aos perigos de uma migração massiva ou até coisa pior, infiltração, ataque, secessão e anexação. Veja aqui a situação e sua intermediação para o ocidente (cristão) e o oriente médio, particularmente Turquia, outro país fundamental para o equilíbrio regional:



Greece's Geographic Challenge | Stratfor

Se as razões não são eminentemente econômicas podem ser de outra espécie, como geopolíticas. Quando tu não encontrar a resposta para algumas perguntas refaça tua pergunta. Pense no cavalo branco na cena do crime...

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Se concorda, compartilhe.    

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Qual controle deve ser feito? O de armas ou o Acesso às Armas?

Fonte: Gun Control? Dream On. | The Nation

Exatamente porque as sociedades apresentam cultura, valores, história e tradição distintas é que devem ser comparadas. Se ambas sociedades, a americana e a suíça têm um elevado número de armas por grupo de habitantes, a variável ARMA EM SI não serve como causa da violência. Para isto que servem as comparações, para detectarmos as variáveis que não fazem diferença. Sendo práticos, o que deve ser feito? Já que um país sob forte lei desarmamentista como o Brasil tem um índice de homicídios muito maior do que os EUA, proibir então as armas nos EUA e ver este mesmo índice subir como ocorreu após a imposição do desarmamento na Jamaica e na Irlanda? "Ah! Mas, não dá para saber se vai ser assim..." E sabemos então que vai dar certo também? Ninguém sabe, mas o que pode ser tentado é um controle com diagnósticos psicológicos e psiquiátricos feitos anualmente. Isto não tiraria o direito ao porte de arma e ISOLARIA aquele elemento que parece ESTAR POSITIVAMENTE CORRELACIONADO aos massacres, mas que sob a novilíngua politicamente correta é TABU comentar: o portador de transtorno mental. 

Se for verdade, qual o pecado em comentar, debater, planejar, diagnosticar, proibir e manter inocentes vivos?

quarta-feira, dezembro 19, 2012

“Empresas de alta tecnologia estão vindo para cá”, afirma Tarso

Governo pretende atrair investimentos evitando a globalização predatória.
Sul 21 » “Empresas de alta tecnologia estão vindo para cá”, afirma Tarso
Atrair investimentos É globalização. "Globalização predatória" é novilíngua de esquerda, sem nenhum rigor científico. O que importa é que no final das contas, as esquerdas cedem e se adaptam, praticando a mesmíssima coisa, só que com novos nomes para manter sua marca de distinção. "Marca" que não passa disto, uma insígnia sem conteúdo.

terça-feira, dezembro 18, 2012

A Reconquista

Seria bom te ver todas as manhãs em todos esses dias que quase perdemos a alma em todos esses dias pós-quimioterápicos nos quais os cães pararam de correr pararam de uivar e pararam de caçar seria agradável sentir a chuva anunciando uma nova estação com os pássaros marcando terreno nos galhos com sua algazarra seria bom saborear um copo de whisky gelado ao cair da tarde tendo apenas o som dos cubos de gelo no fundo como fundo seria agradável viver sem se preocupar com apagar as luzes porque elas sequer foram acesas quantos dias se passaram desde que tu nasceu e preencheu nossas vidas e nem entendemos como foi que não te quisemos antes, não te fizemos antes estivemos afundados em um poço sem luz quanto mais nos debatíamos para sair mais escuro se tornava mais frios meus pés ficavam nenhuma lã bastava nada desmaiando no metrô cada vez mais rápido e meus olhos não acompanhavam nada desespero foi vencido pelo cansaço e a esperança não passava de um movimento de inércia sem início ou fim apenas meio apenas durante vivo sim tão vivo que a solidão dos que foram não te deixa ver a continuação quantas agulhas me foram cravadas para perder minha imaginação e minha fé só via liberdade numa fuga de lugar para lugar passando pelas ruas e avenidas meu rosto refletido em inúmeras vitrines minha sombra deitada e deformada em várias calçadas um baixo pulsante como um baixo pulsante me conduzindo sem saber sou levado numa linha errática pelo universo sem saber para onde vou, sem saber quem me leva e o que me leva tu nasceu em 30 de abril por ti larguei meu mais saboroso vício por ti acordei para viver um sonho se a vida traz suas armadilhas agora percebo como fui vítima várias vezes e de ti não quero mais me libertar não preciso de mais nada do que tive como controle as pessoas buscam vitórias sobre batalhas imaginárias tencionam vencer a guerra de suas vidas se ancoram em portos para fugir de águas turbulentas se apóiam em mitos em filosofias zen em falsas morais em estruturas ideológicas em partidos políticos em carros com bancos de couro em subdividões em repartições, em bairros em CEPs mas eu não preciso disto nos não precisamos disto nos temos a ti tu vive entre nós e eu te ergui na Lagoa do Peri, te levantei para o Sol te lancei no ar e tu desceu na lâmina d’água com teu sorriso, com a força de teu rosto tu submeteu a Terra e tuas mãos tocaram a lama, cavaram ela tornaram fofa com destreza ternura e sentido. 
Quanto tu nasceu, meu filho, nós, eu e tua mãe reconquistamos um sentido para nossas vidas.

