Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

Compre o livro NÃO CULPE O CAPITALISMO nos links abaixo:




quinta-feira, março 29, 2012

Brasil fica atrás da China em ranking de direito à propriedade - Radar Econômico - Estadao.com.br

Depois desta, muita gente que diz bobagens sobre a China, sobre o capitalismo brasileiro e, particularmente, sobre a "social-democracia nórdica" deveria, no mínimo, rever alguns conceitos:
Brasil fica atrás da China em ranking de direito à propriedade - Radar Econômico - Estadao.com.br

U.S. Employment by Industry, 1940 and 2010 » Sociological Images

U.S. Employment by Industry, 1940 and 2010 » Sociological Images

A dependência mental do atraso econômico

O Complexo Industrial do Superporto do Açu é o maior empreendimento porto-indústria da América Latina e deverá movimentar, pelo menos, 350 milhões de toneladas por ano, entre exportações e importações, posicionando-se como um dos três maiores complexos portuários do mundo.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu possui área de 90 km² e receberá siderúrgicas, pólo metalmecânico, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, estaleiro, indústrias offshore, plantas de pelotização, cimenteiras,  termoelétrica e indústrias de tecnologia da informação.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu prevê atração de investimentos de US$ 40 bilhões e geração de 50 mil empregos.
Localizado no norte do estado do Rio de Janeiro e em construção desde outubro de 2007, o Superporto do Açu é composto por dois conjuntos de terminais que juntos totalizam 17 quilômetros de cais: TX1, correspondente aos terminais offshore, e TX2, terminal onshore desenvolvido no entorno do canal interno de navegação, com 6,5 km  de extensão,  13 mil metros de cais, 300 metros de largura e até 18 metros de profundidade.
A previsão é que a operação do Superporto do Açu seja iniciada em 2013.
LLX
Mas há quem veja aí um perigo:
Pouca gente sabe, mas está sendo construído no Rio de Janeiro o terceiro maior porto do mundo, o Porto de Açu, um projeto gerido pelo Eike Batista. Sua movimentação principal será a exportação do minério de ferro de Minas Gerais e a importação de automóveis da China. É a teoria da dependência gerando desenvolvimento, mas qual a qualidade desse desenvolvimento?????
Bem, o que dizer sobre esta besteira?
Eu aprendi (NA FACULDADE!) que as plataformas de exportação asiáticas, os NICs desenvolviam a produção só ao mercado externo e sua população não tinha acesso aos bens de consumo!!!! Esta é uma maneira tosca de tentar enfiar uma realidade complexa dentro de um pobre molde teórico marxista. No início, quando em poupança, a produção até pode encontrar pequeno mercado interno, mas uma ou duas décadas e isto muda completamente. Só cegos ideológicos veriam numa Coréia do Sul ou Taiwan um padrão de vida inferior ao da Argentina ou Venezuela.
E lembremos que o Japão nos anos 50 tinha a mesma fama que a China ainda que em declínio ostenta, a de produtor de baixa qualidade. E deu no que deu... Lembro-me nos anos 80 que "carro coreano" era símbolo de baixa qualidade e hoje vejam se não é a Hyundai que ameaça gigantes como a Toyota? Quanto ao valor hora, lembro-me também nos anos 80 que era de 0,34 centavos. Se nem por 0,50 trabalham mais é porque realmente muda rápido. Essa Teoria da Dependência é uma falácia, veja a Argentina, p.ex., que aprofundou este modelo falido desde o início. Quando "nacionalistas" falam, sobretudo no âmbito econômico, uma coisa é certa se suas ideias belluzzianas e da Unicamp forem adotadas, alguns benefícios no curto prazo, para declínio no médio, e gerações perdidas no longo prazo. Com intelectuais nacionais assim, a América Latina nunca precisará de interferência externa inimiga.

