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quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Cante o Hino, mas não esqueça do que realmente importa

(Foto: SBT)

Eu cantei o hino na minha infância na escola, várias vezes. Mas não era toda a semana… Só que antes de cantar o hino, as professoras perdiam uns 15min, pelo menos, botando ordem na fila. Hoje não se faz mais isto, mas se quiserem fazer, o que farão com quem não obedecer? Nada, porque não podem fazer nada. Este é o ponto.
Não sei se vocês viram isto?
Se os ‘animais’ que fizeram isto forem convocados para cantar o hino, como tu acha que reagirão?
Este é ponto. Não há o que fazer?
Tem sim e já está em operação no Mato Grosso do Sul. Chama-se Lei Harfouche, que é um lei que obriga os pais a assinarem um termo de responsabilidade pela conduta do filho durante o ano letivo. No primeiro erro, uma advertência; no segundo, uma compensação que vai de um pedido de desculpas até uma atividade social. Já é um condicionamento que desloca parte da responsabilidade para quem DEVE estar em primeiro lugar na educação: a FAMÍLIA.
Minha bronca com essa história do hino é o retoque estético da coisa como dar uma rebocada na parede para esconder a rachadura enquanto que a base do edifício está erodindo. Por isso defendo as escolas militares, porque é um conjunto que tem que funcionar e não uma parte para figurar em posts que o governo vai se aproveitar. E iria, né? Só a proposta de repetir o slogan do governo já demonstrava isto.
Agora pergunte qual é o problema da educação para um esquerdista e veja se ele não te diz “investimento” (leia-se, salário) e pergunte a um direitista e veja se ele não te diz “doutrinação”. A imensa maioria não lembra do maior problema: DISCIPLINA.
Anselmo Heidrich
28 fev. 2019

sexta-feira, maio 20, 2016

Acorde Irmão


Imagem: keepinspiring.me

Acorde irmão. Quando descobri que tinha câncer, a primeira sensação, após o choque inicial foi de é o que é. Não se luta contra fatos, se aprende com eles. E por que deveria ser diferente na política? Isto não passa de um grão de areia na linha de tempo desta praia, cujas forças que a moldam são tão imensas como correntes do oceano. Um oceano de poder... O que tu pode fazer? Quando um muro dividindo mundos era posto abaixo segundo os golpes de quem estava em suas sombras, vocês aqui celebravam a vinda do messias do ABC. O mundo já mudou, as consciências se abrem e desejo que haja tempo para ti saltar dos trilhos antes que esta composição te esmague. Não sofra, flua. Quer fazer algo? Quer resistir? Cara, não sofra mais. Os anos em que não nos sentamos para conversar, beber o chimarrão e nos olharmos nos olhos são como anos de uma prisão em construímos nossas celas. Chove nesta cidade e o frio que corta minha pele me revigora, mas pra ti parece uma lâmina que te sangra. Nesta aurora não há heróis no pódio, apenas alguém sendo com sua prancha numa onda incontrolável. Faça como os cardumes que se deslocam nas ondas gigantescas e tente sobreviver a tudo, alinhando a costa que muda de formato.
         Vocês tiveram 13 anos para tentar algo e conseguiram alguma coisa, mas o saldo foi péssimo. Agora levante a cabeça e reconheça o erro. Ficar neste luto só vai piorar tua saúde e ela começa e termina pela mental. Tu já caiu de um telhado... Milagrosamente, não sofreu muito. Mas insistir nisto, nesta birra doentia pode te trazer uma queda maior ainda. Apenas aproveite a vida, alguns artistas abastados não valem a luta. Chega desta mentira e perceba tuas contradições. Um mundo se renova, produz e cria. Tu usufrui dele e ao mesmo tempo advoga um retrocesso protecionista. Do que tem medo, de uma usurpação? Ela já existe, mas feita por quem te ilude. Eu gostaria muito de pensar que é assim, que alguém te engana, que alguém polui, que tu é uma vítima, mas daí eu seria o enganado. Não existe isto. É tu mesmo quem permite que a ilusão se instale na tua mente como um parasita pela falta de asseio e higiene. Tu busca um dogma de vida pulando de ideologia em ideologia, de religião em religião como um macaco de galho. Ontem foi o marxismo, hoje é o budismo ou a falácia da “antropologia da ação”, mas quem leva os louros são clePTocratas. Sempre se perde a liberdade quando se baixa a guarda e tu te abre procurando um pai, no fundo é isto, um Pai. Esqueça, até mesmo nós, os pais cometemos erros, quanto mais um formado por uma burocracia com interesses próprios.
Irmão, quem fala em bem comum, geralmente não sabe o que é ser comum, não sabe o que é ser civil, não sabe o que é a civilização. Não passam de darwinistas sociais em competição pelo erário armados a força da tradição, carimbos e canetas. Tiremos este poder deles, que pior não ficará.
Tu pode insistir na tua retórica, isto não importa para mim, sempre te amarei. Não ligo para este lixo decorado como não ligo para o time do torcedor ou o nome do velhinho na nuvem, apenas quero me lembrar da tua voz. Se possível uma gargalhada após uma boa piada.
Ou é isto, ou nossos filhos seguirão nossos passos em diferentes horizontes. Para nunca mais se encontrar.

Um abraço on line.
Anselmo Heidrich


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http://inter-ceptor.blogspot.com/
Fas est et ab hoste doceri – Ovídio
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quarta-feira, maio 15, 2013

Venda de crianças VS. Planejamento familiar



A argumentação do Fraga apresenta lógica e é consistente, mas só até o ponto em que ele descarta a crítica utilitarista ("um monte de gente fará bebês para ganhar dinheiro"), como "simplista". Ora, toda visão dele, de que é melhor vender os bebês do que abandoná-los (no que eu concordo) é calcada na utilidade deste bebê para quem o quer, mas não aceita a ideia de quem quer descartá-lo TAMBÉM procurará maximizar a utilidade de seu ato. Então, caro Fraga, ou teu argumento utilitarista vale para um lado, mas não para o outro? Se estiver lendo isto atente para o fato de que EU não considero tua proposta infundada não Sr., mas o que tem que ser considerado é que externalidades significativas surgirão desta equação simplista (daí sim) que usaste como solução, à guisa de solução, melhor dizendo. Eu não tenho ideia de como seria uma melhor solução, mas criar um mercado para transacionar bebês não deve ser a solução ideal. Bem... O que seria o ideal? Boa pergunta. Talvez, melhor de tudo, a esterilização, não compulsória é evidente.