Quando soubemos, ela ganhou um sorriso no rosto. Incrédula. Como se uma luz descesse e iluminasse teus passos, mamãe. Com os braços abertos, eu te recebi. Com minhas mãos eu te segurei e minhas córneas umedeceram. Calma, tudo vai dar certo... Até hoje eu digo, com medo que este sonho tornado realidade esvaneça, como a fumaça de fogos, cujo rito imaginário nos aquece e não podemos mais viver sem seu calor. Sem o teu calor, meu filho.

Cada gripe, cada tosse, cada queda, eu tremo e me desespero. Finjo calma para que te levantes, finjo superioridade para que tenhas algum exemplo, te reergo com a promessa de te ajudar a andar e torço para que me fite nos olhos e me peças um abraço levantando teus grandes bracinhos, tuas mãos grandes, teus ombros largos.

Eu quero te mostrar meu amor, eu quero te mostrar este mundo, eu quero te fazer feliz, mas tudo que sei com certeza é que vou ter que ser alguém melhor. Tudo que sei é que tua presença me faz querer ser algo que nunca fui. Minha persistência e teimosia foram fortes, mas sempre calcadas em mim. Dessa vez a luta será mais difícil, mas de algum modo sei que terei combustível. Sei que não irei desistir, que sempre estarei te esperando para segurar, até que um dia não caia mais. E o misto de riso e choro se torne uma palavra. Que tu possas segurar outro pequeno grande homem como eu.

E, caso percas tua fé... Que possa reconquistá-la.

Petição contra o socialismo


Em termos econômicos, o socialismo é ineficiente e, no longo prazo, traz pobreza; em termos políticos, geralmente está associado com variadas formas de despotismo, o que é uma conseqüência da grande concentração de poder e expansão da burocracia. Não vale a pena, JOGUE ESTA ABERRAÇÃO SOCIAL NA LATA DE LIXO DA HISTÓRIA.


segunda-feira, dezembro 17, 2012

Ensaio sobre a verdadeira cegueira


Em Sim, a escola varre as milhões de vítimas do socialismo para debaixo do tapete, Luis Lopez Diniz Filho se digladia com um estudante de História que pretendeu lhe dar uma lição, mas inadvertidamente tentou fazê-lo sem se apoiar nos fatos... Históricos! Aqui abaixo eu repito meu comentário ao seu post, que acho que vale a pena divulgar:

sexta-feira, dezembro 14, 2012

O recorte de Penn


Ditadores desdenham da Constituição e criam estados de exceção. A novidade com Chávez é que criou uma constituição de exceção para desdenhar da sociedade.

Quem não entendeu, pode "curtir" o ator hollywoodiano abaixo.


terça-feira, dezembro 11, 2012

Diane Ravitch e a crítica ao modelo americano de educação

Sobre:
Diane Ravitch - Entrevista - Filosofia, Política e Educação
Realmente, a concentração em testes de múltipla escolha para avançar na instrução descarta um princípio básico e antigo que funciona, a LEITURA. Ler testes e fazê-lo deve ser um coroamento do processo e não, a base para um treino exaustivo. Este tem que se apoiar cotidianamente na leitura e na escrita, tendo os testes como parte do processo e meta final geral, a educação e conhecimento; como meta específica, a formação de mão de obra capacitada, empreendedores etc. O que nós pretendemos no Brasil, "educar para a cidadania"? Mas, o que isto realmente significa quando há uma demonização e descrença no próprio sistema político? Então temos um objetivo vago com métodos inadequados, sobretudo quando nossas avaliações são deixadas em segundo plano para uma homogeneidade demagógica que acaba sendo, não mais do que um campo para exercício retórico de pedagogos.
Outra observação sobre o título, nota mais alta não garante uma melhor educação, mas é necessária ao bom ensino. Ensino e educação não são a mesma coisa, mas são complementares e se tirar boas notas não me garante ser bem educado, o princípio de buscar o melhor desempenho, sim, é parte de uma boa educação.

