quarta-feira, abril 10, 2013
Quando uma alternativa racional vira crime
Cf.: Offshore Leaks: as caixas pretas do poder global
Factoide isso ... Deve ter gente séria junto com bandido, mas o ato em
si de deslocar tua renda para longe do fisco é que é o que ele parece querer
criticar, então usa uma acusação, não provada no artigo e generaliza. O crime é
o tráfico disso e daquilo ou o fato de colocarem o dinheiro fora de seus
países? Veja que este "jornalista investigativo" parece confundir as
duas coisas, provavelmente porque não parou para conceituá-las como se deve, em
separado.
terça-feira, abril 09, 2013
Afrodependência
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| Fonte: Etniabrasileira.com.br |
Eu sou terminantemente contra as cotas raciais pelas seguintes razões:
(a) As cotas raciais criam racismo onde este não havia;
Explico-me: o Brasil é um país constituído, em sua grande maioria, por uma população mestiça, com mais mulatos, cafuzos e mamelucos do que "brancos", "negros" e "índios". Como no país, o critério de avaliação do que é raça é extremamente subjetivo (depende de autodeclaração em pesquisas feitas pelo IBGE), muitos se autodenominarão "negros" apenas para aproveitar um benefício daqueles que sustentam o país com seus impostos. Onde deveria, no máximo, haver uma transferência de renda por motivos estritamente econômicos, se adota um critério paleolítico e racista que é a "raça", algo extremamente ambíguo se o que se quer é diminuir ou eliminar as diferenças sociais.
(b) Alguém poderia dizer que estas diferenças existem é que se faz necessário acabar com elas... Pois bem, a cota racial sacramenta a desigualdade ao finalizar o processo em que o negro é beneficiado por uma ajuda estatal que transferiu renda dos supostos "brancos". O estado nesta nefasta política pública acaba selando sua identidade como incapaz de se auto-gerir e desenvolver como indivíduo por quem, supostamente, o tratou historicamente como "inferior" (e como se os brancos atuais tivessem culpa ou responsabilidade por algozes do passado...);
(c) O pior disto tudo é que enfraquece o direito civil e individual onde todos indivíduos são iguais para tratar desigualmente os indivíduos sob o pretexto de torná-los iguais(!);
(d) Se há então diferenças sociais que são difíceis de se contornar por que não se adota o critério simples socioeconômico? Que se beneficie então aqueles mais carentes com bolsas de estudo. Nas regiões onde há mais negros pobres (porque há mais negros no geral), os negros seriam beneficiados; nas regiões onde há mais brancos pobres (porque há mais brancos no geral), os brancos seriam beneficiados etc. Ou seja, o mais pobre e não o "mais negro" é que seria beneficiado. É que receberia ajuda, como deveria ser feito;
(e) Mas, a bem da verdade, o maior benefício é com um bom ensino básico em uma boa escola pública e isto começa atraindo professor de qualidade, o que não se obtém (em nenhum lugar do mundo) sem bons salários. Outras medidas para suprir a falta de escolas públicas adequadas é a distribuição de vouchers para população mais pobre para alocação de estudantes em escolas privadas. Isto é, ao invés do estado gastar com a infra-estrutura, basta pagar pela mesma vaga em uma escola particular. Por que não?
sábado, abril 06, 2013
Uma possibilidade para o ensino de geografia
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| "Como é?! Vocês no Brasil estudam geografia do mundo sem conhecer de fato o básico sobre seu território e seus aspectos físicos?!" |
Em pleno século XXI, século que viu a grande revolução dos sistemas de informação geográfica, para que serve a geografia escolar? Num século em que as capitais dos países, o clima das cidades, os mapas urbanos, regionais, temáticos e todas as informações “socioeconômicas” estão disponíveis ao alcance de um ou dois cliques, para que serve abrir um livro didático cheio de mapas defasados, gráficos ultrapassados e explicações eivadas de ideologia e carentes de lógica?