Blá-blá-blá verde, isso sim

"A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) disse que ninguém tem mais credenciais verdes do que o Brasil.
Isso é em parte verdade, por causa do etanol, das hidrelétricas. Mas tem outro lado. Estão fazendo mais termelétricas. O governo nunca conseguiu fazer um plano de transição para uma economia de baixo carbono.
A única medida de política econômica que eu conheço que o Brasil tomou nos últimos anos com um conteúdo ambiental foi o favorecimento a produtos de linha branca [eletrodomésticos] que economizavam energia.
O que você não tem é um projeto de país, de governo, em direção à economia verde, como a China está fazendo, com investimentos pesados em inovação. No dia em que eles tornarem a energia solar competitiva, vamos ter de comprar deles, porque eles estão investindo, nós não.
Por que não?
Falta um lugar onde se possa pensar essa política, porque isso não é uma política do Ministério do Meio Ambiente. Você precisa integrar o conceito de baixo carbono no planejamento econômico. Mas você tem planejamento econômico no Brasil onde?"
Diplomatizzando: Economia verde no Brasil: onde, como, quando, de v...: Parece que não só o Brasil, mas a própria ONU, e todos os demais personagens dessa comédia de erros, andam atarantados sobre o que fazer, co...
Ele dá algumas dicas, mas diz coisas sem sentido, como comprar a energia solar dos chineses. Ora, o que terá que se comprar serão os geradores apropriados, caso descubram modo de otimizar e de menor custo. Quanto às hidroelétricas, perfeito, só uma visão ambiental fundamentalista para ver nas mesmas um atentado ao meio ambiente.

terça-feira, março 27, 2012

Democracia e Liberdade: UMA NOVA REGIONALIZAÇÃO DO MUNDO

Texto excelente. Raras são as vezes em que um texto é bom por ser, ao mesmo tempo, didático e profundo. Este será um dos que usarei para afiar minha maneira de entender a estruturação de forças econômicas mundiais. Isto é geografia econômica de verdade e não o monte de baboseira ideológica que vemos por aí. 

Cf.: Democracia e Liberdade: UMA NOVA REGIONALIZAÇÃO DO MUNDO: Por Fernando R. F. de Lima. Ao longo do século XX, as formas de classificar os grupos de países mudaram rapidamente em funções dos e...

Democracia e Liberdade: DESINDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL?

Este texto, eu tenho endereço certo para enviar, sobretudo, para os auto-proclamados "nacionalistas" que acham que a edificação de muros comerciais é o melhor que se pode fazer em política industrial. Talvez, só a distância no tempo permita que vejam um novo ciclo que se estabelece às expensas dos equívocos em matéria de política tributária e orientação via BNDES. 
Cf.: Democracia e Liberdade: DESINDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL?: Por Fernando R. F. de Lima. O fato é que a indústria (que inclui a indústria de transformação, produção e distribuição de água, eletri...

Milton Friedman - 4 maneiras de se gastar dinheiro

O vídeo fala por si.

segunda-feira, março 26, 2012

Energy, geopolitics and engineers

Energy, geopolitics and engineers

The Geopolitics of Israel: Biblical and Modern | Stratfor

The Geopolitics of Israel: Biblical and Modern | Stratfor

União Eurasiana: mais um mito que cai por terra

Esta nota The Eurasian Union: two competing geopolitical visions deveria ser suficiente para provar que o projeto euroasiano não passa de um castelo de cartas. De um lado, Putin dizendo que o pólo rival à União Européia deve se construir sobre a infra-estrutura herdada da URSS e de outro, a China se expandindo a passos largos em direção à Ásia Central e ex-repúblicas soviéticas com acordos para fornecimento de combustíveis.
Êi, evolianos! Qual parte do comentário e da nota linkada vou ter que desenhar para vocês?! Ou será que sua Eurásia é assim tão única que despreza até a história do mundo definida a partir da escrita?

Geopolítica polonesa

Geopolítica é isso aí, direto no ponto, sem lero-lero academicista. O papel da Polônia, que George Friedman já aventou como uma futura nova potência é aqui tocado, de leve e suas relações com a Alemanha, Rússia e EUA:
The Geopolitics of Poland’s Evolving Relationships | Stratfor

