terça-feira, julho 17, 2018

Stossel: Plastic Straw Myths

Bem, o número não é tão grande (500 milhões de canudos de plástico por dia e sim, 175 milhões) e o custo para produzi-los é oito vezes maior, o que terá um custo ambiental maior, seja feito de bambu ou papel. Os críticos do vídeo abaixo estão certos em apontar a falibilidade desta solução, mas não quando dizem que os canudinhos são uma pequena parte do lixo plástico produzido pelos EUA que por sua vez, são apenas 1% do total produzido no mundo. Que seja! Isto não merece nenhum tipo de tratamento ou solução? Óbvio que esta 'solução' não pode ser algo pior, com um maior impacto ambiental, como o desmatamento provocado ou emissões produzidas para a produção de canudos de papel ou bambu, mas algo tem que ser criado.



Eu gostaria muito que os liberais fossem tão bons em apontar soluções técnicas e racionais para EXTERNALIDADES NEGATIVAS quanto o são para apontar a falha em argumentos emotivos. Não dá para cobrir um santo descobrindo outro e dormir tranquilo com isso.

Hernando de Soto e a Propriedade


5/6 da humanidade compreendidos pelos países ex-comunistas e países subdesenvolvidos não alcançaram o sucesso dos países capitalistas na geração de capital, mas:
“Por que no mundo em desenvolvimento as pessoas respeitam contratos e honram compromissos relacionados com a propriedade, acordados por elas e seus vizinhos, e ao mesmo tempo não respeitam aqueles que tentam lhes impor seus governos? Por que as pessoas aceitam assumir responsabilidades individuais dentro desses contratos sociais extralegais ao mesmo tempo em que se afastam – ou resistem a aceitar – as leis que seus governos desejam impor?” (p.13).
Hernando de Soto nos ajuda a compreender porque as leis que apoiam o capital não são tão diferentes da moeda. A chave do sucesso se estabelece, fundamentalmente, numa relação de confiança. Em suas palavras:
“Não é sua própria mente que lhe confere direitos exclusivos sobre um determinado ativo, mas outras mentes pensando em seus ativos no mesmo sentido em que você o faz. Por isso, a propriedade em qualquer de suas formas é um conceito construído a partir do consenso de muitas mentes pensando em seus ativos no mesmo sentido em que você o faz. Por isso, a propriedade em qualquer de suas formas é um conceito construído a partir do consenso de muitas mentes sobre como e por quem as coisas são possuídas; por isso a propriedade é uma trama de relações que propicia a criação de capital” (p. 14).

SOTO, Hernando de. O Mistério do Capital. Rio de Janeiro: Record, 2001.

