segunda-feira, março 05, 2018

Alunos Boicotam Prof. Conservador

Professor de Filosofia da UFPE, Rodrigo Jungmann sofreu boicote de alunos do curso de Geografia (só podia...) que simplesmente se recusaram a frequentar suas aulas na disciplina de Introdução a Filosofia porque este é declaradamente conservador. Bem... Pelo menos os alunos evoluíram em relação ao cenário de passado recente, no qual impediam os docentes de exercer seu ofício fosse por motivo de greve ou fosse por discordância político-ideológica. O boicote é, na verdade um processo legítimo e democrático de oposição, mesmo que com isto esteja abrindo mão da possibilidade de aprender e crescer intelectualmente com a tão alegada e advogada 'diversidade' (só da boca pra fora). Na verdade, os liberais e conservadores lançam mão a toda e qualquer oportunidade de também boicotar o que lhes desagrada e do que divergem. O grande X da Questão não está posto... É que é um absurdo que a sociedade que não tem nada a ver com os ímpetos revolucionários e pueris da cambada de moleques-toddynho com barbicha caprina ou as predileções teóricas do professor em questão. O absurdo é que tretas como essa sejam arcadas com nossos impostos. Que boicotem o que quiserem, que se ensine o que quiser, mas às próprias custas e não via impostos. Dê um basta nisso! Educação Sem Estado Já! Privatização do Ensino Superior Estatal e Elitista Já!

#EducaçãoSemEstado

#PrivatizeAUniversideEstatal



segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Bolsonaro no Japão


Jair M. Bolsonaro deveria ir para a China também. Já que a estratégia declarada de sua recente visita ao Japão é uma tour para aprender sobre a importância da tecnologia a ser ensinada no Brasil através de convênios com a potência oriental, assim como com Taiwan e Coreia do Sul, por que diabos também não com a China? Por que lá há um partido comunista no poder? Sinceramente, a economia que importa no mundo tem e terá relações com a China. Mesmo um discurso de palanque eleitoral como o de Trump viu que a realidade não é como soam palavras irresponsáveis. A China é a 2ª maior economia do mundo e só um ignorante para desprezá-la. Agora, não acredito que seja ignorância no caso de Bolsonaro. Ele é um político e estrategista, assessorado por estrategistas, aconselhado por estrategistas que podem estar errados, como eu acredito que estão, mas definitivamente não é questão de ignorar os fatos e sim acreditar numa falha estratégia eleitoral com uma base teórica equivocada. Isto é o que os têm orientado. Vamos aos fatos:
  1. Não é combatendo comerciantes, importadores e exportadores na relação Brasil-China que vai se derrubar o Partido Comunista Chinês (PCCh) e sim, caso tal isolamento fosse compartilhado por vários países no mundo, o controle político centralizado é que se voltará para uma economia centralizada, i.e., socialista. Lembre-se que estas ideologias coletivistas se nutrem da pobreza;
  1. A compra de terras brasileiras pelos chineses que Bolsonaro alega ser “uma perda de nossa segurança alimentar” reside num equívoco: (a) chineses não ficarão gastando para não produzir, esperando valorização de terras em regiões ermas; (b) produzindo, o aumento dos itens disponíveis tenderá a reduzir seus preços; (c) caso a maior parte seja exportada, empregos gerados na cadeia produtiva aumentarão a renda local e novos itens serão importados; (d) gerando demanda e produção voltada para o mercado interno; (e) cujo aumento da produtividade necessitará do aumento de insumos que criará novos empregos e assim e assim e assim e assim por diante.
É simplesmente um contrassenso querer se opor ao socialismo e o comunismo e defender uma política protecionista chamada eufemisticamente de “nacionalista”. Não há nada de nacionalista em prejudicar o comércio e liberdade do cidadão brasileiro. Isso é o que faz uma CUT ao defender o monopólio (real) da Petrobras, o que faz um PT da vida e outros partidos dirigidos por insanos que são contra a diversidade e competição entre empresas. Lembre-se, “o capital não tem pátria”, então que venha o Capital! Desde que, é claro, ele se submeta a nossa legislação, muito embora este é o ponto: nossa legislação comercial e tributária tenha que ser, urgentemente, revista. Se não, ninguém vai querer investir aqui, nem Japão, nem Coreia, nem China. Aliás, empresários destes grupos são constantemente sondados por vários governos e candidatos e refugam devido a nossa insegurança jurídica, histórico, tributação e infraestrutura vergonhosas. Chega de discurso! Business is business! Alguém da equipe do Bolsonaro, pelamordedeus! Eu quero votar no cara, mas ajudem-no, pois desse jeito, votos pragmáticos como o meu serão perdidos e no fim dessa toada restarão os fanáticos de Esquerda acusando os “bolsominions” e estes vice-versa. É preciso uma pitada de racionalidade nisto tudo. Já fiz uma análise contemporizando os erros e acertos de Bolsonaro (leia aqui) avaliando bem sua visão de bom senso sobre segurança e educação e confesso que ele melhorou na visão econômica, com a possível indicação de Paulo Guedes para Ministro da Fazenda, mas este cacoete paranoico em relação à China não tem sentido.
E não pensem que adular os japoneses falando mal da China, país com quem tiveram vários conflitos ao longo da História vai render muitos votos da comunidade japonesa no Brasil, a maior do mundo fora do Japão. Um ambiente de estabilidade e segurança para todos os povos é o mais importante. Incentivos à migração de mão de obra qualificada e trabalhadora sem chance de conflitos culturais sérios e seus capitais só contribuirão ao nosso desenvolvimento. E acordem! Digam-me qual é a diferença de demonizar a China do que faz o déspota venezuelano, Nicolás Maduro em relação aos EUA? Percebem que se trata do mesmo equívoco?
Anselmo Heidrich

