terça-feira, junho 11, 2019

Quem é quem na equipe de Zelenski

Andriy Bohdan, 2019.

Vladimir Zelenski tomou posse como Presidente da Ucrânia em 20 de maio de 2019 com um discurso de integração. “Somos todos ucranianos. Não há um maior ou menor. Cada um de nós é ucraniano”, afirmou, fazendo referência às minorias étnicas de seu país e apontando para a paz com a Rússia na questão do Leste ucraniano. As expectativas com relação ao seu governo e quem faria parte da equipe eram grandes e o Presidente respondeu com boa parte das indicações correspondendo a membros e colegas de ofício na área de comunicação, onde fez carreira como ator.
O primeiro nome, Serhiy Volodymyrovych Trofimov,foi encarregado como Primeiro Vice-Chefe da Administração Presidencial. Trofimov foi produtor e roteirista do estúdio Kvartal 95, canal de TV aberta operando desde 2003.
Outro colega, Ivan Bakanov, amigo de infância de Zelenski, que dirigiu o canal de TV Kvartal 95 a partir de 2013, e foi Presidente do Partido Servo do Povo, foi nomeado Vice-Chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia e Chefe da Direção Principal de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Direção Central do Serviço de Segurança da Ucrânia. Terá um papel fundamental na interação com a Verkhovna Rada (o Parlamento ucraniano).
Os profissionais oriundos da área de comunicação, sobretudo da TV, predominaram nas indicações para funções administrativas ou auxiliares:
· Serhiy Shefirm, co-fundador da produtora Kvartal 95, como Primeiro Assessor do Presidente;
· Yuriy Kostiuk, roteirista da Kvartal 95, como Vice-Chefe da Administração;
· Kyrylo Tymoshenko, fundador da empresa de comunicação Goodmedia, produtora especializada em anúncios políticos, o criador por trás dos vídeos de campanha de Zelenski, foi nomeado como Chefe da Administração;
· Andriy Yermak, advogado especializado em propriedade intelectual e produtor de cinema, que já foi assessor dos extinto Partido das Regiões, foi nomeado Assessor do Presidente;
· Ruslan Ryaboshapka, ex-Vice-Ministro da Justiça, que foi membro da Agência Nacional para a Prevenção da Corrupção, foi indicado para o Gabinete dos Ministros;
· Ruslan Stefanchuk, advogado, foi nomeado Assessor do Presidente e enviado como assessor presidencial ao Parlamento. Professor e membro da Academia Nacional de Ciências Jurídicas da Ucrânia, Stefanchuk é o visionário da equipe de Zelenski, o ideólogo da campanha presidencial e principal responsável pela reforma das instituições estaduais e jurídicas, e pelo trabalho legislativo.
Com exceção de Andriy Bohdan, não houve polêmica envolvendo nenhum dos nomes anteriores. Bohdan trabalhou para um dos homens mais ricos da Ucrânia, Ihor Kolomoisky, com um papel fundamental na campanha eleitoral do Presidente, recebeu o cargo de Chefe da Administração Presidencial.
Segundo opositores de Zelenski, Bohdan foi um oficial no governo do Presidente deposto, Viktor Yanukovych, razão pela qual estaria totalmente impedido de ocupar qualquer posto oficial. O governo atual discorda, afirmando que sua equipe não está infringindo a lei.
Ruslan Khomchak e Vladimir Zelenski2019.

Outro cargo importante acompanhado de controvérsia foi a substituição do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, trocando o general Viktor Muzhenko por Ruslan Khomchak. De acordo com o regulamento do Estado-Maior, o Presidente substitui o Chefe em conjunto com o Ministro da Defesa, o que não ocorreu.
A equipe de governo de Zelenski apresenta alguns nomes que não são consensuais, mas é formada na sua maioria por membros que não são agentes com tradição em funções de Estado. Este será um dos pontos mais lembrados ao longo da trajetória deste governo e, se esta estratégia for bem-sucedida, servirá como uma forma de avaliação para as preferências e métodos de escolha das equipes e governos precedentes.
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Fontes das Imagens:
Imagem 2 Ruslan Khomchak e Vladimir Zelenski2019” ( Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Khomchak_with_Zelensky.jpg

