Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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terça-feira, agosto 27, 2013

Qual o motivo para rir?


Esta é para salvar a honra da lógica portuguesa. Afinal, tem um monte de piadinhas infames sobre eles que não faz jus à verdade. Achar que o "voluntarismo linguístico" faz parte de nossa cultura e que é uma questão de relativizar o sentido das palavras, tudo bem, mas daí escarnecer de quem usa o léxico com mais rigor vai uma longa distância.
...

domingo, agosto 25, 2013

Mentindo de modo visualmente convincente

Sobre: Meu professor de História mentiu pra mim: Ilha das Flores, uma hipnose marxista em formato d...: Ilha das Flores é um curta-metragem de cerca de 10 minutos, escrito e dirigido, em 1989, pelo cineasta Jorge Furtado, do qual a Wikipedia...
Este filme foi realmente muito bem sucedido, inclusive com alunos que não suportavam discussões políticas em sala de aula, pois sua linguagem é realmente sedutora. E, para além do aspecto visual, ele soube captar (e dirigir) uma certa percepção ambiental do problema social, tudo isto em uma visão simplificadora sobre problemas complexos como se resolvendo o problema da pobreza toda produção de externalidades negativas fosse milagrosamente solucionada sem aporte tecnológico que é, em última instância, incrementado com capital e não contra o capital. Os alunos que foram devidamente doutrinados saem do ensino médio, após ver este e outros filmes, após assistir aulas, cujos debates são condicionados de modo maniqueísta por doutrinadores chamados, eufemisticamente, de 'professores' para cursos superiores de administração, direito, economia etc. sem ter o que contribuir para a sociedade, exceto por proporem taxar mais a atividade produtiva, de tanto que aprenderam a desprezá-la. 

Aqui, um exemplo claro do que digo:
"Conforme análise da figura acima, verifica-se que o aumento da produção aliado ao trabalho da mídia na busca constante de “criação de necessidades”, resulta em maior  procura por novos produtos e no estímulo à necessidade de compra. Os que possuem condições financeiras aderem ao processo do consumismo, aumentando a pressão sobre o meio ambiente; já os que sofrem com as precárias condições de alimentação, saúde e moradia, são excluídos automaticamente do processo e sentem os efeitos das desigualdades sociais."
E não se trata de um texto de um autor de 'humanas' (ciências sociais, geografia ou história), mas de alguém ligado à área ambiental, cujo modo de ver a relação entre sociedade e meio ambiente foi de tal modo poluída que a repetição de um marxismo tosco nem sequer é atribuída ao marxismo, mas a uma genuína "consciência ambiental". 

Quanto ao filme em si vejo a observação de quem "tem dono" estar em situação melhor a quem não tem, mais como uma crítica à propriedade privada do que à necessidade de controle estatal, embora ambas as determinações estejam intimamente ligadas. A mensagem que ficou clara, ao menos para mim é de que uma vez extinta a propriedade privada, todos seriam bem tratados, inclusive os desprezados seres humanos retratados na película cinematográfica. 


O que dizer disto tudo? O que mais sinto falta não é de uma rejeição a este tipo de mensagem subliminar, típica picaretagem de nossas elites culturais que professores e alunos desavisados engolem sem perceber ou questionar, mas sim a ausência de resposta a altura, com o mesmo tipo de linguagem ou melhor mostrando toda sua incoerência. Nós precisamos e devemos é incentivar a crítica à percepção crítica deles estimulando uma guerra cultural. É o único jeito de por fim a este monopólio discursivo que encontramos na academia, meios de comunicação e modismos intelectuais rasos.

quinta-feira, agosto 22, 2013

Detalhes sobre a crítica ao fanatismo de direita - 1

Fonte: leithalthinking.com
Defender a ditadura para acabar com outra é condenar uma futura geração à falta de opções sobre qual destino tomar e torná-la refém daquilo que, suposta, originou a revolta contra a opressão. Um ciclo vicioso sem fim. No passado chamado ouro de tolo, hoje surgem seus defensores como seringas descartadas nos parques. É um veneno ao alcance de qualquer um.

