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quarta-feira, dezembro 21, 2016

A busca de causalidade perfeita em sociedade é um sonho de religiosos

 
O medo de uma sociedade livre é o medo da extinção da religião, a necessidade de controle das ideias e proteção dos templos não defende nenhuma fé em deus, mas só prova a fraqueza desta mesma fé.

O liberalismo leva ao marxismo.
Pode levar, assim como uma sociedade livre pode levar a sua ruína, também pode levar a sua redenção. Mas afirmar que leva ao marxismo como se houvesse uma sequência lógica entre uma coisa e outra é coisa de conserva porque eles creem que liberais não dão atenção à valores morais. Tolice, tanto dão que ninguém obriga um liberal a valorizar sua família, ele já o faz, só que sem que ninguém imponha isso. Mas os conservas não se satisfazem com isso, eles querem mais, querem que você se ajoelhe perante um deus, perante uma religião e que essa seja aceita pelo estado. Nem todos o dizem declaradamente, mas este é o ponto de partida deles, pode acreditar. Veja a que ponto chega a demonização do mercado livre quando vários conservadores dizem que o estado laico é um estado ateu e que a perda de valores e da moral é a consequência lógica disto tudo. Claro que não é isso que ocorre, pois se fosse assim, tribos não teriam deuses, em que pese não terem um estado. E o próprio cristianismo que tanto valorizam surgiu e cresceu sem e, mais ainda, contra um mega-estado na antiguidade, o império romano. Podemos, no entanto, digressar sobre a validade e/ou necessidade de organizações estatais, mas sob um ponto de vista prático, administrativo, funcional, mas nunca sob um imperativo ideológico que é o que está por trás do discurso conservador. Reitero que nem todos assumem isto, mas o que se pode concluir quando alguém diz que o liberalismo leva ao marxismo? Ora! Que se não queremos o marxismo proibamos ou, na melhor das hipóteses, regulemos o liberalismo, não é? Mundo doido: para impedir de acontecer uma ditadura, eu já me adianto com outra, só que sob o signo do divino. Para evitar o laicismo-ateísta (que é uma invenção mentirosa de conservadores como Olavo de Carvalho), eu me ajoelho perante a Cruz. Acha exagero? Então olhe para o leste e veja como muitos já fazem isto, só que para uma Lua Crescente...



segunda-feira, junho 22, 2015

Livre-arbítriofobia, na realidade


Excelente vídeo do Pirula comparando a HOMOFOBIA contra a CRISTOFOBIA, mas discordo em detalhes. O 'clima' antes da invasão do Iraque ou ISIS etc. não era pacífico, ou sequer menos tenso. Apenas não tínhamos ou não havia maior atenção midiática sobre a região como um todo (exceção feita aos países com conflitos internos graves ou protagonistas de crises internacionais, como Israel e Irã, respectivamente). 



sexta-feira, maio 29, 2015

Criacionismo, Estado e Liberdade


Sobre:
Deus criou a Terra? Na Escócia agora é proibido ensinar isso - Yahoo Notícias https://br.noticias.yahoo.com/deus-criou-a-terra--na-esc%C3%B3cia-agora-%C3%A9-proibido-ensinar-isso-175742341.html via @YahooBR

Se existe estado (e existe), uma educação pública tem que ser discutida. E não pode haver imposição de uma visão teísta, se este mesmo estado é laico. Pode-se, no entanto...
(a) rejeitar a existência do estado propondo a sua derrocada e, consequentemente, uma "anarquia pedagógica";
(b) propor a manutenção do estado, mas com independência educacional;
(c) sustentar o atual modelo, intermediário, "híbrido", com uma educação pública e outra privada, mas ambas se submetendo à diretrizes impostas pelo estado;
(d) propor um modelo totalitário na educação, com toda a atividade controlada pelo estado, na administração e "produção do conhecimento".

Eu fico com a 'b', que tem como diferença básica em relação a 'a' que o estado seja obrigado a garantir acesso àqueles que não teriam condições mínimas de arcar com o custo da escola, seja construindo-as e administrando, seja distribuindo vouchers etc. 

E quanto ao conteúdo do ensino? Qual tipo de doutrinação é melhor, uma vez que todas doutrinam? Eu prefiro a científica, mas com liberdade para o ensino religioso, caso os pais se sintam a vontade de impor isto aos filhos porque, deixemos a hipocrisia de lado, colocar filhos na escola, geralmente é imposição mesmo.

Haveria exceções? Sim, aquelas que atentem contra a vida do indivíduo que (ISTO É IMPORTANTE...) não teve a chance de escolher por si. Como, por exemplo:

- TESTEMUNHAS DE JEOVÁ QUE ENSINAM E NÃO PERMITEM TRANSFUSÕES DE SANGUE PONDO EM RISCO A VIDA DE SEUS DEPENDENTES;

O mesmo se aplicaria aos ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA que creem que a Terra existe só há 3.000 anos?

