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sábado, maio 30, 2015

Vitimologia do semanário Carta Capital II


Aquele video na passaeata em q pararam em frente à casa de professores q expuseram faixas de greve e os chamavram de FDP, mandaram tomar no .. e acabaram com um "vagabundos", alegando q gente q trabalha só protesta aos domingos...o outro q mostra um rapaz de camisa vermelha sendo ameaçado, os vários depoimentos dando conta de q nordestino é ignorante, etc...é tudo vitimismo?

Eu desabono esta atitude, claro, mas discordo de que toda greve seja sensata, economicamente falando. O DF, sob influência direta da presidência da república concedeu aumentos requeridos pelos sindicatos, como a CUT, que é um braço do PT e deu no que deu... O orçamento do Distrito Federal está quebrado, sobra apenas cerca de 3% para investimentos. Não se pode, esta é a conclusão, desconsiderar uma das maiores realizações de nosso legislativo que foi a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por isto entoo o cântico dos manifestantes "ah! que bom seria, se o PT entendesse de economia..."
Outra coisa que me chama muito atenção é que nunca vejo os sindicatos de professores discutindo projetos, currículos e o principal problema atual, a indisciplina. É como se não se existissem.
O professor ganha pouco? Sim, muito pouco. Isto ocorre basicamente porque há um excesso de oferta desta mão de obra de baixo nível educacional. Horrível ouvir isto? Sim, a verdade é horrível. Tempos atrás, nas gestões do FHC, quando os governos revelavam estatísticas desfavoráveis e não interferiam no IBGE ou no IPEA, li que 44% dos professores brasileiros sequer tinham o ensino médio. Obviamente que para empresários ou governos municipais pouco importa a qualidade se (a) há mão de obra para preencher as vagas se submetendo trabalhar por tão pouco e (b) a população (que é o cliente) não reclama da qualidade, mas sim se a escola não tem computadores ou se seus filhos são obrigados a usar uniformes. Nossa crise educacional é consequência da cultura geral do país, pais, professores e também governos.
Então tu viu um depoimento de um rapaz de camiseta vermelha que foi ameaçado? Tu sabe quantas fotos eu já vi de brucutus de sindicatos que agrediram "coxinhas"? Há uma famosa de um manifestante do MBL no RJ que foi agredido por três da CUT. Famosa este, sem nem falar em toda barbárie imposta pelo MST e congêneres Brasil afora. Um não justifica o outro, mas é óbvio que pela falta de repressão a estes grupos mais radicais, o país ruma a conflitos mais sérios. E isto vai ocorrer, infelizmente.
E acho sim que quem se manifesta durante os dias úteis, e ainda recebe 35 reais e pão com mortadela é porque não trabalha como alguém que precisa cumprir uma carga semanal completa. São manipulados pelos sindicatos. E qual partido está mais próximo destes? Tu saberia me apontar?
Em Brasília, no dia 27, dia da manifestação pelo impeachment havia paralisação parcial dos ônibus do DF para prejudicar o deslocamento em direção ao Congresso Nacional. Era ou não era um ato político de quem não necessita trabalhar como qualquer outro? E claro, como foi durante a semana, a maioria dos manifestantes não pode comparecer. Mas, no referido caso da campanha pró-impeachment dia 27 passado, como poderia ser diferente para se conseguir contactar a oposição? Fim de semana não há nenhum deles trabalhando e ninguém nos receberia.
Quem diz que "nordestino é tudo ignorante"? Quem votou no Aécio Neves? Quem foi às manifestações? Se disseram isto, não sei em qual contexto, nem quantos, só posso dizer que é porque votou na Dilma. E cá entre nós, não penso diferente sobre quem a elegeu. Aécio seria bom o suficiente? Não. Eu prefiro gente como Jair Messias Bolsonaro ou até o pastor Everaldo, mas se o melhor é inviável fico com o razoável.
Estamos entrando em um ciclo de recessão e será longo. Sofreremos consequências pesadas e isto tem tudo a ver com 12 anos de governo petista. Só desejo que Luís Inácio Lula da Silva não faleça, pois a morte é boa demais para ele. Ele não pode ser martirizado, pois isto sustentaria ainda mais o vitimismo que hoje assola o país. No entanto, isto daria mais pautas para um semanário que se auto-vitimiza para conseguir financiamento governamental.


