domingo, janeiro 18, 2015

São Paulo: The Most Underrated City in the World



Belo documentário, se há uma cidade que espressa energia, vida é essa. Muita saudade daquela confusão urbana... São Paulo: The Most Underrated City in the World: http://youtu.be/YVfSQY_GUiE

Você realmente quer pena de morte para traficantes... de qualquer tipo de droga?



"A lei é assim na Indonésia, então que se aceite a situação, pois mesmo que a rejeitemos, de nada adiantará. Portanto, não se trata de protestar contra a legislação indonésia, mesmo porque seria totalmente inócuo." Agora... E é aqui que quero atenção de vocês ou, ao menos dos leitores que sabem entender o que está escrito: se o raciocínio for o de que tem que se acatar a pena de morte imputada ao traficante brasileiro na Indonésia PORQUE ESTA É A LEI, então, da mesma forma, analogamente, seguindo a mesma linha de raciocínio, ninguém pode protestar porque, diabos! ... Quando uma mulher é morta a pedradas acusada de adultério (Irã) ou com um tiro na cabeça (como tem feito o ISIS) porque afinal "ESTA É A LEI". Se a barbárie serve para um caso deve servir para outro neste princípio de que "tem que se respeitar a lei" tout court. Agora, se a justificativa for outra, de que tem que se condenar o brasileiro a morte sim porque o tráfico ceifa a vida de muitos "inocentes" devido ao efeito maléfico das drogas, seus prejuízos a vida do indivíduo, para sua saúde e o crime que andam junto, então, me espanta que estes mesmos indignados sedentos de sangue não passem, na verdade, de meros hipócritas porque não consideram imputar o mesmo castigo à indústria do cigarro, uma droga perfeita porque vicia e desenvolve enfermidades, o câncer dentre elas mais tarde. Ou seja, uma droga que maximiza a vida útil do condenado. Onde estão os indignados aí? Por que não protestam contra esta indústria suja?
Sobre a liberação das drogas, para quem acha que meu protesto é uma defesa dela, não me conhece. Sou contra sua liberação incondicional, mas sou favorável a sua liberação condicional. A liberação para mim deve vir depois da extinção do SUS, pois não é legítimo que se libere algo, cujo tratamento posterior de seus dependentes químicos tenha custos partilhados por quem é contra seu uso. E mais, o uso tem que ter espaço adequado, afinal, não quero pisar em seringas usadas em parques públicos ou praias. Quem quer usar, que seja livre para isto, assim como se matar, mas em local apropriado. Civilizar é permitir o uso de substâncias tóxicas, inclusive, mas também proteger quem não quer sua liberdade ameaçada por externalidades negativas da liberdade alheia.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Procurando pêlo em latifúndio


Cf. http://www.geodireito.com/noticia/cadastro-territorial-concentracao-de-terra-cresce-o-equivalente-a-quase-tres-estados-de-sergipe

Ariovaldo procurou uma correlação, mas suspeito que com premissas falsas. Ele suspeita, na verdade, acusa que haja aumento da improdutividade agrícola PORQUE o latifúndio se expandiu. Ora, se expandiu mais ainda a partir do Governo Lula que, em que pese toda sua retórica anti-desigualdade social, por quê? Dinâmica da própria economia, onde alguns têm esta capacidade de continuar produzindo e outros preferem vender seus imóveis. E como Ariovaldo pretende provar que haja perda de produtividade com nossos constantes aumentos na produção? Só se ele está se referindo a alguns produtos em especial, mas daí não seria pela produtividade como um todo e, mesmo assim, esta produtividade tem que ser comparada a algum padrão internacional para se verificar se há ou não perda e também se os alimentos (já que seria para isto que serviria a pequena propriedade, na sua visão) estão ou não mais acessíveis a maioria dos consumidores brasileiros. É por aí que tem que se analisar e não a partir da premissa de que "grande propriedade, logo, algo ruim ou maléfico".

Reflexões de um pai qualquer sobre Israel


Cf. Rota 2014 - Blog do José Tomaz: "Reflexões de um pai judeu sobre Gaza", por Gustav... http://rota2014.blogspot.com/2014/08/reflexoes-de-um-pai-judeu-sobre-gaza.html?spref=tw