NÃO, pois isto é uma crença que não implica na imposição de se aceitar um risco de vida a outrem.

E os mórmons, de seitas poligâmicas, em tese extintas? Em tese... Se for consensual esta forma de matrimônio, ok. Mas, como sabemos, em boa parte dos casos não há consenso nenhum, mas até um tráfico de esposas. Agora, se surgissem seitas poliândricas, nas quais uma mulher poderia ter vários homens? Será que nossos fundamentalistas também acatariam-na em nome da "liberdade religiosa" ou se calariam como verdadeiros hipócritas que são?

Respondam sem mimimi.

sábado, janeiro 18, 2014

Fé - 01





Acredito, no entanto, que a fé, não necessariamente vinculada a uma religião, é importante para que se mantenha o rumo para o trabalho, estudos etc. em meio às adversidades da vida. Porém, quando isto se trata de regulação de nossa vida em comum através da política é simplesmente falacioso. Penso nisto quando vejo diferentes matizes de pensamento político, sejam mais à esquerda ou à direita ignorando por completo certos fatos que sinalizam contrariamente ao que pregam. Uma frase de que gosto muito e, cujo autor me falha a memória diz "crenças baseadas na paixão prestam um mau serviço à própria paixão". Apenas troque paixão por fé e corresponde ao que disse agora há pouco. É isso... Bom fim de semana.

sexta-feira, setembro 14, 2012

Liberdade de Expressão VS. Fanatismo Religioso / Freedom of Speech VS. Religious Fanaticism

Esta fúria é caricatural, como se fosse algo necessário para uma postura e ovação religiosas. Se eu fosse religioso diria que é totalmente fake. Não importa que seja uma foto de 2007 ou de 2012, o teatro é o mesmo. / This fury is a caricature, as something necessary for a religious stance and ovation. If I were religious I would say that is totally fake. No matter it is a picture of 2007 or 2012, the theater is the same. (Foto/Photo: http://mikesamerica.blogspot.com.br/2007/06/news-teasers.html.)

Um caminho mais fácil é, realmente, censurar o vídeo. No entanto, se quisermos evitar choques e mortes absolutamente desnecessárias porque fanáticos religiosos não toleram a liberdade de expressão podem se preparar, pois isto é só o começo.
"But Google is trying to do something much harder, and much more thoughtful, than that. As it said in its statement outlining its approach to freedom of expression, "We recognize that there are limits. In some areas it's obvious where to draw the line. For example, we have an all-product ban on child pornography. But in other areas, like extremism, it gets complicated because our products are available in numerous countries with widely varying laws and cultures."
E o conflito entre tais culturas é algo tão antigo que atribuir tal intolerância a uma "provocação" atual é fruto de uma ignorância produzida pelo relativismo cultural como norte ético.

sexta-feira, agosto 10, 2012

Qual religião que está em declínio? / What religion is in decline?

Religiosity Plummets In Ireland And Declines Worldwide; Atheism On The Rise
Aí está uma afirmação que eu desconfio. Talvez as religiões tradicionais sim, mas a necessidade de religião me parece estrutural. Mesmo os panteístas que se dizem "a-religiosos" são na verdade outro tipo. E há muito ateu que se considera "cientificista" que mistura metafísica com o mundo palpável e pior, com uma orientação política para a vida. Acho que mais do que a religião, o dogmatismo ainda viceja. E, sinceramente, acho que temos que lidar com isto, aprender a lidar... Só encontro "solução" em um "mercado de religiões" cada vez mais competitivo. Quando se banaliza, perde a força, quando se desencanta, não há mais o poder da mística.

sábado, fevereiro 25, 2012

Socialismos Cristão e Nazista

Sobre Política e Religião:

Goebbels’ reference to “Christ Socialists” (Christussozialisten) as opposed to “Christian Socialists” (Christliche Sozialisten) emphasizes the nearly evangelical nature of the struggle: An unadulterated return to Christ’s teachings, free of the temporal church, is the only way to German salvation. “The modern man is intrinsically a seeker of God, perhaps a Christman.... We modern Germans are something like Christ Socialists.” 
Even in private, without the requirements of political expediency that otherwise might have compelled him to cynical posturing, Goebbels similarly wrote: “Speaking does not help. Action! Be socialists of action. There is too little of that. Be true Christians!”’ This emphasis on an active morality, a “practical” Christianity, would be a continuous theme for Goebbels well into the Third Reich.

Para quem se interessa pelo tema há mais, do próprio Hitler:

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A ética é relativa


O sociólogo Peter Berger escreveu o livro :   

"Introdução à Sociologia".

