segunda-feira, novembro 30, 2015

Minha entrevista, Rádio NBC – Imbituba, SC


Escute este interessante programa na Rádio Nova Brasília Comunitária, de Imbituda, aqui em Santa Catarina levado ao ar em 21 de novembro deste ano:

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*Se gostou, compartilhe, indique etc. E também se achar útil envie seu comentário, crítica ou sugestão.
Grato,
a.h

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NÃO CULPE O CAPITALISMO na UNIBRASIL


Dia 26 de novembro passado, eu, Anselmo Heidrich, Fernando Ferro e Luis Diniz estivemos na Unibrasil, em Curitiba divulgando nosso trabalho. Como se tratava de uma semana acadêmica promovida pelo curso de direito procuramos voltar nossa discussão para temas relacionados, como capitalismo e criminalidade; capitalismo e desenvolvimento econômico; propriedade privada e favelização etc. Assista aos vídeos a seguir que vale a pena e nos sugira temas novos, novos adendos, perspectivas ou faça críticas que nos serão úteis.
Grato pela atenção,
a.h











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quarta-feira, novembro 25, 2015

Eu, na TV COM


Pessoal, amanhã estarei no Conversas Cruzadas da TV Com, em debate sobre marinas em Florianópolis. Não sei quem mais irá, mas quero desmistificar esta visão de que não é possível visão empresarial com sustentabilidade ambiental.
A gravação será às 12:30 e a transmissão por volta de 21h. Aqui está o site http://tvcomsc.clicrbs.com.br/ para acessar o vídeo (no banner abaixo). Ou, mais tarde, também disponível no youtube.

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terça-feira, novembro 24, 2015

Sobre: JOGOS VORAZES E A METÁFORA POLÍTICA


Leiam: 
DEMOCRACIA E LIBERDADE: JOGOS VORAZES E A METÁFORA POLÍTICA:
Por Fernando Raphael Ferro de Lima             
Há umas duas semanas fui inquirido por minha filha adolescente a assistir Jogos Vorazes...

"Pão" é o nome do país e circo, os jogos. O filme critica a visão imperial, cujo pão e circo (panem et circenses) seria substituído quando a fonte de prazer imposta pelo governo é atacada. Talvez não seja claro, nem intencional, mas o amor romântico é algo posterior, acho que medieval, que se opõe à orgia e ausência de paixão à parceira (no caso, ao parceiro). Lembrei-me da obra prima de Huxley, "Admirável Mundo Novo", que também põe em cheque uma sociedade baseada no hedonismo e amoral.
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Tragédia do Rio Doce: sai mais em conta poluir do que prevenir


As multas à empresa após o rompimento das barragens em Mariana (MG) são um exemplo. Os valores de R$ 250 milhões aplicados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de R$ 122 milhões, pelo governo de Minas Gerais, são menores do que o seguro contra acidentes ambientais, no valor de US$ 1 bilhão. A estimativa dos danos causados, porém, ultrapassa os R$ 10 bilhões.
Cf. http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pagar-multa-custa-menos-que-prevenir-dano-ambiental,10000002788 via @estadao

segunda-feira, novembro 23, 2015

Socialização americana VS. Apartheid europeu


De que modo o sistema americano é superior aos europeus na assimilação de imigrantes e como isto pode refletir positivamente na dissuasão do terrorismo?

[Socialização americana v. Apartheid europeu https://youtu.be/i4sRi_7iVrQ?list=PLIvRyHK-Wb1gZP5MTvn4omDfJmhfTArb0]
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sábado, novembro 21, 2015

Nova Polícia : VÍDEO - LUIZ EDUARDO SOARES EXPLICA A PEC 51

Acessem este vídeo e escutem:


Nova Polícia : VÍDEO - LUIZ EDUARDO SOARES EXPLICA A PEC 51: A proposta de emenda à Constituição (PEC51) é tratada como polêmica no meio policial. Temores como a exclusão de direitos trabalhistas e até...




