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segunda-feira, março 07, 2016

Geopolítica da Grécia – 2



A posição estratégica da Grécia no continente europeu lhe confere um tratamento especial ao estado deteriorado de sua economia. Ou seja, sua importância à U.E. não é econômica, mas geopolítica.
(Imagem: newsweek.com.)

Escrevi isto algumas semanas atrás e editei neste post de dezembro de 2012:

Saca só... Se um país como a Grécia é um estorvo para qualquer parceiro ou conjunto de parceiros devido a sua organização interna (aqui penso na U.E.), qual ou quais seriam as razões para uma Angela Merkel (ALE) mantê-la ou desejar isto na união e não a expurgá-la de uma vez? Porque ela é uma importante 'porta' de entrada ao continente que deve ser vigiada. Deixá-la à deriva, sem apoio significaria expô-la aos perigos de uma migração massiva ou até coisa pior, infiltração, ataque, secessão e anexação. Veja aqui a situação e sua intermediação para o ocidente (cristão) e o oriente médio, particularmente Turquia, outro país fundamental para o equilíbrio regional (...) 
Interceptor: Geopolítica da Grécia – 1
http://inter-ceptor.blogspot.com/2012/12/geopolitica-da-grecia-1.html?spref=tw

Agora vejamos esta matéria do site da Folha de hoje:

Em mais um sinal de divisão entre países da União Europeia sobre como lidar com a crise de refugiados, Christiane…
http://folha.com/no1747186

Não é a toa que a Grécia, economicamente combalida e estruturalmente desajustada, tem uma importância fundamental para os países da União Europeia e para a Alemanha, em particular: ela é a principal porta de entrada dos imigrantes-refugiados. Por isto, em toda divisão e contenda com a Turquia, a Grécia tem um apoio em sua segurança nacional.

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Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

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quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Grécia e Alemanha: respondendo à Nivaldo Cordeiro em comentário sobre Demétrio Magnoli





Tudo bem Nivaldo, tua lembrança do rigor e necessidade de ajuste econômico sobre os estados perdulários está certíssima, MAS discordo de que a inflação na Alemanha na década de 20 tenha levado à ascensão do Nazismo. Ela levaria ao surgimento e crescimento de uma resposta revolucionária à tamanha crise, mas as 'cores' do nazismo tiveram particularidade específica que já era, infelizmente, consensual entre os alemães. Já no século XIX se partilhava das ideias de que um espaço vital - lebensraum - era de suma importância ao povo alemão. O que combinou com isto foi a noção de superioridade racial para dar a química explosiva que viria ocorrer. Porque se fosse assim tão simples, o nazismo bem poderia ter surgido na Rússia e, por que não o foi? E como se sabe, na Rússia surgiu algo tão ruim ou pior (já que perdura até os dias atuais em outros países), mas por quê? Só por causa da crise surgiu o comunismo? Não, pois dependeu também da cultura que se instaurou previamente que, no momento oportuno, se alastrou. Imagine que tu more em um lugar muito úmido, portanto insalubre, um pântano... As condições para a formação de fungos estão dadas PREVIAMENTE, agora vai depender de desleixo para que seus residentes desenvolvam um quadro alérgico. Porque uma resposta revolucionária ocorreu tem a ver com a crise econômica, MAS porque esta revolução teve esta ou aquela ideologia guiando-a, dependerá do que já existia culturalmente no imaginário de boa parte da população insuflada por malditos intelectuais.
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quarta-feira, setembro 02, 2015

O milagre grego é existir uma sociedade assim


Meio esquecida de nossa imprensa devido aos subsequentes escândalos de nosso governo, a Grécia é uma daquelas sociedades que aponta o que temos de pior em termos de organização. Irônico... Realmente, a história tem suas ironias, especialmente quando pensamos que lá se deu o início de nossa civilização ocidental...

terça-feira, dezembro 25, 2012

Geopolítica da Grécia -- 1


Saca só... Se um país como a Grécia é um estorvo para qualquer parceiro ou conjunto de parceiros devido a sua organização interna (aqui penso na U.E.), qual ou quais seriam as razões para uma Angela Merkel (ALE) mantê-la ou desejar isto na união e não a expurgá-la de uma vez? Porque ela é uma importante 'porta' de entrada ao continente que deve ser vigiada. Deixá-la à deriva, sem apoio significaria expô-la aos perigos de uma migração massiva ou até coisa pior, infiltração, ataque, secessão e anexação. Veja aqui a situação e sua intermediação para o ocidente (cristão) e o oriente médio, particularmente Turquia, outro país fundamental para o equilíbrio regional:



Greece's Geographic Challenge | Stratfor

Se as razões não são eminentemente econômicas podem ser de outra espécie, como geopolíticas. Quando tu não encontrar a resposta para algumas perguntas refaça tua pergunta. Pense no cavalo branco na cena do crime...

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domingo, fevereiro 12, 2012

Dependências


Perfeitamente... A cantora faleceu devido à dependência química dos barbitúricos, assim como a sociedade grega se destrói devido à dependência na alquimia do estado gerador de renda. O ponto em comum é que ambos apostaram na felicidade através de uma lenda.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Letárgicos vagões europeus

http://mikes.railhistory.railfan.net/imfile/15790.jpg
Por diferentes razões, a leitura deste artigo:

How Germany Gamed the Euro and Worsened the Crisis - James Angelos - International - The Atlantic, agradará tanto liberais quanto socialistas. A crise do Euro é explicada a partir da situação hegemônica alemã, como agravada justamente por ela, na medida em que ocorre um descompasso entre as economias. Os liberais enxergarão uma Alemanha arranjada, ao passo que tem que levar quase todo continente nas suas costas, os socialistas verão as economias mais atrasadas como objeto de sacrifícios permanentes que traz mais e mais desigualdade. Mas, para mim, o que impressiona é como a economia alemã, para não dizer a própria sociedade... Funciona como um motor. Tecnologia, câmbio, salário, consumo, tudo corrobora para uma alta produtividade deste ¼ de PIB da zona do euro. Então resta a dúvida, procedente, aliás, o que têm os outros europeus para vender para a Alemanha? O que uma Grécia, Portugal, Espanha, França, países com elevados custos de produção podem fazer para competir em um restrito mercado interno? Restrito justamente porque nem os próprios produtores alemães conseguem espichar a demanda de seus conterrâneos. Entre outras razões, os salários alemães não crescem na média dos outros salários da zona do euro. Mas, observando bem, o articulista foi esperto, demais até para livrar a cara de nações com orçamentos comprometidos, com suas contas atrasadas e governos cronicamente perdulários ao inverter o ônus das responsabilidades. De repente, lá pelo meio do artigo se percebe que de salvadores da União Européia, os alemães se tornaram seus algozes devido a sua elevada produtividade!? “Culpados pelo próprio sucesso!” Exceção feita ao baixo consumo alemão, que é um problema de fato há algo muito errado no raciocínio do artigo quando os méritos da economia se tornam um problema. A desaceleração da locomotiva pode iludir os vagões que querem velocidade, mas que nem sequer seguem bem atrelados.