Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




quinta-feira, outubro 31, 2013

Grito de revolta com qual razão?


O número de manifestações contra as instituições que compõem a troika cresce cada dia mais, ganhando força com seus movimentos – nem sempre pacíficos – nas principais capitais europeias afetadas pela crise, principalmente em países como Espanha, Portugal e Grécia, consequentemente os que mais sofreram com adoção das medidas de austeridade. Um dos mais afetados na questão do desemprego foi à Espanha, onde a taxa de desemprego alcançou o nível recorde de 27,2% da população, sendo que aproximadamente cerca de 40% é maioria jovem.
O que resta saber é se essas medidas estão verdadeiramente obtendo bons frutos nas economias afetadas pela crise, ao que tudo indica o desemprego cresce cada dia mais, e o desenvolvimento dos países está em ritmo de desaceleração. O atual presidente da França, François Hollande, indica que as medidas de austeridade trazem um caráter de autodestruição para os países que as adotam, pois as mesmas causam uma grande redução da demanda interna por produtos e serviços, devido à preocupação do consumidor com a restrita oferta de empregos e redução dos salários.


Qual seria a alternativa para reestruturar estados quebrados sem cortar gastos? Cobrar mais impostos de uma população já exaurida? Agora, o que cortar é que deveria ser o foco... Evidentemente que cortar gastos em saúde e educação não é nada prudente, mas e quanto às aposentadorias especiais, plano de previdência obrigatório do setor público, planos de carreiras, cargos de confiança, manutenção de exércitos e soldos dos oficiais e soldados em tempos de paz e dentro de uma comunidade econômica? Eu, sinceramente, gostaria de saber quais são as alternativas?

terça-feira, outubro 15, 2013

Tolerância ∞ e entropia social

Sobre:
E: 
João e Paulo (por @diegoquinteiro) http://diegoquinteiro.com/joao-e-paulo/

O conto acima de Diego Quinteiro pressupõe uma explicação/teoria que parece lógica, mas não é, pois deixa detalhes importantes de fora. Se a causa da criminalidade fosse assim, fruto da desigualdade social os principais criminosos, os que dirigem máfias organizadas viriam das classes mais baixas, assim como teríamos muito mais criminosos do que temos porque ainda há uma imensa população que pode ser considerada pobre. O fenômeno da Classe C, uma classe média ascendente é muito novo e se a desigualdade fosse causa principal do crime teríamos a maioria dos pobres trilhando este caminho. Note que atribuir, a priori, a criminalidade ao pobre é, antes de tudo, preconceituoso, pois se esquece de ver que a maioria é constituída por trabalhadores que ralam para manter sua economia doméstica em dia. Para quem assiste canais de documentários como o ID – Investigação Discovery – sabe que há psicopatias que induzem ao crime. E boa parte dos crimes violentos é causada por doentes mentais, o que não quer dizer que não mereçam penalidades, só que estas incluem tratamento. Na maioria dos casos, pelo que sei, não há cura para isto, mas tratamento constante que implica em manter o interno recluso, apartado da sociedade ou com liberdade condicional porque ele oferece risco. Por outro lado, ao nos referirmos aos crimes sobre o patrimônio, furto etc., esses têm mais a ver com educação. Só que esta é muito mal entendida hoje em dia... Por educação me refiro ao condicionamento social mesmo. Veja que nós estudamos e trabalhamos porque (a) gostamos, (b) pode nos trazer benefícios, inclusive financeiros, (c) aumenta nossa auto-estima etc., ou seja, há uma série de incentivos pelos quais batalhamos diariamente. Estes seriam fatores preventivos que evitariam que o indivíduo fosse atraído para o mundo do crime. São importantes e com o lixo de educação pública (e também particular) que grassa no Brasil de hoje é verdade que não temos sido eficazes nesta parte da equação. Mas, mesmo que funcionasse bem ou, ao menos, melhor do que o caos instaurado hoje em dia, mesmo assim, não bastaria. Veja bem, eu não disse que “não serviria para nada”, mas que NÃO BASTARIA. Qual a diferença? Que a outra parte da equação, desde tempos imemoriais é que é necessário PUNIR, como estratégia de dissuasão para aqueles que a educação/condicionamento social não basta. E te pergunto, qual a força disto quando se sabe que até atingir a maioridade penal, alguém não será punido com encarceramento como qualquer outro assassino ou ainda terá sua punição (medida socioeducativa) sensivelmente abrandada? Além da impunidade que existe neste caso, o assassino jovem tem aí um forte incentivo ao crime, sobretudo ao assassinato porque ganha status perante colegas de quadrilha e gangue.
Quanto ao consumismo ser fator de desigualdade e crime é um equívoco. Isto é coisa de socialista redistributivo, para ser redundante, pois socialistas gostam de fazer caridade com o dinheiro alheio mesmo... Em primeiro lugar, o consumo sustenta e pode ampliar o comércio gerando empregos, isto é, diminuindo a pobreza. Ainda reduz o preço dos produtos devido a maior escala da produção permitindo o acesso aos produtos outrora restritos a uma minoria. Então é o contrário, exatamente o contrário do que diz o cérebro esquerdista. Agora, se a ostentação do consumo for causa de inveja, se há gente boçal que não sabe comprar e consumir sem se exibir, este é um problema de cultura que, definitivamente, não é o caso da maioria. Basta perceber ao teu redor, teus vizinhos e amigos, a maioria não age assim. Quando um garoto paga sua academia para praticar boxing, está consumindo e investindo na saúde, segurança, bem estar e condicionamento físico. A rigor, não está se exibindo, mas seguramente deve haver muito pitboy em academias que faz para ameaçar e se exibir. É justo pegar o exemplo negativo para condenar todos os outros? Claro que não. Agora, no dia das crianças dei brinquedos baratos para meu filho, porque são muito legais, carrinhos hot wheels para eu brincar junto com ele (custam menos de 5 reais!) e que na minha época eram muito mais caros. Ainda são importados, mas estão cada vez mais acessíveis. Também comprei giz de cera e papel porque ele adora desenhar etc. Estes brinquedos não são para ostentar, mas para brincar, aproximar pai e filho, aprender com o aspecto lúdico etc. 
Um economista antigo chamado Frédéric Bastiat disse certa vez que “se os produtos não atravessarem a fronteira, o soldado o fará”. O que ele dizia é que se não houver comércio entre as nações há guerra, invasão, possessão. Analogamente, para evitar que haja uma guerra social, como a que assistimos no Brasil, o comércio (consumo) tem que ser incentivado e, nosso governo deveria começar reduzindo impostos sobre o comércio e atividade produtiva, bem como desburocratizando estas atividades. 

