sexta-feira, março 22, 2013

Não se muda a educação sem reconhecê-la de fato


Sobre: "O desafio da educação: perspectivas globais e a experiência do Rio de Janeiro" - YouTube


"Acho que certamente as coisas estão melhorando"... Não é uma afirmação séria. Não se trata de fazer "uma escola do terceiro milênio", pois nossa escola não é sequer uma escola competente do século XX. Quem diz isto é porque não deve ter experiência em sala de aula, definitivamente. A questão não pode ser simplesmente ser promovida pelo setor privado ou setor público, enquanto que regras, normas que atentam contra a educação têm amparo legal, jurídico, como atesta o próprio ECA. Ouso dizer que hoje, no Brasil, pedagogos são profissionais(!) que atravancam a evolução educacional e depuração de suas mazelas. Pergunte a qualquer professor com 40h semanais, se é que isto interessa a think tanks que queiram fazer mais do que disseminar slogans...

terça-feira, março 05, 2013

Crise européia

Fonte: Stratfor
Europe is the focal point of this crisis. Last week Italy held elections, and the party that won the most votes -- with about a quarter of the total -- was a brand-new group called the Five Star Movement that is led by a professional comedian. Two things are of interest about this movement. First, one of its central pillars is the call for defaulting on a part of Italy's debt as the lesser of evils. The second is that Italy, with 11.2 percent unemployment, is far from the worst case of unemployment in the European Union. Nevertheless, Italy is breeding radical parties deeply opposed to the austerity policies currently in place.
O engraçado não é que um comediante italiano lidere este movimento contrário à austeridade fiscal, mas que mais de 20% do eleitorado italiano tenha sido seduzido por uma panacéia que proponha a retomada da estabilidade e crescimento econômicos sem a austeridade fiscal. Como diz Friedman, editor da Stratfor não é um debate acadêmico, mas um debate sobre quem controla e como controla o Banco Central Europeu. A Alemanha tem reestruturado sua economia há anos, mas grande parte da Europa, sobretudo a periferia mediterrânea não. Por sua vez, a Alemanha pode manter baixas taxas de desemprego graças às suas exportações, bastante agressivas (só ficando atrás de China e EUA no panorama mundial), mas o que sustentará a transição e cortes de gastos de países desequilibrados no cenário europeu? O alerta de Friedman, a partir do mapa de desemprego acima é claro: há um núcleo de baixo desemprego formado por Alemanha, Áustria, Holanda e Bélgica que são, aliás, territorialmente contíguos, enquanto que a medida que nos deslocamos para sua periferia, especialmente o sul piora e muito. O autor não acredita na repetição exata de padrões históricos, como o fascismo, mas chama atenção para o que pode significar a exploração de taxas elevadas de desemprego para o conflito entre países no cenário do continente, cuja união econômica pode se desfazer. E o desemprego de longo prazo já superou a camada habituada a ele e incorporada a economia informal, ele bate na porta da classe média. 

segunda-feira, março 04, 2013

A destruição de Detroit


Detroit parece uma cidade brasileira: com serviços públicos deficitários, orçamento público na mesma situação, deterioração urbana generalizada, desemprego em alta (18%), índice de criminalidade 10 vezes maior do que N. York etc., ainda assim(!) mantém o valor inflado de suas propriedades. Vai entender... Como funciona esta inércia?

Cf.: 
How the Democrats Destroyed Detroit

sexta-feira, março 01, 2013

Um experimento socialista



Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe e, portanto seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... Para sua total surpresa.

O professor explicou: "o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;

2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;

4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividí-la; 

5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

sábado, fevereiro 23, 2013

O que é certo sobre Justiça Social?




O problema é o prazo e o populacho, inclusive a chamada "classe média", esta nebulosa prefere apostar suas fichas no aqui e agora do subsídio e das bolsas-esmola do que regar o solo de colheitas futuras. Quem tem culhões de dizer que vamos passar meia década cortando gastos e mais meia década para, na melhor das hipóteses, nos estabilizarmos para, talvez, se tudo der certo, depois crescermos? Ingênuos preferem apostar em personagens romantizados de filmecos subsidiados.


segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Santa Catarina e Maquiavel



Apresento aqui o texto de Milton Simon Pires, médico intensivista de Porto Alegre com um artigo claro e conciso sobre a atuação de parte da mídia nacional que, malgrado passa a ser hegemônica. Por estas e outras que devemos observar a linguagem... Chamar tais ocorrências de “confusão” é um eufemismo forçado demais. Na verdade são ataques deliberados com o propósito de medir forças com o estado.
Eventualmente teremos a participação deste colaborador em nosso blog. Que seja bem vindo!