Sobre: A confusão mental dos seguidores de Olavo de Carvalho | Bertone Sousa
Gostei da crítica ao olavismo, com certeza, embora eu discorde da análise econômica dele do período da ditadura militar. O problema, p.ex., na questão agrária, não era a distribuição de terras, mas o emprego e este se dá com demanda pelo trabalho. Desejar isto para o campo é regressão política e econômica, pois o desenvolvimento para a massa de trabalhadores não está em semear e arar, mas em empregos urbanos que, por pior que sejam, ainda assim costumam ser muito melhores em remuneração. Sem contar o fato de que no meio urbano, as chances de crescimento profissional para as gerações vindouras são bem mais aprazíveis. 
Ainda, sobre a dívida externa, não é o problema, mas sim suas condições de rolagem. Desenvolvimento econômico demanda crédito, que é outro nome, positivo, para a dívida. Este é o problema, os juros que pagamos e não o montante, como ficou exposto. Se não foi exatamente isto que ele quis dizer, tudo bem, mas é um detalhe do qual tenho que discordar.
Quanto à suas críticas à dupla moral dos fascistas internéticos entusiastas do picareta, sou de acordo em gênero, número e grau, com certeza. Eu mesmo já debati com este Leonardo Bruno, o "Conde", tanto quanto foi possível e nossa discussão não raro resvalou para onde não devia, a mais pura agressão verbal. Trata-se de um covarde que se esconde nos rincões da selva amazônica... 
Mas, lendo o resto do artigo, quando ele acusa a oposição ao Jango de 'entreguista' já percebi que o apelo recorrente ao manancial de clichês com premissas falhas é brutal, tão avassalador quanto quando um olavette ensandecido apela para suas ridículas teorias conspiratórias. Jango, p.ex., não precisava ser 'comunista' para endossar ou adotar políticas estatizantes e controladoras que prejudicassem a liberdade de mercado ou que deixassem o estado brasileiro à mercê das máfias sindicais. Ora, dê o nome que quiser, o rótulo que quiser, mas ele foi um péssimo presidente e, claro, foi deposto de modo equivocado por um grupo de militares que também se mostrou incompetente para pôr o Brasil no rumo do desenvolvimento sustentável. 
Eu gostaria de parabenizar o autor pela crítica ao baixo nível e cafajestice desses seguidores idiotizados de um guru incoerente, mas também não poderia deixar de expressar que tenho muitas discordâncias sérias em relação ao que pensa. De todo modo é bom e salutar discordar de quem tem bom caráter, pois nos focamos no que realmente interessa, as teorias sobre a sociedade. 

terça-feira, agosto 20, 2013

Óbvio oculto para marxistas

Sobre: Tomatadas: IDH prova que crescimento econômico é fundamental....: Faz décadas que acadêmicos, ambientalistas, militantes políticos e burocratas da ONU esperneiam contra a ideia de que o crescimento econômi...
O que chama atenção a esta falsa dicotomia proposta pela visão 'estruturalista', para a qual o 'social' suplanta o 'econômico' em importância é que não se percebe que a renda é apenas um indicador e, como tal, expressão relações... Relações estas em que um índice econômico não é algo independente, autônomo, isolado, desvinculado de relações de independência em relação à políticas populistas de distribuição de renda, clientelismo governamental, ao mesmo tempo em que expressa uma maior dependência à agentes econômicos; que falar em "maior renda" significa falar em empreendedores, profissionais melhor capacitados, maior produtividade etc., elementos que geralmente dependem de um nível educacional mínimo. Que não se trata de criar cotas para uma minoria de uma minoria, mas de multiplicar vagas em sistemas de ensino básico.

Tudo isto é conhecido, mas apesar da obviedade, nossos críticos da necessidade de aumento do PIB veem a renda como algo no ar, algo que foi extraído como se já estivesse lá, no sangue dos pobres. Não se trata da criação concreta, da atividade real para a qual o dinheiro é só um equivalente geral de trocas, se trata de uma 'essência', um tipo de ouro que se debatem para tomar. 

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OBS: uma colega me chamou atenção, acertadamente, que é preciso mais do que o 'mínimo' em termos educacionais para formar uma classe de empreendedores produtivos. Obviamente ela está certa. Grato.

sábado, agosto 17, 2013

Do "Onde está o Amarildo?" ao "Onde está a Geopolítica?”

Neste artigo, José Roberto Bonifácio tenta destrinchar os meandros dos recentes acontecimentos no cenário político nacional e sua relação com a ordem institucional e como isto pode afetar o equilíbrio de forças regional. 
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Do "Onde está o Amarildo?" ao "Onde está a Geopolítica?”