Negar esta liberdade é que é incentivar o crime.

domingo, outubro 13, 2013

Como a burocracia pode enterrar a esperança

Fracking na formação Anticlinal Pinedale Anticline em Pinedale, Wyoming. Fonte: stopsmartmeters.org.uk
A burocracia deveria ter seu custo incorporado à geração de energia. Vejam que absurdo:
"Na Europa, não só a infraestrutura é limitada, como a regulamentação local é mais rigorosa. A Polónia, que começou a exploração em 2008, abriu quarenta poços. Na Dinamarca, os primeiros furos demoraram um ano a ser abertos, tempo necessário para a realização de estudos de impacto ambiental exigentes. O mesmo se constatou no Reino Unido. ‘Na Europa, há que contar com pelo menos dez anos, entre a abertura de um local de exploração e a entrada em produção, quando nos Estados Unidos leva três’, prognostica um empresário.”
[Gás de xisto: Revolução não chegará à Europa http://www.presseurop.eu/pt/content/article/4224401-revolucao-nao-chegara-europa via @PresseuropPT]
Agora, mesmo que o autor esteja criticando a situação de lerdeza burocrática do Velho Mundo, eu fico passado quando leio o seguinte:
“Tais cálculos levam, na melhor das hipóteses, a poucas dezenas de milhares de empregos por país. O que não é certamente de desprezar, nos tempos que correm. Mas o gás de xisto não vai ser a receita miraculosa que permitirá à Europa sair da crise.”
Mas, são algumas dezenas de milhares de empregos aqui, outras dezenas de milhares de empregos ali que somados irão levantar a Europa e não uma panacéia como política econômica. Não existem “receitas miraculosas”, esta premissa é que leva ao imobilismo. E falando no contrário, na mobilidade, vejam como o outro lado do Atlântico tem motivos para se mobilizar:
“A rapidez e a magnitude da expansão da produção além-Atlântico também não podem ser replicadas na Europa. As condições excecionais existentes nos Estados Unidos não têm equivalência do lado europeu, nomeadamente a presença de uma grande indústria de petróleo e gás, equipamentos abundantes, uma rede de gasodutos, grandes espaços livres: tudo isso lhes permitiu perfurar mais de 200 mil poços em poucos anos. O contexto jurídico também desempenhou um papel importante: os cidadãos norte-americanos são proprietários do seu subsolo e têm interesse financeiro em negociar diretamente com as empresas.”
Cara... Se nos EUA, os próprios cidadãos podem vir a se tornar sócios e já são de antemão DONOS do seu subsolo, quanta diferença! É óbvio que um etos capitalista internalizado assim irá motivar mesmo a produção, ao contrário do burocratismo e imobilismo de sociedades apoiadas no welfare state. Entenderam por que este “obamacare” pode ser um fator de decadência para os americanos? O que tem a ver? TUDO. Este princípio do plano de saúde estatal, do “SUS americano” pode colocar tudo a perder fazendo com que a vantagem de se ganhar em cima do trabalho alheio se expanda naquela cultura, ainda relativamente imune a este vício social, comportamentalmente induzido e adquirido.
O comentário a seguir de Milton Friedman expressa porque os EUA chegaram onde chegaram e seria um lástima que pusessem isto tudo a perder:
“Há uma frase muito citada do discurso de posse do Presidente Kennedy: ‘Não pergunte o que sua pátria pode fazer por você - pergunte o que você pode fazer por sua pátria’. Constitui uma clara indicação da atitude dos tempos que correm, que a controvérsia sobre esta frase se tenha focalizado sobre sua origem, e não sobre seu conteúdo. Nenhuma das duas metades da declaração expressa uma relação entre cidadãos e seu governo que seja digna dos ideais de homens livres numa sociedade livre. A frase paternalista ‘o que sua pátria pode fazer por você’ implica que o governo é o protetor, e o cidadão, o tutelado - uma visão que contraria a crença do homem livre em sua própria responsabilidade com relação a seu próprio destino. A frase organicista ‘o que você pode fazer por sua pátria’ implica que o governo é o senhor ou a deidade, e o cidadão, o servo ou o adorador. Para o homem livre, a pátria é o conjunto de indivíduos que a compõem, e não algo acima e além deles. O indivíduo tem orgulho de sua herança comum e mantém lealdade a uma tradição comum. Mas considera o governo como um meio, um instrumento - nem um distribuidor de favores e doações nem um senhor ou um deus para ser cegamente servido e idolatrado. Não reconhece qualquer objetivo nacional senão o conjunto de objetivos a que os cidadãos servem separadamente. Não reconhece nenhum propósito nacional a não ser o conjunto de propósitos pêlos quais os cidadãos lutam separadamente" -- Capitalismo e Liberdade.

