terça-feira, julho 05, 2011

Argumentando picado


Lei e Religião. Ainda sobre a oposição Direita/Esquerda no contexto americano, eu também votaria na esquerda americana em certos casos. Mas, quanto a Lei derivar da Religião, em certos casos não só acho compreensível, como também acho correto. Uma Lei não funciona quando não existe o Costume já estabelecido. Bem... Pode até 'funcionar', mas daquele jeito que bem conhecemos, intermitentemente ou na porrada. Veja nosso caso, o do aborto, onde já ocorrem, se não me engano, 2 milhões por ano no país. Adianta dizer não? Não, mas também não acho que o estado tenha que financiar aborto a torto e direito sem cobrar nada ou regular a promiscuidade.
Aborto e Regulação. Certas ações estatais não são para impedir o movimento em direção a algo, mas para restringi-lo, diminuir seus efeitos maléficos. Aborto então existe sim e ponto, mas vamos limitá-lo de algum modo para que não se crie um incentivo que retroalimente essa pouca vergonha. Neste sentido, embora eu seja mal visto pelos religiosos, acho que têm que ser ouvidos também. Algo como ajustar o equalizador, não os deixando no mudo total. 
Guerra e Razão. Acho também que investir em armamento para usar em guerrinhas se torna pouco eficiente para o próprio domínio, mas os gastos com tecnologia de defesa, aeronáutica, bombas, monitoramento, anfíbios etc. se faz necessário sim. Se não for assim, Pequim já teria esmagado Taiwan; Pyongyang já teria queimado parte do Japão; e, Moscou já teria fechado Ormuz. Acho que se vivêssemos num mundo onde todos parassem ao mesmo tempo, em convenção, tudo bem. Mas, como um quer terminar a peça solando, não dá. Por contraposição, para não entrar de sola então, tem que mostrar as ferraduras brilhando pros caras. Vem que te dou nos cornos... Daí eles passam a respeitar. O erro (e aí acho que muitos concordam comigo) é quando o bagual já sai dando coice, o que alguns, de modo mais elegante, chamam de "guerra preventiva".

É isto, boa noite.
a.h
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Rush - yyz


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Liberdade econômica e expectativa de vida


         A liberdade econômica não só é o melhor passo para a prosperidade, como também para uma vida mais longa.

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domingo, julho 03, 2011

Uma carta surreal


         Nesta matéria, a Carta Capital faz o mais do mesmo, confunde tudo para eleger um culpado único. Da aprovação do novo Código Florestal brasileiro a ação da FAO e seu comprometimento de acabar com a fome na África, até a crítica aos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), tudo parece ser um conjunto de conseqüências que deriva da falta de vontade política.

interceptor: National Geographic Brasil entrevista Bertha Becker


Bravo! Até que enfim alguém diz algo sensato sobre aquela imensidão. Sem grandes investimentos voltados ao comércio com base tecnológica aquela região não encontrará o nexo entre desenvolvimento econômico e equilíbrio ambiental. Por isso mesmo. ficar louvando agricultura de subsistência ou nomadismo não passa de comodismo para aqueles que na distância de seu conforto urbano se dizem defender a região.

National Geographic Brasil entrevista Bertha Becker


Até que enfim alguém que diz algo sensato sobre aquela imensidão! Sem me alongar demais, muito do que esta senhora diz, nós concordamos com certeza. Além do que já achava óbvio -- a necessidade de mega-investimentos na Amazônia e o foco na tecnologia de ponta para geração de empregos ao invés daquele negócio de ficar apostando em culturas de subsistência --, ela chama atenção para algo que me passou desapercebido, a necessidade de uma boa estrutura administrativa e comercial com base nos pequenos e médios municípios. Isto não deve ser estranho para aqueles que labutam com a economia, mas justamente por teorizarmos tanto sobre temas distantes que envolvem a relação cultura-natureza, este dado costuma escapar. Recomento pois sua leitura, bastante elucidativa:


Amazônia - Revista National Geographic Brasil
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sábado, julho 02, 2011

Sustentabilidade do "verde" em Rondônia


Sem comentários...





Segundo documentos e escutas telefônicas obtidos pela reportagem, para ter a anuência das usinas para conseguir os contratos da VP, a Susfor teria que resolver alguns problemas das empreiteiras, um deles era a CPI das Usinas, que poderia atrapalhar o cronograma das obras caso fizesse revelações comprometedoras. A Susfor prometeu repassar ao presidente da CPI, o deputado Tiziu Jidalias, a quantia de um milhão de reais, para que o relatório final da CPI fosse amenizado. O dinheiro seria justificado com um contrato falso que simula, por parte da Susfor, a aquisição de um projeto de manejo florestal do deputado Tiziu Jidalias. O grupo Susfor, por meio da sua subsidiária brasileira UTR, deu a Tiziu quatro cheques no valor de R$ 250.000,00 cada um.
(...)
Preocupado com uma forma de justificar o recebimento daquela dinheirama toda, Tiziu teria feito um contrato de venda de um plano de manejo com o grupo Susfor, mas este plano de manejo nunca existiu de fato. Ele teria inclusive pago os impostos decorrente da falsa operação, mas segundo fontes ligadas ao deputado na época, o dinheiro foi parar na campanha ao governo do Estado de Rondônia. Dinheiro que veio da China e irrigou a campanha eleitoral, com as bênçãos das usinas de Santo Antonio e de Jirau.
(...)
Leia mais em : Eco Amazônia :

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Transferência de tecnologia? Russo de acreditar



Cf.: Alta tecnologia russa chega a Mato Grosso para controle de fronteira

Louvável e necessário. Mas, este

(a) negócio de transferência de tecnologia é uma bobagem (nenhuma potência o faz, exceto pelo que é dispensável);

(b) negócio de funcionários do estado detendo a mesma é prova cabal então, de que não deve ser grande coisa (uma vez que estaria ao alcance de qualquer estatutário, cuja maior preocupação são seus triênios, quinquênios e licenças-prêmio).

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sexta-feira, julho 01, 2011

Cinzas da mentira


E agora, depois da hemorragia, quem irá ressarci-lo? Vai ficar barato porque estamos na "era dos coitadinhos", a autora é mulher, negra e, se não me engano, muçulmana; o réu, um branco, rico, europeu, reconhecido bon vivant com currículo de mulherengo. Dever ter sido uma vida construindo sua reputação e agora, numa estocada quase acabaram com sua carreira. Recuperar essa mesma reputação é como tentar catar as cinzas da cremação atiradas ao vento.


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