Deadly Stalemate in Syria - In Focus - The Atlantic

Deadly Stalemate in Syria - In Focus - The Atlantic

CAPTAIN BEYOND -- Captain Beyond -- 1972


Onanismo epistemológico e estelionato científico

Quando li o, até então marxista, Manuel Castells em seu A Questão Urbana, ele deixava claro que não poderia haver uma teoria do espaço desvinculada da sociedade. Eu não concordo com isto porque acho que podemos, muito bem falar de encostas e isotermas sem mencionarmos as cidades, mas eu entendi o que autor disse. O que me espanta nesses 'espaciólogos', muitos dos quais geógrafos é que há uma necessidade muito grande de converter o espaço em uma categoria autônoma, auto-suficiente teoricamente, ao mesmo tempo em que criticam os positivistas por sua busca obstinada por um objeto e adoção da lógica-formal. Em contraposição, sua mítica 'lógica dialética' lhes indicaria, automaticamente, o objeto a ser estudado. Algumas situações que vivenciem me mostraram quão estúpida é esta forma de pensar: certa vez encontrei uns estudantes de física na USP, na época em que fazia meu mestrado e empolgado com este discurso dos geógrafos de então lhes perguntei:
-- Como vocês estudam o espaço? -- os sujeitos devem ter me tomado por um idiota ou, na melhor das hipóteses, alguém drogado e responderam com outra pergunta -- De que forma? -- Ou seja, não se estuda o espaço em si, como se não fosse uma condição entre objetos dada pela distância ou outras categorias. O vácuo em si não é o que o importa e as categorias utilizadas têm que vir acompanhadas de conceitos precisos e não meras metáforas com as quais estes pesquisadores se torturam em uma espécie de onanismo epistemológico.
Outro caso interessante foi quando tive aula (se é que aquilo podia se chamar assim...) com Ana Fani Alessandri Carlos e ao eu ter feito um comentário citando Richard Hartshorne, para quem as ciências não se dividem por seus objetos, mas por seus métodos, pois afinal, tanto a geografia como a biologia podem estudar o meio ambiente a supracitada professora me respondeu que cometi uma falha "porque Hartshorne é um neopositivista". E? E... Qual a sequência do argumento? Nada. Simplesmente parou por aí. 
Sinceramente, este pessoal, os espaciólogos têm que ser denunciados mesmo, com artigos e posts, pois o que fazem é um verdadeiro estelionato científico.
Cf.: Tomatadas: Tese central de Santos, Harvey e Soja é só "malabarismo retórico"

sexta-feira, março 23, 2012

O porque da insegurança nos bairros

Isto que a Jane Jacobs fala, eu vivi claramente desde meus tempos de criança em Porto Alegre, RS. Antigamente, as pessoas ficavam até às 20h na rua, em suas calçadas, com cadeirinhas conversando. E, aos poucos, o espaço público passou a ser esvaziado, com cada vez mais gente se refugiando em suas salas em frente aos televisores. Com isto a vigilância doméstica diminuiu e o crime, como senso de oportunidade -- a ocasião faz o ladrão -- passou a aumentar. 
Conferir: Trayvon Martin killing: George Zimmerman was part of a neighborhood watch. Do those actually decrease crime? - Slate Magazine

Qual o problema com os carros?

Eles não são o problema, são a solução perante um problema que as pessoas não definem, a cidade que querem. Sobre:
SP: 1/4 da área construída é só para carros - Cidade - Jornal da Tarde
Florianópolis também tem uma grande área destinada a estacionamentos, a vegetação ruderal. Se São Paulo tem tanto assim deve ser porque precisa. Agora, se há alternativa a isto é que é a questão, mas minha intuição diz que a cidade não seria tão grande daí. Não seria São Paulo como conhecemos. 
Acho que a alta do preço do petróleo contribuirá mais para uma transformação paisagística do que todo argumento de planejamento.

quinta-feira, março 22, 2012

Para que serve um DCE?

