segunda-feira, abril 15, 2013

O modelo esquecido de Santa Catarina

Cf.: Hupomnemata: Retratos econômicos interessantes: O modelo de comércio internacional de Santa Catarina
Estas medidas feitas pelo estado são, historicamente, recentes porque a infraestrutura desenvolvida no território foi, em grande medida, de iniciativa privada. O engraçado é que mesmo com a descentralização portuária e de clusters, isto não impediu a concentração urbana que se forma atualmente em torno da capital. Capital esta, aliás, que também pouco fez pelo seu interior no passado, o que chegou a provocar um movimento pela sua transferência, especificamente para Lages, bem como um movimento separatista do município de Porto União querendo sua anexação ao estado do Paraná!

A Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire é um plágio piorado

Não deixem de conferir!
Às Margens Túrgidas: A Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire é um plági...:   Método Paulo Freire ou Método Laubach?   Segundo historiador, Frank Laubach pode ser o Hegel de Paulo Freire — o "criador" da ...
Bravo David Gueiros! Só discordo do "utilizado com grande sucesso" na América Latina, pois aqui, a versão freireana do método reforçou a ideologia em detrimento da própria alfabetização.

domingo, abril 14, 2013

Corroborando a visão geográfica com Democracia e Liberdade

Sobre:

Fernando, a propósito disto que relatou:


"O critério de desenvolvimento adotado, por exemplo, é simplesmente a repetição das falácias repetidas há muitos anos. Não ocorre uma busca de uma classificação que considere algum indicador de referência como por exemplo o Índice de Desenvolvimento Humano, que colocaria no rol de países desenvolvidos os sul-americanos Chile e Argentina, porção sul e sudeste do Brasil além de vários países da América Central, como Costa Rica, Porto Rico e outros menores."
Cf.: AS MENTIRAS QUE OS GÉGRAFOS CONTAM PARA AS CRIANÇAS

Veja isto aqui:


Costa Rica lidera en la región el nuevo Índice de Progreso Social | AméricaEconomía http://www.americaeconomia.com/politica-sociedad/sociedad/costa-rica-lidera-en-la-region-el-nuevo-indice-de-progreso-social … via @americaeconomia


quinta-feira, abril 11, 2013

Notas sobre o relativismo chinfrim – 1



Pense no que seria o conhecimento?
Acho mais fácil responder "o que não é conhecimento?", afinal há vários tipos de conhecimento. O básico, como alguém chamou "sensorial" pertence aos nossos sentidos, como olfato, tato, visão etc. e o que apreendemos deste mundo é guardado em nossa memória que, por sua vez, é outro tipo de conhecimento. Com o desenvolvimento da linguagem, o raciocínio se sofisticou, elevando o nível do que chamamos de conhecimento para explicações, argumentos e em nossa vida social, o desenvolvimento da retórica e das ideologias. Estas não deixam de ser conhecimento mesmo quando têm por objeto precípuo, o engano, o sofisma ou qualquer tipo de "falsa consciência" que venha a produzir. Afinal, como também já disse alguém, mesmo quando pensamos que temos conhecimento sobre algo podemos apenas estar sentados de costas para uma fogueira vendo sombras projetadas na parede do que realmente se passa às nossas costas...
Ou seja, dizer que tudo é posição ou escolha político-ideológica ignora que há algo concreto passível de ser apreendido objetivamente.

quarta-feira, abril 10, 2013

Deus



MICHAEL SCHENKER IS GOD Ⅱ - YouTube

Quando uma alternativa racional vira crime

Cf.: Offshore Leaks: as caixas pretas do poder global

Factoide isso ... Deve ter gente séria junto com bandido, mas o ato em si de deslocar tua renda para longe do fisco é que é o que ele parece querer criticar, então usa uma acusação, não provada no artigo e generaliza. O crime é o tráfico disso e daquilo ou o fato de colocarem o dinheiro fora de seus países? Veja que este "jornalista investigativo" parece confundir as duas coisas, provavelmente porque não parou para conceituá-las como se deve, em separado.

terça-feira, abril 09, 2013

Afrodependência

Fonte: Etniabrasileira.com.br

Eu sou terminantemente contra as cotas raciais pelas seguintes razões:

(a) As cotas raciais criam racismo onde este não havia;

Explico-me: o Brasil é um país constituído, em sua grande maioria, por uma população mestiça, com mais mulatos, cafuzos e mamelucos do que "brancos", "negros" e "índios". Como no país, o critério de avaliação do que é raça é extremamente subjetivo (depende de autodeclaração em pesquisas feitas pelo IBGE), muitos se autodenominarão "negros" apenas para aproveitar um benefício daqueles que sustentam o país com seus impostos. Onde deveria, no máximo, haver uma transferência de renda por motivos estritamente econômicos, se adota um critério paleolítico e racista que é a "raça", algo extremamente ambíguo se o que se quer é diminuir ou eliminar as diferenças sociais.

