domingo, dezembro 06, 2015

As ovelhas de Putin - 01/02





Mais um profeta em busca de seu best-seller



Segundo a matéria abaixo linkada, o livro retrata o "fim do capitalismo" devido, entre outros fatores, à fusão entre papéis de produtores e consumidores: os cidadãos poderão produzir seus objetos de consumo ao criá-los com impressoras 3-D cada vez mais sofisticadas. É como se a "previsão" marxiana de que a tecnologia (chamada por ele de "forças produtivas") levasse à implosão do próprio sistema que a engendrou. Bem... Ele falou de "bens", mas não de serviços. Se eu produzo minha xícara de café, não significa que esteja no café onde vou bebê-lo e sairei mais às ruas, justamente porque maior produtividade me sobraria mais tempo para o lazer. O capitalismo não deixaria de existir porque "grandes corporações" perderiam espaço para pequenos negócios, uma vez que a propriedade privada fosse mantida. Este é um furo da tese do autor. Outro é de que o sistema terminando daria lugar a uma "economia colaborativa"... Ora, se temos maior produtividade e sobra de tempo para nos envolvermos em atividades sociais, não deixamos de ganhar o suficiente, inclusive com margem de lucro para reinvestirmos em nós mesmos e nas atividades que temos como hobby, inclusive a de ajudar os outros e interagirmos. Não vejo antinomia nenhuma aí. Quanto ao fim do automóvel, ou dele como objeto icônico do capitalismo revela uma má leitura desse sistema mesmo, pois ninguém disse que não teríamos mais capitalismo sem grande montadoras. O importante é que haja circulação de capital que, não deixa de ser um reflexo da interação humana, criativa e livre que caracteriza o capitalismo com sua relação de trabalho assalariada, comércio e propriedade. Podemos té ter outras moedas (ou nenhuma moeda) que ainda teremos capitalismo se suas características essenciais forem mantidas.

Mas eu não venderia tantos livros se escrevesse que o capitalismo vai perdurar, não é mesmo?

Cf. Capitalismo dará lugar à economia colaborativa, prevê autor de best-seller http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/12/1715273-obra-preve-fim-do-capitalismo-para-dar-lugar-a-economia-colaborativa.shtml?cmpid=comptw

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The Bigger the Government...


Perfeito. É este meu modelo e, dentro do próprio EUA há aqueles estados que se aproximam mais deste ideal e que, não por acaso, mesmo durante crises como a de 2008, não deixaram de gerar mais empregos que os outros (mais da metade para ser mais exato), como é o caso do Texas. Outro detalhe é que esta análise contempla um liberalismo (econômico) "pé no chão", i.e., não descarta o governo de todo, mantendo ele para atividades em que se faz necessário, como a defesa externa e outras, muito bem colocado aliás, como o ÚLTIMO recurso. Assim deve ser.


Aprendendo Física com Olavo



Aprendendo Física com Olavo https://youtu.be/ujJJ9bNJMBE Excelente! Este picareta chamado Olavo de Carvalho precisa ser desmascarado mesmo.





sábado, dezembro 05, 2015

Para que estudar marxismo, não é mesmo?





Muitos desdenham da importância de ler o inimigo, como se ele já fosse galinha morta. Discordo... Alegar que porque o número de países que, oficialmente, se diz governado por um “regime marxista-leninista” ou simplesmente comunista é um argumento falho. Assim como a história já nos surpreendeu diversas vezes com seus revezes, nada garante que este sistema ideológico possa dar frutos novamente ou se apresentar com nova roupagem...

Portanto, não se deve confundir a ideologia que está bem viva para milhões de simpatizantes e milhares de militantes com um “sistema que já acabou”. Trata-se de objetos de análise distintos. Uma coisa foi o comunismo ou 'socialismo soviético' e afins, outra É a filosofia que o inspirou e CONTINUA inspirando (infelizmente) milhões de pessoas ao redor do mundo. Muitos acreditam que não há mais o que discutir, que está tudo feito e acabado etc. Ledo engano, o preço da liberdade é a eterna vigilância. Pergunte aos cubanos que atravessam o Caribe sobre tubarões e sob furacões se não há nada mais a temer pelas consequências desta ideologia nefasta; pergunte às massas famélicas na Coreia do Norte se não há mais nada com que se preocupar; pergunte aos civis sul-americanos que vivem sob ameaça de perda de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão que é constantemente atacada por decretos de governos como Maduro, Rousseff e, até recentemente, Kirchner para ver se não vale a pena lutar contra isto (e o primeiro passo é conhecer seu inimigo). Agora se pergunte de onde vem a inspiração para todas essas ações?


Marxismo é um sistema ideológico, que obviamente nunca funcionou fora de suas páginas amarelas, mas a discussão é fundamental para se entender porque tantos acreditam nisto, assim como tantos outros acreditam em tolices como um paraíso com 72 virgens, no Juízo Final ou em ETs capturados pela NASA. Ou na doideira de achar que eles ainda trabalham para o governo canadense!!!! Mas o louco mesmo é saber que há quem compre estas ideias.
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quinta-feira, dezembro 03, 2015

Mar de lama em Mariana


Vale muito a pena assistir este vídeo, um primoroso trabalho de argumentação do Pirula. Assista a estas considerações sobre o acidente e impacto do rompimento da barragem da Sanmarco em Mariana, MG:




quarta-feira, dezembro 02, 2015

Marxismo sob Nova Perspectiva por Anselmo Heidrich


Palestra ministrada por Anselmo Heidrich e organizada pelo Grupo de Estudos e Debates sobre Liberalismo (GEDLib) do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Grupo Henry Maksoud dos Estudantes pela Liberdade (EPL).

1.     Apresentação, formalidades e “a real”... 


2.     Metodologia; como discutir com marxistas... 


3.     Materialismo histórico; economia... 


4.     Mercado; meritocracia; vícios do setor público... 


5.     Ciência e política; fato e norma... 


6.     Lucro; capitalismo como sistema dinâmico... 


7.     Despedida... 



Há outros temas não contemplados neste sumário. Assim que reassistir aos vídeos, eu retifico.
Mais uma vez, obrigado aos organizadores pela oportunidade de poder fazer esta apresentação.
a.h
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