quarta-feira, julho 04, 2018

Apelos Ambientalistas


VC RECEBE UM APELO + OU — mais ou menos assim “meu nome é Fulano de Tal dos Santos. Sou da comunidade camponesa da Puta Que Pariu, estado da Pôrra do Caralho. Lutamos para salvar o Cerrado…” Êi! Mas vc por acaso sabe qual é a origem do Cerrado e como ele pode ser ANTI-NATURAL?!
Alguém tem ideia de que o Bioma do Cerrado pode ter sido resultado de manejo ambiental feito pelos próprios indígenas e, portanto, nada natural do ponto de vista biogeográfico, mas sim obra de manejo ambiental, ainda que tecnologicamente primitivo? Pois é, esta é uma das teorias sobre a origem e formação do Cerrado. Assim, não sendo natural por que deveríamos achar que ele deve ser protegido na sua forma atual? Claro que não estou aqui advogando sua completa extinção ou alteração irreversível, mas sim lançando um justo questionamento, por que deveríamos nos posicionar in limine contra qualquer alteração do ambiente natural quando se sabe que muito deste é, exatamente, fruto desta alteração de séculos ou milênios? Em geral, as pessoas não procuram se questionar sobre o que isto significa, nem sobre o que é ou não ‘natural’.
Dias atrás recebi uma saraivada de mensagens no grupo de WhatsApp da rua. Criado com o intuito de resolver problemas locais ou como instrumento de segurança, sua maior atividade é, como não poderia deixar de ser, falar da vida alheia. E o morador do fim da rua, que se notabilizava por plantar árvores e arbustos até no meio do passeio para impedir tráfico, presença de estranhos e consumo de drogas em área de preservação ambiental reclamou que um novo vizinho as cortara. O relato dele não foi perfeito, pois sou como “o novo devastador que está se mudando para cá está destruindo tudo que plantei ao longo de dez anos”, mas conheço o sujeito e sei que ele cultivou isto tudo muito além de sua propriedade e o fez, inclusive, em via pública prejudicando a passagem.
Agora, já faz quase uma semana que caminhões vão até o fim e voltam carregados de terra. Daí começou o pavor “vão construir uma pousada, acabou nosso sossego, é proibido, precisa de licença etc.” Ao nos inteirarmos, soubemos era um casal de estrangeiros, supostamente franceses, mas na verdade holandeses e daí tudo pareceu fazer sentido, holandeses são um dos povos que mais mexem e alteram seu habitat. Totalmente sintomático que o sujeito venha e em sua propriedade a altere, adaptando a suas condições de vida. Como vivemos em um município onde 45% são área de preservação, em que não se permitem construções, na área restante ainda há quem ache um pecado que se adapte a terra a suas condições de permanência. Como aqui há muitos insetos, principalmente formigas, os holandeses reviraram-na para tocar inseticida. E daí, mais drama “e nosso lençol freático? ainda bem que não tenho poço?” Mal sabem que os produtos que utilizam uma ou duas vezes por mês em seus jardins afrescalhados para evitar ervas-daninhas também podem ser descritos como ‘agrotóxicos’ e que há medidas para sua utilização. Enfim, a obra está a toque de caixa e estou muito curioso para ver como ficará.
De onde vem isso? Essa mentalidade de que tudo que é natural é necessariamente melhor? Ou melhor, o que vem a ser esse natural? A primeira conferência mundial sobre meio ambiente — a Eco ’72 — se realizou em Estocolmo e o foco era claro, a superpopulação, seja lá o que isso signifique… Não, não dá para dizer simplesmente que é uma grande população que não consegue ser devidamente suprida pelos seus recursos naturais, pois se isto vale para Bangladesh, não é o mesmo com o Japão, só para citar dois casos conhecidos. Mas creio que isto é ainda anterior, pois quando se institui uma conferência mundial é porque já houve uma evolução da comunicação e da cultura para se chegar a um consenso, seja ele cientificamente errado ou não. Veja que isto quase aconteceu com a ideia de Aquecimento Global Antropogênico, mas já está sedimentada no imaginário popular dos países mais urbanizados que a humanidade é destruidora. E agora há pouco acabei de mencionar uma palavrinha que diz muito sobre isso, urbanizado.
Em O Homem e o Mundo Natural, Keith Thomas mostra como, justamente, em uma época de primórdios da urbanização na Inglaterra Vitoriana, os poetas e contistas traçavam perfis de sociedades lúdicas e ainda não corrompidas, algo que já era senso comum sobre o mal que adquirimos ao viver e conviver com nossos semelhantes. Esta visão era um tanto arrojada, pois contradizia a determinação natural e a racialização na explicação do desenvolvimento dos povos. Então, o que temos é um preconceito alardeado que surgiu para combater outro. É como se à determinação e visão de destino irredutível surgisse outra pautada no voluntarismo dos indivíduos e comunidades, mas ao invés deste produzir um otimismo em anos mais recentes serviu para asseverar nossos erros como se a superação deles não fosse prova de nosso sucesso enquanto espécie e sim uma linha regular de desgraças.
Bem… Talvez ter que ler vários comentários de ignorantes em redes sociais seja mesmo um castigo dos deuses.
Anselmo Heidrich
01/07/2018

quarta-feira, junho 27, 2018

Chutes e Lágrimas

Por que o choro do zagueiro iraniano Morteza foi visto como símbolo de desabafo após um esforço descomunal no jogo contra Portugal (25/jun), enquanto que o craque brasileiro Neymar fez a mesmíssima coisa no jogo contra a Costa Rica (22/jun) não tendo a mesma aceitação (fontes das imagens: sabedenada.com; blogs.oglobo).

