sábado, abril 18, 2015

Mitos sobre a educação




Leiam a matéria:

Brasil cumpre apenas 2 de 6 metas de educação fixadas pela Unesco


Uma das coisas que mais me incomoda é a visão (míope) de planos macroestruturais, seja na economia ou, como o caso, na educação. Porque basicamente não há análise fina que relacione causa e efeito para além das correlações. O Bolsa-Família se expandiu com a absorção de estudantes, suas matrículas, mas nada indica que haja melhoria (qualitativa) do ensino. Esta se encontra 'maquiada', justamente, pela Progressão Continuada, vulgo "aprovação automática" que nos impede de ver a evolução do aprendizado. Outro ponto é que os princípios nos quais se baseia uma educação anti-meritocrática não propiciam avaliações seguras, mesmo porque os Programas Político-Pedagógicos (PPPs) dessas escolas são, via de regra, contrários a quaisquer avaliações sérias. Pedagogos costumam dizer que estas "discriminam" alunos, estigmatizando-os. Assim, fica difícil evoluir quando nem sequer sabemos para onde vamos. O que sei, dos meus 25 anos em sala de aula é que o Bolsa-Família está condicionado com a presença do aluno em sala de aula e, desta forma, o aluno que não tem nenhum interesse em permanecer em sala para além da pressão de seus pais ou responsáveis, receosos de perderem o benefício. E, como não há obrigação de executar quaisquer tarefas, não copia a matéria, não participa, não executa tarefas e, como faz parte de uma tradição instaurada nas salas de aula devido à contestação (e depreciação) da figura do professor campeia a indisciplina que elevou o Brasil ao posto de campeão mundial em violência escolar. O Bolsa-Família corrompeu o pouco que restava da educação e isto só tende a piorar.


O mito do pré-sal como indutor do desenvolvimento nacional




Sugiro a leitura de:

A roça e a mina. 'O mito do pré-sal está afundando o Brasil'. Entrevista especial com José Eustáquio Alves


Muito esclarecedor, mas... Ele não citou a fonte energética óbvia que deveria ser a tônica do país, pela simples condição de única a poder substituir a contento a dos combustíveis fósseis e a hidroelétrica: A NUCLEAR. O ecologismo o professor parece não lhe permitir sequer cogitá-la como alternativa. Duvido, D-U-V-I-D-O que ventos e/ou insolação sejam capazes de garantir energia constante a grandes centros. Como fontes complementares não há dúvida da sua importância, mas como alternativa para substituição completa, acho difícil. 
Outro detalhe que passou batido foi esta frase "Os recursos da educação deveriam ser garantidos independentemente do pré-sal." Não é assim, os recursos não deveriam ser garantidos independente do pré-sal apenas, mas O PLANEJAMENTO DA EDUCAÇÃO DEVERIA SER GARANTIDO E, CONSEQUENTEMENTE, SEUS RECURSOS. Parece algo óbvio, mas não é... Aqui só se fala em dinheiro, em montante para isso, para aquilo, mas o recurso vai para fazer o que mesmo? Para a educação continuar sendo o que é, do jeito que é mantida, executada, não dá. Melhor então deixar como está. Agora se há um plano de renovação e transparência, daí poderemos orçar quanto, como e onde poderíamos precisar. Sem isto não passa de populismo.

a.h

segunda-feira, abril 13, 2015

Manifestações em Santa Catarina - Fernando Machado/Rhuan Fernandes





"Olavo tem razão" na faixa de Chapecó estragou a matéria. Tolice, uma vez que este astrólogo nunca contribuiu para o debate de aprimoramento do sistema político. Seu foco sempre foi em um processo revolucionário contracultural contra a esquerda propondo algo tão extremista quanto. Uma pena que haja olavetes e militaristas estragando a festa cívica com suas aparições, como se fossem arlequins paranoides a caricaturar um movimento verdadeiro e coerente.

