sexta-feira, setembro 27, 2019

Africans are NOT "Black." The Many Races of Africa

Com milhares de grupos étnicos, é adequado designar a população africana como "negra" ou "raça negra"? Claro que não.



Os Bantos, p.ex., se distribuem pela África Central, Oriental e até Meridional. Mas quando se olha para um somali ou um etíope se vê gente com traços mais afilados, embora mais escura no primeiro caso e mais clara, no segundo. E como não se surpreender com o povo Mladic (comum no Sudão Meridional), cuja caracterísca marcante além da tez bem mais escura é sua altura? Contraste tais características com os pigmeus da África Central e verás que a expressão "raça negra" soa como verdadeira ficção.



Só para ter uma noção de como era o relaciomento interétnico, pigmeus são pré-bantos na Bacia do Congo e estes os consideravam subhumanos e como tal, os caçavam para comer. Sim, canibalismo mesmo, embora os caçadores não achassem que fossem humanos.



Imagine agora um grupo totalmente diferente, semelhante apenas no tom de pele, os Khoisan, da Namíbia e sul da África. Eles apresentam um rosto que lembra nossos indígenas e, portanto, um toque de oriental. Aliás, já que falamos em sul, a África do Sul talvez seja, por isso, um dos países mais etnicamente diversificados do planeta, com populações banto, khoisan, asiática (do sul e do leste) e europeus.



Agora, se quiserem ver como a mistura gera algo único, vão para Madasgacar, sim a terra do Rei Julien ("eu me remexo, me remexo muito..."), onde a população banto se miscigenou com a asiática meridional ou no Arquipélago de Cabo Verde, no qual a população é de 50% bantu e 50% europeu, particularmente, portuguesa onde é comum ver gente de pele escura e olhos azuis.



Assista o vídeo anexo com imagens e comentários do autor original. 



Africans are NOT "Black." The Many Races of Africa https://youtu.be/pAXj0pROsd8 via @YouTube



Biodegradable cups from fruit peels / Copos biodegradáveis a partir de c...

Maybe you make a list of environmental creations and proposals instead of simply fomenting despair, @GretaThunberg?



What a fantastic thing, man! This is a fine example of how the pursuit of profit does not disharmonize the environment. Maybe #GretaThunberg drinks a juice...



Quem sabe tu faz uma lista de criações e propostas em prol do meio ambiente ao invés de, simplesmente, fomentar o desespero, Greta?



Que troço fantástico, cara! Isso aí é um belo exemplo de como a busca pelo lucro não desarmoniza com o meio ambiente. Quem sabe a #GretaThunberg bebe um suco desses e faz um elogio? Melhor que espalhar a mentira, o sensacionalismo e o desespero.



