Boa entrevista, apesar de discordar da avaliação inicial de que a aceitação de Moro para o Ministério da Justiça seja um erro.
quinta-feira, novembro 08, 2018
O que prevê para o Brasil professor de Oxford que enxergou força polític...
quarta-feira, novembro 07, 2018
Mais autoafirmação ideológica na prova do ENEM
Professores em foto nas suas páginas pessoais na foto acima.
Mais afirmação ideológica no ENEM… A questão abaixo, ainda na prova de inglês comenta uma poesia de uma autora indiana sobre o seu inglês, um inglês misturado com sua língua materna, possivelmente o hindi (já que há várias línguas na Índia) e que isto revela sua identidade.
É verdade, nada a contestar, afinal a cultura que inclui a língua é algo extremamente dinâmico em uma perspectiva histórica e as migrações, influências da mídia, ainda mais hoje em dia tornam as mudanças inevitáveis. A questão subjacente é que isto posto em uma prova quer dizer o quê? Assim como a valorização de um “dialeto LGBT”, a prova em si não deveria apontar para uma fragmentação da comunicação como norte. Não se trata de negar a riqueza das particularidades subculturais, mas que neste momento a norma culta tem que ser valorizada, pois ela sim é fundamental para integração de vários povos em uma linguagem comum e não me refiro aqui, especificamente, ao inglês. Fazer o contrário seria como usarmos um sistema de pesos e medidas diverso do nosso porque há imigrantes anglofónos entre nós. E se tu achas a comparação muito forçada é porque nunca passou na cabeça que este grupo também é outro que deve ter sua identidade assegurada.
Reitero, em um momento e lugar, uma prova nacional de seleção para entrada na universidade em que se presume que um conteúdo seja uniforme a todos garantindo assim isonomia nas condições de avaliação é justo ressaltar (e cobrar) as diferenças?
A questão de inglês acima não cobra, exatamente, o domínio do léxico misto entre inglês e alguma língua indiana, mas ela colabora com um tijolo neste edifício ideológico que foi a prova do Enem 2018.


Anselmo Heidrich
7 nov. 18
segunda-feira, novembro 05, 2018
ENEM vem com essa droga de manipulação de novo!
Vá direto ao comentário (em português). A questão estabelece uma crítica à Khan Academy. Sabe o que é a KHAN ACADEMY? Um projeto que deu muito certo de um professor que dispondo de apenas $100,00 para investir em um negócio resolveu criar um site (no YouTube) para ensinar matemática (no que foi muito bem sucedido). O segundo texto é uma crítica a esta forma de ensinar, dizendo que “verdadeiros professores progressistas” … PARA TUDO! “VERDADEIROS”?! “PROGRESSISTAS”?! Quem o diz, senão os próprios que se arvoram “verdadeiros” e comprometidos com o progresso humano, ao passo que presumem que quem não o faz (não segue o discurso ideológico deles, claro) é, por oposição, falso e retrógrado.
Isto é DOUTRINAÇÃO FINA, o tipo de coisa que projetos de lei como o “Escola Sem Partido” não captam, não detectam e não processam. Por essas e outras é que esta discussão da ideologização do ensino não deve se encerrar no referido projeto de lei e ir além, muito além…
Cara, a KHAN ACADEMY é um projeto super bem sucedido que só PROVA que ensinar não depende de pretensos intelectuais acadêmicos pedagogos arrogantes, mas de gente que faz, de gente empreendedora. Sabe… Esse jogo podre de usar uma prova para passar valores de bostas fracassados aos alunos me dá ASCO. É este tipo de gente intelectualmente moribunda que abunda nas universidades brasileiras. Tenho NOJO disso. Acessem a Khan Academy e vejam com seus próprios olhos, ouvidos e mentes como esse professor sozinho criou um negócio lucrativo e que trouxe o aprendizado de matemática à milhões de pessoas.
Enquanto o espírito livre passa, os zumbis ladram. Só que eles ladram nas universidades e o Enem é um passaporte para ser doutrinado. Lixo.
Anselmo Heidrich
05 nov. 2018
05 nov. 2018
quarta-feira, outubro 24, 2018
Mano Brown detona pt durante evento pró Haddad no Rio
Detona, mas sempre, sempre defendeu o PT. Esse é o rapper que fala em "desigualdade", "injustiça social", coisas do tipo, mas parece não ter se importado muito com o sumiço de R$ 80 bilhões em 13 anos (por baixo). Agora, amiguinho do Lula, do Caetano, do Chico resolveu dar uma criticada só para ficar bem na foto porque viu que o barco tá afundando e como todo rato, quer sair ileso.
terça-feira, outubro 23, 2018
ENTENDA: BOLSONARO E BANNON!!! | Canal do Slow 62
Esse negócio de "extrema direita" cansa. Por que
não falar só "direita"?
não falar só "direita"?
Fala sério, o cara tá minimizando o potencial terrorista do
Islã.
Islã.
Agora, claro que confundir planejamento familiar com
controle de natalidade acontece mesmo.
controle de natalidade acontece mesmo.
Se Robert Mercer assusta por financiar a direita, por que o
Soros não por seu lado?