Há poucos dias era exonerado o Comandante da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro (PMERJ), Coronel Erir Ribeiro da Costa Filho. No mesmo dia, poucas horas depois, num concorrido programa televisivo, eram entrevistados os ativistas que se notabilizaram pela cobertura das manifestações urbanas de junho e julho¹.

sábado, agosto 10, 2013

Anistia Internacional fala em direitos humanos enquanto pensa em classe social


"BBC Brasil: A atuação da polícia durante as manifestações gerou muitas críticas, com denúncias de abuso de poder e prisões arbitrárias. A própria Anistia se pronunciou sobre o uso excessivo da força e de armas não-letais.
"Mas se você não tem segurança em uma favela, como vai querer ter um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU?"
Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional
Shetty: Paradoxalmente, acho que foi a primeira vez que a classe média experimentou a brutalidade da polícia, porque para moradores de favelas essa experiência é rotineira, assim como para os povos indígenas. O que aconteceu foi infeliz, mas por outro lado foi um grande despertar para o cidadão brasileiro médio sobre como a polícia atua.
BBC Brasil: Na sua avaliação, o que precisa mudar?
Shetty: O país precisa de uma reforma profunda na polícia. Precisa de uma força policial unificada, de um banco de dados e de informações unificado, de um treinamento muito mais sério para o policiamento comunitário – um policiamento que ajude as pessoas, e não as prejudique. E precisa de uma reforma jurídica.
Temos que lembrar que o Brasil tem um dos maiores índices de homicídios violentos no mundo, e uma proporção significativa, de cerca de 20%, são de homicídios cometidos pela polícia.
A questão central é a impunidade. Nós visitamos o Complexo da Maré, onde 10 pessoas foram mortas, inclusive um policial (durante operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, em junho). Tivemos o desaparecimento de Amarildo na Rocinha (o pedreiro que sumiu depois de ser levado para a Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP, da favela, em 14 de julho).
A Anistia vem levantando esses problemas há muito tempo, e agora eles se tornaram mais visíveis para a mídia e para a classe média por causa dos protestos e do uso excessivo da força."
Bem, o raciocínio baseado em classes sociais é totalmente anacrônico para a questão proposta. A 'classe média' quem? Os jovens universitários que começaram toda esta balbúrdia representam uma classe? Acho que não. E a resposta, ensaiada, da unificação das polícias (embora eu concorde) melhoraria em que, especificamente? A resposta/solução do do secretário da AI parece não ter relação com o problema do jeito que foi colocado. Não vejo lógica nenhuma nisto.

terça-feira, agosto 06, 2013

Fronteira Viva - 1

Hotel Kakslauttanen. Fonte: businessmagazin.ro
Sobre Finlândia-Noruega: Lapónia: "affaire" junto à fronteira | Presseurop.eu: atualidade europeia, ilustrações e revistas de imprensa
Este tipo de matéria me atrai porque trata de lugares 'esquecidos', enquanto que na verdade estão sob intensa transformação. As cidades da Lapônia estão na área onde a economia pode prosperar (petróleo e gás no Ártico):
 "Quando as coisas começarem a mexer no Ártico, Utsjoki estará bem no coração dos acontecimentos, a pouca distância, mas ao lado da Finlândia. Para que a Finlândia possa tirar proveito da proximidade do Ártico gostaria de encorajar as empresas a investirem aqui".
E, por enquanto, as diferenças de câmbio atraem trabalhadores finlandeses (e de várias outras nacionalidades) para a Noruega e noruegueses para o comércio finlandês. 
Uma questão adjacente (mas não menos importante) é qual o papel, ou melhor, importância do estado-nação nisto tudo? Sem ele, estes fluxos seriam mais intensos, produtivos, conciliatórios e ricos em termos culturais. Aí vai minha carga declarada de wishful thinking: isto é o futuro, cidades que formem redes urbanas integradas tecnológica e comercialmente, de modo que as divisões políticas do passado sirvam para confusas e herméticas aulas de história. 

sexta-feira, agosto 02, 2013

Lula e Vargas

"Qualquer semelhança com o stalinismo não é mera coincidência, pois marxismo e positivismo são filhos siameses da mesma fé cega na ciência que permeou o século 19 e influenciou profundamente o Brasil, a ponto de seu lema — “Ordem e Progresso” — inscrever-se na própria bandeira nacional."
[O pai caudilho de Lula - Jornal Opção]

Stalinismo é prática, com quase nenhuma teorização que não passe de puro marketing. Mas, "fé cega na ciência" que confundia "lei natural'"com norma. Ciência não é assim.