quinta-feira, setembro 26, 2019

Greta Thunberg e o Ovo Frito


Não se perca quando estiver falando sobre “crise ambiental”. Existem 2 DEBATES, DUAS SEARAS bem diferentes. Normalmente, estamos debatendo em um nível diferente da ciência de verdade e o que mais temos hoje em dia são charlatães que enganam os outros e a si próprios. Confira porque lendo o comentário abaixo…
Imagine um OVO, no qual a gema seja a hard science, física, climatologia, geologia etc. que com seus métodos discute o problema, o Aquecimento Global (AG) e procura comprovar se ele é ou não verdadeiro e se, especificamente, o Aquecimento Global Antropogênico (AGA) é que predomina e pior, quando começa um e termina outro. Para cada lado dessa contenda existe gente séria, que pesquisa de verdade.
Agora pense na clara, ela é a sociedade e na sociedade existem cidadãos, interessados ($$$) ou não, indiferentes e também pesquisadores de outras áreas (humanas) e políticos. Captou? Vamos começar pela parte científica, a ciência que estuda como esse conhecimento se formou através de interações e política é a Sociologia do Conhecimento. Quando um sujeito diz algo como “a ONU está por trás da tese aquecimentista” ele esboça, se for humilde, uma hipótese ou se for arrogante, um veredito. Mas em ambos os casos esquece que o grande chefe de estado que trouxe o AG como questão de segurança nacional foi ninguém menos que Margareth Hildah Thattcher (bugou a cabeça do direitista agora). Sim, isto mesmo. Mas depois a tese foi apropriada pela esquerda ao atribuir como grande culpado/causador, o sistema de produção capitalista. Eles se apropriaram falando mais do assunto, o que fez a direita burra? Se apequenou e passou a dizer “quem fala sobre isso é esquerdista”. Então, o primeiro passo para “confrontar” a tese é negá-la. Tu podes (e eu respeito) discordar expondo teus argumentos, mas simplesmente negar é covardia intelectual. Melhor é fazer como eu e dizer, “não sei, sou um ignorante da área”, o que sou mesmo. Agora, a direita se reapropriou do tema dizendo o seguinte, “eles querem que paremos de nos industrializar, por isso querem que criemos reservas” (Ricardo Felício é um dos que repete essa merda). Só que para quem não sabe, não é só país rico que pode “parar de produzir”. Na verdade, eles não param… Desde Kyoto funciona assim: todos temos cotas para produzir, mas seu eu produzo menos do que tenho disponível de espaço, eu vendo minha cota em determinado período (ano). Isto se chama Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e é justamente por isso que a biomassa florestal cresceu em países como a China, Índia e também na Europa Oriental, Canadá, EUA etc. Entendeu como isso dá dinheiro? “Ah! Mas é dinheiro baseado numa mentira…” Não sei, eu não sei, tu não sabes, na verdade, ninguém tem certeza, mas isso não é o determinante. Vamos lá…
O que alegam levar ao AG são as emissões de gases-estufa, dentre eles, o CO2. Bem, no topo do ranking, EUA, China e Brasil próximo. Por que nós? Porque quando desmatamos a floresta, menos retenção do carbono ocorre (as árvores sequestram carbono no seu crescimento). Veja… Isto é uma teoria, bastante aceita e só. Ou seja, se usamos o MDL (descrito acima) iremos ganhar dinheiro, bastante diga-se de passagem. “Ah! Mas e quando quisermos crescer além da cota??? Eles vão nos impedir???” Não, apenas vamos dizer que neste ano que vem não queremos mais participar e se quisermos ser bandidinhos também quebramos o acordo e ficamos com a grana, mas não recomendo isto para não ter nenhuma sanção a vista.
A matriz energética mundial é térmica de combustíveis fósseis, se não me engano, cerca de 70%. Se pudermos substituir por gás natural, a emissão de carbono cai para uns 70% também, ou seja, uma brutal queda na emissão de poluição iria ocorrer. Mas aqui, como pensaria uma ambientalista radical tipo Greta? “Ainda vai poluir.” Sabe o que dá raiva? Essa gente não entende que “o ideal é o inimigo do bom”, que trata-se de uma transição e nesta, quanto mais pudermos avançar, melhor. No futuro próximo, quem sabe, poderemos substituir completamente essa matriz de combustíveis. E tem como? Tem.
Hidroelétrica? Não. Exceto países como o Brasil, muito úmidos, com elevada pluviosidade e relevo irregular (planáltico) para termos vazão suficiente, não há como coalhar usinas hidroelétricas em grandes planícies como na Europa ou outras regiões do globo. Nem países de climas desérticos, como grande parte da Austrália é ou muito secos em boa parte do ano, como a Rússia, Canadá, China ou EUA podem garantir que esta seja a principal fonte energética. Não, eles não têm o privilégio ambiental do Brasil. Então…
Solar e eólica? Não e não. Pelos mesmos motivos. Ainda que tenhamos melhorado muito no armazenamento de energia com novas baterias, não há insolação full time no mundo nem é possível “estocar vento”, então essas fontes são complementares apenas;
Biomassa? Não. Exceto se você quiser desmatar mais para expandir a área de cultura de cana ou milho derrubando florestas ou enchendo o solo de químicos (agrotóxicos) para elevar a produtividade. Mas é útli como complemento.
ENTÃO, O QUÊ JÁ QUE DÁ?
Olhe para o passado e veja o que foi a tendência até os anos 70. A ENERGIA NUCLEAR. Esta é a mais “democrática” e ao alcance de todos. “Ah! Mas e os riscos envolvidos?” Bem… Viver é um risco, mas melhoramos muito depois de Chernobyl. Tem que se avançar na tecnologia e normas de segurança, o que já melhorou bastante.
Isto é um debate racional e não ficar acusando alguém de ser culpado, de “roubar sonhos” etc. (How dare you? How dare you?) Na verdade, me parece, que essa menina foi utilizada como antípoda ao Bolsonaro, ela é jovem, ele, velho, ela é mulher, ele homem, ela é uma jovenzinha sensível e consciente, ele um carrancudo conservador. Colega, tu percebe que tudo não passa de um show em que extremistas se deleitam com nossa falta de bom senso e razoabilidade?
Anselmo Heidrich
26 set. 19
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Imagem “Receita de ovo frito” (Fonte): https://mdemulher.abril.com.br/receitas/ovo-frito/

Quem ajuda a promover Greta Thunberg?