Leia mais em: PARA QUE SERVE A GEOGRAFIA ESCOLAR?
Dada a situação atual de
nosso ensino de geografia (e história), eu concordo contigo mesmo. No entanto,
acho até que poderíamos ter em um ensino técnico-profissionalizante um curso de
geografia verdadeiro, calcado, p.ex., na obra Geografia Física de Arthur
Strahler. Teríamos excelentes profissionais que trabalhariam como analistas
ambientais em órgãos competentes como a CETESB, em São Paulo e fariam uma
verdadeira revolução em vários órgãos fajutos dessas municipalidades espalhadas
pelo país, que são mais antros de vagabundos carreiristas com estabilidade do
que órgãos profissionais de verdade. Veja também o que é o trabalho de um
geoprocessador... Acho toda esta revolução tecnológica na geografia algo
fantástico, mas não é preciso cursar toda uma faculdade para exercer certas
funções do SIG. Alguns desses técnicos são meros desenhistas que operam
sistemas que qualquer nerd de ensino médio saberia fazer, mas logo empapuçaria
devido a sua monotonia. Claro que há os pesquisadores que se utilizam desses
recursos, mas isto seria melhor aproveitado se os mesmos já tivessem visto
estas técnicas e conteúdo antes de entrar no curso superior. O que ocorre é que
estas inovações pegaram muitos departamentos de geografia de surpresa e agora,
meio deslocados, a maioria deles não sabe o que fazer com este conhecimento.
Aproximá-lo da sociedade, para seu usufruto seria um bom começo e uma forma
seria propiciar o conteúdo à jovens que não pretendem (ou não precisam) de
faculdade para atuar como técnicos em geoprocessamento.
Dei um pequeno exemplo para divergir
parcialmente do texto, onde eu creio que seria possível sim um ensino útil de
geografia, MAS... Do jeito que está não dá para reformar mesmo, o negócio é
"resetar" de vez este ensino.
sexta-feira, abril 05, 2013
Simplificações na crítica educacional
Dizem: o problema é que as universidades públicas estavam sendo ocupadas pelos alunos mais ricos vindos do ensino médio privado. Falso. O problema não está nas boas escolas privadas, está na má qualidade das públicas. Melhorar estas seria a verdadeira política de igualdade.
» Pela desigualdade
O texto está 90-95% correto, o problema também está na má qualidade das escolas privadas que, na sua grande maioria, não são muito melhores em termos educacionais do que as escolas públicas. Não podemos nos basear nas excelentes, como também há nas públicas (vide os Institutos Federais) e tapar os olhos para as escolas que também, muito antes de qualquer medida legal, não obrigavam alunos a repetirem de ano com medo de perdê-los para seu concorrente. A macro-análise é, sem dúvida, importante, mas falta o conhecimento cotidiano de quem realmente conhece sala de aula para fazer o contraponto do cenário micro. O problema é que os professores que deveriam fazê-lo, como mostrou Sardenberg são refratários a qualquer tipo de avaliação.
quarta-feira, abril 03, 2013
A arrogância do professorado deriva de sua ignorância e ilogicidade
Quanto à conversa de que os professores não seguem as ideias da geocrítica e usam os livros didáticos só como material de apoio, digo apenas que já rebati tais alegações no post Sim, a escola varre as milhões de vítimas do socialismo para debaixo do tapete! E minhas refutações estavam baseadas numa pesquisa que realizei com os alunos de ensino médio de Curitiba para aferir a influência da geocrítica nos conteúdos ensinados. Ao contrário do autor do comentário, eu não faço afirmações gratuitas baseadas numa experiência profissional supostamente incomunicável e incompreensível para quem está de fora..
Tomatadas: Arrogância dos professores: Se um professor do ensino fundamental e médio ler a minha tese e argumentar contra as conclusões que estão ali, eu jamais vou responder: &q...
