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domingo, março 22, 2020

A China é a culpada pela pandemia?


Isso isso… Eu sou um criminoso chamado “China”, ok? E a principal vítima depois da minha amiga chamada “Itália” foi eu mesmo, o “China”… ÔPS! Como eu posso ser o autor e a vítima do crime? Questão de linguagem, mas não a realidade dos fatos, pois quem comete é alguém e um país não é alguém, mas um conjunto. Conjunto ou coletivo de pessoas que pensam e AGEM diferentemente. Jornalistas e médicos presos por divulgar e denunciar o que aconteceu foram chineses, eles foram culpados também? Então, não seja idiota ao culpar um país inteiro, dê nome aos bois e troque este título ridículo demonstrando um mínimo de respeito pelas vítimas.

Imagem: “China Grunge Flag” (fonte): https://www.flickr.com/photos/80497449@N04/7378023376

terça-feira, setembro 18, 2018

Mourão e a Fábrica de Desajustados

O general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), presidente do Clube Militar (Exército Brasileiro/Divulgação)
O candidato a vice-presidente de Bolsonaro, Gen. Mourão diz que comentário sobre lares só com mãe e avó ser uma “fábrica de elementos desajustados” é ‘constatação’ https://glo.bo/2MHnXbK. Politicamente, ele falou besteira, mas cientificamente, isto tem que ser verificado (cuja afirmação não deve ser descartada a priori). É uma questão de prevalência e não de determinação. Em tempo, não gosto do Mourão, assim como não aceito o Bolsonaro e, simplesmente, detesto os bolsominions.
Se quiserem pesquisar: Site PubMed, search “delinquency” and “single mother”.
Agora, então ‘politicamente’ significa mentir ou omitir? Não, necessariamente, mas junto à crítica ou ‘constatação’, como preferiu chamar, Mourão tinha que passar um projeto em sua fala (ou até esperança), pois é para isso que servem políticos, em tese, melhorar uma situação atual. A simples constatação, supostamente verdadeira, sem apontar nenhuma luz no horizonte não passa de niilismo comodista, me perdoem a redundância. Se com poder, muito poder alguém pensa assim, como se pode esperar que seu apoiador com menos recursos pense e FAÇA diferente? Apesar de todos os pesares, de todos obstáculos e dificuldades, o reconhecimento destas deveria servir para traçar planos de recuperação, métodos de apoio ao indivíduo, caminhos, elucidação e também prevenção ao que se acredita ser um problema.
Quanto ao objeto em si da discussão é bem provável que seja verdadeiro, Ausência do pai contribui para criminalidade entre jovens | https://www.otempo.com.br/cidades/aus%C3%AAncia-do-pai-contribui-para-criminalidade-entre-jovens-1.249628 via @otempo, mas isto não deve servir para nos eximirmos de lutar por algo melhor como um verdadeiro guerreiro. Isto pode ser muito para um político brasileiro da atualidade, mas é o que se espera de um estadista e o mínimo que se imagina de um general.
Anselmo Heidrich
18 set. 18

sábado, fevereiro 11, 2017

Brasil: total de homicídios comparados


O total dos homicídios de todos os países em AZUL se aproxima do total de homicídios no Brasil, em VERMELHO.
Ah! Sim... Bom dia.

Fonte: MapPorn

domingo, setembro 04, 2016

A velha equação educação/desigualdade/crime está gasta


Um velho amigo, social democrata me argumentou que o problema do crime é a falta de investimento em educação e a desigualdade social. Minha resposta segue abaixo:


