Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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segunda-feira, julho 14, 2014

Geopolítica dos acordos climáticos globais

Caros, aqui temos um assunto polêmico, cujo mainstream nos diz que "países ricos" têm que subsidiar a manutenção ambiental dos "em desenvolvimento" através da compra de "cotas para poluir", o chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e agora, com a revisão do Protocolo de Kyoto que lhe deu origem, se questiona a posição de alguns países na categoria de "em desenvolvimento". Há países, claramente ricos e evoluídos economicamente como a Coreia do Sul que, pasmem, não querem deixar a cômoda posição nominalmente inferior para não ter que assumir compromissos em relação aos cortes nas emissões (que quando inviáveis, se compra as aludidas 'cotas'). É, realmente, um malabarismo administrativo-financeiro fadado a não funcionar. E, claro, que rivais geopolíticos como a Rússia e que dependem enormemente da exploração de suas reservas de hidrocarbonetos não poderiam deixar de questionar o andamento desta trôpega carruagem das Nações Unidas (quem sedia e organiza as convenções climáticas globais).


Rússia defende novo acordo sobre o clima
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A Rússia defende a mais rápida elaboração de um novo acordo sobre o clima.
Segundo declarou Serguei Ivanov, chefe da administração presidencial da Rússia, num Fórum Internacional da Civilização Ecológica na cidade chinesa de Guiyang, “a humanidade necessita de um novo modelo de desenvolvimento que, por um lado, garanta o bem-estar da sociedade e, por outro, permita evitar o excesso de pressão na natureza”.
A convenção-quadro da ONU sobre a mudança do clima, assinada por mais de 180 países, entrou em vigor há 20 anos atrás, mas a situação ecológica no planeta não melhorou. Hoje, o Protocolo de Kyoto está irreversivelmente ultrapassado.
Nele é feita a exigência da redução de gases de efeito de estufa para os países desenvolvidos, cuja indústria provocou um enorme prejuízo ao meio ambiente. Mas, hoje, a principal fonte de poluição da atmosfera são não tanto os países desenvolvidos, quanto os países em desenvolvimento.
Torna-se evidente a necessidade de rever as limitações ecológicas existentes, tornar o tratado mais justo e abrangente. O respetivo trabalho está sendo realizado há vários anos. As coisas avançam com dificuldade, mas já se pode dizer que irá ser elaborado e aprovado por todos um acordo, declara Alexei Kokorin, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF):
"Foi possível chegar a acordo de que será um acordo universal. Se olharmos para o Protocolo de Kyoto, vemos que só os países desenvolvidos se comprometeram a reduzir o lançamento de gases. Aqui, todos terão compromissos, chamados “contributos”. De fato, já foi decidido que o sistema desses contributos será o seguinte: o país elabora os seus compromissos, acorda-os com os outros. Depois, esses compromissos serão assumidos e periodicamente revistos. Existirá também uma monitorização obrigatória do cumprimento a nível internacional".
Assinalamos que os compromissos não são apenas o volume de emissão de gás de estufa durante um certo prazo. Eles dizem também respeito à concessão de ajuda financeira aos países mais vulneráveis perante as mudanças de clima. Por enquanto, continua sendo a pedra toque saber quanto e a quem pagar para a adaptação à mudança do clima, sublinha Alexei Kokorin, representante do WWF na Rússia:
"Há muitos países na ONU que, na realidade, são há muito desenvolvidos, mas, formalmente, na ONU e na Convenção da ONU sobre o clima, são considerados em vias de desenvolvimento. Por exemplo, trata-se de Singapura, Arábia Saudita, Kuwait, Coreia do Sul, etc. E quase todos, à exceção da Coreia do Sul, querem continuar com esse estatuto e ter compromissos semivoluntários. Mas isso é absurdo. Os compromissos da Arábia Saudita não podem ser os mesmos que os do Bangladesh ou Burkina Faso. Por isso é necessário superar a resistência de uma série de países".
Os países têm ainda mais ano e meio para resolver essas divergências. O calendário das conversações é bastante intenso. Em setembro de 2014 irá realizar-se em Nova York a cúpula do clima do secretário-geral da ONU. Os trabalhos continuarão em outubro em Bona (Alemanha) e, depois, na conferência de partes da convenção-quadro da ONU sobre a alteração do clima em Lima (Peru) em dezembro de 2014.
Na Rússia, que observa rigorosamente os seus compromissos ecológicos, nomeadamente em conformidade com o Protocolo de Kyoto, esperam que o acordo universal sobre o clima, que deverá substituir o Protocolo de Kyoto e traçar a responsabilidade climatérica de todos os países, seja assinado na Conferência de Paris, em finais de 2015.
Protocolo de Kyoto, clima, aquecimento global, Rússia, Internacional
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