domingo, abril 12, 2015

Por que fora PT? – II





Uma pergunta, não raro tratamos os governantes do PT como “burros” chegando a chamá-los de “antas” e outros qualificativos menos nobres, mas não seriam expertos, inteligentes, articuladores? Veja bem... Não se trata de elogiá-los não, em absoluto, mas de entender o que realmente se passa. Se fossem meros ignorantes eleitos com milhões de votos de outros, ignorantes, seria muito mais fácil derrubá-los. Os membros que compõem o PT podem não ser espécimes dos mais inteligentes, mas a lógica que propõem e a perfídia que se utilizam para deturpar, caluniar e se manter no poder como sanguessugas, esta sim é inteligente, mesmo que seja para o mal. Qual o sentido de dizer que se o ex-presidente FHC tivesse investigado crimes ocorridos na Petrobras durante seu governo, a quadrilha petista ora vigente não teria existido? Esta é uma lógica que propõe a irresponsabilidade, que começa individualmente, “não fui eu” ou “se fui eu é porque sou vítima”, “vítima do sistema”, seja lá o que isto signifique, “não tive chances” etc. e tal. Daí, pular para um esquema de Irresponsabilidade Social Corporativa não é tão difícil, por mais bizarro que isto possa parecer. Como assim? Como uma máfia que articulou um esquema de corrupção bilionário não tem culpa nenhuma? Vejam... um dos ministros do Supremo Tribunal Federal, ex-advogado (ex?) do PT, José Antonio Dias Toffoli, em entrevista, disse que “as empresas são as maiores beneficiadas dos esquemas de corrupção”. Como se os partidos não fossem articuladores, como se agentes do estado não compusessem, informalmente, a direção da ação criminosa.
Por isto não viemos aqui apenas pelo impeachment, embora este seja de suma necessidade. Como nosso governo quer brincar tergiversando, nós nos antecipamos e em neste xadrez, ao invés de respondermos aos ataques do adversário propomos outro embate, noutro campo, para que eles nos respondam e não nós a eles. Já que o PT quis brincar de ‘reformar’ a política, então que aceite discutir em nossos termos:
1)      Redução do número de ministérios e, obviamente, do montante de apaniguados como cargos de confiança;
2)      Impeachment de José Antonio Dias Toffoli como Ministro do STF por crime de responsabilidade ao participar de julgamentos envolvendo o Banco Mercantil, do qual havia contraído empréstimos em 2011;
3)      A imprensa deve ser livre e independente, isto é, não receber pressão negativa contra sua opinião. Seja ela simpática ou lixos ideológicos dos quais somos rivais;
4)      A liberdade econômica não deve se limitar a um inócuo preceito constitucional, deve vir acompanhada de redução das regulamentações e início de um longo processo de desburocratizações que elimine o vício contumaz de “dificultar para se vender facilidades”;
5)      Igualmente com a separação dos poderes, cuja ingerência partidária deve ser defenestrada. Vocês obviamente sabem de quem eu falo, FORA PT!
6)      As eleições devem ser livres e idôneas, i.e., sujeitas a averiguação posterior caso haja qualquer tipo de suspeita, deve ser livre de qualquer tipo de coerção ou “compra de votos”, seja ela institucionalizada através de mecanismos legais ou não;
7)      Fim dos subsídios diretos e indiretos à ditaduras, fim do uso partidário da máquina pública para favorecer governos estrangeiros aliados sem nenhuma racionalidade econômica e valores políticos calcados em princípios republicanos;
8)      E claro, por fim mas não finalmente, o impeachment da presidente Dilma Rousseff pela sua notória incompetência na gestão da máquina pública, seja no conselho administrativo da Petrobras, seja como ministra das minas e energia ou agora, como presidente da república.