Em um jogo decisivo para as oitavas de final da Copa da Rússia, Portugal e Irã se enfrentaram dois dias atrás. Ao final da partida, com placar empatado em 1 a 1, o zagueiro Morteza Pouraliganji,[1]da seleção iraniana desabou em um choro compulsivo, no que foi consolado pelo também zagueiro Pepe, brasileiro naturalizado português. Pouco se sabe da vida pessoal de Morteza, além de que nasceu na cidade de Babol há 26 anos atrás e, apesar de solteiro mantém foto de um bebê em seu Instagrama quem chama de filho. Como não se solidarizar? Mas o futebol, assim como a vida não é feito de “justiça” e, sim de trabalho, determinação, talento e, claro, pelo acaso que, no caso costuma se chamar de sorte. O certo é que há mais elementos em campo que possam determinar um resultado do que toda retórica disponível no melhor livro de autoajuda._
Três dias atrás outro jogador, bem mais famoso também caiu no choro, mas não por nenhuma derrota e sim pela vitória suada. Neymar da Silva Santos Jr.,[2] natural de Mogi das Cruzes, SP, com vida social devastada pela mídia e redes sociais foi alvo de críticas severas, inclusive de cunho pessoal, com direito até as análises de especialistas sobre a veracidade de seu choro. Alguém tem uma explicação de qual a diferença entre um caso e outro? Qual a legitimidade das lágrimas do iraniano e não do brasileiro?
Isto me lembra aquelas manchetes quando algum rico bêbado atropela e mata um inocente:

PORCHE ATROPELA E MATA TRÊS TURISTAS EM CIDADE DO LITORAL:

Testemunhas disseram que carro subiu a calçada em alta velocidade na noite de Ano Novo

Há um problema com a autoria aí, não foi o bêbado, mas o carro e um carro caríssimo. Isto serve como aditivo à raiva e o sentimento de justiça agrega componentes de ressentimento e inveja. Afinal, qual a importância da marca do carro? Imagine uma manchete assim, então:

UNO MILLE ATROPELA E MATA TRÊS TURISTAS EM CIDADE …

Alguém liga se é um carro 1.0?
Então, a analogia… Por que as lágrimas de um jogador despertaram simpatia e as de outro exatamente o contrário?
No fundo, não toleramos que alguém tratado como semideus possa se comportar como uma criança mimada. Ele tem que ser um herói… É como se a nação buscasse ansiosamente por isso, um líder. E anote aí: esta merda irá se refletir nas eleições.
Não ligo para suas frivolidades, não me importo se foi um garoto pobre que hoje nada no dinheiro, assim como não ligo se ele simboliza meu país, pois tenho certeza que não simboliza. Nem mesmo heróis simbolizam nosso país. Mas heróis existem? Sim, mas quem são esses heróis? Se nos importarmos realmente com eles, sombras atravessam nossos corações toda vez que um se vai. Seja ele um bombeiro em serviço, um professor que ao final do dia sente um vazio, um comerciante que não consegue equilibrar suas contas ou uma bailarina que torceu seu pé. Então, por que apenas um deles deveria me chamar mais atenção?
Agora, a questão que talvez seja mais importante é por que precisamos de heróis? Para restabelecer valores, talvez… Entendo a necessidade de valores que vão além do egoísmo, mas se personificamos estes valores em alguém, a tendência natural é defender a celebridade que os encarna mesmo que cometa erros. Pois não estamos mais no campo da racionalidade – todos nós erramos –, mas sim submissos a um domínio carismático. Essa alta demanda por salvadores, heróis e mitos pode levar o país a algo mais no futuro e não necessariamente algo bom. Estou indo longe demais? Então pense: a carga emocional em torno do detento de Curitiba não morreu, apenas se deslocou para outro, noutro papel, mas se os opositores deste símbolo adotarem a mesma estratégia? Então não teremos uma luta entre Razão Vs. Emoção e sim Fanatismo (de coloração X) Vs. Fanatismo (de coloração Y). Em suma, um armagedão nacional. Se um povo abandona os princípios econômicos e de interesse próprio para substituí-los por slogans símbolos estamos mais próximos de sermos massa de manobra do que jamais estivemos.
Cuidado. Se empolgar com estas cenas pode nos fazer esquecer os chutes que fazem parte do jogo. E depois de levar uma bica, no jogo da vida real não vai ter árbitro de vídeo nenhum para nos compensar. Bem, veremos se hoje o garoto controlará sua raiva ou se deixará levar por ela desabafando ao final da partida. Partida… Pois até a chegada muitas águas rolarão e só espero que não sejam de lágrimas.
Anselmo Heidrich
2018-06-26