Discordo, se há criminosos em classes baixas, provavelmente, sua participação é irrelevante, assim como em outras classes. Aliás, essa retórica de "desigualdade social como fomentadora do crime" também não me convence. Em primeiro lugar, porque não vejo o Brasil como um país profundamente desigual e sim, bastante igualitário. Explico-me, a questão é semântica e este jogo foi também engolido pelos liberais, na medida em que se toma o hiato entre os extremos como prova de desigualdade. Ora, se temos uma imensa maioria numa determinada faixa de renda não temos uma grande desigualdade, mas sim uma grande porção demográfica em uma faixa de renda, isto é, uma homogeneidade de renda, o que também poderíamos chamar de igualdade. Desigualdade para mim, ao contrário, é bom, pois significa faixas diversas de rendimentos, o que não necessariamente inclui a pobreza. E, enquanto a desigualdade é um conceito relativo, a pobreza é um conceito muito mais objetivo, uma vez definido seus critérios. Há quem pense exatamente o contrário, por isso o primeiro passo é definir, rigorosamente, os conceitos em uma discussão e este é meu ponto de divergência: se assume como fato, definições dadas por professores que vem de geração em geração e ninguém para, para se perguntar o porque, sua origem e como funciona. Isso nos remete àquela velha discussão em nosso grupo no tópico sobre áreas preservadas: há 25 anos que leio e ouço dizer que resta apenas 7% da área de Mata Atlântica no país, enquanto que as mesmas ONGs que se alardeiam isto (SOS Mata Atlântica, por exemplo), se gabam de suas ações estarem contribuindo para a redução do desmatamento e reposição do bioma!!!! Ué?! Então não seriam mais meros 7%. E leio isto há 25 anos!!!! Algo me cheira muito mal nesta história toda, aliás, fede. E eis que agora, por causa desta polêmica da doutrinação nas escolas, eu retomo minhas leituras de livros indicados pelo MEC e me deparo com um dado de que a Mata Atlântica tem apenas 27% de sua área original. Esses 20% vieram de onde? Alguém replantou ou alguém está ignorando que propagou uma falsidade? Durante décadas. “Livro didático” dirão alguns... Sim, assim como os dados mais pessimistas foram divulgados por eles, com dados fornecidos pelo MMA e, antes, por órgãos ambientais como o IBAMA.
Qual o paralelo entre os dois problemas? Nossos órgãos públicos não têm feito pesquisas ou se pautado em pesquisas cientificamente. Eles agem e divulgam ideologicamente. Tudo bem, quem quer mentir, quem minta, mas o problema é por serem órgãos públicos, eles tem divulgado essas informações com meu dinheiro, com nosso dinheiro. Então, minha proposta é a extinção do MEC ou sua redução drástica para tratamento objetivo de áreas mínimas e essenciais, como português e matemática. Ah! E sobre esta teoria de que o crime advém da falta de educação, isto é relativo, pois o setor educacional reflete o que a sociedade já é. Para mudá-lo, o que desejo, o apoio a leis e procedimentos de leis já existentes, mais restritivos e punitivos tem que ser endossado. Não adianta ficar dizendo que a educação tem que ser isso e aquilo, quando a própria letra da lei é ignorada por quem mais deveria preservá-la. Insisto, onde estão os educadores do país para defender este instrumento jurídico essencial que ora se discute no país?
Lei Harfouche

Se nem quem mais deveria se interessar pelo assunto está informado sobre ela, o que posso esperar do setor? Os meus colegas professores estão preocupadíssimos em discutir como ensinar sexualidade a um aluno (assunto de foro íntimo, para mim), enquanto que isto sequer é observado:
Brasil, no topo do ranking de violência escolar
BBC Brasil - Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra professores

Minha contestação a tua visão é simples, eu não espero nada de promissor ou revolucionário vindo da escola brasileira. Não com este tipo de professor que predomina, que não está nem aí para os problemas reais do país, a começar pelo seu ambiente de trabalho e, além do mais, ainda incentiva alunos a irem para o campo de batalha destruir o trabalho e propriedade alheia. E eu os conheço.

