domingo, abril 03, 2016

Uma crítica vaga ao modelo educacional chinês


Imagem: dicta.com.br/

Em entrevista recente, o artista chinês Ai Weiwei – que está proibido de deixar seu país devido a desentendimentos com o governo – criticava o sistema educacional de sua nação, apesar de os estudantes chineses atingirem resultados excepcionais em rankings internacionais de desempenho acadêmico. Ele admitia que seus compatriotas podem até ser habilidosos, mas “falta-lhes a habilidade de fazer seus próprios julgamentos livres”. E continuava: “É realmente triste ver jovens adultos, de 20, 25 anos, que não aprenderam a tomar suas próprias decisões. As pessoas incapazes disso não adquirem um senso de responsabilidade. E quando não se tem um senso de responsabilidade, empurra-se a culpa para o sistema”.
(...)
T.S. Eliot já se perguntava na primeira metade do século passado: “Onde está a sabedoria que nós perdemos no conhecimento? Onde está o conhecimento que nós perdemos na informação?”. Se formamos pouco para o conhecimento, menos ainda para a sabedoria. Aliás, temos utilizado a palavra “sabedoria” muitas vezes com um viés esotérico e, por incrível que pareça, oriental – o que soa surpreendentemente contraditório, se pensarmos na fala de Weiwei.

Ficou um tanto vaga esta reflexão, sinceramente. Até entendo o porquê da crítica ao sistema educacional chinês - embora eu não o conheça em detalhes e duvido muito que alguém aqui o conheça também -, mas quando o autor contrapõe Sabedoria ao Conhecimento simples voltado ao mercado deveria precisar melhor de que forma esta "educação libertadora" poderia fazer isto. Pois, do jeito que está exposto não parece muito melhor do que as propostas doutrinadoras de esquerda que têm na retórica de apresentação a mesmíssima proposta. A diferença é que enquanto o brado conservador parece falar de liberdade contra a opressão do sistema, os neomarxistas em geral dizem a mesma coisa só que propondo a 'superação' da opressão do sistema. Após ler este pequeno texto me ficou a dúvida sobre qual modelo doutrinário devemos optar e até aí seria tudo bem, desde que eles estejam claros ao que vieram e não ocultos em uma embalagem igual, padronizada que tudo que faz é dizer "prove-me, veja como eu sou gostoso!" Aguardo, no entanto, ansioso por mais peças deste Supermercado das Almas...

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Fas est et ab hoste doceri – Ovídio

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