quarta-feira, outubro 09, 2013

Verdades aos pedaços com calda de mentira grossa: a saúde em Cuba

Qual o valor de uma informação proveniente de quem sempre se manteve apoiado em mentiras? 
Arguably, the United States has the highest share of world-class hospitals. Ask health care professionals about the best hospitals in the world and you will hear names such as John Hopkins, MD Anderson Cancer Center, Harvard Medical School and the Cleveland Clinic.With $800 billion spent annually on U.S. hospitals, the United States has the best-funded hospital infrastructure in the world.Why, then, does the United States only manage to have the same life expectancy as Cuba, an economically underdeveloped nation? Is the U.S. health care system doing its job right? To put the question more broadly, how can we judge the performance of a health care system? (...) [Health Care and Productivity - The Globalist http://bit.ly/GNBrkN via @theglobalist]
Em primeiro lugar, os dados utilizados para comparações entre países, fornecidos pela ONU, têm como fonte primária, os serviços de pesquisa dos países que, no caso de Cuba, não são avaliados criticamente por uma mídia independente, pois se trata de uma ditadura. Você confia em dados fornecidos por ditadores?
Em segundo, os EUA são o país que mais recebe imigrantes no mundo e, dentre os quais, pessoas que vêm de sociedades miseráveis, sujeitas a enfermidades que não têm condições para planos de saúde privados e que, muitas vezes já estão com sua saúde comprometida, tendendo a uma pequena expectativa de vida. Por outro lado, como em Cuba há uma significativa taxa de emigração e redução da natalidade, o número de idosos tende a aumentar em termos proporcionais, isto é, a expectativa de vida aumenta não porque novas gerações tenham acesso à melhores serviços de saúde, mas porque uma significativa parcela de indivíduos foge daquele país, outra não nasce mais como no passado e os mais velhos vão se tornando um grupo percentualmente maior. 
Há muitas maneiras de contar uma mentira, uma delas é destacando pequenas parcelas de verdade do contexto geral.