Soros não por seu lado?
Quanto ao desenvolvimento da I.A. e de estudos
comportamentais faz todo o sentido. Aliás, não sei como não se vai além nisto
na economia. Sei que existe, "economia comportamental", mas vejo
poucos estudos.
comportamentais faz todo o sentido. Aliás, não sei como não se vai além nisto
na economia. Sei que existe, "economia comportamental", mas vejo
poucos estudos.
Sabe o que é engraçado... Vendo esse Slow falando do Bannon
e suas estratégias de radicalização com sensacionalismo, me pergunto se ele
também não aprendeu algo, pois... QUE BAITA VÍDEO SENSACIONALISTA!
e suas estratégias de radicalização com sensacionalismo, me pergunto se ele
também não aprendeu algo, pois... QUE BAITA VÍDEO SENSACIONALISTA!
Mas qual o problema de querer "guerra contra a mídia
tradicional"?
tradicional"?
Slow diz que é um contrassenso um conservador querer
renovação, o que mostra que não entende nada sobre o que pensa um conservador e
o que ele entende por decadência.
renovação, o que mostra que não entende nada sobre o que pensa um conservador e
o que ele entende por decadência.
Outra coisa, isso que dizem do MBL. Exceto pelo erro dos caras foi
aventar ligações da vereadora Marielle do PSOL é mais um espantalho. O MBL tem
vários defeitos e se apressar é um deles, mas este grau de articulação com
admiradores do Bolsonaro e apoio recebido por conservadores estrangeiros, como
Bannon só mostra o desconhecimento de todos esses assuntos pelo youtuber. Na
verdade, Slow é quem está produzindo uma baita narrativa conspiracionista a
partir de pontos que combinam a partir de sua visão de mundo. E daí, por esta
"lógica", ele afirma uma conexão, com ares de causalidade. Cara...
Não gosto de bolsominions, tenho dois pés atrás com a ligação do MBL com
partidos, mas uma coisa é uma coisa, outra é procurar certezas onde só temos
especulações.
aventar ligações da vereadora Marielle do PSOL é mais um espantalho. O MBL tem
vários defeitos e se apressar é um deles, mas este grau de articulação com
admiradores do Bolsonaro e apoio recebido por conservadores estrangeiros, como
Bannon só mostra o desconhecimento de todos esses assuntos pelo youtuber. Na
verdade, Slow é quem está produzindo uma baita narrativa conspiracionista a
partir de pontos que combinam a partir de sua visão de mundo. E daí, por esta
"lógica", ele afirma uma conexão, com ares de causalidade. Cara...
Não gosto de bolsominions, tenho dois pés atrás com a ligação do MBL com
partidos, mas uma coisa é uma coisa, outra é procurar certezas onde só temos
especulações.
Tá, agora eu fiquei irritado. Apontar boatos, fofoqueiros
sem responsabilidade, tudo bem, mas mencionar as redes tradicionais como a
Globo como "mecanismos sérios", ah vai... Tá de brincadeira? Uma
dica, pode baixar grátis na rede "A Indústria Textil" (sem
circunflexo, pois é referente à texto), de Janer Cristaldo.
sem responsabilidade, tudo bem, mas mencionar as redes tradicionais como a
Globo como "mecanismos sérios", ah vai... Tá de brincadeira? Uma
dica, pode baixar grátis na rede "A Indústria Textil" (sem
circunflexo, pois é referente à texto), de Janer Cristaldo.
Quase todas essas "plataformas de alta
credibilidade" que ele usa são meios tradicionais de um tipo de opinião,
enquanto que outros tradicionais antes de Bannon ser conhecido ou ter seu poder
estabelecido, como The Daily Telegraph, Washington Times, Weekly Standard,
Stratfor, Geopolitical Times e por aí vai nem sempre coadunando com o que ele
citou, não são sequer mencionados.
credibilidade" que ele usa são meios tradicionais de um tipo de opinião,
enquanto que outros tradicionais antes de Bannon ser conhecido ou ter seu poder
estabelecido, como The Daily Telegraph, Washington Times, Weekly Standard,
Stratfor, Geopolitical Times e por aí vai nem sempre coadunando com o que ele
citou, não são sequer mencionados.
O que Slow e outros não entendem é que muitos de nós não
queria Bolsonaro presidente, mas a incompetência do Alckmin, a pequenez de
Amoedo não foram páreo e não nos restou alternativa. Nosso voto é anti-PT por
razões similares a que ele acusa em Bolsonaro, ou por "suas fontes
confiáveis" e "mecanismos sérios"...
queria Bolsonaro presidente, mas a incompetência do Alckmin, a pequenez de
Amoedo não foram páreo e não nos restou alternativa. Nosso voto é anti-PT por
razões similares a que ele acusa em Bolsonaro, ou por "suas fontes
confiáveis" e "mecanismos sérios"...