Sinceramente, o que esse entrevistador quis dizer com "eles pertencem a mesma classe", o policial e o bandido? Ele está sociologizando a questão, com uma sociologia suspeita, diga-se de passagem, como se classe social conduzisse um padrão de comportamento. Isto é um grande equívoco. Ninguém é criminoso porque pertence a uma classe específica. É o tipo de mentalidade que se diz 'avançada', se diz 'progressista', mas na verdade expressa um grande preconceito contra o pobre achando que por ser um pobre ele terá maior probabilidade de ser um criminoso. 

"Terrenos vazios para a comunidade"... Será que o antropólogo conhece nossas cidades? Existem vários terrenos, mas que são sistematicamente destruídos pelos supostos usuários. E por quê? Impunidade. Eu dou aula para jovens e o desrespeito é crônico por frouxidão dos pais que é reverberada pelas instituições (escolas) e agora, o risco é de se expandir para as leis tornando a instituição policial inoperante. Não estou falando de "baixar a porrada", não! Nem os pais, responsáveis em geral ou força policial, mas a falta de repressão, psicologicamente orientada leva uma mensagem de fraqueza. Quem tem filhos sabe que há momentos em que tem que ser mais incisivo, com as palavras, comportamento etc.

Outra coisa, este entrevistador me parece desonesto, desde quando a polícia de SP recebeu "ordens para prender quem portava vinagre"? Que eu saiba o vinagre foi confundido com álcool ou material para fazer coquetéis molotov. Ele não sabe de nada... A polícia de SP tem sido uma das melhores aparelhadas do país, tanto que o índice de homicídios caiu no estado e a capital do estado figura no Atlas da Violência como a menos violenta do país. Claro que isto é em termos proporcionais a sua população, óbvio.

A questão de um policial colocar água no spray de pimenta porque "concordava com as manifestações" (as de 2013, que tiveram a ação dos black blocs) mostra que ele não entende como deve funcionar, o indivíduo tem que agir de acordo com a organização. Imagine agora se cada policial tirar suas próprias conclusões e agir como quiser? Claro que ele não deve (e nem pode) acatar uma ordem sem base legal. A lei o ampara neste sentido. Agora se ele tem que dissipar uma manifestação que traz riscos, à própria população manifestante em primeiro lugar, depois a outros e depois ao patrimônio imagine se ele resolver participar dela porque "discorda do governo". Assim, não há polícia. 

Polícia não é só para reprimir, mas em determinado momento de desordem e ameça à vida alheia, como ela deveria agir? Conversando, buscando uma mesinha no bar e sugerindo um debate com o vândalo? Olha, eu sou professor de geografia, vim desse antro aí das humanidades, mas é impressionante como esta classe média ilustrada que vive em bairros com boa infra-estrutura, protegidos por meios legais e longe da áreas de maior risco idealiza a criminalidade. É impressionante. 

E no fim das contas tudo parece acabar com a questão das drogas, parece que é onde eles chegam (estou escrevendo enquanto eles falam...). Olha, mesmo que sejam todas liberadas, isto por si só não acabará com a violência, assim como mantendo sua proibição. A questão é a concorrência sem regulamentação. Formam-se quadrilhas que tentam impor sua preferência e controle de mercado. É como se fosse um estágio pré-capitalista, de mercadores e piratas sem proteção estatal. Portanto, só liberar sem regulamentar e garantir segurança não elimina a violência. 

Continuo depois (30 min de audição).




sexta-feira, novembro 20, 2015

A aula do extremista islâmico



Quem diz que educação não tem mais influência ainda não viu isto nem sabe do poder que ela tem em certas regiões do mundo, malgrado as lições ensinadas estão no sentido diametralmente oposto do que gostaríamos...


Neste vídeo, http://www.youtube.com/watch?v=U2tT_3dsgKA vemos a ação de um professor do ISIS, o chamado "estado islâmico" em um vilarejo afegão. Sim, o ISIS chegou no Afeganistão, território disputado entre o Taleban e o governo nacional.


Alguns trechos da aula:


"Que palavra é esta?" ele diz, e responde sua própria pergunta: ". Jihad"

"Jihad", as crianças repetem.

"Deus diz para fazer a jihad até que intriga, idolatria e infidelidade são idos do mundo."

Ele diz a um menino para se levantar. "O que é isto?" ele diz, indicando o seu rifle.

"Kalashnikov".