O grande problema que faz com que uma menina emotiva e com discurso sentimental tenha a notoriedade que tem é isso: Eduardo Bolsonaro publica imagem falsa em ataque a Greta Thunberg https://veja.abril.com.br/politica/eduardo-bolsonaro-publica-imagem-falsa-em-ataque-a-greta-thunberg/ via @VEJA
Esse lixo de gente "argumenta" dessa forma, só na base da difamação. 

A Técnica Que Arruinou Os Filmes de Ação

quarta-feira, setembro 25, 2019

A reunião do G7 vista pela Ucrânia


A reunião do G7* em Biarritz, na França, entre os dias 24 e 26 de agosto, não terminou com sinais alvissareiros, particularmente para a Ucrânia. As guerras comerciais, particularmente, entre Estados Unidos e China, a possibilidade de uma nova crise financeira mundial, a pauta ambiental e as mudanças climáticas, os incêndios florestais, os conflitos no Oriente Médio, leia-se, “Irã”, os protestos em Hong Kong, tensões em Taiwan, na Caxemira, Líbia, retrocesso nas negociações com a Coreia do Norte foram alguns dos temas que dividiram seus participantes, mas, para a Ucrânia, particularmente, o fator de tensão foi a possibilidade de retorno da Rússia ao G8.
A ideia partiu de duas lideranças mundiais, Donald Trump e Emmanuel Macron. Trump, p.ex., já manifestara seu desejo de que a Rússia voltasse a participar das reuniões do clube no ano passado (2018). O desenho desta reintegração já se dava há bastante tempo e não há surpresa que tenha se configurado agora, o que não deixou de causar indignação à Ucrânia. Mas, observadores apontam que deveria ser o contrário, pois, quanto mais tempo a Rússia ficar isolada mundialmente, menores serão as chances para a Ucrânia retomar seus territórios ocupados pela Rússia, bem como alinhavar futuros planos de paz.



Os líderes mundiais não se esqueceram, nem estão ignorando da Ucrânia. O próprio fato de a Rússia ter sido excluída do G8, após o contencioso com a Crimeia, e ser readmitida para tratar entre outros assuntos deste tema, é prova da consciência que este processo impõe. Outros países, como a Alemanha, o Canadá e o Reino Unido, se opuseram à reintegração russa, enquanto que o Japão adotou uma postura cautelosa, tendendo à posição da iniciativa Macron-Trump. A Itália, por sua vez, foi uma entusiasta e é a que mais frequentemente fala da necessidade de se suspender as sanções contra a Rússia.
É bastante difícil imaginar que a Rússia faça algum tipo de concessão territorial e, se tal vier a ocorrer, provavelmente fará parte de algum processo de barganha. Existem operações e projetos em curso que precisam de continuação e legitimidade. São eles: o retorno da delegação russa ao APCE*, a construção do Nord Stream 2, a cooperação franco-russa na Líbia, os acordos entre a Rússia e a União Europeia na Moldávia. Esta tendência de reaproximação com a Rússia já ocorre há muito tempo e ainda não é vista de modo consensual na Ucrânia.
A ideia de que a Ucrânia seja o “muro oriental” do Ocidente esvaneceu, na medida em que o país não tem mais sido visto como confiável. A expectativa com relação à Ucrânia no cumprimento de tarefas relevantes, como as reformas, a luta contra a corrupção, a facilitação de negócios que propiciassem um clima favorável aos investimentos, como tal, não ocorreu. Em menos de uma década, houve várias mudanças nos países ocidentais, mas, uma visão tem se firmado sobre a Ucrânia, de que o país não se tornou um caso bem-sucedido após o Euromaidan — a revolução que se formou no país em 2014 banindo lideranças pró-russas.
Observadores apontam que a Ucrânia foi vencida pelo pragmatismo russo, seja com seus lobistas, por consideradas ações invasivas e por apoio à movimentos nacionalistas na Europa, enquanto que a Ucrânia, não conseguiu se tornar o destino de investimentos que queria ser. Sem um claro consenso interno sobre o desenvolvimento institucional, uma reforma judicial e prestação de contas, a Ucrânia tem sido gradualmente marginalizada na arena internacional. Ao invés de ser convidada para se manifestar sobre o retorno da Rússia ao G8, a Cúpula preferiu ouvir Burkina Faso, Chile, Senegal, Ruanda, Egito, África do Sul e Índia.
O G7 não é necessariamente um clube dos países mais ricos do mundo, mas uma aliança de parceiros ocidentais, e a inserção da Rússia nunca foi prioridade. Há a necessidade de aproximação com ela em meio a uma crise global, mas isto não significa necessariamente capitular em relação aos interesses ocidentais no Mar Negro, o que inclui a Ucrânia e a expansão da OTAN neste cenário. Para a Federação Russa, por sua vez, integrar o G8 não seria um compromisso leve. Se, com isto, ela conseguir anular as sanções que lhe são impostas, provavelmente, os outros membros da organização irão pedir algo em troca e, neste processo de barganha, a Ucrânia pode estar inserida, seja com a devolução da Crimeia, seja com a paz no Donbass, ou com algum compromisso em relação às alianças euro-atlânticas.
Nesta conjuntura de fragilidade e instabilidade mundial, a Ucrânia pode ter sido, temporariamente, posta de lado. Uma possível reversão deste quadro estaria na força do país como parceiro e ímã aos investimentos externos que, por sua vez, demandariam pela concretização de alianças internacionais, como a União Europeia e a OTAN. Em ambos os casos, é preciso confiabilidade que só irá surgir se a política e o Estado ucranianos se tornarem estáveis e transparentes, garantindo a necessária segurança jurídica. Novamente, para se defender de seus inimigos externos, a Ucrânia precisa combater os males internos, dentre os quais se destaca a corrupção.
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Notas:
Grupo dos Sete (G7)corresponde aos países mais ricos do mundo, faltando a China, por isso, não se configurou como sendo necessariamente e exclusivamente o grupo dos mais ricos. É composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI),mais de 60% da riqueza mundial se concentra nestas economias. O Grupo dos Oito (G8)correspondia ao mesmo G7 mais a Federação Russa, excluída em 2014 após ter anexado a Crimeia, o que levou à atual situação de beligerância com a Ucrânia. Apesar de a Rússia não se encontrar entre as 10 maiores economias, ela porta um dos maiores arsenais de defesa mundiais, sendo, portanto, um dos países mais poderosos. Portanto, aí reside a importância da participação da Rússia nas decisões que afetam todo o globo.
** APCE — Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa ou Parliamentary Assembly of the Council of Europe (PACE)é uma assembleia formada por representantes de diversas forças políticas de seus países-membros, tanto da situação como da oposição. A assembleia representa 47 nações europeias e supervisiona o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, mas, não é parte constituinte da União Europeia.
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Fontes das Imagens:
Imagem 1 G7Biarritz, logo” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:G7_une_fd_cle841133.jpg
Imagem 2 Donald Trump e Emmanuel Macronos dois líderes e articuladores do retorno da Rússia ao grupo, no encontro do G7, em BiarritzFrança2019 (Fonte):https://commons.wikimedia.org/wiki/File:-G7Biarritz_(48632625006).jpg