Veja só... Faz alguns meses encontrei um velho amigo de adolescência que, por acaso também cursou a faculdade de geografia comigo lá na UFRGS. Na época, eu me definia como 'anarquista', tinha simpatia pela social-democracia como algo "menos ruim" e já rejeitava o marxismo, embora achasse que "sabia entender a realidade dialeticamente" e essas bobagens. Esse meu camarada era um típico "alienado" para estas questões. Ou, melhor, ainda não corrompido pelo esquerdismo. Cerca de duas décadas se passaram e, bem... Ele virou um petista e professor de ensino público com todos aqueles vícios e clichês que conhecemos. Discutindo, quer dizer, conversando com o sujeito, ele me dizia que "o socialismo de verdade ainda não foi aplicado e blá-blá-blá", aquela ladainha que bem conhecemos. Daí retruquei "... se tu acredita mesmo nisto, então o 'capitalismo de verdade' também não foi aplicado, basta ler os estudos liberais clássicos e, qualquer crítica que se faça ao capitalismo também não vale da mesma forma que tu diz que qualquer crítica que se faça ao socialismo não vale porque o 'verdadeiro ainda não foi aplicado'". E, claro, ele redargüiu com veemência "Não! Não é a mesma coisa, não!" Ou seja, o sujeito não foi capaz de exercer um mínimo raciocínio minimamente lógico. Por que diabos eles acham que a lógica do argumento que serve para criticar uma das posições ideológicas não deve servir para a outra?!?!?! Este passionalismo infantil, burro e sem o mínimo de logicidade é que embasa muitos de nossos professores. Se ao menos se dessem o trabalho de ler o que defendem, como é o caso de Marx saberiam que este filósofo tinha uma visão evolucionista pró desenvolvimento capitalista como pré-condição para a revolução e não, o protecionismo econômico, intervencionismo estatal e corporativismo profissional que, na prática, é o que defendem.
Querem melhores professores? Aprofundem os testes de raciocínio lógico e reduzam as aulas de pedagogia freireana que já teremos um bom começo.
domingo, março 31, 2013
sábado, março 30, 2013
quarta-feira, março 27, 2013
Venezuela, aparelhamento social e vadiagem
Baita desenvolvimento social bolivariano. Um lixo só...
"En otros segmentos de la población, los más marginados, que habitan las zonas altas de la Cordillera de la Costa que rodea Caracas, conocidas como cinco y diez, la devoción y lealtad al comandante no son negociables. Barrios en donde la policía no se atreve a entrar; gente armada y bebiendo la mayor parte del día nos muestra su casa. Refrigerador, estufa y microondas son parte de un paquete de ayuda que el gobierno les da por una ínfima suma al mes. Una pantalla de plasma también es regalo del gobierno, entregado días antes de las elecciones. Las paredes de las casas tienen retratos de Chávez, pero la pobreza se funde con la ignorancia; los niveles de violencia son muy altos.
Todos estos “regalos” se pagan con dinero de PDVSA, la compañía petrolera estatal que una vez fue la segunda en importancia en el mundo. En 1997 tenía la capacidad de producir cinco millones de barriles diarios. Hoy sólo refinan dos millones 400 mil. En ese mismo año PDVSA, era más importante ella sola que las ocho hermanas, referencia que se hace para nombrar a las petroleras más importantes del mundo como BP, Shell y Texaco, entre otras. Además de eso tenían una de las redes de distribución más importantes en la Unión Americana por medio de CITGO. Hoy la historia es diferente. La empresa es utilizada como la caja del gobierno. Igual paga los gastos del cierre de campaña electoral, que importa alimentos, que muchas veces se descomponen en sus bodegas por la falta de experiencia en el almacenamiento de los mismos. Esta gran ubre también alimenta a los países de la región. Da petróleo a cambio de comida, pero sólo cobrando 50% del valor de la factura."
Não se trata de um aparelhamento estatal tão somente, mas do próprio tecido social que pelo visto se acostumou à esmola como moeda de troca para se conceder apoio condicional ao regime bolivariano e ser agraciado com a falta de trabalho e vadiagem crônica.
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