*Veja este outro lúcido comentário sobre a tragédia de Santa Maria aqui.


SANTA CATARINA E MAQUIAVEL – HOMENAGEM A IMPRENSA “ENGAJADA”

Bombeiro tentando apagar em 2013 o incêndio começado na década de 1960!

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Reducionismo barbaridade


Esta autora aí tem um grande valor para países como o Brasil de hoje, sua saga contra o coletivismo é louvável. MAS, em se tratando de filosofia, ela deixa muitas brechas, principalmente por tentar reduzir a ação humana a uma mera ação econômica e esta não está livre de percepções morais e da cultura como um todo. Há também entre os chamados 'randianos' uma certa falta de clareza e objetividade(!) no que se refere ao conceito das palavras, como é a questão do próprio egoísmo. Ora, se o egoísmo tem sua racionalidade, o que ela propôs chamar de "egoísmo racional" é totalmente redundante. E tentar levantar um véu semântico para justificá-la, como fazem muitos de seus adeptos, não adianta, pois dizer tudo que tem a ver com o Eu é fruto do egoísmo confunde este com o egocentrismo. Ademais, se hoje vivemos uma guerra cultural contra o coletivismo, em particular na sua forma estatista, isto não exime que atores individuais possam, de livre e espontânea vontade agir altruisticamente. O que me incomoda demais na autora é esta filosofia simplista de lógica binária, na qual ou eu sou "do bem", um "egoísta racional" ou eu sou "malvadão", um coletivista que quer obrigar todos a um altruísmo forçado e falso. Ora, como indivíduo, sobretudo se eu for bem sucedido economicamente, nada me impede, sem que eu tenha sido obrigado para tanto partir para ações voluntárias (se me permitem a redundância...) e ajudar os demais. Veja... O trânsito serve como analogia: se formos totalmente egoístas em um dia de chuva com semáforos pifados e não cedermos a vez para ninguém, o "sistema não anda". Da mesma forma, se formos completamente altruístas e cedermos sempre, nossa fila é que não andará prejudicando todo o sistema de tráfego também. Claro que esta é uma analogia igualmente simplista para caracterizar todos os sistemas sociais, mas o que se percebe é que a filosofia de Ayn Rand é tão simplista que até com uma analogia destas é possível contestá-la de modo, pelo menos para mim, bastante eficaz. 
 Cf.: Tomatadas: Sobre "Egoísmo racional: o individualismo de Ayn R...: Faz um tempo que estou para comentar o livro Egoísmo racional: o individualismo de Ayn Rand , do economista Rodrigo Constantino (Documenta ...

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Pondérações sobre a Guerra de Secessão Americana

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Batalhas_da_Guerra_Civil_Americana

 Pondé... O causo é o seguinte, ele mistura fatos, certos historicamente falando, com opiniões, algumas claramente anacrônicas. Primeiro um aspecto moral, Lincoln não atacou o Sul para "estuprar mulheres", embora isto ocorra em maior ou menor grau em todas as guerras. Generais de moral ilibada e outros oficiais punem severamente subordinados que façam este tipo de coisa, mas aí é outro assunto... O que Lincoln fez teve um subproduto que foi a abolição da escravidão, o que foi algo muito bom. Só não foi 'ótimo', porque isto só ocorreria com a redução drástica do racismo, que não termina por decreto, como bem sabemos. O racismo só diminui (porque não termina nunca, assim como a inveja) para níveis irrisórios, com a maior miscigenação, o que vai ocorrer de uma forma ou de outra com a maior imigração nos EUA que, no caso, é latino-americana. Isto também gera, inadvertidamente, reações racistas dos próprios negros contra hispano-americanos, dentre outras razões por menos recursos para divisão em benefícios estatais. 

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Algumas razões para relativizar São Paulo

"Há 40 anos, o trânsito de São Paulo já era assim. A foto foi tirada próximo ao cruzamento da avenidas Consolação e São Luís. Para comemorar o aniversário de SP, o Estadão lança um guia de informações históricas. Agora, no iPhone ou no Android, basta dois toques para saber mais sobre lugares emblemáticos, como Praça da Sé e Masp. E ver fotos. Veja mais em http://migre.me/cY7Ae" 
Neste texto Folha de S.Paulo - Especial - 10 razões para odiar São Paulo - 25/01/2013, Bárbara Gancia aponta razões para criticar São Paulo. Acho que em alguns casos lhe faltou um senso de relativização...

ÔPS!