Bom domingo,
Anselmo Heidrich

quarta-feira, junho 15, 2016

Jornalista diz: "europeus são afeminados e as mulheres estão em perigo"


Sobre estupros (eu diria 'estupros étnicos') na Europa:



[11:06, 24/6/2016] G.S.: Anselmo, esse assunto é um problema menor aqui. São jovens, quase todos do norte da África, que se aproveitam da imigração maciça de refugiados de guerra da Síria. A maioria absoluta dos imigrantes árabes não faz essas coisas e a maioria absoluta dos europeus de bem entendem que se trata de uma crise em função da guerra.
[11:10, 24/6/2016] G.S.: A violência no Brasil, inclusive contra as mulheres, é um problema infinitamente maior que a pior barbaridade daqui.
[20:23, 24/6/2016] ANSELMO: G., sabemos que o Brasil é muito pior, de longe, inimaginavelmente pior. Segundo dados já ultrapassados, mas que tenho aqui, de 2014, o Brasil tinha uma taxa bruta de homicídios de quase 60.000 a.a. Estava entre os 12 mais violentos do mundo, uma sensação de insegurança similar ao Afeganistão contemporâneo e, mesmo em estados relativamente mais tranquilos, como Sta. Catarina, se tem a maior ascensão proporcional de homicídios do país. Então, não tem comparação com a Suécia. Mas porque minha indignação? Porque é um dos maiores bastiões da civilidade mundial e sua decadência, um dos "menores problemas" como tu diz é perda de espaço para barbárie, perda de nossa esperança de ver um mundo melhor, pois a evolução não se dá só em escala temporal, mas também espacial. Claro, tu deve estar pensando "o que ele quer, que utilizemos critérios raciais e expulsemos todos?" Não, porque não se trata de raça e sim de cultura. Como há uma maioria integrada, o que tem que se fazer é deportação/repatriamento imediato do infrator para este tipo de crime hediondo. E se é nascido na Suécia, então a legislação branda tem que endurecer. É isto, esta é minha lástima.
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Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

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sexta-feira, junho 03, 2016

“Cultura do Estupro” não passa de um novo anátema para idiotas


Dilma condena cultura do estupro e segregação social em ato de mulheres no Rio http://hoje.vc/odwq via @jornalhojeemdia

Ah é? A chamada "cultura do estupro", este novo anátema foi criado justamente pela leniência jurídica brasileira, pelo discurso "politicamente correto" e pela imaginação socialista que vê em criminosos facínoras, meras "vítimas do sistema". É como se há décadas a sociedade brasileira fosse tomada por um surto de Síndrome de Estocolmo. O que a Dilma tinha que dizer, se é que ela consegue articular meia dúzia de palavras... É que temos que acabar com a Cultura da Impunidade. Ela teria crédito, uma vez falando com conhecimento de causa.

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terça-feira, fevereiro 16, 2016

GARANTISMO BENEFICIA CRIMINOSOS COM DIREITOS ILEGAIS


O que todos nós sabemos, mas vindo da boca de um juiz não deixa de ser uma réstia de luz no fim do túnel.  Bom saber que existem estes "linha dura" por aí:

"Além de criticar a imprensa, o juiz disse que a sociedade deve deixar de hipocrisia e acordar para realidade. “A própria imprensa, principalmente a televisiva, tem sido muito hipócrita. Ela está acuando os policiais. Quando um militar reprime com mão de ferro um criminoso, é criticado, sai na mídia maciçamente. Ele pode perder a patente, tem sua arma apreendida e pode também responder a processo. E tudo não passa de questão política. Mas quando o criminoso comete atrocidades dá-se apenas notinhas. Quando morre um bandido, a reportagem é divulgada a semana toda, e dizem que o policial foi repressivo. E quando morre um cidadão? Os policiais trabalham acuados. E quantos são mortos no serviço? Eles têm medo de reprimir porque são criticados pela imprensa. E ainda tem um órgão corregedor que cobra deles. Eu também dependo do trabalho da polícia para aplicar a lei aqui. A situação está ficando insustentável e perigosa. O criminoso não respeita a polícia. Não respeita ninguém. Ele faz o que quer. A sociedade tem que acordar e exigir mudanças. A hipocrisia é tão grande que tivemos recentemente um aumento no valor do auxílio reclusão, que é superior ao salário mínimo. Sou totalmente contra, já que criminoso ganha mais do que um cidadão de bem”. "
Cf. MAZELAS DO JUDICIARIO: GARANTISMO BENEFICIA CRIMINOSOS COM DIREITOS ILEGAIS

domingo, janeiro 17, 2016

Algumas agressões são toleráveis?