Eu acho improvável que "não reste mais nenhum cartucho" e entendi a reclamação, não literal, mas também concordo que insistir neste caminho, se se tem alguma real consideração com os outros, outros povos inclusive, não trará paz a ninguém, muito menos aos israelenses. Agora, mesmo que se diga por aí que o racismo existe em qualquer lugar do mundo, eu faço uma analogia, a doença existe em qualquer lugar do mundo, mas em certos organismos, bactérias e vírus são controlados. Os EUA, com toda sua pujança e, sobretudo, organização não conseguem superar esta sociopatia, mesmo que combatam com ações afirmativas (amplamente questionáveis, diga-se de passagem), o racismo, onde qualquer choque com policiais não negros se torna uma questão racial se a vítima também for negra. Nós conhecemos isto, mas onde quero chegar? Há nações na África, sim, na paupérrima África com baixo índice (ou nulo) de conflitos étnicos devido ... Aos casamentos inter-raciais. Só aí, com filhos e netos sem referências raciais (ou mais vagamente, étnicas) é que se mudará algo no médio prazo (25-30 anos). E no curto prazo, além da divisão territorial (mas ouso dizer que isto é simples demais), a reafirmação da laicidade. Se me entendeu, para que Israel sobreviva como democracia, a força dos partidos com base religiosa e sua fusão em grupos com esta base tem que ser regulada. Suprimida, não porque daí a reação é maior e sua reorganização para retomada do poder. É a velha história, mantenha seus amigos perto, mas seus inimigos mais próximos ainda... Quanto à divisão territorial, entre estados, pode ocorrer de modo mais efetivo, mas eu arriscaria um experimento: quando se faz isto em favelas ou agregados de submoradias, se reforça o sentimento (isto é tudo, o que cada um acha e não o que é...) de exclusão, mesmo que árabes dentro de Israel tenham um padrão de vida muito superior aos que vivem fora deste estado. Sugiro um experimento urbanístico com bairros mistos, com moradores pré-selecionados por questionários e testes psicológicos (da verdadeira psicologia, a comportamentalista, pois o resto não funciona, não é ciência) que unam indivíduos favoráveis à integração. Posso comentar mais sobre isto, mas é basicamente isto. Leis não funcionam sem uma cultura comum que seja uma legislação informal. O que está escrito deve refletir interações prévias, lei tem que validar o que funciona. 

sábado, dezembro 20, 2014

Meritocracia - 01

O erro da charge do topo do tópico é analisar um conceito oriundo da administração - meritocracia - para a sociedade como um todo. É como comparar quem bate mais pesado, um peso pena ou um peso pesado ou, adversamente, quem é o mais ágil. Claro que o ideal seria que concorressem de igual para igual, mas este pressuposto 'igual' significa que tenham pontos de partida similares. Para que se reduza a vantagem da largada nesta corrida, não temos que aproximar todos os corredores em um determinado ponto fictício na linha de tempo, mas permitir a criação de vários, inúmeros traçados com atalhos, ruas asfaltadas, avenidas, metrôs, caminhos de terra, trilhas para que cada um encontre o seu método, único ou inter-modal, não importa. Um "sistema liberal" não é e nunca vai ser um sistema tecnocrático com todas as chances distribuídas de modo equânime, mas um sistema em que o critério de justiça se paute também na possibilidade de criar meios de superar as aparentes injustiças que se formam na sociedade. O que não se pode admitir é que em nome da "justiça social" todos que tenham chance de se desenvolver sejam obrigados a se igualar na mediocridade. Se há um grande potencial mal aproveitado no ensino público, então ao invés de investir mais a fundo perdido no ensino público tem é que se permitir meios de desenvolvimento em outras modalidades mais eficazes, seja no ensino privado, seja em casa, seja em cursos livres etc., com o pressuposto da flexibilização das avaliações para obtenção de qualificação para trabalho e ainda, pensando de modo mais abrangente, até eliminar a necessidade burocrática de certas qualificações em nome da demanda e jugo do mercado, que é no fundo, a verdadeira avaliação.

O que Jair Bolsonaro diz



E nossa "mídia não opinativa" faz ouvidos moucos. Hipócritas...

quarta-feira, dezembro 10, 2014

O que Maria do Rosário verdadeiramente é


A duplicidade ética da esquerda brasileira dá embrulhos no estômago. Nossa ex-Ministra da Secretaria dos Direitos Humanos não foca em um aliado de seu partido que, explicitamente, se expressou condescendentemente sobre o estupro.

E aí Maria do Rosário, por que não processa esse aí? Ah, esqueci... É da base de apoio do governo, do teu partido, né? Aí fica complicado. Sabe, o Bolsonaro errou em te chamar de "vagabunda", o que tu é, é uma hipócrita mesmo. Além disto uma totalitária que tenta reprimir qualquer opinião diversa da tua. Processe o deputado, pois na verdade não conseguirá fazer com milhões que sentem asco desta auto-vitimização e jogo de cena para eliminá-lo da cena política. Vocês não são vagabundos, mas ainda não são tão eficientes quanto pensam que são para acabar com a democracia.

Estamos atentos.

segunda-feira, dezembro 08, 2014

Thomas Piketty: da crítica à desigualdade para a solução liberal


Bicho-papão? Confesso que fiquei surpreso e, além de críticas certeiras sobre o fisco brasileiro, sua indagação final é objetiva, que tipo de desenvolvimento queremos, o do welfare ou mais liberal? Veja que digo "mais" porque não existe esta besteira de "sem estado". E antes que venham dizendo bobagens, saibam que a Suécia é mais liberal que nosso país, apenas diferentemente sabe gerir recursos públicos. Se discute o direcionamento destes até em nível municipal. Não falo de lei não, mas de debates anuais no legislativo. No entanto, apesar disto, não acredito em welfare state no Brasil, não no próximo século, pois nossa estrutura estatal é viciada. Então, por pragmatismo, mais do que por princípio, o liberalismo econômico nos é mais apropriado. 

a.h