quinta-feira, junho 02, 2011

O muro e a parede



Uma jornalista da CNN ouviu falar de um judeu muito velhinho que ia todo dia
ao Muro das Lamentações para rezar, duas vezes por dia, e lá
ficava por muito tempo. Decidiu verificar. Foi para o Muro e lá estava ele,
andando trôpego, em direção ao local sagrado. Observou-o rezando
por uns 45 minutos, quando ele resolveu sair, vagarosamente, apoiado em sua
bengala. Aproximou-se para a entrevista.
- Desculpe-me, senhor, sou Rebecca Smith, do CNN. Qual o seu nome?
- Morris Feldman - respondeu ele.
- Senhor, há quanto tempo o senhor vem ao Muro orar?
- Bem, há uns 60 anos.
- 60 anos! Isso é incrível! O que o senhor pede?
- Peço que os cristãos, os judeus e os mulçumanos vivam em paz. Peço
que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças
cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço por amor
entre os homens.
- E como o senhor se sente, pedindo isso por 60 anos?
- Me sinto como se estivesse falando com uma parede...

domingo, maio 22, 2011

O produto da falta de capital mental


Cf.: Fascistas da FEA – USP querem polícia assassina no campus | Jornal Correio do Brasil

Sim, isto porque "progressistas" podem deixar matar a vontade até o dia em que os assassinatos ocorrerem na porta do FFLCH. Se é que os assaltantes em questão também não eram alunos da Filosofia, Letras e Ciências Humanas...

segunda-feira, maio 02, 2011

Quando parasitas falam com autoridade



É porque chegou o tempo de cagarem em nossas cabeças. Vejamos o que diz um deles:

‘NÃO TEMOS UMA REPÚBLICA COMO MANDA O FIGURINO’ « Sonia Racy

Como se "o que está aí" também não fosse justamente consequência do que tivemos no período colonial e no Império. Se for vergonha termos a corrupção generalizada, o que dizer então do sustento legalizado de improdutivos que herdaram títulos de nobreza?

domingo, maio 01, 2011

Lei tem que ser como a da Gravidade


Se não for para valer, de que vale? Exemplo e fundamentação da falta de valor da Lei no Brasil, embora se diga justamente o contrário...


Ainda de acordo com a assessoria do STF, caso seja configurado crime contra a honra de Marco, o ministro Ari Pargendler receberá uma notificação. E terá a opção de se retratar ou não. Caso opte por não pedir desculpa, segundo o STF, nada acontece ao ministro, e o caso fica por isso mesmo.


Agora leiam isto aqui:

“É certo, no entanto, que muitos desses princípios não saíram do papel, o que aliás os próprios constituintes já previam ao termino dos trabalhos. Já se sabia que muitos preceitos da legislação trabalhista não seriam (não poderiam ser, segundo os empregadores) cumpridos. Não acreditamos, apesar disso, que devemos encontrar aí as causas da vida curta dessa Carta.[1] Mais uma vez, não é a inexequibilidade e a inadaptabilidade às realidades sociais, políticas e econômicas do País que determinaram a ineficácia do texto constitucional (Bonavides, Paulo. “A Constituição de 1934: a instabilidade da ambigüidade” in: História constitucional do Brasil. Brasília, OAB Editora, 2004, p. 326).

Independente de quão ‘liberal’ ou ‘social’ foi esta Constituição (na verdade, marcou o início da legitimação do estado intervencionista no Brasil), a questão é sua inaplicabilidade. Isto que me choca, pois se a anterior, da República Velha (1891) não foi seguida a risca, nem essa e parece que nenhuma outra, com exceção das genuinamente autoritárias, então para que perder tempo com estes rabiscos?! Muito mais sincera, embora eu não seja monarquista, eram as anteriores, imperiais que dispunham de um Poder Moderador, expediente autoritário, mas sincero. O Brasil choca por reproduzir em quase tudo um hiato entre o que diz (por escrito ou não) e o que faz.

...



[1] Logo depois foi imposta a Constituição de 1937.

sábado, abril 30, 2011

Classe e conceito



RIO - Pela primeira vez na história, a classe C do Brasil, cujos lares recebem de R$ 1.115 a R$ 4.807 por mês, passou a representar a maior fatia da renda nacional, revela reportagem de Vivian Oswald e Geralda Doca, publicada na edição do Globo deste domingo. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o segmento detém 46% dos rendimentos das pessoas físicas. Já as classes A e B correspondem a 44%. Entre 2003, quando a classe C tinha 37% da renda, e 2008, 26,9 milhões chegaram a este grupo, que soma 91 milhões de brasileiros.
(...) 
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/02/06/classe-do-brasil-ja-detem-46-da-renda-915804204.asp 

        A classificação só pode ser matemática, já que fala em média. O que não pode, o que é totalmente irracional é chamar de "classe média" uma nebulosa entre o "proletariado" e a "burguesia", dois fantasmas conceituais que já não fazem o menor sentido. Se é que algum dia o fizeram...
  

quinta-feira, abril 28, 2011

Rawls

“A justiça é a primeira virtude da
instituições sociais, como a
verdade o é dos sistemas de
pensamento.” – John Rawls


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segunda-feira, abril 18, 2011

EPA! ...A insustentável distância do órgão ambiental



The decision to abandon the city and exacerbate suburban sprawl was ostensibly made to save money, though one might ask whose money, since employee and visitor commuting costs to the sprawl site will be substantially higher than they are now for the central location. In any event, although the lease in the new location will be heavily discounted for the first year, over the length of the lease costs will likely be higher in the new location than they would be under a new long-term lease for the downtown property.

quinta-feira, abril 14, 2011

"Valores familiares" uma ova!


Em The Society Pages, há um vídeo onde uma típica estudante oxigenada da UCLA reclama de seus vizinhos asiáticos e do barulho que fazem com o celular nas bibliotecas. O que pareceria ser legítimo por uma questão de postura em público, de consideração para o outro se torna um deslavado desabafo etnocêntrico que beira o racismo. Embora isto não tenha sido explicitado, parece ser o que realmente está por trás... Outro dado interessante é a alegação dos "valores familiares" comumente expresso na sociedade americana, mas que por ironia, a própria família (dos asiáticos) é que se torna o problema para a estudante quando ela reclama de seu apartamento rodeado por todos eles, com primos, avós etc. Ora, se é para manter os "valores familiares" por que então reclamar dos asiáticos trazerem sua família e parecerem tão vinculados a ela? Se fosse por puro etnocentrismo, esta não seria a razão para a indignação já que o alvo da reclamação, os asiáticos, estariam plenamente afinados com a sociedade em questão em seu valor básico, o apreço pela família. Por isso mesmo é que no fundo a motivação é outra, sintomática para quem já teve o cabelo descolorido e o cérebro tostado pelo Sol da Califórnia...