terça-feira, outubro 08, 2013

Proselitismo irresponsável e covarde

Sobre: Is Rioting Revolutionary? | Adbusters Culturejammer Headquarters https://www.adbusters.org/blogs/blackspot-blog/rioting-revolutionary.html via @adbusters
"O que Foucault e os maoístas estavam debatendo vai ao cerne de como imaginamos que a mudança revolucionária terá lugar. Será que a revolução será uma insurreição descontrolada - cujos sintomas incluem saques nas ruas de Londres, por exemplo - onde a raiva do povo contra o consumismo é totalmente liberada e os seus juízos implicitamente confiáveis?"
Eu simplesmente não entendo a cabeça desse pessoal, ou melhor, entendo sim! Mas não consigo entender como não percebem a contradição no que escrevem, no que dizem... Veja isto acima... O saque é um protesto contra o consumismo? Claro que não, saque é só saque, protesto contra o consumismo seria não consumir. Ou ao menos restringir substancialmente o consumo.
"'É a partir do ponto de vista da propriedade que há são furtos e roubos', Foucault insistiu no final de sua discussão. Quando vemos sempre saques, mas nada como ladrões e nos recusamos a conceder-lhe o status de um ato político consciente, uma explosão de 'justiça popular' contra um sistema corrupto e corruptor capitalista, estamos assumindo o ponto de vista das muitas forças que estamos tentando derrubar. O mesmo vale para quando nós condenamos qualquer ato insurrecional que não é acompanhado por um panfleto (tract) insurrecional."
Esta não é a questão, ninguém está negando o status político deste movimento aparentemente caótico, não é por ser político que é correto, nem tudo que detenha a pecha de 'político' é adequado, idôneo, probo etc. O movimento caótico, violento, anti-propriedade não passa de um espasmo de violência sem foco que na ânsia de destruir não traz em seu âmago nenhum projeto de construção. Então a Justiça tem que ser a da massa? Ah! Mas este Foucault merecia um linchamento para provar de seu veneno. Não vai dar, já que morreu...
Quando se fala em propriedade não se trata apenas de um naco de chão ou qualquer outra coisa, mas de todo um conjunto de relações que permitiu sua constituição. Que quer o filósofo? Destruir a tudo isto sem mostrar o que pode nascer em seu lugar? Os recursos quem mantém toda a gente que teve tempo para participar dessas manifestações são decorrentes da extração de um pedaço dessas relações, do que originou um produto chamado propriedade.
O cerne de tudo isto, no Reino Unido, na França e agora no Brasil é um foco errado, cujos parâmetros estão deslocados porque falta um ingrediente moral. A que eles supostamente têm é contra o capitalismo, mas nem sabem como este funciona, como este se constituiu e sem a moral, que os manifestantes rejeitam, não teríamos nada disto que construímos e que sustentam a gordura desses manifestantes. Aqui, uma dica de leitura sobre o ocorrido: Britain’s in crisis: the real causes of chaos on streets http://shar.es/EHi1q via @CityAM
Quando eu era garoto assisti um filme empolgante na Sessão da Tarde, que tratava de um homem vingando sua mulher, estuprada por outros três em uma paisagem apalachiana. Ele o faz, executa um a um e quando volta vingado para o acampamento, a polícia o está esperando com outros três, com as mesmas características. Sabe.... Se Foucault vivesse hoje poderia ser facilmente confundido com um skin head com aquela carequinha dele e levar uma tunda de laço da turba enfurecida...


"Quick to judge
Quick to anger
Slow to understand
Ignorance and prejudice

And fear walk hand in hand..."

-- Witch Hunt, Rush

sexta-feira, outubro 04, 2013

Doutrinação e reação doutrinária

Sobre: Universitário se recusa a fazer trabalho sobre Marx e escreve carta http://glo.bo/1g3YvZG #G1
Bah, que salada! Foi do funk ao Camboja! Uma coisa é ele procurar provar a ligação do autoritarismo com o marxismo (que há mesmo), mas outra é recorrer à teoria de Marx, que parece o que foi solicitado pelo professor. O que ele fez foi algo similar a criticar o liberalismo enquanto filosofia criticando a situação dos piores casos de sociedades capitalistas. Se o trabalho é sobre Marx, não é o mesmo que falar sobre a URSS; se o trabalho é sobre A. Smith, não é o mesmo que falar sobre os EUA. Agora se o objetivo do trabalho fosse estabelecer uma ligação entre teoria normativa e realidade histórica, daí sim. Mas pelo que conheço desses professores medíocres, aposto que não era este o intuito. Enfim, o que o garoto fez, à guisa de protesto, foi jogar a toalha e emitir um sonoro 'buáááááá', pois se ele queria mesmo provar a picaretagem de seu mestre (no que eu o apoiaria completamente) teria que fazer seu trabalho sentando a ripa no filósofo e expor o mesmo na internet com a nota atribuída para (novamente) provar que o seu professor não teve objetividade no trabalho. Objetividade e não neutralidade é a palavra certa para o trabalho acadêmico, uma vez que ninguém é neutro, por mais que se esforce.