Hoje são afastados das piscinas públicas, amanhã do país. A falta de critério que assolou a administração pública alemã deixou um vácuo para a xenofobia, o nacionalismo e coisa pior que pode vir... Mas muito me espanta o silêncio da esquerda europeia (daqui nem se fala) contra esta típica violência machista. Por quê? O machismo muçulmano é mais tolerável que o simples machismo? A agressão sexual tem atenuantes étnicos?

Silêncio no universo... A esquerda fingiu não ter sido citada.

Cf. http://www.haaretz.com/world-news/1.697676?utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook


Só na virada do ano foram 100 relatos de agressões, assédios e até estupros em Colônia (ALE), e até onde li, 500 denúncias no país. Onde isto vai parar?

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segunda-feira, abril 14, 2014

Uma sociedade livre é uma sociedade que se defende


A Noruega tem o maior percentual de armas do continente (32%) europeu e a menor taxa de homicídios. Precisa dizer mais? Então, para quem contestar e clamar por "estudos sólidos", que tal este aqui de Harvard?

Harvard Study: No Correlation Between Gun Control and Less Violent Crime http://shar.es/Tqwe5 via Breitbart News
-----*Fiquem tranqüilos, pois não vou enfiar nenhum estudo com pesquisa de opinião mal formulada nesta página. 