Sobre a inclusão de aulas de moral e ética onde faltam as mesmas


"A despeito dos problemas de ensino no Brasil, o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) usou os índices de corrupção e a ineficiência da justiça na tentativa de justificar a relevância da sua proposta."
Gustavo Ioschpe critica inclusão de aulas de Cidadania Moral e Ética nas escolas | Instituto Millenium

SE professores faltam em demasia, se há falta de lisura na aplicação e execução de testes (a começar pelo próprio MEC), se nivela-se por baixo o desempenho escolar, com redução de provas e aumento de "trabalhos" escolares que resultam em cópias generalizadas, se a indisciplina e agressões físicas campeiam como metástase, se a doutrinação esdrúxula vira mote e mantra, como diabos uma lei que obriga o ensino de ética vai levar a ética aos alunos quando o que mais falta é o exemplo?

terça-feira, dezembro 04, 2012

Prestes a afundar

Em Os donos do mar | Instituto Millenium lemos:
Que tal se indivíduos ou empresas conquistarem o oceano e demarcarem territórios no meio do mar como se fossem comunidades alternativas marítimas? (...)
A pergunta: como cada país flutuante desses pretende se manter independente na prática, totalmente indefesos, militarmente falando, perante os demais estados estabelecidos? Se até os paraísos fiscais são alvo crescente da pressão dos países grandes, incomodados com a concorrência fiscal em um mundo globalizado com dinheiro eletrônico, como impedir que essas nações poderosas imponham certas regras aos países flutuantes?
Patri gostou da provocação. A resposta: sem dúvida esse é um potencial problema, mas não muito diferente do que enfrentam países menores hoje. Acordos terão de ser debatidos, tratados terão de ser assinados. Só que isso não retiraria totalmente a autonomia desses países flutuantes, e isso é o mais importante. Mais competição forçando governos mais eficientes, menos perdulários e opressores, pois o cidadão poderia fazer suas malas e ir viver em uma dessas ilhas artificiais de sua preferência. (...) “Grandes ideias começam com ideias esquisitas”, disse Patri Friedman. No futuro, pode ser que até o oceano tenha “cercas flutuantes” delimitando o território e marcando a propriedade privada.
Os países menores, liliputhianos... Normalmente se encaixam dentro de uma estrutura de poder mais ampla (Vaticano, San Marino, Mônaco...). Tratá-los como "alvos de pressão dos maiores" é simplista, mesmo porque há países menores muito mais fortes do que certos gigantes.

WWF

Sobre:
WWF na mira de ATWA | ATWA Brasil

Eu adoro encontrar textos estúpidos como este. São provas de como a paranoia esquerdista encontra eco na direita (os extremos se encontram). Em primeiro lugar, o que não está claro, como "madeireiras ilegais" se no início do texto mesmo fala que a WWF disponibiliza selos de qualidade ambiental? Algo não está coerente. Se a WWF participa de ações de manejo ambiental (mais uma expressão para vocês estudarem), ela está certa em propor alternativas ao modelo de desenvolvimento, que não leva em conta a necessidade de recuperação ambiental para posterior exploração. Vejam o que diriam os libertários, que basta que o livre-mercado e a propriedade privada garantam "a necessidade de preservação para continuação do empreendimento" e vejam o que diriam os estatistas, que "se faz necessário um planejamento central, integral e abrangente que evite a devastação dos recursos naturais de forma acelerada". Ambos estão, parcialmente certos: a propriedade privada é peça chave na sustentabilidade, mas para evitar o efeito do "carona", i.e., indivíduos que tentam tirar vantagem do esforço mútuo dos outros sem fazer a sua cota, é que é necessário mesmo uma fiscalização e orientação da tecnologia disponível para uso racional dos recursos. E é por isso também que a crítica de ambos se equivoca em não compreender, p.ex., o caso da WWF. Sei que a ladainha ambientalista é desgastante, as esta ong é uma das menos panfletárias e das mais propositivas. O que está errado não é sua atuação, mas a dificuldade para que outras agências de pequeno porte e limitadas ao cenário de países, como o citado Congo, possam atuar de maneira igualmente construtiva fugindo de entraves legais. Planejamento não significa um mar de regulamentações que cria obstáculos, antes pelo contrário.