quarta-feira, fevereiro 21, 2018

Um erro sobre a Austrália e a demissão de um incompetente arrogante

No mapa acima, a Austrália dentro do continente chamado de Oceania.

Cara… Nem tudo está perdido. Um estudante de uma universidade americana corrigiu um professor sobre uma questão banal de Geografia. Em um trabalho de Sociologia, sobre mídias, o estudante comparou a Austrália com os EUA, ao que o ignorante com diploma tentou corrigi-lo dizendo que “a Austrália não é um país, mas um continente”. Irritado, o aluno lhe enviou a URL do site oficial do governo australiano provando que se tratava de um país, ao que o mais que ignorante, preguiçoso e injusto instrutor universitário, vulto ‘professor’ aumentou sua nota apenas um pouco mais. Mas não ficou por isso, a direção da universidade demitiu o sedizente professor e ainda pediu desculpas ao estudante.
professor chama austrália de continente
professor chama austrália de continente n
Que fique claro aqui, não se trata de que ninguém possa errar. Todos nós, sem exceção erramos. A questão é não ter admitido o erro e, além disso fazer uso de sua posição para cometer uma injustiça.
Como se não bastasse, o(a) professor(a) ainda mandou o aluno se certificar se o site era sobre o país Austrália ou sobre o continente.
professor chama austrália de continente n'
Sim, algumas pessoas se referem à Austrália como “continente”, não se trata de um erro grotesco. O próprio Brasil é chamado, informalmente, de “país-continente” e continentes são via de regra categorias com definições bastante flexíveis, alguns atlas consideram a América como um continente, outros mais raros como dois, separados pelo istmo do Panamá, assim como a Ásia é separada da África por outro, em Suez. Agora, como dissemos, o grotesco disso tudo foi ter punido o estudante por um detalhe onde o profissional contratado pela universidade que errou.
A arrogância do professor pode ter sido “continental”, mas a correção do aluno foi precisa como o uso de latitude e longitude na busca pela verdade.
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É isso pessoal… Assumamos nossos pequenos erros cotidianos e façamos uma auto-crítica constante. Quem sabe assim, menos pessoas cometam atrocidades intelectuais como continuar insistindo em votar em reconhecidos corruptos e apoiar legendas de agremiações políticas que não passam de máfias…
Anselmo Heidrich