O Discurso de Bolsonaro na ONU*

O discurso do Presidente da República pode ser dividido em 5 pontos fundamentais: Socialismo; Ideologia; Amazônia; Criminalidade; Economia, não necessariamente nesta ordem. Os dois últimos tópicos foram bem colocados, os dos primeiros foram ruins e o terceiro, sobre a Amazônia poderia ter sido bem melhor. Acompanhe minha análise e dê sua sugestão, crítica nos comentários abaixo.


[*]RETIFICAÇÕES Pessoal, errei em três pontos, a saber: 1º) Entre 6:40 e 6:50 atribuo a queda dos incêndios na Amazônia "aos governos subsequentes" ao de Jair Bolsonaro, o que evidentemente está errado, exceto se pudéssemos viajar no tempo. Foram, OBVIAMENTE, nos governos PRECEDENTES. 2º) Passei a impressão, aos 10:30, de que a queda na criminalidade se deveu ao governo federal. Não fui explícito nisto, mas passei uma impressão positiva desta causalidade. O colega Fernando Raphael Ferro de Lima (um dos autores do best-seller "Não Culpe o Capitalismo") me corrigiu, ao que lhe agradeço de que esta já era uma tendência que vinha se firmando desde 2018 no estado do RJ (provavelmente devido à Intervenção Federal). 3º E ÚLTIMO, UFA!) Aos 14:30 digo que doentes mentais, índios e crianças são inimputáveis perante a lei. Equivoquei-me. Segundo a psiquiatra Ana Paula Werneck, no Brasil apenas em casos de demência, psicose e retardo mental. Imagine o sujeito "fora de si", mais ou menos por aí, o que dista anos luz de alguém com depressão ou transtorno bipolar, o que não lhe afeta a consciência. Isso aí pessoal! Se eu não fosse tão analfabeto digital faria colocaria aquelas tarjas com retificações no corpo do vídeo, mas fica para outra vida. Boa noite, a.h