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terça-feira, agosto 06, 2013

Fronteira Viva - 1

Hotel Kakslauttanen. Fonte: businessmagazin.ro
Sobre Finlândia-Noruega: Lapónia: "affaire" junto à fronteira | Presseurop.eu: atualidade europeia, ilustrações e revistas de imprensa
Este tipo de matéria me atrai porque trata de lugares 'esquecidos', enquanto que na verdade estão sob intensa transformação. As cidades da Lapônia estão na área onde a economia pode prosperar (petróleo e gás no Ártico):
 "Quando as coisas começarem a mexer no Ártico, Utsjoki estará bem no coração dos acontecimentos, a pouca distância, mas ao lado da Finlândia. Para que a Finlândia possa tirar proveito da proximidade do Ártico gostaria de encorajar as empresas a investirem aqui".
E, por enquanto, as diferenças de câmbio atraem trabalhadores finlandeses (e de várias outras nacionalidades) para a Noruega e noruegueses para o comércio finlandês. 
Uma questão adjacente (mas não menos importante) é qual o papel, ou melhor, importância do estado-nação nisto tudo? Sem ele, estes fluxos seriam mais intensos, produtivos, conciliatórios e ricos em termos culturais. Aí vai minha carga declarada de wishful thinking: isto é o futuro, cidades que formem redes urbanas integradas tecnológica e comercialmente, de modo que as divisões políticas do passado sirvam para confusas e herméticas aulas de história. 

quarta-feira, maio 15, 2013

Venda de crianças VS. Planejamento familiar



A argumentação do Fraga apresenta lógica e é consistente, mas só até o ponto em que ele descarta a crítica utilitarista ("um monte de gente fará bebês para ganhar dinheiro"), como "simplista". Ora, toda visão dele, de que é melhor vender os bebês do que abandoná-los (no que eu concordo) é calcada na utilidade deste bebê para quem o quer, mas não aceita a ideia de quem quer descartá-lo TAMBÉM procurará maximizar a utilidade de seu ato. Então, caro Fraga, ou teu argumento utilitarista vale para um lado, mas não para o outro? Se estiver lendo isto atente para o fato de que EU não considero tua proposta infundada não Sr., mas o que tem que ser considerado é que externalidades significativas surgirão desta equação simplista (daí sim) que usaste como solução, à guisa de solução, melhor dizendo. Eu não tenho ideia de como seria uma melhor solução, mas criar um mercado para transacionar bebês não deve ser a solução ideal. Bem... O que seria o ideal? Boa pergunta. Talvez, melhor de tudo, a esterilização, não compulsória é evidente.