Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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sábado, janeiro 16, 2016

Quando um ancap fala sobre federalismo


O problema deste artigo, cujo tema é importante e me é caro, o Federalismo são as conclusões e premissas simplistas. P.ex., “todo país menor é melhor a princípio, pois é mais fácil que seus cidadãos controlem seus governos”... Ahã, como o Butão? Como Uganda? Como a Nicarágua? "Ah! Mas os microestados ou cidades-estado são sim..." Bem, se te referes a um fenômeno exclusivamente europeu até pode ser, mas qual o peso da União Europeia aí, ao menos nas condições de segurança nacional desses territórios? Pois sem isto, provavelmente tais países nunca existiriam. Ou seja, no amontoado de "ses" que o artigo utiliza, nas quais as condições seriam melhores se, se e se, o que mais salta aos olhos é a simples ignorância da realidade. Outro ponto é o forte maniqueísmo que há ao considerar qualquer revolta ou revolução contra o estado como sendo uma revolta ou revolução contra o estado, fundamentalmente. Movimentos messiânicos como o do Contestado tiveram força local por que eram contra a união nacional ou por que partilhavam uma ideia religiosa contra algo que não expressasse esta cosmovisão? Há uma mistificação neste e outros pontos, como o fato de que a luta contra uma unidade política maior - o estado brasileiro - significasse uma luta pela liberdade. A constituição proposta pelos revolucionários farroupilhas, p.ex., mantinha a "liberdade de manter escravos". É o mesmo argumento que defender os confederados americanos na guerra de secessão americana contra o “norte yankee opressor”, sem se dar conta que o que menos contava para os sulistas era a liberdade individual para todos os indivíduos porque nem todos eram considerados como tais. E embora eu ainda não tenha lido o artigo referenciado de Gary North, cabe perguntar a quantas anda a tributação britânica nos dias atuais, já que o artigo de Fernando Chioccha diz que:
 "a Revolução Americana que separou os Estados Unidos da Grã Bretanha prejudicou em muito a liberdade, pois quando os EUA eram parte do império, recaia sobre os colonos um imposto de apenas 1% e eles gozavam de um dos ambientes de maior liberdade do mundo.  Porém, já no eclodir da Revolução, os revolucionários inflacionaram a moeda, impuseram um controle de preços e, após a Revolução, a carga tributária havia triplicado — e nunca mais parou de subir."

Ora, então todos os colonos foram manipulados por se revoltarem contra a tentativa de elevação dos tributos imposta pelo império britânico e se eles permanecessem como súditos, ainda hoje estariam pagando apenas 1%? Sério que Chiocca acreditaria nisto? 

Bem, eu recomendo o texto, mais para saber como funciona o cacoete intelectual de um anarco-capitalista do que sobre o federalismo propriamente dito:

Independência de Brasília ou morte http://rothbardbrasil.com/independencia-de-brasilia-ou-morte/



E não podemos esquecer um dos melhores exemplos do século XX sobre como a secessão não é sinônimo por si só de um desenvolvimento político, econômico ou cultural.
Imagem: http://espanol.mapsofworld.com/continentes/africa/somalia/
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