sexta-feira, maio 29, 2015

Vitimologia do semanário Carta Capital


Sobre:
Leitor de CartaCapital é hostilizado por defensores do impeachment http://www.cartacapital.com.br/politica/leitor-de-cartacapital-e-hostilizado-por-defensores-do-impeachment-8794.html via @cartacapital

Caro Redator, a Carta Capital faz jornalismo, é o que se supõe. Mas, mesmo tendo sua opinião definida, ela não pode fugir aos FATOS. E o fato é que o cidadão supostamente assediado se incomodou com o teor da letra das marchas e não com o som em si. Se fosse pela segunda hipótese, ele teria sua razão. Analogamente, eu posso me irritar se meu vizinho está ouvindo funk nas alturas, mas não tenho nenhuma razão em demandar que pare de ouvir seu funk em volume permitido ou com o tipo de poesia que acompanha aquela cacofonia (com perdões à memória de James Brown, mas chamam isto de 'funk'...). Vocês da redação desta revista estão, cronicamente, posando de vítimas. O referido querelante se levantou e criticou os passageiros anti-petistas porque estavam entoando seus hinos. Que se criticasse o volume ou impropriedade, inadequação, importuno que fosse da algazarra, mas não pelo conteúdo da mensagem expressa. A partir daí não existe um direito, não há direito em censurar a liberdade de expressão alheia. Agora, se em algum momento alguém, individualmente, criticou a leitura da Carta Capital, este alguém é que tem que ser criticado e, não a turba, mesmo porque não se ouve tal manifestação em uníssono (ao contrários das músicas). Até aqui temos dois erros praticados por vocês:
1. Ignoraram a sequência de eventos, a cronologia, quem fez o que antes;2. Deturparam o fator causal, que não foi a leitura da revista.
  
Vocês dão a entender a opinião do grupo teria levado à esta discussão. Isto é um sofisma análogo ao eu ter sérias críticas ao fundamentalista religioso X e endossar o extermínio de todos que se devotam a tal religião. Eu posso discordar do conteúdo da sua revista, e com isto me integrar ao referido grupo da aeronave, mas nem por isto demando que se queimem todas as edições ou se chacine seus redatores da Carta Capital... Aliás! Quem costuma endossar este tipo de procedimento em outras paragens são grupos que muitos de vocês já dedicaram textos bastante condescendentes ou até mesmo de apoio. Conferir a este respeito: http://www.cartacapital.com.br/internacional/por-que-as-pessoas-escolhem-o-terrorismo-2653.html.

Vocês acusam o grupo de censurar e é exatamente o contrário que se passou, o passageiro incomodado com a festa bradou contra a mensagem adversa a suas crenças políticas e ideológicas. Quanto a ele, não o conheço, não posso criticá-lo enquanto pessoa, apenas sugerir que no Pyongyang Aeroporto Internacional de Sunan não sofreria nenhuma crítica pelo apreço demonstrado a tal "ilibada" revista.

Atenciosamente,
Anselmo Heidrich


terça-feira, dezembro 13, 2011

Sensacionalismo ambientalista -- o caso da Carta Capital

Anos atrás li uma típica matéria sensacionalista do pasquim Carta Capital relacionando geopolítica mundial ao aquecimento global. Disponibilizo abaixo o ridículo texto original e a série de artigos que tive oportunidade de fazer como resposta:


Silêncio de Ensurdecer
Silêncio de Ensurdecer:: WebMaster :: A mídia custa a dar voz ao debate científico sobre o aquecimento global.A repercussão internacional da matéria publicada pela revista britânica The Observer, no domingo 22 de fevereiro, embute uma omissão, como notou o escritor e jornalista australiano Tom Engelhardt em seu blog TomDispatch. Mas a forma como isso passou despercebido da maioria dos leitores e comentadores revela um problema quase tão grave quanto o do próprio aquecimento global.

domingo, julho 03, 2011

Uma carta surreal


         Nesta matéria, a Carta Capital faz o mais do mesmo, confunde tudo para eleger um culpado único. Da aprovação do novo Código Florestal brasileiro a ação da FAO e seu comprometimento de acabar com a fome na África, até a crítica aos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), tudo parece ser um conjunto de conseqüências que deriva da falta de vontade política.