(b) Alguém poderia dizer que estas diferenças existem é que se faz necessário acabar com elas... Pois bem, a cota racial sacramenta a desigualdade ao finalizar o processo em que o negro é beneficiado por uma ajuda estatal que transferiu renda dos supostos "brancos". O estado nesta nefasta política pública acaba selando sua identidade como incapaz de se auto-gerir e desenvolver como indivíduo por quem, supostamente, o tratou historicamente como "inferior" (e como se os brancos atuais tivessem culpa ou responsabilidade por algozes do passado...);

(c) O pior disto tudo é que enfraquece o direito civil e individual onde todos indivíduos são iguais para tratar desigualmente os indivíduos sob o pretexto de torná-los iguais(!);

(d) Se há então diferenças sociais que são difíceis de se contornar por que não se adota o critério simples socioeconômico? Que se beneficie então aqueles mais carentes com bolsas de estudo. Nas regiões onde há mais negros pobres (porque há mais negros no geral), os negros seriam beneficiados; nas regiões onde há mais brancos pobres (porque há mais brancos no geral), os brancos seriam beneficiados etc. Ou seja, o mais pobre e não o "mais negro" é que seria beneficiado. É que receberia ajuda, como deveria ser feito;

(e) Mas, a bem da verdade, o maior benefício é com um bom ensino básico em uma boa escola pública e isto começa atraindo professor de qualidade, o que não se obtém (em nenhum lugar do mundo) sem bons salários. Outras medidas para suprir a falta de escolas públicas adequadas é a distribuição de vouchers para população mais pobre para alocação de estudantes em escolas privadas. Isto é, ao invés do estado gastar com a infra-estrutura, basta pagar pela mesma vaga em uma escola particular. Por que não?

sábado, abril 06, 2013

Uma possibilidade para o ensino de geografia

"Como é?! Vocês no Brasil estudam geografia do mundo sem conhecer de fato o básico sobre seu território e seus aspectos físicos?!"
Poucos têm coragem de dizer o que muitos também acham. Para mim esta é a principal razão de ler este texto:
Em pleno século XXI, século que viu a grande revolução dos sistemas de informação geográfica, para que serve a geografia escolar? Num século em que as capitais dos países, o clima das cidades, os mapas urbanos, regionais, temáticos e todas as informações “socioeconômicas” estão disponíveis ao alcance de um ou dois cliques, para que serve abrir um livro didático cheio de mapas defasados, gráficos ultrapassados e explicações eivadas de ideologia e carentes de lógica?
Leia mais em: PARA QUE SERVE A GEOGRAFIA ESCOLAR?

Dada a situação atual de nosso ensino de geografia (e história), eu concordo contigo mesmo. No entanto, acho até que poderíamos ter em um ensino técnico-profissionalizante um curso de geografia verdadeiro, calcado, p.ex., na obra Geografia Física de Arthur Strahler. Teríamos excelentes profissionais que trabalhariam como analistas ambientais em órgãos competentes como a CETESB, em São Paulo e fariam uma verdadeira revolução em vários órgãos fajutos dessas municipalidades espalhadas pelo país, que são mais antros de vagabundos carreiristas com estabilidade do que órgãos profissionais de verdade. Veja também o que é o trabalho de um geoprocessador... Acho toda esta revolução tecnológica na geografia algo fantástico, mas não é preciso cursar toda uma faculdade para exercer certas funções do SIG. Alguns desses técnicos são meros desenhistas que operam sistemas que qualquer nerd de ensino médio saberia fazer, mas logo empapuçaria devido a sua monotonia. Claro que há os pesquisadores que se utilizam desses recursos, mas isto seria melhor aproveitado se os mesmos já tivessem visto estas técnicas e conteúdo antes de entrar no curso superior. O que ocorre é que estas inovações pegaram muitos departamentos de geografia de surpresa e agora, meio deslocados, a maioria deles não sabe o que fazer com este conhecimento. Aproximá-lo da sociedade, para seu usufruto seria um bom começo e uma forma seria propiciar o conteúdo à jovens que não pretendem (ou não precisam) de faculdade para atuar como técnicos em geoprocessamento.

