Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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sexta-feira, outubro 26, 2012

Meu querido ofendículo

http://forum.darkside.com.br/vb/showthread.php?t=49945
Voltando à questão da diminuição da segurança e vida urbana por causa dos muros, estatísticas recentes me levam a concordar com meus colegas arquitetos e urbanistas, porém especificamente quando quando se trata de centros urbanos que permitem circulação de pedestres e uma certa "vida urbana". Tanto as observações de Jane Jacobs no seu célebre "Morte e Vida das Grandes Cidades Americanas" como estudos da Polícia Militar do Paraná conduzidos pelo comandante Roberson Bondaruk chegam à mesma conclusão: “A visibilidade é a melhor arma contra o crime. Tem um princípio que se chama vigilância natural”. Claro que câmeras de segurança, boa iluminação e uma portaria 24h também são outras medidas importantes, mas Roberson aponta: "Entre ter uma casa cercada por grades ou muros, a casa sem grades e nem muros acaba sendo mais segura. Uma casa que não tem muros, não tem grades cria essa barreira psicológica que é mais efetiva do que a barreira física. O que cria na cabeça do criminoso uma dúvida: será que tem um alarme, será que tem um sensor de movimento? Na dúvida, ele prefere assaltar outra casa”.  
Cf.: rendering freedom: Por que existem condomínios, quando que eles são p...: Legislações que estabelecem bairros estritamente residenciais de baixa densidade com recuos de ajardinamento, com terrenos grandes sem possi...
Gostei do texto, mas discordo em um ponto: cercas são sim mais eficazes que muros, justamente porque permitem a visualização e vigilância sem a mesma exposição da ausência completa de barreiras. Um ladrão pode achar que há uma armadilha em uma casa totalmente desprotegida, mas é só porque é algo novo, inédito na região, ao passo que quando todos ou a maioria adotar este padrão, logo deixará de causar dúvida e os assaltos ressurgirão. Sou totalmente favorável à visualização/vigilância maior, mas isto também implica no passeio público ser frequentado e isto, por sua vez, de segurança, como rondas policiais frequentes. Qualquer sociedade precisa de métodos preventivos de segurança, isto é bem sabido e consensual, mas aparentemente só lembramos disto e nos esquecemos da necessária e igualmente importante repressão, pré-condição para eliminação e educação de elementos desviantes. Quanto mais recursos para dissuadir o crime tivermos em mãos, melhor.

Quanto ao texto, vai muito além do excerto que me chamou atenção e ensejou este comentário.

quarta-feira, outubro 24, 2012

O problema não está só no analfabetismo

Sobre: Ciencia, Politica e Religião: A inteligência da elite social brasileira: Por Henrique Abel em 07/08/2012 na edição 706 Um dos preconceitos mais firmemente bem estabelecidos no Brasil é aquele que afirma que a culp...
Esta crítica abaixo é, parcialmente, correta. Em seu favor, o autor está certo sobre o papel decisivo na condução de um país por suas elites, de modo que realmente não procede atribuir o insucesso pelo desenvolvimento econômico e social de uma nação, exclusivamente, ao grau de incultura e analfabetismo de seu povo. M A S, só tem um detalhe: a formação de elites em qualquer sociedade com relativa mobilidade social depende sim de condições de aproveitamento do sistema educacional em vigor, como é o caso da Dinamarca onde já se registrou 100% das meninas frequentam até o ensino médio. Outras sociedades, caricaturadas como "burras", como é o caso dos EUA têm que ser definidas em que ou quais tópicos são deficitárias. Como é bem sabido este país peca pelo conhecimento de geografia e história do resto do mundo, mas a questão é em que medida isto contribuiria para a melhor eficácia do seu sistema econômico? Nós no Brasil, em contrapartida, temos o ensino obrigatório de geografia e história nas escolas públicas, MAS de que forma? Altamente ideologizados, com um ingrediente de ressentimento e auto-vitimização que parecem ser obrigatórios em nossos currículos. Então, sinceramente, se for desta forma, me pergunto como podemos tirar alguma vantagem disto? 