Originally published at https://ceiri.news on June 11, 2019.

sexta-feira, junho 07, 2019

O 12º Fórum de Segurança de Kiev

Jens StoltenbergSecretário-Geral da OTAN, e o ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko10 de julho de 2017.
O Fórum de Segurança de Kiev, realizado anualmente na capital ucraniana desde 2007, é o único encontro do gênero na Europa Central e Oriental. Criado pela organização Fundação Arseniy Yatsenyuk “Open Ukraine*, o encontro mantém discussões sobre a segurança nacional, no Mar Negro, na Europa e no mundo. Anualmente são reunidos políticos e representantes de think tanks europeus, americanos, russos e de países da região do Mar Negro.

Seus objetivos são:
  • Estabelecer um fórum independente de discussão para tecer estratégias de segurança global;
  • Reforçar o diálogo e cooperação no domínio da segurança entre União Europeia e região do Mar Negro;
  • Impactar o processo de elaboração de políticas na Ucrânia.
Neste ano, nos dias 11 e 12 de abril, o 1 2º Fórum de Segurança de Kiev contou com um número recorde de participantes (mais de 1.000), dentre os quais funcionários do alto escalão do Estado Ucraniano, diplomatas e representantes de especialistas de mais de 20 países.

Intitulado neste ano (2019) como “ Onda incansável: escolha estratégica da Ucrânia e do Ocidente”, o evento fez referência ao senador americano John McCain, grande apoiador da Ucrânia, falecido em 25 de agosto de 2018, que lançou livro homônimo.

Arseiy Yatsenyuk, organizador do Fórum é explícito em relação a como enxerga a origem do problema de segurança nacional da Ucrânia: “Qualquer tentativa de encontrar uma plataforma de negociação com Vladimir Putin e a Rússia, sobre o fato de que ele parou a guerra, é uma quimera”.

Na sua opinião, a Ucrânia deve receber armas de países ocidentais e ser incluída no sistema de segurança coletiva. O ex-presidente Petro Poroshenko ainda asseverou que se trata de uma luta pelo Estado ucraniano e se o futuro Presidente do país não traçar linhas claras, Putin entenderá como um convite à agressão.
Condoleezza Rice, ex-Secretária de Estado dos Estados Unidos, e Arseniy Yatsenyuk, criador do Fórum de Segurança de Kiev23 de setembro de 2007.
Embora o Fórum tratasse da questão da segurança nacional, os processos políticos internos são considerados como parte integrante de uma mudança estrutural necessária. Valores coletivos, liberais e democráticos fazem parte da identidade nacional, da sobrevivência ucraniana, ponderouDanylo Lubkivsky, assessor do Primeiro-Ministro da Ucrânia (2014–2016). Em suas palavras:

Organizações internacionais determinam os limites do que é possível. Mas cabe a nós como expandimos essas fronteiras. E eu não estou aqui para ensinar os representantes de outros países, mas do ponto de vista de um ucraniano, eu acredito, que a Ucrânia tem uma palavra sobre o assunto. É a definição do nosso papel internacional, é um entendimento inegável de que a agressão contra nós é uma grande oportunidade para a transformação interna”.

Como o próprio Arseniy Yatsenyuk, o organizador do Fórum, declarou, “nosso caminho é democrático, efetivo, profissional e pró-ocidental” (grifos nossos), deixando claro sua posição anti-russa. E a posição de outros membros também tem sido pela expansão da OTAN na Europa. Hennadiy Kovalenko, vice-presidente de Operações Bilaterais de Cooperação e Manutenção da Paz da Ucrânia contestou a ideia de que as posições da organização nos Países Bálticos, na Polônia e na Romênia sejam suficientes para deter a Rússia. Para Kovalenko, “a Rússia só irá parar quando for forçada a parar, não antes”.

