quinta-feira, março 29, 2012

Brasil fica atrás da China em ranking de direito à propriedade - Radar Econômico - Estadao.com.br

Depois desta, muita gente que diz bobagens sobre a China, sobre o capitalismo brasileiro e, particularmente, sobre a "social-democracia nórdica" deveria, no mínimo, rever alguns conceitos:
Brasil fica atrás da China em ranking de direito à propriedade - Radar Econômico - Estadao.com.br

U.S. Employment by Industry, 1940 and 2010 » Sociological Images

U.S. Employment by Industry, 1940 and 2010 » Sociological Images

A dependência mental do atraso econômico

O Complexo Industrial do Superporto do Açu é o maior empreendimento porto-indústria da América Latina e deverá movimentar, pelo menos, 350 milhões de toneladas por ano, entre exportações e importações, posicionando-se como um dos três maiores complexos portuários do mundo.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu possui área de 90 km² e receberá siderúrgicas, pólo metalmecânico, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, estaleiro, indústrias offshore, plantas de pelotização, cimenteiras,  termoelétrica e indústrias de tecnologia da informação.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu prevê atração de investimentos de US$ 40 bilhões e geração de 50 mil empregos.
Localizado no norte do estado do Rio de Janeiro e em construção desde outubro de 2007, o Superporto do Açu é composto por dois conjuntos de terminais que juntos totalizam 17 quilômetros de cais: TX1, correspondente aos terminais offshore, e TX2, terminal onshore desenvolvido no entorno do canal interno de navegação, com 6,5 km  de extensão,  13 mil metros de cais, 300 metros de largura e até 18 metros de profundidade.
A previsão é que a operação do Superporto do Açu seja iniciada em 2013.
LLX
Mas há quem veja aí um perigo:
Pouca gente sabe, mas está sendo construído no Rio de Janeiro o terceiro maior porto do mundo, o Porto de Açu, um projeto gerido pelo Eike Batista. Sua movimentação principal será a exportação do minério de ferro de Minas Gerais e a importação de automóveis da China. É a teoria da dependência gerando desenvolvimento, mas qual a qualidade desse desenvolvimento?????
Bem, o que dizer sobre esta besteira?
Eu aprendi (NA FACULDADE!) que as plataformas de exportação asiáticas, os NICs desenvolviam a produção só ao mercado externo e sua população não tinha acesso aos bens de consumo!!!! Esta é uma maneira tosca de tentar enfiar uma realidade complexa dentro de um pobre molde teórico marxista. No início, quando em poupança, a produção até pode encontrar pequeno mercado interno, mas uma ou duas décadas e isto muda completamente. Só cegos ideológicos veriam numa Coréia do Sul ou Taiwan um padrão de vida inferior ao da Argentina ou Venezuela.
E lembremos que o Japão nos anos 50 tinha a mesma fama que a China ainda que em declínio ostenta, a de produtor de baixa qualidade. E deu no que deu... Lembro-me nos anos 80 que "carro coreano" era símbolo de baixa qualidade e hoje vejam se não é a Hyundai que ameaça gigantes como a Toyota? Quanto ao valor hora, lembro-me também nos anos 80 que era de 0,34 centavos. Se nem por 0,50 trabalham mais é porque realmente muda rápido. Essa Teoria da Dependência é uma falácia, veja a Argentina, p.ex., que aprofundou este modelo falido desde o início. Quando "nacionalistas" falam, sobretudo no âmbito econômico, uma coisa é certa se suas ideias belluzzianas e da Unicamp forem adotadas, alguns benefícios no curto prazo, para declínio no médio, e gerações perdidas no longo prazo. Com intelectuais nacionais assim, a América Latina nunca precisará de interferência externa inimiga.

Blá-blá-blá verde, isso sim

"A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) disse que ninguém tem mais credenciais verdes do que o Brasil.
Isso é em parte verdade, por causa do etanol, das hidrelétricas. Mas tem outro lado. Estão fazendo mais termelétricas. O governo nunca conseguiu fazer um plano de transição para uma economia de baixo carbono.
A única medida de política econômica que eu conheço que o Brasil tomou nos últimos anos com um conteúdo ambiental foi o favorecimento a produtos de linha branca [eletrodomésticos] que economizavam energia.
O que você não tem é um projeto de país, de governo, em direção à economia verde, como a China está fazendo, com investimentos pesados em inovação. No dia em que eles tornarem a energia solar competitiva, vamos ter de comprar deles, porque eles estão investindo, nós não.
Por que não?
Falta um lugar onde se possa pensar essa política, porque isso não é uma política do Ministério do Meio Ambiente. Você precisa integrar o conceito de baixo carbono no planejamento econômico. Mas você tem planejamento econômico no Brasil onde?"
Diplomatizzando: Economia verde no Brasil: onde, como, quando, de v...: Parece que não só o Brasil, mas a própria ONU, e todos os demais personagens dessa comédia de erros, andam atarantados sobre o que fazer, co...
Ele dá algumas dicas, mas diz coisas sem sentido, como comprar a energia solar dos chineses. Ora, o que terá que se comprar serão os geradores apropriados, caso descubram modo de otimizar e de menor custo. Quanto às hidroelétricas, perfeito, só uma visão ambiental fundamentalista para ver nas mesmas um atentado ao meio ambiente.

terça-feira, março 27, 2012

Democracia e Liberdade: UMA NOVA REGIONALIZAÇÃO DO MUNDO

Texto excelente. Raras são as vezes em que um texto é bom por ser, ao mesmo tempo, didático e profundo. Este será um dos que usarei para afiar minha maneira de entender a estruturação de forças econômicas mundiais. Isto é geografia econômica de verdade e não o monte de baboseira ideológica que vemos por aí. 

Cf.: Democracia e Liberdade: UMA NOVA REGIONALIZAÇÃO DO MUNDO: Por Fernando R. F. de Lima. Ao longo do século XX, as formas de classificar os grupos de países mudaram rapidamente em funções dos e...

Democracia e Liberdade: DESINDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL?

Este texto, eu tenho endereço certo para enviar, sobretudo, para os auto-proclamados "nacionalistas" que acham que a edificação de muros comerciais é o melhor que se pode fazer em política industrial. Talvez, só a distância no tempo permita que vejam um novo ciclo que se estabelece às expensas dos equívocos em matéria de política tributária e orientação via BNDES. 
Cf.: Democracia e Liberdade: DESINDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL?: Por Fernando R. F. de Lima. O fato é que a indústria (que inclui a indústria de transformação, produção e distribuição de água, eletri...

Milton Friedman - 4 maneiras de se gastar dinheiro

O vídeo fala por si.

segunda-feira, março 26, 2012

Energy, geopolitics and engineers

Energy, geopolitics and engineers

The Geopolitics of Israel: Biblical and Modern | Stratfor

The Geopolitics of Israel: Biblical and Modern | Stratfor

União Eurasiana: mais um mito que cai por terra

Esta nota The Eurasian Union: two competing geopolitical visions deveria ser suficiente para provar que o projeto euroasiano não passa de um castelo de cartas. De um lado, Putin dizendo que o pólo rival à União Européia deve se construir sobre a infra-estrutura herdada da URSS e de outro, a China se expandindo a passos largos em direção à Ásia Central e ex-repúblicas soviéticas com acordos para fornecimento de combustíveis.
Êi, evolianos! Qual parte do comentário e da nota linkada vou ter que desenhar para vocês?! Ou será que sua Eurásia é assim tão única que despreza até a história do mundo definida a partir da escrita?