No entanto, o caso brasileiro é um pouco mais complexo, como suponho seja a maioria das sociedades que não devem ser explicadas apenas pelo seu sistema educacional. Perpassa nas relações de poder político brasileiras, seja no Império, na República, no Estado Novo, na Ditadura Militar, na Nova República etc., a base clientelista. O clássico Coronelismo, Enxada e Voto de Victor Nunes Leal teria que ser estendido para outras regiões brasileiras e não se limitar à Região Nordeste. É comum conversarmos com pessoas que dizem, claramente, não votar em candidato X "porque ele não nos dá nada". Ora! O que temos que ganhar? O certo seria exigir que ele executasse ou defendesse propostas A, B ou C divulgadas em sua campanha e programas. Portanto, atribuir o problema de uma sociedade, como a brasileira, ou criticar esta visão limítrofe de que tudo reside no analfabetismo ou analfabetismo funcional é deixar de ver o problema de um modo mais abrangente, o que deveria necessariamente envolver a cultura política vigente em uma dada sociedade, no caso, a nossa.

Mas, como disse, o artigo não é de todo equivocado. Concordo em parte com o mesmo.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Plus ça change, plus c'est la même chose

Beginning at 8:30pmET, we'll be live-tweeting analysis to complement the U.S. presidential debate on foreign policy. Want our non-partisan take on Libya or Iran while the candidates discuss those issues and more? Follow @Stratfor on Twitter

terça-feira, outubro 16, 2012

O futuro de minha geração – I

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/gente-um-tabu-a-ser-enfrentado

Por Anselmo Heidrich

Espero morrer antes de ficar velho (falando sobre minha geração)[1] cantava Roger Daltrey, vocalista do The Who, com seus menos de 21 anos. A indignação pela repressão discriminatória à geração que formaria a base da contracultura dos anos 60 dava lugar a um dos mais tolos preconceitos, o de que “velhos são ultrapassados”. Modas intelectuais e ideologias melhor formatadas também produziram este tipo de pensamento, de que o que é bom já se foi, ou dura pouco, ou pertenceu a uma “idade de ouro” impossível de repetir. Dentre tantos exemplos que podemos colher, vejamos este:

quinta-feira, outubro 11, 2012

Erro Hobsbawn

Artigo imperdível sobre o farsante chamado Eric Hobsbawn: 
(...)
A experiência comunista – trata‑se de uma opinião já amplamente aceita – é responsável por cem milhões de mortes, e impôs ao século XX o estigma de uma das épocas mais assassinas da história. Já se descobriu que o marxismo‑leninismo é, na melhor das hipóteses, um devaneio acadêmico e um eufemismo para engenharia social; na pior, uma máquina infalível de guerra, conflitos e genocídios. Os condenados a aturar o comunismo livraram‑se agradecidamente dele assim que tiveram chance. Antigos fiéis da primeira hora – de Andrei Sakharov e Leszek Kolakowski a François Furet – viriam a explicar detalhadamente como pessoas inteligentes como eles próprios puderam estar tão enganados. Humanidade, liberdade, a simples compaixão pelo próximo: nada disso preocupa Hobsbawm. Para ele, a União Soviética caiu porque, infelizmente, não aplicou os métodos adequados para o verdadeiro comunismo. 

terça-feira, outubro 02, 2012

O imbecil individual / The individual buster

Sobre:
Tomatadas: Uma nota sobre Olavo de Carvalho: Ao comentar o post A culpa da nossa direita , um leitor fez indagações bastante interessantes sobre o intelectual conservador Olavo de Carv...
"O Imbecil Coletivo" é um bom livro, mas "O Jardim das Aflições" é... Uma aflição! Olavo de Carvalho chega a defender a Inquisição Medieval com argumentos como de que pelo menos se tratava de um "devido processo legal", anteriormente ausente. Ora, se assim for, então qualquer déspota que tenha escrito o que faria também representaria uma "evolução institucional", uma vez oficializada a barbárie.