Um dos seus capítulos tem um título estranho: "Como trapacear e se manter ético ao mesmo tempo". Estranho à primeira vista, mas logo se percebe que, na política, é de suma importância juntar ética e trapaça. Para explicar, segue uma historieta:

terça-feira, janeiro 31, 2012

Os benefícios da prática religiosa

O que eu já imaginava. E acho importante mesmo ter fé, independente de ser em um princípio, conjunto deles ou em uma entidade metafísica que, a princípio...representa um princípio:
Study of the Day: Religion Boosts Patience, Has Practical Benefits - The Atlantic

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Quando água e óleo se misturam

Interessante texto sobre a relação entre religião e economia publicado 7 anos atrás no Valor Econômico:


Economistas estudam a religião sob a ótica da oferta e demanda
Joseph Weber e Peter Coy ,
da BusinessWeek Valor Econômico - 29/11/2004 - edicão nº 1146

Economia e religião são como o óleo e a água, não se misturam. É verdade que Adam Smith sondou a religião no clássico de 1776 "A Riqueza das Nações". No entanto, a maior parte dos economistas considera a religião como um continente negro além do alcance de suas ferramentas analíticas.
Mas a religião é grande demais para ser ignorada pela economia, e agora esse abismo está se fechando. Uma nova geração de economistas da religião está seguindo as pegadas de Gary S. Becker, da Universidade de Chicago, que ganhou um prêmio Nobel por aplicar a economia no estudo do crime, das drogas e das interações familiares.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Intolerância contra intolerantes


Sobre Julgamento, tolerância e liberalismo | OrdemLivre.org, talvez eu tenha que reler o artigo, mas me pareceu um pouco confuso. Se exemplos fossem utilizados ao longo do texto, talvez ficasse mais claro.
Vamos lá... A tolerância é viável quando culturas -- chamemos de subculturas se elas participarem de uma mesma sociedade que porte outras subculturas -- ou comportamentos individuais também forem tolerantes uns com os outros. Isso é o mínimo que se pode exigir. P.ex., eu não aprecio o islamismo, mas o tolero se e somente se os religiosos em questão também tolerarem culturas que não apreciam na sociedade em que participarem. Isto é particularmente importante quando pensamos na questão da imigração e na formação de quistos culturais nas metrópoles ocidentais. Os imigrantes ou seus descendentes, que por acaso mantenham as culturas que os precederam ou apenas aqueles convertidos a um credo X também têm que se adequar a norma geral que porte uma base cultural e, se mantêm oficializada por um código civil. O que não dá para tolerar é que uma subcultura de origem externa ou mesmo interna possa se arvorar especial e, ainda por cima exigir que outros indivíduos a aceitem e, pior, se submetam a mesma.
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terça-feira, agosto 30, 2011

A mulher e as religiões


Interessante como as mulheres capitaneiam os processos de mudança mesmo...

O Novo Mapa das Religiões revela que o sexo feminino representa a maioria entre adeptos de 23 das 25 religiões listadas como as mais populares pela pesquisa, como a católica, a evangélica pentecostal, a evangélica tradicional, a espírita kardecista, a luterana e a umbanda. Segundo o documento, enquanto os homens abandonaram crenças, elas mudaram de religião. “O catolicismo, o candomblé e o budismo são religiões masculinas. Todas as outras são basicamente femininas”, acrescentou o coordenador.
Brasil pode deixar de ser o país mais católico do mundo em 20 anos, aponta FGV | brasil.americaeconomia.com
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terça-feira, agosto 02, 2011

Assassinos não precisam de coerência


Reinaldo Azevedo não me convence. Neste texto, ele discute o que já demonstrei em outro post, como a mídia tem deturpado o caso do terrorismo norueguês partidarizando os ataques covardes e insanos de um louco. Vejamos um excerto aqui:

segunda-feira, março 28, 2011

Desejo e magia




Como já devem saber Hereafter (2010) de Clint Eastwood trata da vida após a morte, mas sendo um filme de Clint não fica só nisto. Como Luiz Felipe Pondé já tratou, o filme trata da oposição entre a covardia e a coragem. Fui vê-lo esperando exatamente isto, mas não foi bem o que encontrei. Se pudermos encontrar o elemento coragem no filme se trata de encontrar meios para suportar a dor de perder alguém, mas não é tão simples assim... Quem o encontra, seu ente perdido através de uma “comunicação”, conexão mediúnica, acaba, em muitos casos, ficando pior do que antes. O final da história é, até certo ponto, açucarada e previsível, mas funciona como um pequeno e suave alento em função do verdadeiro tijolaço que é o filme. Duas das histórias compreendidas são petardos em nossa sensibilidade.