Dei um pequeno exemplo para divergir parcialmente do texto, onde eu creio que seria possível sim um ensino útil de geografia, MAS... Do jeito que está não dá para reformar mesmo, o negócio é "resetar" de vez este ensino.

sexta-feira, abril 05, 2013

Simplificações na crítica educacional

Dizem: o problema é que as universidades públicas estavam sendo ocupadas pelos alunos mais ricos vindos do ensino médio privado. Falso. O problema não está nas boas escolas privadas, está na má qualidade das públicas. Melhorar estas seria a verdadeira política de igualdade.
» Pela desigualdade

O texto está 90-95% correto, o problema também está na má qualidade das escolas privadas que, na sua grande maioria, não são muito melhores em termos educacionais do que as escolas públicas. Não podemos nos basear nas excelentes, como também há nas públicas (vide os Institutos Federais) e tapar os olhos para as escolas que também, muito antes de qualquer medida legal, não obrigavam alunos a repetirem de ano com medo de perdê-los para seu concorrente. A macro-análise é, sem dúvida, importante, mas falta o conhecimento cotidiano de quem realmente conhece sala de aula para fazer o contraponto do cenário micro. O problema é que os professores que deveriam fazê-lo, como mostrou Sardenberg são refratários a qualquer tipo de avaliação.

quarta-feira, abril 03, 2013

A arrogância do professorado deriva de sua ignorância e ilogicidade

Quanto à conversa de que os professores não seguem as ideias da geocrítica e usam os livros didáticos só como material de apoio, digo apenas que já rebati tais alegações no post Sim, a escola varre as milhões de vítimas do socialismo para debaixo do tapete! E minhas refutações estavam baseadas numa pesquisa que realizei com os alunos de ensino médio de Curitiba para aferir a influência da geocrítica nos conteúdos ensinados. Ao contrário do autor do comentário, eu não faço afirmações gratuitas baseadas numa experiência profissional supostamente incomunicável e incompreensível para quem está de fora..
Tomatadas: Arrogância dos professores: Se um professor do ensino fundamental e médio ler a minha tese e argumentar contra as conclusões que estão ali, eu jamais vou responder: &q...

      Veja só... Faz alguns meses encontrei um velho amigo de adolescência que, por acaso também cursou a faculdade de geografia comigo lá na UFRGS. Na época, eu me definia como 'anarquista', tinha simpatia pela social-democracia como algo "menos ruim" e já rejeitava o marxismo, embora achasse que "sabia entender a realidade dialeticamente" e essas bobagens. Esse meu camarada era um típico "alienado" para estas questões. Ou, melhor, ainda não corrompido pelo esquerdismo. Cerca de duas décadas se passaram e, bem... Ele virou um petista e professor de ensino público com todos aqueles vícios e clichês que conhecemos. Discutindo, quer dizer, conversando com o sujeito, ele me dizia que "o socialismo de verdade ainda não foi aplicado e blá-blá-blá", aquela ladainha que bem conhecemos. Daí retruquei "... se tu acredita mesmo nisto, então o 'capitalismo de verdade' também não foi aplicado, basta ler os estudos liberais clássicos e, qualquer crítica que se faça ao capitalismo também não vale da mesma forma que tu diz que qualquer crítica que se faça ao socialismo não vale porque o 'verdadeiro ainda não foi aplicado'". E, claro, ele redargüiu com veemência "Não! Não é a mesma coisa, não!" Ou seja, o sujeito não foi capaz de exercer um mínimo raciocínio minimamente lógico. Por que diabos eles acham que a lógica do argumento que serve para criticar uma das posições ideológicas não deve servir para a outra?!?!?! Este passionalismo infantil, burro e sem o mínimo de logicidade é que embasa muitos de nossos professores. Se ao menos se dessem o trabalho de ler o que defendem, como é o caso de Marx saberiam que este filósofo tinha uma visão evolucionista pró desenvolvimento capitalista como pré-condição para a revolução e não, o protecionismo econômico, intervencionismo estatal e corporativismo profissional que, na prática, é o que defendem.

Querem melhores professores? Aprofundem os testes de raciocínio lógico e reduzam as aulas de pedagogia freireana que já teremos um bom começo.