Como deixou registrado em entrevista, Brian Whitmore, investigador americano da política russa durante o 12º Fórum de Segurança de Kiev sobre as estratégias do Kremlin para o Ocidente, sua posição é de que, independentemente de quem seja o Presidente da Rússia, “qualquer projeto imperial russo começa com a Ucrânia, mas não termina com a Ucrânia”. Whitmore também considerou que, à revelia dos resultados da política doméstica, a Rússia fará de tudo para manter a Ucrânia em sua esfera de influência, afastando-a de alianças euro-atlânticas e utilizando os clássicos meios de pressão militares ou aliança com oligarcas ucranianos e corrupção.

A crise ucraniana, impulsionada por fatores internos, econômicos e os externos, mais especificamente a anexação da Crimeia e a intervenção e apoio russos no Leste, têm forçado a uma mudança no país.

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Nota:

* Fundação criada por “Arsen Petrowytsch Yatsenyuk, Presidente do Parlamento ucraniano entre dezembro de 2007 e setembro de 2008, e Primeiro-Ministro da Ucrânia de 27 de fevereiro de 2014 a 10 de abril de 2016. Sua orientação é pró-União Europeia.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Jens Stoltenberg, Secretário-Geral da OTAN, e o ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko, 10 de julho de 2017” ( Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Ukraine%E2%80%93NATO_relations
Imagem 2 Condoleezza Rice, ex-Secretária de Estado dos Estados Unidos, e Arseniy Yatsenyuk, criador do Fórum de Segurança de Kiev, 23 de setembro de 2007” ( Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rice_-_Yatsenyuk_2007_09_23_ukraine_600.jpg


Originally published at https://ceiri.news on May 28, 2019.

quarta-feira, maio 29, 2019

Moro perde o COAF: Por que foi uma vitória do governo?

Assistam e entenderão perfeitamente porque é lógico tirar o COAF do Ministério da Justiça, ou seja, de Sérgio Moro e deixá-lo com o Ministério da Economia, ou seja, com Paulo Guedes.

Nem sempre a lógica é ancorada em fatos, mas este garoto relaciona perfeitamente os dois.

Agora me respondam, os tais "idiotas úteis" só se manifestaram no dia 15?

Anselmo Heidrich
29 mai. 19

*Pensando seriamente em assinar o canal do cara.



segunda-feira, maio 27, 2019

As manifestações foram pau-a-pau


Pau a pau. Mas a questão não é essa. Quem eu já ouvi e li concorda comigo:
OS MOVIMENTOS DE APOIO A BOLSONARO NO SUL FORAM FRACOS.
E o que isto quer dizer? O Sul é o piloto, como a chama de uma usina que mostra se está saindo muito ou pouco gás. O que acontece no Sul indica o que acontecerá no resto país. Querem apostar?
Se não for isto será uma cisão maior entre o Sul e o resto do país.
Foi assim no Impeachment, maior aqui para depois se espalhar pelo país, com exceção de S. Paulo, que é uma realidade a parte. São Paulo sempre é grande.
Leiam e aprendam:
MOVIMENTO BRASIL LIVRE,
VEM PRA RUA,
JOICE HASSELMANN
e
JANAÍNA PASCHOAL
viram nestas manifestações um problema às negociações que tratam das reformas e prejudicarão elas mesmos.
Mas gado é gado…. Provavelmente teremos alguma reforma e o governo ainda aparecerá dizendo coisas como:
“Graças às manifestações”, “era isto mesmo que nós queríamos”… Enquanto que tudo era o que já estava, mais ou menos, planejado.
Se o governo quiser ganhar mais ou perder menos, dependendo do ponto de vista, o fato é que a percepção disso pode ser positiva.
AGORA, se você acha que isto é suficiente para o governo caminhar, sinto muito, tu não passa de outro manipulado, do pior tipo, que mente para si próprio.
Uma dica: deixe o orgulho de lado e reconheça que o MBL, que muitos detestam, estava certo; que o VPR estava certo; que nossa querida deputada histriônica, Joice estava certa e; que a baliza do bom senso, a Janaína detectou logo de cara o perigo desse tipo de manifestação.
Não se engane se os apoiadores de golpes contra o Legislativo e o Judiciário se encolheram, eles estavam lá em um recuo estratégico.
Quando eu participei de todas, exceto uma das manifestações pelo impeachment éramos taxativos: NINGUÉM FALA EM CANDIDATO E NÃO SE APOIA NENHUM CANDIDATO OU POLÍTICO. Hoje não é mais assim, se desvirtuou, se corrompeu e uma vez assim, todo o mérito e honra conquistados irão pro ralo.
Sei que muitos pensam que estou fazendo tempestade em um copo d’água, mas creia-me, o regime bolivariano começou com atos de apoio ao presidente, no caso, Chávez e o nazismo cresceu porque muitos pensavam que se a economia vai melhorar qual o problema em conceder um pouco mais de poder àquele louco?
Para quem acha tudo isto um exagero, eu pergunto: quem imaginava que em pleno Séc. XXI teríamos algo como uma Venezuela, riquíssima em petróleo, mas que não soube controlar suas contas públicas sendo destroçada e domada por um caudilho que impôs sua versão de comunismo local aliada ao narcotráfico?
Torço para que tudo não passe de um exagero, aliás, conto isto para expurgar demônios, mas sabendo que tudo não passará de uma ficção distópica se o poder daquele que acredita ser um “enviado de deus” for controlado, limitado e reduzido.
Anselmo Heidrich
27 mai. 19