"Por que nós usamos isso?"

"Para defender a fé."

"E cujas cabeças vamos acertar com isso?"

"Kafir [infiéis]", diz a criança.



Mais tarde os alunos assistem a um vídeo de tortura e decapitação (as meninas sentam ao fundo da sala).


Quem achou exagerado pode ler a matéria na íntegra aqui: Via @NPR: An ISIS School Teaches Jihad To Children At Age 3 http://n.pr/1SEhzz1


No Afeganistão, o ISIS vai entrar em choque certeiro com o Taleban, mais do que o governo de Kabul. "Estamos fartos de todos eles", diz um velho ancião, pois o cidadão comum irá sofrer com o embate.


O que tem que ficar claro é que seja ou não simpático ao islã (eu mesmo sou antipático a ele e a qualquer religião), o fato é que as primeiras vítimas serão os muçulmanos que não se dispõem a pegar em armas para fazer uma guerra santa. Estes que desejam levar suas vidas em paz é que deveriam ser apoiados contra o inimigo comum. Sei que esta é uma longa discussão, mesmo porque tentativas como esta que sugiro já aconteceram e, no mais das vezes, acabaram fortalecendo regimes também despóticos. Bem... Uma coisa é fato, sem o apoio a quem pode se opor aos extremistas, justamente estes é que tomarão o espaço vago deixado por um poder enfraquecido.


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quinta-feira, novembro 19, 2015

Shapiro & Shari’a



Para contestar que o islã não é uma religião com uma minoria violenta, Ben Shapiro, sutilmente, usa outras palavras, exatamente aos 30 segundos. Vejam:

“Claro que ele não está sozinho nesta opinião de que os islâmicos são liberais e tolerantes.”

Ora! A questão original não era esta, mas se o islã tem uma minoria violenta. Como se trata de matemática, o que deveria ser feito, a priori, é definir o que se entende por ‘violento’. Apoiar fatwas contra o ocidente? Bater nas mulheres? Entender a jihad como “guerra santa”? O que, exatamente? Para cada uma dessas questões teremos um diferente postulado, apontando para um grau maior ou menor de apoio à violência.

Se observarmos atentamente o vídeo dele, aliás, muito didático e dinâmico, por isto mesmo sedutor, veremos que o que ele entende por muçulmano violento, na maioria dos casos, é o muçulmano em países majoritariamente islâmicos ou ocidentais que diz apoiar a lei islâmica, a Shari’a. vejamos, a Shari’a é a base do islã, se um muçulmano que se diz muçulmano não acatá-la não faz o menor sentido dizer-se muçulmano. Daí, o jogo é nós, na Bíblia temos muitas passagens que são violentas e poderíamos fazer apologia a ela, mas não derrubamos aviões ou destruímos prédios. Engraçadinho... Hoje não, mas na idade média, quando a palavra da Igreja era quase absoluta, o que se fazia com hereges? O que se fazia com judeus como Shapiro? Claro, a igreja neste período histórico não derrubava aviões porque não existiam aviões, mas existiriam aviões se não fosse o papel de hereges e gente que desafiou a cosmovisão da igreja? Obvio que não. A questão, para que fique bem claro o que estou dizendo, não é de Islã v. Cristandade, mas de qualquer forma de totalitarismo, inclusive o religioso contra o mundo livre, característico do Ocidente, mas não restrito a ele.

Shapiro também fala de apoio a Osama Bin Laden e de maus tratos às mulheres e nisto ele tem razão, os muçulmanos, em grande parte não traduzem uma cultura que seja exemplo de tolerância. Mas justamente porque eles não tiveram efetivamente a separação entre igreja e estado como nós, no ocidente cristão. E quando tiveram não foi no sentido de reforço às instituições que garantissem os direitos civis e à liberdade de expressão, mas sim às ditaduras laicas, como a de Saddam Hussein ou monarquias absolutistas, como os Assad na Síria.

