Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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quinta-feira, março 29, 2012

A dependência mental do atraso econômico

O Complexo Industrial do Superporto do Açu é o maior empreendimento porto-indústria da América Latina e deverá movimentar, pelo menos, 350 milhões de toneladas por ano, entre exportações e importações, posicionando-se como um dos três maiores complexos portuários do mundo.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu possui área de 90 km² e receberá siderúrgicas, pólo metalmecânico, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, estaleiro, indústrias offshore, plantas de pelotização, cimenteiras,  termoelétrica e indústrias de tecnologia da informação.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu prevê atração de investimentos de US$ 40 bilhões e geração de 50 mil empregos.
Localizado no norte do estado do Rio de Janeiro e em construção desde outubro de 2007, o Superporto do Açu é composto por dois conjuntos de terminais que juntos totalizam 17 quilômetros de cais: TX1, correspondente aos terminais offshore, e TX2, terminal onshore desenvolvido no entorno do canal interno de navegação, com 6,5 km  de extensão,  13 mil metros de cais, 300 metros de largura e até 18 metros de profundidade.
A previsão é que a operação do Superporto do Açu seja iniciada em 2013.
LLX
Mas há quem veja aí um perigo:
Pouca gente sabe, mas está sendo construído no Rio de Janeiro o terceiro maior porto do mundo, o Porto de Açu, um projeto gerido pelo Eike Batista. Sua movimentação principal será a exportação do minério de ferro de Minas Gerais e a importação de automóveis da China. É a teoria da dependência gerando desenvolvimento, mas qual a qualidade desse desenvolvimento?????
Bem, o que dizer sobre esta besteira?
Eu aprendi (NA FACULDADE!) que as plataformas de exportação asiáticas, os NICs desenvolviam a produção só ao mercado externo e sua população não tinha acesso aos bens de consumo!!!! Esta é uma maneira tosca de tentar enfiar uma realidade complexa dentro de um pobre molde teórico marxista. No início, quando em poupança, a produção até pode encontrar pequeno mercado interno, mas uma ou duas décadas e isto muda completamente. Só cegos ideológicos veriam numa Coréia do Sul ou Taiwan um padrão de vida inferior ao da Argentina ou Venezuela.
E lembremos que o Japão nos anos 50 tinha a mesma fama que a China ainda que em declínio ostenta, a de produtor de baixa qualidade. E deu no que deu... Lembro-me nos anos 80 que "carro coreano" era símbolo de baixa qualidade e hoje vejam se não é a Hyundai que ameaça gigantes como a Toyota? Quanto ao valor hora, lembro-me também nos anos 80 que era de 0,34 centavos. Se nem por 0,50 trabalham mais é porque realmente muda rápido. Essa Teoria da Dependência é uma falácia, veja a Argentina, p.ex., que aprofundou este modelo falido desde o início. Quando "nacionalistas" falam, sobretudo no âmbito econômico, uma coisa é certa se suas ideias belluzzianas e da Unicamp forem adotadas, alguns benefícios no curto prazo, para declínio no médio, e gerações perdidas no longo prazo. Com intelectuais nacionais assim, a América Latina nunca precisará de interferência externa inimiga.

Um comentário:

  1. Excelente post! Acrescento à lista de responsáveis por essa forma primitiva de enxergar as relações entre mercado interno e externo o historiador Caio Prado Júnior. Com "Evolução Política do Brasil", livro de 1933, ele foi alçado à condição de grande intelectual marxista por haver defendido a tese de que estruturas produtivas voltadas para a exportação nada têm a ver com dinamização do mercado interno, o qual seria inexistente, no Brasil. O próprio Karl Marx discordaria totalmente dessa visão, mas, no Brasil, esse tipo de nacionalismo sem pé nem cabeça faz muito sucesso.

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