Fonte da imagem: Comparativo entre as manifestações a favor de Bolsonaro e os protestos contra cortes na educação | Política | G1 https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/05/26/manifestacoes-a-favor-de-bolsonaro-x-protestos-contra-cortes-na-educacao.ghtml

segunda-feira, maio 20, 2019

Exposição Vítimas do Comunismo


Vamos lá, o que vocês ouvem quando acusam “o comunismo de estar por trás disso” em relação às mazelas latino-americanas e mais especificamente, brasileiras tem pouco a ver com comunismo, rigorosamente falando.
Comunismo é uma ideologia criada e herdada do século XIX. Sua criação não foi obra exclusiva de Karl Marx, embora este autor tenha se tornado mais famoso. Havia, o que se chamou no século XX de “socialistas utópicos” que acreditavam que poderia haver um sistema de base comunal, baseado em “bens comuns” que poderia servir a todos na sociedade. E como tantas vezes a História nos provou, esse modelo de repartição de bens, de repartição e distribuição da produção leva ao fracasso. Os indivíduos trabalham, como qualquer animal, sob o impulso dos incentivos, sejam eles materiais ou imateriais, não importa, isto depende do que cada um vê ou sente como incentivo. Eu posso trabalhar a mais por dinheiro simplesmente ou porque um trabalho é gratificante em termos de status, reconhecimento ou porque me “sinto realizado”. De uma forma ou de outra são incentivos que estão por trás do aumento de produtividade. Já, quando somos submetidos a produzir para uma entidade que nos é externa, como o estado, o partido, a igreja, ou o que quer que seja, a produção tende a estagnar ou diminuir, exceto se somos forçados a mante-la crescendo, o que é difícil de realizar, pois teremos que incentivar novamente alguém a obrigar os demais a produzir. Em termos institucionais, o aparato de repressão tem que se sofisticar para obrigar o próprio povo a produzir para uma dessas entidades, o estado, o partido etc., em termos ideológicos, a premissa de que “nós somos o estado e o estado é o povo” se torna fundamental para manter a roda desta engrenagem sistêmica.
Quando Karl Marx criou uma série de teorias para justificar seu método revolucionário de alternância do poder, ele partiu de uma falsa premissa… Quando jovem, Marx se indignou com a prisão de uma camponesa que colhia lenha no bosque na periferia de uma cidade na Alemanha porque o mesmo havia sido vendido (privatizado). Não fazia sentido para ele que antes o que não era crime de repente passasse a ser. Só por causa da assinatura em um pedaço de papel… Realmente, parece injusto. Mas se observarmos de modo mais abrangente, tentando enxergar a floresta e não só a árvore ou, no caso, o sistema e não só o seu efeito, quanto de capitalismo livre mesmo havia naquela sociedade? Pensem… Quantos parques públicos não haviam e que explorados por quem estava nas proximidades não deixando nada para os cidadãos residentes em outros bairros? Isto também não parece nada justo e é o que chamamos de “vantagem locacional”. Então, a melhor forma de equilibrar o acesso à lenha, necessária para calefação nas sociedades europeias do século XIX era ter amplo acesso a um produto — lenha — barato. E para isto se concretizar, o estado teria que diminuir seu controle sobre tais parques, os parques e bosques públicos. Tendo-os privatizado, a competição pela venda de madeira e lenha tornaria o produto mais barato e, portanto, mais acessível. Sei, sei que é muito teórico, mas teoria é uma explicação melhor fundamentada. Se não tivermos outros detalhes e ficarmos restritos a uma situação que, detalhe importante: não se generaliza para todos os lugares e épocas não conseguimos ver o que é fundamental. Vamos viajar no tempo agora…