Tomatadas: Grupo Geo Corp é boa iniciativa: Fiquei sabendo hoje, no intervalo da aula, que alguns alunos da UFPR montaram um grupo para divulgar informações úteis para a futura profis...
Quando eu era estudante tivemos uma visita de um professor de geografia da Alemanha. Após tê-lo interpelado em uma palestra nos aconselhou, "pense em como em seu papel de geógrafo, você pode auxiliar seu país". Aquilo me soava à época como completamente non sense. E hoje, ao contrário, eu entendo perfeitamente. Antigamente, eu achava que o que orientava o trabalho acadêmico e/ou profissional era a ideologia ou, se preferirem, uma orientação filosófica. Só que, mesmo que as tenhamos, inclusive bem consolidadas, de pouco adiantarão se não tivermos capacitação técnica, um método ou agrupamento de métodos de pesquisa para atingirmos os objetivos necessários ao planejamento governamental ou empresarial. Você pode se comover e querer agir em prol dos necessitados com seu trabalho, mas a orientação ideológica não lhe trará nenhuma técnica capaz de ajudá-los em sua especificidade profissional. Será que esses garotos de DCE nunca pararam para pensar que não se constrói uma sociedade com paralizações, greves e atos públicos, mas sim com geração de emprego, que é dada em primeiro lugar pelas empresas privadas? Se só greve resolvesse algo, então seria fácil, bastaria parar com as atividades acadêmicas, inclusive parassem de estudar. Agora me digam, quantos desses estudantes de DCE se reúnem para levantar o acervo de uma biblioteca e sugerir outros títulos? Nesses tempos de internet, quantos desses estudantes pesquisam o ensino e mercado de trabalho para geógrafos em outros países e sugerem mudanças curriculares em suas universidades?
Agora perguntem quantos deles já foram escalados para trazerem trouxinha de maconha para a próxima festa do DCE?

segunda-feira, março 19, 2012

Mapa da Gestão Fiscal:Especial - Nacional - Política - Estadão.com.br

Mapa da Gestão Fiscal:Especial - Nacional - Política - Estadão.com.br

Mercado Comum de Influência Política

Cada vez que responsáveis políticos criam instituições perfeitamente inúteis, e que ainda duplicam o trabalho já feito por outras instituições existentes, mas reduzindo e limitando as novas a uma área geográfica específica -- neste caso o território da América do Sul, e o Mercosul -- eles estão, de fato e concretamente, gastando dinheiro duramente produzido pela população trabalhadora, e desintegrando o continente, que podia viver com o que existe -- a OPAS no caso da Saúde, o BID e a CAF no caso do financiamento, e dezenas de instituições de cuidam de "questões sociais" -- sem ter de gastar dinheiro com mais burocracia e mais prebendas para políticos e apaniguados.
Lamentável que isso ocorra, tudo em nome da integração, mas que vai atrasar ainda mais o continente...
Paulo Roberto de Almeida 
Diplomatizzando: Mercado Comum de Inutilidades do Sul: desintegrand...: Cada vez que responsáveis políticos criam instituições perfeitamente inúteis, e que ainda duplicam o trabalho já feito por outras instituiçõ...
Para mim, esta hipertrofia institucional tem, entre outras razões, o objetivo de lotear cargos e por vias indiretas, incitar o aparelhamento político de estados soberanos através de instituições supranacionais. Se a globalização é boa (e é), o caminho buscado por gente do naipe de um Requião não é o da flexibilização econômica e aumento da produtividade, outrossim o da burocratização que será, inevitavelmente, utilizada para fins político-partidários. Uma hegemonia na máquina pública contrária aos interesses individuais, bem entendido.

domingo, março 18, 2012

NA COCA, SAI!


Juizes cocaleros: sentencias al masticar, ao que parece...
Impagável esta crônica da irrealidade cotidiana na Bolívia, um bom caso para os casos de kitsch institucional, ou de surrealismo governamental, muito frequentes de serem encontrados em certos hermanos bolivarianos.
O autor da crônica poderia mencionar também que a Constituição boliviana reconhece mais de trinta línguas como oficiais, ao lado do espanhol, e igualmente válidas.
Mais um pouco e eles se aproximam da histeria de traduções e interpretações simultâneas da União Europeia, onde todos e cada um têm direito legítimo, e plenamente exercido de falar a sua própria língua.
Fico imaginando se deputados catalães, galegos, bascos, provençais, bretões, lapões, etc, não formularem também o desejo de se expressar nessas línguas regionais.
Vamos chegar perto da Bolívia, talvez...
A Justiça da coca na Bolívia
MAC MARGOLIS 
O Estado de S.Paulo, 18 de março de 2012 | 3h 06
Que a coca seja uma planta de propriedades possantes, ninguém duvida. Mastigada, a folha dessa árvore baixinha - uma dádiva da Pachamama, o nome indígena aimará para a Mãe-Terra - há milênios ajuda a espantar a fome e a fadiga. Triturada e composta com a química certa, produz cocaína. Agora, graças ao candor de um graduado juiz boliviano, ficamos sabendo que a coca também serve como acessório de jurisprudência.
Esta semana, Gualberto Cusi, magistrado da Corte Constitucional, revelou a uma emissora de televisão de seu país como resolve casos difíceis. "Quando o caso é complexo, jogo um punhado de folhas de coca em uma manta", explica. Dependendo de como elas caem, revela-se o veredicto. "Na coca, sai!", disse.
(...)