Agora, é fácil se mostrar radical em uma cultura permeada pela falta de instrução e divulgação de ideias, exceto quando os efeitos disto também atingem os próprios muçulmanos. Vejamos a seguir aqui, uma excelente pesquisa feita em 2015 pelo Pew Institute:

http://pewrsr.ch/1MkLqee
 
De acordo com a tabela abaixo disponibilizada na referida pesquisa, 10 de 11 países têm mais de 50% dos pesquisados com visões negativas ou muito negativas acerca do estado islâmico (ISIS):


A única exceção é o Paquistão, berço do Taleban de onde saiu a militância da al Qaeda, com 28% desfavoráveis (outros 62% não souberam informar e apenas 9% se mostraram favoráveis).

Agora, se você acha que estas pesquisas não levaram em conta o fator religioso (seitas) está enganado. Com o ISIS é sunita seria de se pensar que outros sunitas também o apoiariam... Ledo engano. O que se na próxima tabela é prova disso, países majoritariamente sunitas, como o Líbano também se mostraram contrários às ações do ISIS:


Já, 20% de apoio ao ISIS vieram da Nigéria. O que podemos deduzir disto? O Líbano sofre de perto as ações do terrorismo do ISIS, bem como com a crise dos refugiados sírios. A Nigéria é exatamente o oposto, distante, não tem como opinar sobre um assunto que conhece praticamente pela TV ou internet, media em geral. É como se fizéssemos uma enquete no Brasil para ver quem mais apoia o MST. Com certeza teríamos um índice maior de aprovação das áreas urbanas e bem menor nas áreas rurais, porque nas primeiras se está distante do barbarismo e nas segundas se sofre com a barbárie do MST.[1] Além disto, a Nigéria vive em guerra étnica, onde os muçulmanos ao norte (etnia hausa) já tiveram uma guerra civil com o sul (igbos) e atualmente sofre com as ações do grupo terrorista Boko Haram que, obviamente, recebe apoio de parte da população.

Cuidado, portanto, com esta sanha de “novo cruzado”. Eu não tenho nenhuma simpatia pelo islã, aliás, por religião nenhuma... Mas, uma coisa tem que ser dita, neste momento, tomar o universo muçulmano como inimigo e apoiador do ISIS, autor intelectual dos atentados na Europa é temerário e nada estratégico. Como primeiro efeito levantaria e agregaria mais muçulmanos contra o ocidente. Não precisamos admirá-los, sequer gostar de sua cultura, mas se for para agir, temos que se atingir os sujeitos responsáveis por determinada ação e não uma cultura que, bem ou mal, existe e vai continuar existindo.
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[1] Quando digo barbárie, não estou brincando. Clique aqui para entender: http://www.sindicatoruralczo.org.br/system/filemanager/download_3_1241112495.pdf. Acesso em 19 nov. 2015.

quarta-feira, novembro 18, 2015

Why Maps explica a Guerra da Síria


Confiram esta matéria sobre os conflitos na Síria e, principalmente, o vídeo abaixo que é bem didático:

OUTROS DESTAQUES | VÍDEOS

Entenda em 10 minutos como nasceu a crise no Oriente Médio, que chegou à França

Redação
O que ocorre exatamente na Síria? De onde vêm mais de quatro milhões de refugiados? Foram essas perguntas que incentivaram o grupo #WhyMaps a fazer um vídeo, no começo de outubro, que explica em pouco mais de 10 minutos e 15 mapas a história da Síria e da região, que têm sido o centro das atenções do mundo neste ano, em grande parte graças ao grupo terrorista Estado Islâmico (Isis).
Em seu primeiro projeto, o Why Maps narra, em espanhol, história do Oriente Médio de forma didática, por meio de mapas. O vídeo vai da Mesopotâmia aos dias de hoje para tentar explicar por que a região é tão importante para o resto do mundo (dica: envolve petróleo) e como a Síria se tornou um país tão conturbado, marcado por conflitos armados, golpes de Estado e guerras civis.
Embora tenha sido lançado no dia 8 de outubro, mais de um mês antes dos ataques terroristas à França, na última sexta-feira (13), o vídeo explica como o Estado Islâmico usa um antigo discurso para conseguir seguidores em uma luta contra o “Ocidente”.
Além disso, o projeto tem um fundo social. Segundo o grupo, “qualquer benefício financeiro que o vídeo possa gerar será destinado à campanha síria Save The Children”.




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