Imagine uma sociedade que a maioria de seus membros padeça de fome, que não tenha uma alimentação adequada. Vimos isto tantas e tantas vezes na História que parece ser o padrão, não é mesmo? Mas está errado, isto é cada vez mais raro. Exceto por casos recentes em que se optou por um sistema totalmente centralizado de produção e distribuição de bens, como na Venezuela que, não faz muitos anos foi o caso — único no mundo — de redução do peso da população (segundo a ONU), e claro, países em sangrentas guerras civis, a fome em massa não é mais uma realidade. Pode se questionar a qualidade da alimentação, mas esta não é uma questão que dependa do acesso à propriedade privada e sim da cultura do consumidor que optando por este ou aquele padrão de alimentação será rapidamente atendido pelo mercado. Mas falávamos do Comunismo, certo? Para Marx, este seria o sistema final, resultante de todos os conflitos de classes sociais (fundamentais, a burguesia e o proletariado) que após um processo revolucionário (sangrento, necessariamente) de tomada do poder seria instaurada uma “ditadura do proletariado” que Marx definiu como sendo o “socialismo”. Neste estágio da revolução, o estado revolucionário formado por uma cúpula do partido — único, diga-se de passagem — controlaria toda a economia. Por que “partido único”?
Simples de entender, na cabeça de um marxista, na cabeça de Marx cessando o conflito de classes não haverá mais nenhum conflito importante na humanidade, portanto, não há necessidade de partidos que representem interesses diferentes, quanto mais divergentes.
A teoria marxista é como um ciclo de palavras que se fecham onde uma ideia é justificada pela outra. Para justificar a revolução existe a exploração e esta pela história que por sua vez muda para a revolução e assim e assim por diante. Nós sabemos que este nunca foi o caminho verdadeiro para o progresso humano, mas como desmontamos a teoria e suas subteorias (exploração, revolução, alienação, história etc.)? Com FATOS HISTÓRICOS. E estes fatos são detalhes que desautorizam a versão narrada pelo marxismo. Portanto, há dois caminhos que nós, democratas liberais temos que adotar para combater:
1. Provando como o mercado livre e o estado mínimo se complementam e são necessários;
2. Provando como a história de sociedades passadas não foi piorando até serem salvas pelo socialismo e a revolução, mas sim pelas mudanças introduzidas pelo capitalismo.
Mas antes de continuar a falar mal da Esquerda e sua péssima visão de mundo quero fazer um alerta:
Há um tipo de Direita, de mentalidade revolucionária e centralizadora que faz tanto mal quanto esta Esquerda e é só uma questão de tempo para que seus fracassos venham a tona causando tragédias. Porque o que lhes é comum não é a diferença de objetivos, mas a similaridade de seus métodos e por mais que se diga que se quer algo diferente e até oposto de seu inimigo, quando os métodos são os mesmos, para a História dos Fatos e não para a História das Mentalidades, os extremos se tocam sendo a mesma coisa.
Este é um excerto do que foi minha palestra.
Att,
20 mai. 19