[1] Seu ganho anual estimado é de US$ 150.000. Morteza Pouraliganji Bio-salary, net worth, child, relationship, career, bio, affair, girlfriend https://playerswiki.com/morteza-pouraliganji.
[2] Seu ganho anual estimado é de US$ 34.964.816,68. Salário anual de Neymar no PSG será quarto maior da história  |Esportes O POVO https://www.opovo.com.br/esportes/futebol/2017/07/salario-anual-de-neymar-no-psg-e-quarto-maior-da-historia.html.

sexta-feira, junho 22, 2018

A Moralidade deve ser um critério de convivência

Acusar a censura aos atos de assédio e punição com demissões como sendo características da “Idade Média”, “corporações de ofício” etc., toda sorte de equiparações descabidas apenas eximem a imoralidade de sanções. Não faz sentido, sobretudo porque uma ordem moral baseada em castas, estamentos ou profissões formando um círculo fechado se define pela origem dos trabalhadores e não no comportamento comum e necessário à convivência que não é dado pela origem. Leiam este excerto:
diniz diz merda-2018.06.22-23-52-10n
Discordaaannndoooo…. Em primeiro lugar, esse papo de Idade Média. Na I.M., um senhor feudal podia desposar a esposa de um de seus vassalos, na data das núpcias. Ele tinha o privilégio. No referido caso, da moça em meio aos brasileiros que a enganaram ou das russas sendo assediadas pelo funcionário, a propriedade primeva delas que é seu corpo não pode ser objeto de uso, sem seu consentimento. Já aí acho descabida tal comparação. Se tu estiver pensando em uma espécie de censura, sinto te dizer, esta sempre existiu, porém às vezes era tão consensual que não havia todo esse questionamento que estamos tendo, cuja maior transparência caracteriza nossa época. Se não gosta do comportamento de alguém, do procedimento de uma empresa, as coisas ficaram só mais explícitas, enquanto que em passado recente (décadas) nem se discutia, se obedecia. E o problema que enxergo não é sobre qual padrão de comportamento deve ser acatado, mas sobre a liberdade de se aceitar ou não a convivência com determinado comportamento. Refiro-me ao dono da empresa ou quem for designado para decidir sobre isto. A empresa, até onde sei não sofreu pressão externa, ainda mais judicial (isso sim é que caracterizaria algum tipo de “ditadura do comportamento”, “politicamente correta”), mas foi sua opção. Recentemente, um padeiro americano ganhou, na Suprema Corte(!) uma causa que o desobrigava a fazer bolos para casamentos gay porque a Constituição Americana preserva, na sua 1ª Emenda a Liberdade de Expressão. Veja, o casamento gay não é atacado, mas a liberdade de não aceitá-lo, não sendo obrigado a trabalhar para ele também é garantida. Este é o ponto. Tu, obviamente, não pode (e também não deve) expulsar teus alunos por terem algum comportamento inadequado, mas em um país realmente livre, um