sábado, março 17, 2012

O açaí ganhou o mundo, mas é pouco

‎"O açaí é de importância incalculável para a região amazônica em virtude de sua utilização constante por grande parte da população, tornando-se impossível, nas condições atuais de produção e mercado, a obtenção de dados exatos sobre sua comercialização. A falta de controle nas vendas, bem como a inexistência de uma produção racionalizada, uma vez que a matéria-prima consumida apoia-se pura e simplesmente no extrativismo e comercialização direta, também impedem a constituição de números exatos." 
E devido a esta desorganização se sentem no direito de proibir a comercialização do nome por estrangeiros. Patético. 
A fruta ganhou o mundo? E os sucos, extratos, doces e marcas que poderiam ser comercializados, caso a propriedade fosse respeitada? Podemos mais, muito mais que a mera exportação da commodity, se tivéssemos segurança institucional. 

segunda-feira, março 12, 2012

Vital Signs: Serving Pink Slime at School Lunch; Teenage Smokers - The Atlantic

Vital Signs: Serving Pink Slime at School Lunch; Teenage Smokers - The Atlantic

Mercado editorial e doutrinação em escola pública andam de mãos dadas

"Pouco tempo depois, fui convidado por outra pessoa que trabalha nessa revista, igualmente por e-mail, a escrever um artigo sobre os atentados de 11 de setembro numa perspectiva geográfica. Recusei o convite com o argumento de que não sou especialista no assunto ..."
Tomatadas: O artigo que a Conhecimento Prático Geografia igno...: Tempos atrás, uma pessoa que leu um artigo que publiquei no site Escola Sem Partido me convidou por e-mail a escrever um artigo sobre o pr...
Vocês já devem imaginar como isto ocorre nas redações e departamentos acadêmicos: o sujeito enxerta a teoria ou corpo ideológico do qual é adepto inconfesso e pontua aqui e ali com alguns fatos de conhecimento público (veiculados pela mesma "imprensa golpista" que acusam...). O negócio é simplesmente engrossar o coro e, por mais que se tente fazer o contraponto, a calúnia funciona como cinzas jogadas ao vento, que se disseminam facilmente, até porque a mentira tem características de bordão facilmente repetido. 
Mas, como disse Castro, "a história me julgará"... Só que no nosso caso, provavelmente, diferente dele.

quarta-feira, março 07, 2012

Coelho sem sentimentos

http://medeirosrs.blogspot.com/2011/04/morrer-ou-viver-com-dignidade-feliz.html
A crítica de Marcelho Coelho ao filme sobre Margaret Thatcher:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/29749-uma-dama-e-seu-fantasma.shtml*
A princípio desprezo o que críticos de cinema dizem. São metidos a senhores do bom gosto e de avaliarem "mensagens" dos enredos. Hoje em dia então, a linguagem estética dos filmes é que está em primeiro lugar.
Tudo o que ele disse para criticar o filme só serviu, ao contrário, para me atrair. Sim, humanos com convicções têm uma história pessoal e sentimental. Psicologizar seria dizer que a ideia ou ideias são mero reflexo disto, mas não é disto que trata o filme e sim, de um angústia e luta individual onde a psiqué é o que existe, o maior obstáculo e força. 
Um parágrafo como este:
"O ideal do indivíduo determinado, incapaz de dúvidas, coberto de méritos, capaz de voltar-se contra tudo e contra todos, tem sempre a cercá-lo com uma irrealidade básica, que se materializa no ectoplasma do marido. Não é entretanto o fantasma de Denis, mas o de Thatcher, que continua a nos assombrar."
O que ele queria? Um documentário?
Ou uma crítica ao espiritismo? Seja lá o que a moveu, o que importa é a inspiração. Sem dúvida que eu queria ver uma crítica mais flagrante ao estatismo, mas daí leio um livro ou faço meu próprio filme.
_________________________
*O link só abre para assinantes.

sexta-feira, março 02, 2012