Não Culpe o Capitalismo



Pessoal, eu,

Anselmo Heidrich, o Fernando Raphael Ferro de Lima e o Luis Lopes Diniz Filho,

administradores dos blogs


respectivamente, acabamos de lançar um libelo da GEOGRAFIA ANTI-MARXISTA, o 1º do país!

Prestigiem...

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quarta-feira, janeiro 06, 2016

Taxis VS. Uber -- 1


Um Projeto de Lei em Porto Alegre proíbe bermudas e itens informais no vestuário do taxista, além de definir que o passageiro seja quem decide pela temperatura do ar condicionado e tipo de música dentro do veículo. Segundo a prefeitura, a entrada do serviço de passageiros concorrente, o chamado Uber forçou esta decisão, com o intuito de "melhorar a imagem do taxista". O processo foi chamado, inclusive, de "uberização".

Cá entre nós, o que podemos concluir disto? Que nossas autoridades, especialmente as do município de Porto Alegre são umas bestas mesmo e que nunca entenderam o princípio que rege um serviço como o Uber. Não se trata da forma apresentada, pois esta forma é uma mera consequência da adoção de uma imagem e postura visando ganhar a concorrência. Quem adotou o serviço optou, de livre e espontânea vontade por um produto que também foi escolhido pelo seu fornecedor, de livre e espontânea vontade. Esta conjunção de esforços, esta interação é que leva ao sucesso do produto e não uma norma baixada autoritariamente tentando melhorar um serviço, que não conta com o apoio de seus fornecedores (como sugere a matéria abaixo). Se faça isto visando ganhar a concorrência contra o Uber ou impedi-lo de se firmar no mercado, que tudo que conseguirão é a melhoria da oferta de serviços pelo Uber procurando se diferenciar e melhorar cada vez mais. Além de criar conflitos desnecessários entre taxistas e usuários, o decreto levará, isto sim, a uma melhoria do serviço concorrente que só fará abocanhar cada vez mais o escasso filão de mercado dos taxistas.

Caros legisladores, estudem e aprendam que o que traz sucesso aos empreendimentos não é a lei (que deveria existir para coibir o roubo), mas sim a lógica de funcionamento de um serviço. Tem que se gostar do que faz, tem que se ter habilidade para o que se faz e tem que haver demanda para o que se faz. Do jeito que estão (e ficarão piores), os taxistas não gostarão de trabalhar do jeito proposto, não desenvolverão habilidades para tratar melhor o cliente, mas só tentarão evitar o confronto e, por fim, dificilmente haverá demanda por um serviço criado de modo forçado para o que já existe, mas feito de bom grado, com vontade e veracidade. Legisladores aprendam a diferenciar forma de conteúdo.

Cf. http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/pelas-ruas/noticia/2016/01/novo-projeto-de-lei-proibe-a-bermuda-e-uberiza-taxistas-em-porto-alegre-4945421.html
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