Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Reducionismo barbaridade


Esta autora aí tem um grande valor para países como o Brasil de hoje, sua saga contra o coletivismo é louvável. MAS, em se tratando de filosofia, ela deixa muitas brechas, principalmente por tentar reduzir a ação humana a uma mera ação econômica e esta não está livre de percepções morais e da cultura como um todo. Há também entre os chamados 'randianos' uma certa falta de clareza e objetividade(!) no que se refere ao conceito das palavras, como é a questão do próprio egoísmo. Ora, se o egoísmo tem sua racionalidade, o que ela propôs chamar de "egoísmo racional" é totalmente redundante. E tentar levantar um véu semântico para justificá-la, como fazem muitos de seus adeptos, não adianta, pois dizer tudo que tem a ver com o Eu é fruto do egoísmo confunde este com o egocentrismo. Ademais, se hoje vivemos uma guerra cultural contra o coletivismo, em particular na sua forma estatista, isto não exime que atores individuais possam, de livre e espontânea vontade agir altruisticamente. O que me incomoda demais na autora é esta filosofia simplista de lógica binária, na qual ou eu sou "do bem", um "egoísta racional" ou eu sou "malvadão", um coletivista que quer obrigar todos a um altruísmo forçado e falso. Ora, como indivíduo, sobretudo se eu for bem sucedido economicamente, nada me impede, sem que eu tenha sido obrigado para tanto partir para ações voluntárias (se me permitem a redundância...) e ajudar os demais. Veja... O trânsito serve como analogia: se formos totalmente egoístas em um dia de chuva com semáforos pifados e não cedermos a vez para ninguém, o "sistema não anda". Da mesma forma, se formos completamente altruístas e cedermos sempre, nossa fila é que não andará prejudicando todo o sistema de tráfego também. Claro que esta é uma analogia igualmente simplista para caracterizar todos os sistemas sociais, mas o que se percebe é que a filosofia de Ayn Rand é tão simplista que até com uma analogia destas é possível contestá-la de modo, pelo menos para mim, bastante eficaz. 
 Cf.: Tomatadas: Sobre "Egoísmo racional: o individualismo de Ayn R...: Faz um tempo que estou para comentar o livro Egoísmo racional: o individualismo de Ayn Rand , do economista Rodrigo Constantino (Documenta ...

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