Agora prestem atenção "pra mim não vai fazer diferença
porque eu acho que essas eleições já foram decididas há muito tempo",
"eu tô fazendo esse vídeo pra ver se vocês acordam", "não
subestime o método de campanha do Bannon porque ele vai convencer todo mundo de
que não tem problema nenhum"... Então, toda disputa acirrada entre os dois
candidatos não passa de teatro, é isso que devo concluir? Mesmo assim, nós
temos que acordar para o futuro, pois o presente já está determinado? E que poder
tem esse Bannon, não? Que vai convencer todo mundo, mas você, Slow, e vários
outros em teus "mecanismos sérios de imprensa" e tantos outros
milhões (já que a minoria envolve dezenas de milhões que rejeitaram os
conservadores vitoriosos) não foram manipulados. Peraí! Essa pizza tem pedaços
faltando, não faz sentido.
porque eu acho que essas eleições já foram decididas há muito tempo",
"eu tô fazendo esse vídeo pra ver se vocês acordam", "não
subestime o método de campanha do Bannon porque ele vai convencer todo mundo de
que não tem problema nenhum"... Então, toda disputa acirrada entre os dois
candidatos não passa de teatro, é isso que devo concluir? Mesmo assim, nós
temos que acordar para o futuro, pois o presente já está determinado? E que poder
tem esse Bannon, não? Que vai convencer todo mundo, mas você, Slow, e vários
outros em teus "mecanismos sérios de imprensa" e tantos outros
milhões (já que a minoria envolve dezenas de milhões que rejeitaram os
conservadores vitoriosos) não foram manipulados. Peraí! Essa pizza tem pedaços
faltando, não faz sentido.
Slow, escute... Quanto um relato é muito exato, em
sociedades, sempre tem algo errado. Nada funciona assim. Pense nisso.
sociedades, sempre tem algo errado. Nada funciona assim. Pense nisso.
quarta-feira, outubro 17, 2018
segunda-feira, outubro 15, 2018
Por que a Educação da Estônia Funciona?
DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DA ESTÔNIA — Estônia é o país da Europa com melhor desempenho no Pisa
É tanta coisa boa que fica até difícil comentar, maior investimento por aluno, apreço a leitura, pacto nacional por isso, aumento salarial, valorização de métodos tradicionais, com inovações quando necessário, interdisciplinaridade, esportes e artes no contra-turno etc. Mas o que mais me chamou atenção foi isso:
As diretrizes do ensino estão no currículo nacional. Mas como aplicá-las fica, em grande parte, a critério de cada escola. Isso significa que as metodologias e até mesmo os ambientes de sala de aula podem ser definidos de acordo com o plano dos professores. “O currículo determina os resultados gerais. A maneira de alcançá-los é escolhida pelos professores”, diz a ministra. O currículo é constantemente atualizado.“Na Estônia, as escolas e os professores desfrutam de um elevado grau de autonomia na tomada de decisões em todos os aspectos da aprendizagem e do ensino”, completa.Essa descentralização se tornou regra após a dissolução da União Soviética. Foi quando o governo decidiu dar liberdade às escolas, exigindo delas, por outro lado, a responsabilidade quanto às diretrizes.Cf. BBC As lições da Estônia, país que revolucionou escola pública e virou líder europeu em ranking de Educação — https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45605368?ocid=wsportuguese.chat-apps.in-app-msg.whatsapp.trial.link1_.auin
Anselmo Heidrich
15–10–2018
sábado, outubro 13, 2018
Drogas e Armas
Não há meios de se diminuir a criminalidade apenas com prevenção. Seria análogo a achar que se combate uma grave enfermidade apenas com boa alimentação, mas especificamente em relação ao artigo Inútil Repressão de Luisa F. Schwartzman, assim como a simples legalização não quer dizer que qualquer um poderia vender drogas (no que concordo com a autora), a simples expansão da permissão da posse de armas (uma vez que ela já existe, mas é dificultada) não significa que qualquer um possa ter porte autorizado (que é o que defende Jair Messias Bolsonaro). Não há só dois mundos, um com armas proibidas e outro permitidas, na verdade nós temos diferentes legislações para sua posse e uso com diferentes resultados em diversos países (e estados dentro dos EUA, p.ex.). Apenas como exemplo ilustrativo, Israel é um país com mais armas em proporção do que os EUA e não há casos que caracterizam uma epidemia de massacres como neste. Claro que muitos objetarão que são realidades muito distintas, a começar por sua extensão territorial e tamanho populacional, o que não procede a meu ver, pois se trata de uma comparação evidentemente proporcional. Pode-se sim objetar que há muitos outros fatores que entram nesta contabilidade, como a diversidade populacional, especificamente, em relação ao seu grau de instrução, p.ex., mas isto não contradiz meu ponto, pelo contrário, o reforça. O reforça na medida em que há mais variáveis que funcionam como fatores de aumento ou redução da criminalidade.
Não aprecio simplismos e me parece, daí sim eu concordaria… Que soluções mágicas como “armas para todos” debelem a criminalidade, mas sinceramente, a segurança pública brasileira está tão desestruturada (em boa parte pela legislação penal vigente) que acho, sinceramente, que o direito de posse de armas é poder participar da loteria e lutar pela própria vida. E esta questão moral não é irrelevante.
Anselmo Heidrich
13 out. 18
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