A posse de armas não é um problema, nunca foi e desarmar o cidadão que possui arma registrada é um equívoco. A mais alegada das causas da violência, a desigualdade social também se combate também com a defesa da propriedade contra “empresários do submundo” porque achar que desigualdade social só desenvolve a violência de uma classe (baixa) para outra (média ou alta) é que é puro preconceito, o preconceito de achar que “pobre é tudo bandido”. Eles são os que mais sofrem e têm direito à também devem ter o direito à legítima defesa.
E o “velho oeste” existe, só que no velho país de sempre, onde se exclui o cidadão de seus direitos naturais (como a autodefesa) com falsas “premissas sociais”. Daí, não é a toa que temos mais mortes em cinco anos do que americanos que já morreram em todas as guerras travadas por eles. Cadê os hipócritas da Viva o Rio para comentar isto? Estão mamando em alguma teta ongueira?
A matéria acima sobre o referido estudo trata de correlações, mas o que ela diz acertadamente é quem acusa, pautando-se em uma suposta correlação... De que mais armas levam a mais crimes é que tem que provar isto, pois os dados mostram exatamente o contrário. Cansamos de ouvir que se diminuíssem o número de armas em posse dos cidadãos e até cessassem sua produção, a violência inevitavelmente diminuiria. Pois então, não diminui.
Por que é importante observar efeitos e estabelecer correlações? Para evitar equívocos de apontar causas genéricas a situações específicas. Quantas vezes não ouvimos dizer que “a desigualdade social é a principal causadora de violência”? Além do preconceito embutido de pensar no indivíduo pobre como causador da violência, como já comentado, há um equívoco metodológico nisto... Um fenômeno é medido pelo seu efeito e não pelo fator que o causa. O efeito é um sinal de que houve uma causa temporária ou que há fator permanente. Por analogia, vejamos a temperatura, que é o que medimos. Ela acusa que há uma causa temporária, como o deslocamento de uma massa de ar ou um fator permanente, a posição de certa localidade em relação ao Equador. Assim, não se mede a violência pela desigualdade social, mas pelo efeito que, supostamente, ela, a desigualdade gera. Há sociedades mais igualitárias, miseráveis no conjunto, com alto grau de violência (Etiópia, Quênia, Mauritânia etc.), há outras, bem “pacíficas”, mas extremamente autoritárias (Arábia Saudita, Irã), com uma violência institucionalizada, i.e., perpetrada pelo estado e não mensurada, pois não é sequer vista como crime. Então, primeiramente, temos que diferenciar causa de consequência.
Por isto, ninguém aqui diz que o número de armas causou menos mortes, mas que ele evitou mais mortes. A consequência lógica da autodefesa é a eliminação de certo grau de risco de vida. Isto, se chama isolar variável e como tal, uma variável é parte. Isto está claramente implícito, no sentido de que a posse de armas é parte constitutiva da solução, mas não a única solução para toda crise na segurança pública. Pensar em fatores únicos, essenciais é próprio do modo de raciocinar holista, mágico e não analítico, segmentador. Separar não implica em ignorar outras partes, mas de vê-las detidamente em particular para depois agregar com outras sequências de observações e concluir.
Indivíduos agem por estímulos, positivos, como a busca pelo lucro ou negativos, como o medo de sentir dor. No caso, a posse de armas é um mecanismo dissuasório e não uma panaceia, se é que me entendem. A violência não terminará, mas com o fim da campanha do desarmamento e os obstáculos postos para quem deseja obter armas legalmente, ela pode diminuir aos níveis anteriores ao próprio Estatuto do Desarmamento.
Como foi dito na matéria, o ônus da prova recai sobre quem acusa a situação de violência ser causada pelo número de armas, tão somente. Esta ladainha é repetida como mantra no Brasil e no exterior. Ora, se há um enunciado monocausal é este, de que ARMA, logo MORTE. E, claro que não é assim.
No discurso recorrente dos pacifistas e politicamente corretos, se insinua que a pesquisa barrada,  censurada seja a que cidadãos armados causam mais mortes e não o tipo de pesquisa que afirma o contrário. Presumir que uma pesquisa seja perseguida e outra não, é má fé ou sintoma do espírito de nosso tempo, no qual um dos lados sempre posa de vítima e acusa os demais de o estarem perseguindo. Bacaninha isto, dá para dormir em paz com pastilhas de falsa consciência.

terça-feira, outubro 15, 2013

Tolerância ∞ e entropia social

Sobre:
E: 
João e Paulo (por @diegoquinteiro) http://diegoquinteiro.com/joao-e-paulo/

