Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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segunda-feira, dezembro 09, 2013

Doutrinação e empulhação no ensino de geografia - 2


Para mudar o padrão de apresentação do mapa mundi basta divulgar sua ideia ao invés de chorar buscando atenção. Imagem: cperrier.edublogs.org
 Sobre: O Mapa Mundi – a mentira a que já nos habituamos! http://disq.us/8gk984 
Já vi muita deturpação na internet, mas esta superou a todas. É nítida a técnica de "remendo" ou "retalho" na redação ao comentar um valor moral (já introduzido no início do texto) e depois "rechear" com dados técnicos (sobre navegação) totalmente alheios ao sentido da matéria para depois, a guisa de conclusão, retornar com a mesma ladainha terceiro-mundista pretensamente científica. Vamos aos fatos (porque a opinião vem depois):

E o Hemisfério Norte não apresenta mais ou menos milhas quadradas, pois Hemisfério é metade de uma esfera, logo, a área de cada um é exatamente igual a outra. Agora, se estiver falando de terras, é outra coisa, mas daí tem que saber redigir o texto...

Não há plano, manipulação, ocultação, nada disto. Uma vez que esta clássica projeção (de Mercator) foi produzida na Europa é absolutamente natural que seu criador, um europeu por suposto, colocasse a Europa, seu continente no centro e "acima" do ponto de vista do mapa. Logo, o mapa mais utilizado no mundo não é uma mentira, mas todo e qualquer mapa é uma "mentira" na medida que não representa o mundo -- algo próximo de uma esfera -- de modo achatado, mesmo compensando as áreas equatoriais, como é o caso da projeção de Peters.

Querem "conscientizar as massas" (eufemismo para doutrinar aluno) ou, sendo mais honesto, possibilitar uma visão alternativa? Façam como telejornais japoneses que colocam seu país, o arquipélago japonês no centro e acima nos mapas no painel ao fundo dos jornalistas na TV em horário nobre. Não, não foi um "MEC japonês" que determinou isto, nem uma política pública a la bolivariana esdrúxula, mas simplesmente uma perspectiva cultural própria do Japão; ou como na Austrália, admirável país onde se encontram camisetas à venda "no longer down under" com a Austrália no centro e acima (o planisfério "invertido"). Estas colocações norte/acima e sul/abaixo vocês nem chegaram a considerar de tão absortos que ficaram na papagaiada ideológica. Os mapas, meus caros, podem ser vários de acordo com a necessidade do freguês. Sugerir que se trata de um plano intencional de dominação psicológica é patético. Quem está realmente tentando estabelecer uma relação de dominação através da mentira aqui são vocês com este festival de ignorâncias ao doutrinar ideologicamente ao invés de contextualizar historicamente o porque da técnica cartográfica. Agora, se esta visão é limitada perante as outras, criem e divulguem as suas, mas não critiquem o que foi um avanço para a humanidade. Parem de chorar como derrotistas e ressentidos e façam valer a sua proposta. Divulguem-na, ou vão me dizer que não tem nenhuma?

Ah sim.... Esta é a Síndrome do Oposicionista Crônico (S.O.C.): ele sabe criticar e repetir ad nauseam, mas não tem nada para por no lugar, nem luta para este fim com construção, apenas vive da culpabilização alheia, como se alguém sempre fosse responsável pelo seu infortúnio e miséria. Mal sabe ele que sua inveja é um elogio inconfesso de admiração: ele gostaria de estar no lugar daquele que critica.

Por que isto seria uma empulhação no ensino, então? Parece piada, mas aqui no Brasil, ao menos, a crítica insensata à cartografia é vista como lúcida e ‘conscientizadora’.

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