empresário do setor deveria ter o direito de fazê-lo, caso quisesse. Claro que quem pagou pelo serviço teria direito à indenização pela interrupção, mas não se pode impedir a interrupção em nome de uma idealização de sociedade anti-medieval. A questão aqui não é, pois, o que a(s) menina(s) sentiu(ram) em relação ao assédio, mas sim o que o empregador sentiu e quis. O direito dele empregar quem ele quiser DEVE ser preservado e dane-se se é pelo comportamento impróprio, se for pelo gosto musical recém descoberto ou o diabo do perfume. Não importa. Analogamente, SE tu tivesse uma faculdade particular poderia expulsar um aluno por algo que atentasse contra o que tu enxerga adequado para tua empresa que, obviamente, não seria a nota na prova, pois esta faz parte do processo de ensino sendo boa ou ruim. Quanto ao piloto do avião que mostrou o dedo médio para a Polícia Federal – PF vamos supor que tu esteja certo, que havia uma legislação para puni-lo em função disto (estamos supondo, não sabemos ao certo), o que torna a questão mais clara em que uma empresa pode punir um cidadão por mau comportamento, mas desnecessário. Se não há lei especificando o que NÃO SE PODE FAZER, no caso, como não pode demitir, todo o resto deveria ser possível. No entanto, eu aposto que não havia nada específico e a empresa realocou o sujeito para que não ficasse exposto trazendo mais prejuízo financeiro para ela. Ah! Mas e a Civilização… Pois é, ledo engano achar que esta se estabelece sem a censura espontânea entre as pessoas. Na Inglaterra Vitoriana, nobres imitavam o comportamento da realeza e eram imitados por seus subordinados e assim por diante num efeito cascata. Isto, ao ar livre, em parques, nos passeios de rotina. Este co-adestramento é um dos tantos exemplos de como se formou uma ética de convivência nos espaços públicos. Isto é civilização. Por outro lado, de certa feita pude presenciar alunos de uma escola de elite em Florianópolis apresentando um número de dança, ao som de violino e música renascentista durante o intervalo de almoço junto à praça de alimentação de um famoso shopping. Quando parecia que ia melhorar, as crianças começaram a dançar “na boquinha da garrafa” simulando penetração vaginal no gargalo da garrafa com suas ancas abaixando e subindo. A música de décadas atrás já não toca mais, mas a retardada da sociopata da professora continua lá, ensinando isto. Crianças sim, de cerca de 8-10 anos. Pode? Pior, elas form aplaudidas… Pior, elas foram aplaudidas por seus pais. Então, em meu país ideal, eu teria liberdade de pôr esta professora no olho da rua no dia seguinte, sem precisar que exista uma lei ou interferência jurídica para puni-la. Este é o ponto.
Anselmo Heidrich

Canal Hipocritas perdeu a chance de ficar quieto

Comentário sobre o vídeo do Arthur do Val:


Surpresa? O vídeo do Hipócritas é totalmente previsível, coisa CHUPADA de vários comentários da internet. E, quanto ao mérito, sinceramente... Só contribuíram para mostrar a hipocrisia de quem? De quem se indignou com os babacas da Rússia, como se fossem as mesmas pessoas que fazem apologia à letras de funk obsceno envolvendo crianças. Ora! É muito improvável que sejam as mesmas pessoas. O mais patético é ver vocês, "liberais-conservadores" criticando essas pessoas, por sua suposta contradição, enquanto que vocês, e tu mesmo ARTHUR fez toda aquela movimentação contra o Queermuseu. Quem é o contraditório agora? Quem é o hipócrita agora? Fui contro o Queermuseu, não pelo conteúdo (horroroso, dane-se), mas pelo envolvimento de menores de idade, sou contra o vídeo de otários usando uma menina na Rússia por isso mesmo, porque usaram-na sem saber do que falava, mas tem que ser muito obcecado pelo que dizem atores globais para achar que vou me preocupar com o que tais atores disseram. Estes dados adjacentes são o que são, adjacentes. NÃO IMPORTA. É a mesma esparrela de ficar na estratosfera do debate criticando Clinton que criou a lei que separa pais imigrantes ilegais de seus filhos, das fotos de crianças encarceradas no governo Obama ou a atual aplicação no governo Trump, enquanto que em nenhum momento se foca no que importa, se a lei é a mais funcional, se ela tem base moral etc. Porque este "desvio retórico" nos debates? Simples, porque ninguém está nem aí para a situação concreta envolvendo refugiados e imigrantes ilegais, se contra ou a favor e porque, o que conta parece simplesmente ser contra ou favor de Trump; analogamente, não vi direitistas ou esquerdistas, liberais ou conservadores discutindo se é válido enganar alguém que acreditava fazer parte de uma confraternização. Patético ver sedizentes conservadores, que deveriam levar o debate moral a sério fazer pouco caso disto. E não, não venha com esta cortina de fumaça de "ditadura do politicamente correto", eu faço piadas machistas etc. Divulgo-as na minha linha de tempo, MAS (este é o detalhe importante) não uso ninguém em particular como cobaia para fazer graça. E sim, a melhor forma de entender qual é o limite para tanto é se colocar no lugar do alvo e se não se importa pense na tua mãe, irmã, mulher ou filha. Se coloque no lugar. Também não advogo uma lei para proibir este tipo de babaquice, o que seria um absurdo. A liberdade de expressão tem que ser garantida, mas esta mesma liberdade pode ser usada por quem se sentir atingido, direta ou indiretamente e este é o caso. A condenação moral é extremamente válida e é disto que se trata. Falou 'm' paga pelos mesmos meios.

Arthur. o negócio é o seguinte, teu trabalho é fundamental, mas não caia nessa de corporativismo por afinidade ideológica. O Hipócritas perdeu a mão e a oportunidade de fazer um vídeo sobre a hipocrisia de um sujeito com rosto e nome, pois o que eles fizeram foi generalizar sobre quem se indignou com a babaquice, que também são os mesmos que não admitem ouvir lixo com letras apelativas. Não se trata de feminismo ou mimimi, se trata de respeitar a privacidade alheia, o que não deixa de ser o respeito pela propriedade moral de alguém.



O referido vídeo:



quinta-feira, junho 21, 2018

Trump, imigrantes e o assédio à garota russa


Fonte da imagem: Notícias ao Minuto Brasil - Brasileiros são acusados de machismo e assédio na Copa do Mundo noticiasaominuto.com.br via @noticiaaominutobr
Tive um colega professor de História, diretor do SENAI em Santos, SP lá pelos anos 90 (onde trabalhei no Anglo por 7 anos) e ele expulsou, veja bem, EXPULSOU um aluno do curso técnico no ÚLTIMO ANO. Vou deixar bem claro para que todos entendam: o cara, diretor do Senai expulsou um aluno no último ano de curso técnico às vésperas da formatura do infeliz. Por quê? O aluno colocou minhocas, ele teve a manha de comprar minhocas e jogar na panela de macarrão do restaurante em que os alunos iam comer. Daí perguntei ao meu colega, um corôa cerca de 20 anos mais velho que eu (eu tinha 20 e poucos anos a época) por que ele tinha feito isso e a resposta foi esta, nunca me esqueço: “como vou deixar um cara desses trabalhar na indústria, qual a MINHA RESPONSABILIDADE em deixar um sujeito desses entrar na indústria”. O mais bizarro é que a galera que está se dividindo agora em Esquerda condenando o ato “machista” e Direita acusando atores globais de hipocrisia com relação à idiotice de um grupo de brasileiros na Rússia ao enganar uma moça não estão focando no caso em si, pode um funcionário público, ainda mais policial dar este exemplo? O que vai acontecer? O cara vai voltar para SC, vai subir a serra, vai tomar alguma sanção administrativa da corporação, cujo tribunal é militar e deu pra bolinha, só isso. Nosso país é desigual e injusto sim, mas não em relação a renda, pois isto tem outras causas que não se relacionam à Justiça. Nosso país é injustamente desigual devido à aplicação da Lei.
Aqui, eu esclareço mais estas questões que põem em divisão algo que deveria ser consenso porque o que realmente importa a essa gente não é o caso em si, seja ele o referido assédio na Rússia feito por um grupo de otários ou o tratamento dado aos imigrantes ilegais pela administração Trump:

Anselmo Heidrich

segunda-feira, junho 18, 2018

Brasil e Romênia: a luta anti-corrupção

Acima, Laura Codruța Kovesi, "o Moro de saias romeno". Divulguem o nome dessa heroína.
Fonte: Romania anti-corruption chief hits out at critics ft.com via @financialtimes
Um amigo romeno me enviou esta matéria do NYT que mostra a luta anti-corrupção no país. Lá, eles têm um promotor que trabalha nacionalmente só com isto, que já foi responsável por centenas de processos e prisões, Laura Codruța Kovesi. E eis que o vice-presidente da Câmara dos Deputados Romena, Presidente do Partido Social-Democrata (PSD – Partidul Social Democrat) Liviu Dragnea acusado de desviar milhões de fundos de pensão passou a acusar quem o acusa de formar um “Estado Paralelo”, com táticas semelhantes as do Comunismo Romeno. Balela! Estão se borrando de medo da justiça e fazem parte de um esquema que, de modo similar ao Brasil não sabe o que fazer para sobreviver. Veja o que diz a matéria do NYT:
“(…) about 1,200 people have been indicted on corruption charges, and 1,000 convicted. Among those charged have been 14 government ministers, 39 deputy ministers, 14 senators and one member of the European Parliament. The office has secured 27 convictions in those cases, with most of the rest still pending.”
90% de eficiência no trabalho da promotora, i.e., na captura dos corruptos.
Agora vem a parte mais engraçada: adivinha qual é a retórica dos apoiadores do tradicionalismo corrupto? “Forças ocultas, George Soros, interesses externos” e todo tipo de baboseira que vocês imaginam. Sempre a mesma coisa, né? Incrível como este Soros serve para qualquer coisa, para justifica qualquer acinte contra o Estado de Direito bastando citá-lo para se fazer de santo, se dizer perseguido. Ah! Vira o disco!
E lá como aqui, o sistema judiciário deles se comporta como o nosso STF atrasando e criando estratagemas para aliviar a barra dos presos.
Em diferentes países, os problemas são similares quando não os mesmos e os discursos têm posições e dados diferentes, mas com uma mesma lógica persecutória. Se aqui o tal Soros e a bobagem do Globalismo serve para justificar ações do governo, na Romênia serve para acusar quem é contra o governo. Ao fim das contas, as pessoas prestam menos atenção em problemas reais, no lado empírico dos fenômenos sociais como a corrupção e se perdem em ideologices.
Mr. Dragnea’s party, emboldened by the failure of European Union officials to curb threats to the rule of law in Poland and Hungary, has cast his battle as one against enemies both foreign and domestic.
Anselmo Heidrich

sexta-feira, junho 15, 2018

Greve dos Caminhoneiros e Consequências

Vou encher o saco do povo que não fez a devida auto-crítica pelo apoio impensado a uma greve insana. E aí, o que vocês me dizem sobre a consequência dessa greve dos caminhoneiros? Vão ficar quietinhos, mesmo?!



¿Qué es el COMUNISMO? - VisualPolitik

Embora eu seja anti-marxista, este vídeo é muito bom, excelente, na verdade. Bem didático.