O conto acima de Diego Quinteiro pressupõe uma explicação/teoria que parece lógica, mas não é, pois deixa detalhes importantes de fora. Se a causa da criminalidade fosse assim, fruto da desigualdade social os principais criminosos, os que dirigem máfias organizadas viriam das classes mais baixas, assim como teríamos muito mais criminosos do que temos porque ainda há uma imensa população que pode ser considerada pobre. O fenômeno da Classe C, uma classe média ascendente é muito novo e se a desigualdade fosse causa principal do crime teríamos a maioria dos pobres trilhando este caminho. Note que atribuir, a priori, a criminalidade ao pobre é, antes de tudo, preconceituoso, pois se esquece de ver que a maioria é constituída por trabalhadores que ralam para manter sua economia doméstica em dia. Para quem assiste canais de documentários como o ID – Investigação Discovery – sabe que há psicopatias que induzem ao crime. E boa parte dos crimes violentos é causada por doentes mentais, o que não quer dizer que não mereçam penalidades, só que estas incluem tratamento. Na maioria dos casos, pelo que sei, não há cura para isto, mas tratamento constante que implica em manter o interno recluso, apartado da sociedade ou com liberdade condicional porque ele oferece risco. Por outro lado, ao nos referirmos aos crimes sobre o patrimônio, furto etc., esses têm mais a ver com educação. Só que esta é muito mal entendida hoje em dia... Por educação me refiro ao condicionamento social mesmo. Veja que nós estudamos e trabalhamos porque (a) gostamos, (b) pode nos trazer benefícios, inclusive financeiros, (c) aumenta nossa auto-estima etc., ou seja, há uma série de incentivos pelos quais batalhamos diariamente. Estes seriam fatores preventivos que evitariam que o indivíduo fosse atraído para o mundo do crime. São importantes e com o lixo de educação pública (e também particular) que grassa no Brasil de hoje é verdade que não temos sido eficazes nesta parte da equação. Mas, mesmo que funcionasse bem ou, ao menos, melhor do que o caos instaurado hoje em dia, mesmo assim, não bastaria. Veja bem, eu não disse que “não serviria para nada”, mas que NÃO BASTARIA. Qual a diferença? Que a outra parte da equação, desde tempos imemoriais é que é necessário PUNIR, como estratégia de dissuasão para aqueles que a educação/condicionamento social não basta. E te pergunto, qual a força disto quando se sabe que até atingir a maioridade penal, alguém não será punido com encarceramento como qualquer outro assassino ou ainda terá sua punição (medida socioeducativa) sensivelmente abrandada? Além da impunidade que existe neste caso, o assassino jovem tem aí um forte incentivo ao crime, sobretudo ao assassinato porque ganha status perante colegas de quadrilha e gangue.
Quanto ao consumismo ser fator de desigualdade e crime é um equívoco. Isto é coisa de socialista redistributivo, para ser redundante, pois socialistas gostam de fazer caridade com o dinheiro alheio mesmo... Em primeiro lugar, o consumo sustenta e pode ampliar o comércio gerando empregos, isto é, diminuindo a pobreza. Ainda reduz o preço dos produtos devido a maior escala da produção permitindo o acesso aos produtos outrora restritos a uma minoria. Então é o contrário, exatamente o contrário do que diz o cérebro esquerdista. Agora, se a ostentação do consumo for causa de inveja, se há gente boçal que não sabe comprar e consumir sem se exibir, este é um problema de cultura que, definitivamente, não é o caso da maioria. Basta perceber ao teu redor, teus vizinhos e amigos, a maioria não age assim. Quando um garoto paga sua academia para praticar boxing, está consumindo e investindo na saúde, segurança, bem estar e condicionamento físico. A rigor, não está se exibindo, mas seguramente deve haver muito pitboy em academias que faz para ameaçar e se exibir. É justo pegar o exemplo negativo para condenar todos os outros? Claro que não. Agora, no dia das crianças dei brinquedos baratos para meu filho, porque são muito legais, carrinhos hot wheels para eu brincar junto com ele (custam menos de 5 reais!) e que na minha época eram muito mais caros. Ainda são importados, mas estão cada vez mais acessíveis. Também comprei giz de cera e papel porque ele adora desenhar etc. Estes brinquedos não são para ostentar, mas para brincar, aproximar pai e filho, aprender com o aspecto lúdico etc. 
Um economista antigo chamado Frédéric Bastiat disse certa vez que “se os produtos não atravessarem a fronteira, o soldado o fará”. O que ele dizia é que se não houver comércio entre as nações há guerra, invasão, possessão. Analogamente, para evitar que haja uma guerra social, como a que assistimos no Brasil, o comércio (consumo) tem que ser incentivado e, nosso governo deveria começar reduzindo impostos sobre o comércio e atividade produtiva, bem como desburocratizando estas atividades. 