12 de Abril


Notícias do Dia, Florianópolis, 12 abr 2015.


quinta-feira, abril 09, 2015

Programa Dídimo Matos Educação e paulofreirismo



Exceção feita às considerações sobre o capitalismo que, obviamente, eu rejeito, eu gostei do vídeo, bons argumentos e parabéns pela coragem de evidenciar a hipocrisia desta ideologia ou, na melhor das hipóteses, ingenuidade. Adorei particularmente a diferenciação (sumamente necessária) entre 'educador' e professor. Educador somos todos nós que temos um mínimo senso de responsabilidade social, professor, no entanto, requer preparo, estudo e prática, o que, evidentemente, não é para qualquer um.





segunda-feira, março 30, 2015

Energia, geopolítica e o cavalo de Troia



Divergências ideológicas a parte, isto é geopolítica. Os militares atuaram da mesma forma ao construírem Itaipu, binacional mas com o grosso do investimento brasileiro na fronteira com o Paraguai, atraindo assim o país central sul-americano para a órbita brasileira e isolando a Argentina no Cone Sul. Com isto, o país se tornou dependente por muitos anos da política e economia brasileiras, tal qual se almeja fazer com a Bolívia. O problema é o "bônus" ou "cavalos de Troia" que somos obrigados a engolir com a operação, haja vista que La Paz sob domínio do Movimento em Direção ao Socialismo (M.A.S.) de Evo Morales não pretende apenas ficar nisto, nesta troca de infra-estrutura por combustível. E diferentemente da época dos militares em que o respeito à propriedade privada era sagrado, não é o que se vê com a disseminação de movimentos latino-americanos que pregam e atuam através da incorporação de bens alheios. Ou seja, há algo mais aí, além da geopolítica tradicional que é a disputa entre estados por áreas de influência. Nesta geopolítica do novo milênio, o que está em cheque não é apenas território, mas o próprio estado de direito. A busca por "espaços" internos à sociedade começa pelo aparelhamento da máquina estatal e alteração gradativa dos marcos legais. 

Temos que combater isto.


Brasil vai reformar usina por R$ 60 milhões e doar para Bolívia

segunda-feira, março 23, 2015

O Novo Liberalismo e o Velho Preconceito


Sobre:


Os liberais fora do armário e a nova direita. http://www.sidneyrezende.com/noticia/247257+artigo+os+liberais+fora+do+armario+e+a+nova+direita

João Feres, 


Em primeiro lugar, colocar o articulista da Veja como um dos formadores do Novo é um erro, pois nem participante ou militante chegou a ser. Ele apenas se pronunciou como simpatizante ou, na melhor das hipóteses, um apoiador. E isto se torna relativamente fácil enquanto o Novo não assumir nenhum cargo legislativo ou executivo, pois só há princípios e metas explicitamente divulgadas. Agora, quanto à análise 'lógica' entre base de apoio e programa político liberal há uma grande dose de sofisma de vossa parte, mesmo que não intencional, pois um mercado mais livre ('mais', supõe gradação) favorece o micro-empreendimento, ou seja, classes menos abastadas. O problema não é (e nunca foi) a desigualdade em si, mas a igualdade na miséria, isto é, uma grande base homogeneamente pobre. Se esta conseguir galgar outros estratos na escala social, a desigualdade em si não necessariamente diminui, mas o sistema estratificado como um todo sobe para outro nível, superior. Tente se atualizar, João, pois do contrário, teu tirocínio será mero refém de um campo minado de clichês que acha que ideologias ('liberalismo', 'socialismo') pertencem e são produtos 'de classe'. Ser refém de uma múmia do século XIX não contribui para o desiderato (gostei) de qualquer um no século XXI. 


Dúvida essencial [baboseirando]


Alguém explique o que isto quer dizer, por favor.

Porque, sinceramente, não entendi. É uma nova forma de geração de energia elétrica? Os pés deles movimentam algumas pás ou pedais? Estão ligados a um dínamo? É por que dançam debaixo de Sol escaldante? É porque dançam nos picos de maior insolação? Dançam em cima de painéis fotovoltaicos? O quê?!

Lula quer controlar a midia e as redes sociais para acabar com os protestos! compartilhe urgente



Esta é a principal razão, antes ainda da corrupção desenfreada, pela qual eu me oponho ao PT.

Lula quer controlar a midia e as redes sociais para acabar com os protestos! compartilhe urgente