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sábado, julho 28, 2018

25 Anos de Redução Global da Miséria


Fonte da imagem e observação[*]
Enquanto nossos PhDs de Facebook se digladiam sobre censura, gênero, doutrinação e globalismo, dia 24 passado foi comemorado o 25º aniversário mundial da redução da pobreza. E não apenas em termos proporcionais (já que a população global segue aumentando), mas em termos absolutos mesmo.
No início do Século XIX tínhamos 94% da população mundial vivendo em pobreza extrema, com menos que $1,90 ao dia (ajustados por poder de compra atual, claro). Em 1990, este índice caiu de mais de 90% em 1820 para 34,8% e agora, em 2015 para apenas 9,6%. E ainda tem louco achando que o mundo vai de mal a pior…
No último século, mais que 1,25 bilhão de pessoas deixaram a extrema pobreza — o que equivale a mais de 138.000 indivíduos todos os dias. Se você levar cinco minutos para ler este artigo, outras 480 pessoas irão sair dessa condição de miséria também. Enquanto em 1820 tínhamos apenas 60 milhões de pessoas que não viviam em pobreza extrema, em 2015 eram 6,6 bilhões.
40% dos miseráveis que ainda restam no mundo vivem na Nigéria e na Índia. Segundo dados do Banco Mundial, em 2013 tínhamos 746 milhões nesta situação, dos quais 380 milhões residiam no continente africano, 86 milhões na Nigéria. Outros 327 milhões na Ásia, com a maior parcela na Índia (218 milhões) seguida da China que adotou, ainda que parcialmente, o capitalismo com 25 milhões. Outros 35 milhões estão na América do Sul (19 milhões), América do Norte (13 milhões, não esqueça que esta inclui o México), Oceania (2,5 milhões) e Europa (700 mil).
O que está acontecendo? Tomemos o caso indiano como exemplo: desde as reformas liberalizantes em 1991 que a renda média do país cresce 7,5% ao ano. Em cerca de 25 anos, a média nacional triplicou mais que no quartil anterior. Dos anos 90 até hoje, a taxa de pobreza indiana declinou quase 24%. Se tomarmos a casta mais pobre da sociedade indiana, a redução da pobreza foi ainda maior, 31%.
E na Nigéria? O PIB per capita nigeriano aumentou 800% desde o novo milênio, de $270 para mais de $2.450. Ainda é pouco para as necessidades do país, mas repare na velocidade dessa mudança e veja de uma maior perspectiva. É animador…
Se pensarmos em todo o desempenho econômico mundial a partir da Revolução Industrial entre os séculos XVIII e XIX, nós assistimos a uma segunda guinada histórica ocorrida a partir dos anos 80, com o processo de Globalização.
Não, não escaparemos do eterno fado humano de sempre carregarmos nossos problemas e com eles, nossos dilemas. O envelhecimento da população global que passa por essas transformações no mercado de trabalho e processo de urbanização é apenas uma aurora do que está por vir. A robotização e a genética nos imporão questões éticas de difícil resolução (o que é tema para outro artigo), mas com certeza, a pobreza absoluta será coisa de um passado distante.
Mas no atual presente não deixa de ser preocupante a ausência da América Latina no conjunto de países que estão fazendo sua revolução liberal, a única que deu certo. Onde estão nossas elites para conduzir isto? Na verdade, países como o Brasil e Argentina têm elites voltadas para trás, como se fossem lunáticos descendo escadas rolantes ao contrário.
Então resta a vocês formarem uma nova elite do pensamento. Esta é sua principal tarefa.
Anselmo Heidrich
28 jul. 18
[*] Baseado e adaptado de Check out @HumanProgress https://humanprogress.org/article.php?p=770 #HumanProgressData.

sábado, outubro 15, 2016

Meu chute do dia é... [acordo de defesa entre Rússia e Índia]


Um pouco longe daqui... Russia says to sign S-400 air defence deal with India http://ecoti.in/RyjpcZ via @economictimes

A versão pequena do míssil russo-indiano tem alcance de 300km. 

Rússia e Índia cercam a China. Se Trump ganhar, Putin ganha uma putinha (de quem Trump é fã e políticos ultra-nacionalistas russos já afirmaram que se Hillary levar, a tensão aumentará). Como os EUA tem disputa com a China em Taiwan e, mais além, a China com a Indonésia pelo petróleo costeiro, há uma configuração se formando para diminuir o poder chinês. 

Junte as peças.

domingo, janeiro 08, 2012

Índia e Brasil: interesses econômicos vs. interesses socioambientais


Se há algo de comum no desenvolvimento indiano e brasileiro em detrimento às questões socioambientais e consequências nefastas se repetem em realidades tão distintas (histórica, cultural e geograficamente) me pergunto se o fator causador não seja outro que não o empreendimento em si... A UHE Belo Monte, p.ex., levou em consideração a prevenção de maiores impactos ambientais, bem como o ciclo de cheias e vazantes hídrico (por isso a crítica ingênua dos 'globais' ao seu curto período de geração de energia). Na Índia, a 2ª maior população do mundo, com uma elevada densidade demográfica deve ser dificílimo não afetar comunidades locais em grandes projetos de engenharia, mas no Brasil, no vazio demográfico da Amazônia Legal? Não será este o motivo de formação militante de grupos como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento por Redução de Impactos (MIR)? O que falta a seu desenvolvimento são indenizações ou incorporações produtivas? Se merecem indenizações, me pergunto se são todos ou há "caronas" nesta história que aparecem da noite para o dia para "engrossar o movimento"?