Negar esta liberdade é que é incentivar o crime.

terça-feira, maio 28, 2013

Bom dia, por mais este dia

Recém nascido é encontrado vivo em tubulação de esgoto. Fonte: dailytelegraph.com.au
 O vídeo abaixo pode não ser tolerado por quem for mais sensível, ou não quiser encarar a realidade. Um bebê recém nascido foi encontrado com vida em uma tubulação de esgoto na China. Com 2,3 kg, o bebê foi jogado dentro de uma privada e acabou entalado, provavelmente, em um cano de 100 mm. Seu chorinho atraiu atenção de vizinhos que chamaram o resgate. Os pais, ou seja lá quem for que tenha feito isto, que tenha tentado assassiná-lo está sendo procurado. Foi salvo e sofreu pequenos cortes no rosto.
       Antes de mais nada deixe-me dizer algo, por mais que explicações sociológicas procurem causas mais abrangentes, como a política de um filho único pressionar casais chineses para cometerem o infanticídio, isto não é desculpa; filhos gerados fora de casamentos também não são desculpa para serem assassinados; acusar o governo em última instância por este tipo de atrocidade não é desculpa.
             Sei que Pequim tenta evitar o pior, uma bomba demográfica chinesa que crescendo menos de 1% ao ano significam milhões de seres humanos acrescentados. Se subestimássemos os dados chineses, como algo em torno de 1,2 bilhão ao crescimento de 1% teríamos uma população de São Paulo (município) por ano. Sendo que a produtividade agrícola não aumenta na mesma medida e seu PIB tem desacelerado, um inferno malthusiano se avista no horizonte. Mas, a moral não é matemática. E uma esterilização se configura como solução ética para monstros. Não chorar sob o leite derramado não significa se eximir de propor políticas de prevenção, que deveriam ser adotadas por qualquer infame que ache que o sacrifício e dedicação de seus pais não seja uma obrigação. 
A matéria:
Newborn pulled alive from sewage pipe in block of flats | thetelegraph.com.au
O vídeo:
          O mundo se divide em quem presta e quem não vale o feijão que come ou, no caso, o arroz.

quarta-feira, abril 10, 2013

Quando uma alternativa racional vira crime

Cf.: Offshore Leaks: as caixas pretas do poder global

Factoide isso ... Deve ter gente séria junto com bandido, mas o ato em si de deslocar tua renda para longe do fisco é que é o que ele parece querer criticar, então usa uma acusação, não provada no artigo e generaliza. O crime é o tráfico disso e daquilo ou o fato de colocarem o dinheiro fora de seus países? Veja que este "jornalista investigativo" parece confundir as duas coisas, provavelmente porque não parou para conceituá-las como se deve, em separado.

sexta-feira, março 22, 2013

Maioridade penal e minoridade moral


Só mesmo em uma sociedade que não encara seus próprios erros para não perceber a contradição flagrante entre a possibilidade de emancipação civil aos 16 anos e sua não responsabilização penal na mesma idade. A propósito, 16 ainda é pouco. 14 anos seria um bom começo, ainda que muito tímido. É inadmissível esta postura doentia de irresponsabilidade com aval pedagógico e pseudo-psicológico que alguns intelectuais e operadores jurídicos disseminaram e somos obrigados a pagar. Nossa sociedade tem fundamentos profundamente imorais justamente por causa disto.

domingo, abril 01, 2012

Armas e Liberdade

Velho texto que guarda atualidade em relação à segurança pública no Brasil e no mundo: 


saturday, july 17, 2004


Armas e Liberdade


por Anselmo Heidrich em 28 de julho de 2003
Resumo: Para se discutir a relação entre a posse de armas e cidadania é interessante observar o princípio de direito a propriedade e tecer algumas comparações com “sociedades armadas”, isto é, algumas das quais o direito a posse legal de armas é largamente difundido. Todos conhecemos a cantilena antropológica de que uma sociedade não pode ser considerada como superior à outra. Pois bem, exceto que se objetive algum critério não se pode mesmo. Não se podem ocultar sob um falso “relativismo cultural”, critérios objetivos para comparar determinadas sociedades. E a criminalidade é um deles com íntima relação com a posse de armas legais. 
Por Anselmo Heidrich (25/07) 
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